Blog atinge marca dos 5 milhões de acessos

Quero agradecer a todos os amigos, baluartes e visitantes deste espaço pela marca que alcançamos nesta quarta. É uma tremenda façanha atingir 5 milhões de acessos num blog regional, voltado para futebol, música, cultura, política e jornalismo, ainda mais enfrentando tanta concorrência. Faço questão de dividir isso com os bravos companheiros de viagem, que frequentam o espaço diariamente desde 2009 e que são verdadeiramente os responsáveis pelo nosso êxito. Parabéns a todos os envolvidos. Nossa meta agora é chegar aos 6 milhões em breve!

Tapajós, Castanhal e Gavião classificados

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Com um empate em 1 a 1 no Souza, na tarde desta quarta-feira, o Castanhal conseguiu a sonhada volta à elite do futebol paraense. Desde 2011 a equipe estava longe da primeira fase do Parazão. O Japiim saiu na frente, com um gol do atacante Leandro Cearense aos 17 minutos do primeiro tempo. A Tuna reagiu aos 39 minutos, através de Pedro Henrique.

Na outra partida da chave, o Gavião Kyikatejê derrotou o Bragantino por 1 a 0, em Marabá, chegando a cinco pontos na classificação e desbancando a Tuna, que ficará mais um ano na segunda divisão. O gol do Gavião aconteceu nos instantes finais do jogo, quando os tunantes já festejavam a vaga graças ao empate em casa.

Um bom público compareceu ao estádio Francisco Vasques e até o minuto final acompanhou com interesse a partida, pois a Lusa precisava de um gol para se classificar. O Castanhal, porém, se defendeu bem e segurou o 1 a 1.

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A última rodada da primeira fase foi dramática. Quatro jogos foram realizados no mesmo horário, 15h30. Oito times brigavam por três vagas, já que o Parauapebas já estava garantido na chave A1. O Tapajós, com um empate em 0 a 0 com o Vênus em Castanhal, ficou com a segunda vaga.

Izabelense, Vênus, Águia, Tuna, Bragantino e S. Raimundo foram rebaixados para a Segundinha 2015.

Para cumprir tabela, pelo grupo A1, o Izabelense recebeu o Águia, no estádio Edilson Abreu, em Santa Isabel, e venceu pór 3 a 0.

Com os resultados, o Parazão 2015 terá os seguintes participantes:

Remo

Paissandu

Independente

Cametá

São Francisco

Paragominas

Parauapebas

Castanhal

Tapajós

Gavião

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Protesto de um cidadão católico e petista

Madison Paz de Souza

Venho aqui manifestar o meu repúdio às ofensas e insultos que, enquanto celebrante da missa do último dia 22, às 07:00h, impusestes aos petistas em geral, portanto também a mim. Entendo que como cidadão brasileiro, V. Sa. dispõe de todo o direito à prática do proselitismo neoliberal, mesmo nas suas homilias, desde que com respeito à dignidade alheia, mesmo alinhado aos falsos moralistas que não se quedam à vontade das urnas que, no último 26 de outubro, confirmaram a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Entendo, contudo, que a missão sacerdotal não lhe confere o direito de usar o Sagrado Altar de Cristo para assacar ofensas a quem quer que seja. Foi como procedestes, instantes antes da consagração do Pão e do Vinho, expressão santa do Corpo e do Sangue de Cristo, afirmando “in verbis”, que os petistas são “ladrões”, dentre outros impropérios assacadas no seu raivoso, colérico, indomável, arrogante e inaceitável acesso de desinteligência emocional.

Veja Pe. Plutarco; além de assédio moral contra qualquer dos petistas sérios e honrados que presenciaram o teu destempero sacerdotal (eu, dentre eles), ofendestes o Altar de Cristo. Generalizar, taxando de “ladrão” quem é petista, é insensatez que não se justifica.

