Números vergonhosos do país do futebol

Por Juca Kfouri

Com a maior parte dos cartolas formalmente amadora, o futebol profissional brasileiro patina com públicos vergonhosos. Na 24a. rodada do Brasileirão terminada ontem isso ficou mais uma vez claro. Houve três jogos com públicos simplesmente ridículos.

No Canindé, embora com a presença do líder do campeonato, apenas 3.600 torcedores para Portuguesa e Fluminense. Em São Januário, com o quarto colocado Vasco, num clássico nacional contra o Palmeiras, apenas 2 mil. E, no gigantesco Serra Dourada, onde cabem 55 mil torcedores, apenas pornográficos 700 pagantes para Atlético Goianiense e Coritiba.

Resultado: a média de público ficou na casa dos 10 mil torcedores por jogo, com o maior público, mais uma vez, e por incrível que pareça, para o Corinthians, que não disputa nada no Brasileirão, contra a Ponte Preta, com 20 mil pagantes no Pacaembu.

E sabe o que CBF faz diante disso?

Rigorosamente nada, nenhuma promoção, nenhuma preocupação, ou pior, mantém os campeonatos estaduais intactos, obrigando o Brasileirão a ter intermináveis rodadas em meios de semana. Estaduais que, diga-se, têm média, no máximo, de 5 mil torcedores por jogo.

Somos mesmo o país do futebol?

10 comentários em “Números vergonhosos do país do futebol

  1. seu

    Nada disso. Somos sim o país do futebol apesar de todos os desmandos. Mas no meu modo de ver, o motivo de toda essa evasão de público nos nossos estádios é o fracasso do modelo atual de disputa das séries A e B as quais os próprios clubes e dirigentes de federações e clubes brigaram por essa formula de disputa, achando que era a mais justa e que ganhariam rios de dinheiro por jogarem o ano inteiro contra todos os clubes participanetes entre si. Lamentaval engano desses dirigentes e de quem pensou assim, porque eles esqueceram que qualquer rotina cansa e correo a alma. E isso que está ocorrendo no nosso futebol. O torcedor brasileiro, incluindo eu, está cansado de ver as mesmices todo o ano e ano todo. Estamos saturados de ver todo ano 38 rodadas na serie A e 38 na serie B contra as mesmos clubes. Por exemplo, no caso do Vasco e Palmeiras ontem, os torcedores desses times devem estar saturados da rotina de todo ano ver esses clubes se enfrentarem. E hoje não é como antigamente em que os times tinham grandes atrações em materia de craques verdadeiros. Hoje é so craque de midia ou de salão de beleza e aonda de violência nos estádios para completar. E por falar em antigamente, lembram como o nossos estádios so viviam lotados??? Os motivos eram a formula de disputa em grupos, a qual para mim é a melhor fórmula porque é mais atrativa, menos cansativa e menos rotineira ,ou seja, no sistema de grupos e fases clasificatórias com semi final e decisão, todo o ano o torcedor de um time que disputam essas divisões tem tem novidades em termos de advesários igual na decada de 70 e 80. Exemplo , Numa temporada esse torcedor pode ver o time dele jogando contra um Flamengo, Vasco, Fluminense , Botafogo etc. e na outra pode ver Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Gremio, Inter etc, porque não tem a rotina de ver todo tempo esses times jogarem entre si. Além do mais é melhor para o bolso, porque o torcedor tem mais condições finaceiras de assistir todos os jogos de seu time. Porem assistir no em seu estádio 19 rodadas contra os mesmos times todo ano, o ano inteiro é enjoativo. Tanto essa formula de disputa em grupos era a melhor, que chegamos ver decisões no Maraca com 160 mil presentes, no Morumbi,Minerão, Beira Rio, Fonte Nova etc. 110 mil. Hoje nem com a diminuição da capacidade dos estádios, eles lotam. Na formúla de grupos qualquer time tinha condições de disputar essa serie A, fazer grande campanha e chagar ao título ( exemplo Guarani, Coritiba, Bahia etc) . Hoje, so quem tem condições são os times de ponta que recebem milhões de dolares de patrocinio, tem estrutura. Aliais que até esses times ja estão sentido o cansaço e o enjoo dessa formula de disputa. Ta na hora de mudar. Mas quem tem coragem????????

  2. Sem seguranca, sem estadios confortaveis, ingressos caros, servicos de transporte horriveis, times sem atracao nenhuma, esperar o que?

