Com méritos, Macaé conquista título da Série C

Por Gerson Nogueira

Diante de quase 40 mil entusiasmados torcedores presentes ao estádio Jornalista Edgar Proença, o Macaé-RJ conquistou na tarde deste sábado o título brasileiro da Série C. O jogo foi eletrizante e o Papão chegou a estar vencendo por três vezes (1 a 0, 2 a 1 e 3 a 2), mas uma falha de cobertura aos 30 minutos do segundo tempo permitiu o empate definitivo, resultado que favorecia a equipe fluminense.

Ao longo dos 90 minutos de um confronto equilibrado e eletrizante, o Macaé mostrou superioridade e organização. Errava poucos passes e envolvia bem a marcação bicolor no meio-campo. Quando pressionava mais e já tinha perdido duas grandes oportunidades, vacilou na marcação pelo lado esquerdo e Aírton conseguiu fazer um cruzamento perfeito em direção à área. Zé Antonio saltou e cabeceou para as redes, aos 17 minutos.

Tranquilo, o time fluminense manteve a mesma distribuição de jogo, conseguindo empatar aos 44 minutos, em cobrança de escanteio. A bola passou pelos zagueiros e foi escorada para o gol pelo centroavante João Carlos.

Logo no reinício do jogo no segundo tempo, o Paissandu desempatou a partida. Ruan trocou passes com Bruno Vieira pelo lado esquerdo e avançou até às proximidades da área, de onde bateu forte e cruzado, aos 7 minutos. O gol incendiou a torcida alviceleste, que voltou a empurrar a equipe rumo à vitória e ao sonhado título.

Acontece que o Macaé não esmorecia. Aos 13 minutos, o lateral esquerdo Diego avançou e cruzou da linha de fundo para o desvio certeiro de João Carlos. A bola saiu alta, sem defesa para Paulo Rafael.

Pela primeira vez ameaçado quanto à conquista do título, Mazola botou Rômulo no lugar de Ricardo Capanema, aumentando o poder de fogo do time. E foi o próprio Rômulo que fez a galera explodir no Mangueirão. Ele recebeu cruzamento perfeito de Pikachu, tocando de letra para o gol de Milton Rafael. Um golaço, aos 23 minutos.

O jogo parecia sob feição para o Paissandu, mas o Macaé era a equipe mais consistente e criativa nas jogadas pelo meio. Numa escapada rápida pelo lado direito, Juba tabelou com Diego, que chegou batendo forte na saída de Paulo Rafael. A bola passou por baixo do goleiro, decretando o empate em 3 a 3.

A partir daí, o Papão foi todo à frente, pressionando com bolas aéreas, mas a zaga do Macaé resistiu bem. O time visitante ainda teve duas excelentes oportunidades para marcar, uma delas uma cobrança de falta que explodiu no travessão de Paulo Rafael.

Um empate justo, nas circunstâncias, e uma conquista justíssima do Macaé.

Quanto ao Papão, cabe valorizar e comemorar a conquista do acesso á Série B. E se orgulhar do belíssimo espetáculo proporcionado pela apaixonada torcida alviceleste, que ao final do jogo aplaudiu seus jogadores e os do Macaé, reconhecendo seus méritos.

Planalto reage aos truques de Veja

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NOTA À IMPRENSA

A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos. Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma. As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Aos fatos:

Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.

No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:

“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil. Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:

a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis;

b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;

c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.

Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.

A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos:

1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;

2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e

3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.

A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.

E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.

A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão  competente, a CGU.

Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria.

Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta  manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.

SECRETARIA DE IMPRENSA

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA