Alberto Maia é eleito para presidir o Papão

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Dentro de um clima de absoluta tranquilidade, o Paissandu escolheu ontem seu novo presidente. Candidato único, o advogado Alberto Maia foi aclamado para comandar os destinos do clube pelos próximos dois anos, recebendo 538 votos, com 41 brancos e 5 nulos. A eleição começou às 16h desta quarta-feira e se estendeu até às 22h, na sede social da avenida Nazaré. No pleito, foram eleitos também os novos conselheiros. Maia representa o grupo Novos Rumos e foi indicado para pelo atual presidente, Vandick Lima. O vice-presidente eleito é Sérgio Serra, que ocupa o mesmo cargo na gestão de Vandick.

A posse dos eleitos deve ocorrer em janeiro, mas há uma proposta para antecipar para o começo de dezembro. A situação elegeu 43 dos 50 novos conselheiros, dentre os quais Inocêncio Mártires Coelho, Raul Aguilera, Abílio Couceiro Filho, Ulisses Sereni, Antonio Maciel, Ricardo e Sérgio Gluck Paul, Tony Couceiro, Nelson Diniz, Alexandre Xerfan, Abelardo Serra, Marcelo Folha, Daniel Sobrinho, Costinha, Feliz, Guilherme Tadeu, Nilton Gurjão, Clóvis Abnader. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Alberto Maia será aclamado presidente do Papão

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Em eleição que começou às 16h e se estenderá até 21h, o Paissandu elegerá nesta quarta-feira o advogado Alberto Maia seu novo presidente, em substituição a Vandick Lima. A chapa de Alberto Maia e Sérgio Serra, representando o grupo Novos Rumos, não terá oponentes no pleito, pois a chapa de oposição (de Luís Omar Pinheiro) foi retirada na semana passada. Conhecido pela brilhante atuação como defensor do clube nos tribunais, Maia conta com o apoio das principais correntes políticas do clube.

Militares rechaçam sugestões golpistas

Dirigentes que integram as Forças Armadas rechaçaram a possibilidade de os militares da ativa atenderem aos pedidos de intervenção e destituição da presidente Dilma Rousseff (PT) do poder. O pleito é fomentado por alas conservadoras e direitistas que promovem passeatas desde a vitória de Dilma sobre Aécio Neves (PSDB) em outubro passado. Um dos argumentos é que a reeleição da petista consumará a instauração de um golpe de teor comunista no Brasil. Segundo o comandante da Marinha, os militares de hoje estão totalmente comprometidos com a democracia e não vão apelar para um golpe. (Do Jornal GGN)

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Por Mônica Bergamo, na Folha

As manifestações para que os militares voltem ao poder no Brasil são rechaçadas com veemência pelos comandantes das Forças Armadas. “Os militares estão totalmente inseridos na democracia e não vão voltar. Isso eu garanto”, disse à coluna o almirante Julio Soares de Moura Neto, comandante da Marinha.

A QUEM INTERESSA?
“Não sei quem anda inventando isso [manifestações pela volta dos militares ao poder], mas não faz o menor sentido. Os militares só voltam em seu papel institucional, que é o que têm hoje”, completa Moura Neto.

EXTREMISTAS
“São opiniões de extremistas”, diz o tentente-brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica. “[A volta dos militares] é algo impossível de acontecer. Só quem poderia tentar fazer isso é o pessoal da ativa [das Forças Armadas]. E, como nós não queremos nada nesse sentido, não há a menor chance de essas ideias evoluírem.”

NADA SÉRIO
“Nós vivemos há muitos anos em um ambiente de absoluta normalidade”, reforça o comandante do Exértico, general Enzo Peri.

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“Vejo essas manifestações com naturalidade, mas elas não devem ter qualquer outra conotação”, diz ele.

É O CASO?
Já quando abordados sobre o relatório da Comissão Nacional da Verdade, que deve responsabilizar inclusive ex-presidentes militares por crimes de tortura e execução de presos políticos, os comandantes mostram desconforto. “Eles estão cumprindo a lei”, limita-se a dizer Saito. Questionado se o Exército se manifestará depois da divulgação do relatório, em dezembro, Enzo Peri disse: “Será o caso?”.

A frase da semana

” Eu ganhei um Prêmio Esso em 89 denunciando roubalheira na Petrobras. […] A Petrobras sempre foi vítima de quadrilhas que operavam lá dentro formada por gente dos seus quadros ou que foram indicados por políticos e por empresários, fornecedores, empreiteiras. Então essa vergonha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é sim uma tentativa de manipulação política partidária da questão policial”.