  3. A Inglaterra é hoje, sem dúvida, o país do futebol, com taxas de ocupação dos estádios beirando os 97%. O pouco público nos estádios brasileiros é um dos motivos que fazem com que o nosso campeonato nacional seja um dos menos atrativos do mundo e com pouco potencial de venda no mercado externo. Como disse certa vez o ex-presidente do Barcelona sobre o Brasileirão: “se nem os torcedores locais se interessam pelos jogos, por que nós europeus temos que nos interessar?”.

  4. O problema de público ou a falta deste não é novidade, um campeonato totalmente vendido às televisões, horários nada atrativos, 22 horas, no Brasil?, só se for para ser roubado na saída do estádio!
    Não poderia ter público acima de 10 mil!
    Clubes sem tradição e sem torcida tudo isto contribui para o insucesso!

  5. Não vejo por aí Edilson. Para o mata-mata já temos a Copa do Brasil, que bem estruturada, é um torneio interessantíssimo. Mas esvaziada, é uma “Série B de luxo”. Ver todo o ano os mesmos times é algo natural aqui e alhures, afinal, trata-se de um Campeonato Brasileiro. O que precisa ser feito é enxugar o calendário, melhorar a estrutura de nossos pardieiros, opa, quer dizer, estádios e fazer uma competição profissional, atrativa do ponto de vista técnico, organizacional e visual, afinal, futebol hoje é um produto, e como tal deve ser bem apresentado para poder ser vendido. Fazer do futebol algo que vá além do louco ato de torcer. Nossos públicos, mesmo em fórmulas onde prevaleciam os grupos e os mata-matas, nunca foram excepcionais, embora a presença de público seja constatadamente maior no passado.
    Quanto às rendas e patrocínios, sempre os times do eixo sul-sudeste abocanharam fatias maiores do bolo. Guarani, Coritiba, Bangu, Atlético Paranaense, São Caetano e quejandos (os dois últimos em menor escala) são de um tempo em que o Campeonato Brasileiro era uma bagunça só – maior do que a que impera hoje -, a cartolagem tocava o futebol como tocava uma quitanda (não que isso não aconteça hoje), e favorecidos pelas fórmulas de disputa – e por terem bons times é claro – alcançaram o estrelato. Mas onde estão hoje? O Guarani patina entre acessos e rebaixamentos no Paulistinha e no Brasileirão, o Atlético Paranaense e o São Caetano estão na Série B aso solavancos, o Coritiba, mesmo indo bem na Copa do Brasil está mal na Série A e o Bangu amarga um ostracismo que até nem sei se ainda joga alguma competição neste ano. O futebol, como sabemos, também reflete as desigualdades regionais do Brasil. Mas elas poderiam ser “atenuadas”, com a divisão de cotas de tv por mérito esportivo, por exemplo. Se um clube melhorar seu desempenho de um ano para outro, o aporte de recursos destinados ao mesmo sofreria acréscimos, em caso de desempenho pior, ocorreria o contrário. Seria interessante até para estimular os clubes a fazerem grandes campanhas.
    Algumas medidas que pra mim seriam interessantes para dar uma chacoalhada no futebol brasileiro:

    1) Fim dos Estaduais nos moldes atuais e resgate dos Regionais (Norte, Nordeste e etc.). Os Estaduais seriam torneios de acesso aos Regionais.
    2) Calendário iniciado em agosto e terminado entre abril e maio.
    3) 60% das Cotas de Patrocínio e Televisionamento pagos aos clubes por mérito esportivo.
    4) Renegociação dos direitos de transmissão do Brasileiro e quebra do monopólio e direito de exclusividade da Globo, abrindo concorrência inclusive para empresas e grupos de comunicação estrangeiros (Canal +, Sky Sports, ESPN, Fox Sports e etc).
    5) Criação de uma Liga Nacional e das Ligas Regionais responsáveis pela organização dos certames bem como das negociações dos direitos econômicos das competições.
    6) CBF cuidando apenas da Seleção Brasileira e fornecendo quadros de arbitragem às competições sujeitos às Ligas. Federações Estaduais cuidariam apenas dos “torneios de acesso” (Estaduais) aos Regionais.

    Como muitas dessas medidas atingiriam muitos interesses (sobretudo por poder), elas são, digamos, uma utopia.

  6. 10.000 de média tah bom pra caramba…o problema é q Atletico Goiano, Figueirense, Portuguesa, nao ajudam pois suas torcidas nao participam ativamente..Remo e PSC com certeza dariam mais publico q esses clubes …

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