Saiba, Pe. Plutarco, que aos 70 anos de idade jamais sofri ofensa pública de tamanha magnitude. Sou um simples cidadão, petista assumido e honrado, que depois de trilhar todos os caminhos de dignidade herdados dos meus saudosos pais, depois de iniciar a minha vida laboral como simples desenhista publicitário, tive a honra de contribuir para o desenvolvimento desta gigantesca Amazônia, passando pelos quadros funcionário da extinta SPEVEA, da Sudam e do Banco da Amazônia, onde desempenhei, dentre outras, as funções de Assessor da Presidência. E mais: depois de aposentado há 16 anos, ainda produtivo e gozando do conceito de retidão moral e profissional, construídos junto à comunidade bancreveana, sempre fui eleito, pelo voto livre e democrático da categoria, para exercer, ininterruptamente, cargos de direção, incluindo os de conselheiro (deliberativo e fiscal) em todas as entidades corporativas circunscritas em torno do Banco da Amazônia, a saber: Bancrévea (o nosso clube social); CAPAF (nossa caixa de previdência complementar); Unicrévea (Cooperativa de Crédito); as Associações dos Empregados (Aeba) e de Aposentados (AABA) e finalmente a Casf, a nossa Operadora de planos de saúde, que hoje tenho a honra de presidir, com a responsabilidade de cuidar de 12.787 vidas.

Sou, Pe. Plutarco, petista e honrado. Jamais aceitarei a irresponsável sentença que me foi assacada, em hora tão infeliz, quando negligenciastes a nobre missão de pregar, em nome de Deus, a paz e o amor entre os homens. Ouso convidar-lhe, como a qualquer outro semelhante, a constatar qualquer vestígio de ilícitos – muito menos roubo – em qualquer das minhas atitudes. Procure-as, mesmo em todos os biombos do modestíssimo apartamento onde vivo uma feliz relação matrimonial de 43 anos, ao lado de duas filhas (uma Médica, a outra Advogada) e uma queridíssima netinha.

Mesmo sem apetência para defender desonestos (políticos ou militantes de qualquer matiz partidário), afirmo que, nestas mal traçadas linhas, não exponho um desagravo meramente pessoal, mas um desagravo à ofensa que praticastes à tua própria função sacerdotal, usando o Altar de Deus para destratar, ofender e destilar veneno dentre o rebanho do Senhor.

Que “Ele” te conceda o perdão e te resgate para que, implícita ou explicitamente, possas entoar com fidedignidade a CANÇÃO DE SÃO FRANCISCO. Como sempre procurei fazê-lo, inclusive nas nossas missas dominicais, às quais continuarei assistindo. Quando sob a tua celebração, tomarei como alimento espiritual tudo o que pregares em nome de Deus, pela paz e harmonia entre os homens. Quando acaso pregares o ódio, a discórdia, a ofensa e a desunião entre irmãos, doravante as ignorarei.

Enfim, Pe. Plutarco, não nos queiramos mal, mas, respeitemo-nos mutuamente. Isto faz bem à alma, faz bem à vida.

Ass. MADISON PAZ DE SOUZA

Entregue ao deus-dará

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Por Gerson Nogueira

As portas escancaradas e a ausência de viva alma no interior do estádio Evandro Almeida formam um retrato duro e realista da situação do Remo. As fotos de Mário Quadros na reportagem de capa desta edição confirmam a sensação de abandono. O centenário Leão Azul sofre uma espécie de vácuo administrativo. Sem um presidente legítimo exercendo o poder, pois o atual governa por força de uma prorrogação excepcional de mandato, o clube padece nas mínimas coisas. É, por assim dizer, um órfão de gestão.

Há dois dias caiu na internet um vídeo que exibe um sujeito urinando na mítica estátua de pedra do leãozinho, que se localiza à beira do gramado do Baenão. Torcedores se revoltaram com as cenas, com justa razão, mas pelo que se constata da situação a surpresa é que o prejuízo tenha se limitado ao grosseiro gesto de ultraje a um símbolo do clube. O fato é que os danos poderiam ser ainda mais sérios ao patrimônio do Remo.

Patrimônio que inclui também os jogadores pertencentes ao clube. Atletas formados na heroica divisão de base, mantida com mil sacrifícios por baluartes e abnegados.

Jonathan, por exemplo, cujo futebol vistoso e técnico foi vergonhosamente boicotado pelo último técnico a passar pelo Baenão. Em determinados momentos a situação de menosprezo pelo jogador pareceu indicar que o problema estava justamente na origem do volante: é cria da casa. Por essa razão, com poucos dividendos a oferecer em termos de negócios imediatos, passou a ser visto como um estorvo.

Enquanto isso, em plena Série D, o time penava com a teimosia no uso de peças de quinta categoria, refugos de clubes sem qualquer tradição, trazidas sob acertos no mínimo nebulosos. Não há segredos nessa equação. Quando empresários e agentes lucram, significa que o clube perde – e feio.

Quando se imaginava que Jonathan iria finalmente ser um dos reforços do novo Remo para 2015, eis que as nuvens se dissipam e as coisas ficam mais claras. O desinteresse pelo jogador não era uma atitude exclusiva do ex-técnico. Com contrato que termina este mês, o jogador parece fora dos planos de parte da atual diretoria. Já admitem até cedê-lo ao maior rival, como fez AK com Héliton há cinco anos.

O mais espantoso é que Jonathan não é o único a merecer esse tratamento hostil no clube. Antes dele, jogadores como Rodrigo, Tsunâmi, Ameixa e Igor João passaram pela mesma situação. Até Roni, maior revelação de atacante surgida no Baenão nos últimos anos, periga virar moeda de troca.

Roni chegou a ser barrado por Fernandes na Série D sob a alegação frívola de que precisava “se reciclar”. Enquanto isso, o treinador empurrava Marquinhos, Alvinhos e Rômulos para desfilar incompetência em campo. Só a grita geral de imprensa e torcida estancou a irresponsabilidade que se desenrolava sob a vergonhosa complacência dos dirigentes.

Para o próximo ano, ainda sem um técnico contratado e com pouco mais de 10 atletas à disposição, o caminho indicado para o Remo é o da contenção e da busca do equilíbrio orçamentário.

Mas, pelas atitudes esboçadas em relação a jogadores que lhe pertencem, o mais provável é que a fuzarca consumista se estabeleça outra vez. O propalado pré-contrato com Ricardo Capanema, problemático desde sempre no maior rival, se insere perfeitamente nessa perspectiva sombria.

Diante do descalabro iminente, cabe aos azulinos de boa cepa a missão de resgatar a nau à deriva. E vale o conselho: salvem o Remo antes que ele acabe!

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Série C fracassa nas bilheterias

Vibrante nos jogos decisivos, a Série C foi um retumbante fiasco em termos de público e faturamento. A média foi de apenas 3.889 pagantes por jogo. O público total em 194 partidas chegou a 719.429 espectadores.

O Fortaleza liderou amplamente nas arquibancadas, mas o Papão, apesar dos vários jogos longe de sua torcida, também brilhou. O espetáculo de encerramento do campeonato, com 38 mil pagantes no Mangueirão, mostrou a pujança da massa alviceleste.

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A mais nova façanha do blog campeão

Com o esforço e a dedicação de comentaristas, baluartes e amigos, o blog campeão atinge hoje a marca de 5 milhões de acessos, façanha inédita em espaços regionais da internet dedicados a futebol-jornalismo-rock-política-livros-atualidades. No ar ininterruptamente desde 20 de abril de 2009, quando foi inaugurado com o post “De Baião para o mundo…”, o blog só fez crescer nessa incansável marcha evolutiva da grande rede.

Obrigado a todos os que generosamente me acompanham nesta viagem sempre surpreendente e maravilhosa, meio às cegas e rica em aprendizados. Como diria Buzzy Lightyear: “Ao infinito… e além!”.

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Bendito mata-mata

Os dois times mais vibrantes se enfrentam hoje à noite para decidir a competição mais empolgante do futebol brasileiro. Sim, não adianta vir com a história da meritocracia dos pontos corridos. Nada é mais eletrizante do que o velho e bom mata-mata.

De um lado, o Cruzeiro bicampeão nacional, com seu elenco ajustado, qualificado e eficiente taticamente. Sob a batuta de um técnico tranquilo, sem presepadas e gritos marqueteiros.

Do outro, o Atlético-MG com sangue nos olhos. O time mais surpreendente da temporada. Raçudo e sintonizado com sua apaixonada torcida, cujo lema permanente é “Eu acredito!”, como o slogan que elegeu Obama.

Pois o time das viradas espetaculares entra com a vantagem de 2 a 0 e procurando se preservar da virada adversária. O Cruzeiro precisa fazer três gols de diferença para conquistar a tríplice coroa.

Sim, o Galo é favorito, mas não pode subestimar esse Cruzeiro com pinta e banca de campeão. Enfim, um jogão para fechar a temporada boleira.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 26)