Ricardo Boechat, jornalista

Papão homenageia seu atleta imortal

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O ídolo Quarentinha ganhou uma estátua em sua homenagem no estádio da Curuzu. A inauguração ocorreu na noite desta terça-feira com a presença de antigos jogadores, contemporâneos do lendário meio-campista alviceleste. O técnico Mazola Junior compareceu e conversou com Quarentinha antes da solenidade. Vários associados, conselheiros e torcedores estiveram também na Curuzu, participando da festa. A estátua em tamanho natural visa eternizar na memória do torcedor e principalmente junto às novas gerações a importância que Quarentinha teve para a história do Paissandu. A iniciativa partiu de jovens baluartes do clube, entre os quais Ulisses Sereni, Alexandre Pires, Ricardo Gluck Paul e vários outros. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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O velho padrão bate-estaca

Por Gerson Nogueira

Roberto Firmino, que ninguém conhecia, mostrou suas credenciais ontem em Viena. Que golaço. Pegou da entrada da área, com muito efeito e fora do alcance do goleiro austríaco. Apesar de ter jogado poucos minutos, o estreante foi produtivo, armando e surgindo como definidor, o que é sempre importante na Seleção Brasileira.

unnamedA rigor, o gol de Firmino foi a única coisa digna de menção nesse amistoso meio desenxabido na capital mundial da valsa. O jogo confirma que Dunga já deu sua marca pessoal ao time, afastando as influências da Copa e deixando Felipão meio sem argumento, pois todos esses jogadores estavam disponíveis há quatro meses.

A parte positiva é que foi um teste mais interessante do que o anterior, contra a Turquia, quando o Brasil não encontrou resistências e praticamente fez um treino de luxo. Desta vez, houve enfrentamento e a Áustria mostrou-se firme no bloqueio defensivo e chegou a ameaçar em alguns momentos do primeiro tempo.

A Seleção foi competente para furar o bloqueio defensivo no segundo tempo, aplicando-se mais. Não conseguiu exercer uma superioridade flagrante, até porque Neymar  desta vez não brilhou, e beneficiou-se de um gol irregular de David Luiz.

Observa-se que o Brasil de Dunga é mais brigador que o de Felipão. Conta com jogadores mais jovens, o que facilita a execução desse conceito. Quando atacada, a Seleção recua e marca com até seis jogadores, como no lance que resultou no pênalti em favor da Áustria. O lance revelou a falta de jeito de Oscar esforçando-se para bancar o marcador.

No time de Felipão, Oscar não cometeria o pênalti, pelo simples fato de que não iria perseguir o atacante até dentro da área, principalmente porque quatro jogadores estavam lá prontos para bloquear o austríaco.

Apesar de o estilo roceiro agradar o torcedor, um time deve ter jogadores especialistas em marcar quando houver necessidade disso. Um armador como Oscar não poderia jamais se sentir impelido a fazer o que fez. É preciso entender que haverá sempre alguém mais capacitado a cumprir esse tipo de missão.

É claro que o trabalho de Dunga mal começou e ele venceu os amistosos que teve pela frente, mas alguns sinais evidenciam a primazia do padrão bate-estaca. Marcação implacável e sanguínea, briga pela posse de bola centrada em faltas, sempre que o adversário tenta avançar. Os mais criativos, com a exceção de Neymar, acabam subaproveitados – como Oscar no lance do pênalti.

Pode até ser o Brasil do futuro, competitivo até a última gota de sangue, mas não é futebol que apaixona. Vi a partida, mas em nenhum instante me senti envolvido. A bola rolava, as trombadas se repetiam e eu sempre achava algo mais importante para fazer.

Os métodos de Dunga são conhecidos, mas sempre incomoda ver a Seleção distribuindo pernadas e chutões sem pudor. Receio que o futebol do Brasil fique ainda mais em segundo plano na vida dos torcedores. E isso é muito mais sério e preocupante do que perder de 7 a 1 para a Alemanha.

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Noite corintiana no Mangueirão

Pelo tempo (nove anos) que o Corinthians ficou sem jogar em Belém esperava-se um frisson maior. Nas ruas, pelo menos até a manhã de ontem, não era possível saber que o Timão de Parque São Jorge (ou Itaquera) estava chegando para enfrentar o Goiás.

A expectativa dos organizadores é de superlotar o Mangueirão. Talvez não chegue a tanto. O problema é que o torcedor local gosta de futebol, mas principalmente gosta da dupla Re-Pa. Quando nenhum dos rivais está na programação raramente os estádios lotam, embora a apaixonada massa corintiana seja sempre capaz de façanhas.

O time de Mano Menezes faz campanha apenas regular no Brasileiro. Conseguiu fixar a imagem de time pouco ofensivo, tal a quantidade de 1 a 0 e 2 a 1 ao longo da disputa. É também um colecionador de empates, evidência de que joga mais para não perder do que para ganhar.

Por essa razão, reina certo desencanto com o trabalho de Mano, cuja permanência no clube em 2015 é incerta. Para decepção da torcida paraense, a solitária estrela da companhia, o artilheiro peruano Paolo Guerrero, não vem. Sem ele, os corintianos daqui terão que se conformar com alguns bons coadjuvantes, como Cássio, Elias e Renato Augusto.

Do lado goiano, um jogador desperta curiosidade. É Erick, paraense que vem se destacando na equipe pela facilidade para fazer gols bonitos.

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A derrocada emocional do capitão

Apesar de rapidamente debelada, a crise desencadeada pelos queixumes de Tiago Silva por ter perdido a braçadeira de capitão da Seleção segue gerando desdobramentos. O pior deles é a impressão generalizada de que o futebol do “Monstro” se apequenou. Ídolo na França, Tiago motivou análise crítica da revista L’Equipe, sob o título “O monstro encolhe”.

A dúvida, segundo a revista, é se Tiago só atravessa um mau momento ou se de fato já experimenta fase descendente na carreira. Depois de uma Copa atormentada, com direito a forte crise de choro durante a partida contra o Chile, o capitão viu seu prestígio se dilapidar com a volta de Dunga ao comando.

Acima de tudo, o precário equilíbrio emocional parece ser o maior problema da carreira de Tiago. A própria publicação aponta que recuperar a autoestima como astro do Paris St. Germain é o primeiro passo para que o brasileiro volte a ser incluído entre os melhores beques do mundo, como já foi um dia.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 19)

Golpe pode se virar contra os golpistas

Por Miguel do Rosário

Aconteceu uma coisa interessante, que fará os coxinhas surtarem.

O chamado “petrolão”, ao atingir as principais empreiteiras do país e chamuscar todos os partidos, em especial os núcleos representados no Congresso, resultará no fortalecimento de Dilma Rousseff.

A tentativa da “Republica do Paraná”, de orientar politicamente as investigações, fornecendo vazamentos seletivos à imprensa de oposição, acabou surtindo efeito contrário.

O escândalo é vasto demais mesmo para a nossa grande imprensa.

Junto à opinião pública, apesar dos esforços da mídia (que só tem um objetivo em mente: golpe), prevalecerá a impressão de que Dilma está cumprindo o que prometeu.

Não sobrar pedra sobre pedra.

Até porque é isso mesmo o que está acontecendo.

Ao dar liberdade e autonomia aos delegados e agentes da PF, nem exercer qualquer pressão sobre o Ministério Público, Dilma fez a sua grande aposta.

Ela também fez seu movimento no Grande Jogo.

Deu corda para os golpistas se enforcarem.

Pense bem.

É interessante para Dilma que os delegados da PF, os procuradores e o próprio juiz não tenham identificação política ou ideológica com ela, nem com seu partido.

Se tivessem, todos estariam acusando-na de “bolivariana”. E seus próprios aliados, no Congresso, vários deles prejudicados pelas investigações, a estariam acusando de “traição”.

O fato evidenciará o republicanismo da presidenta e de seu governo, dando autonomia – inclusive a delegados ligados ao PSDB – para que todos exerçam seu trabalho com independência.

É uma jogada arriscada, naturalmente.

Mas que, se conduzida com firmeza, poderá dar resultados concretos contra a corrupção política.

Dilma sancionou recentemente a lei que, pela primeira vez em nossa história, permitirá a condenação também dos corruptores.

Quando a Lava Jato chegar nos políticos, estará em mãos de Teori Zavascki, um juiz severo, garantista, reservado, sem amor aos holofotes.

Zavascki é garantia de que o processo não se transformará em circo golpista, e, ao mesmo tempo, de que ninguém será poupado.

Ou seja, o juiz perfeito para levar adiante um processo doloroso de depuração.

Isso se a República do Paraná não melar tudo antes com delações forjadas e vazamentos ilegais.

O único perigo seria paralisar as obras em andamento, visto que os executivos presos pertencem às principais empreiteiras do país.

Sergio Moro ao menos teve essa preocupação, e não pediu nenhuma medida que pudesse paralisar as atividades de empresas que empregam centenas de milhares de trabalhadores, e respondem por obras estratégicas no Brasil: obras para governadores e prefeitos de todos os partidos, que fique bem claro.

O golpe vai se virar contra os golpistas.

O jogo de xadrez está mais complexo e surpreendente do que nunca.

Ao que parece, Dilma permitiu que seus adversários fizessem alguns movimentos apressados, até mesmo comessem algumas peças.

Mas preparou um xeque-mate.