The Grateful Dead, a banda de Jerry Garcia, durante apresentação no City Park em Denver, 1967.
Mês: janeiro 2022
Circuito Rango de Feira divulga vencedores do concurso nesta sexta-feira, 14
O aniversário de 406 anos de Belém é dia 12 de janeiro e será nesta semana que a cidade vai conhecer os melhores rangos de seis das suas maiores feiras. O Circuito Rango de Feira anuncia na sexta-feira (14), os pratos vencedores do concurso gastronômico, em mais uma etapa do projeto, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale e da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Secon), e apoio do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Turismo (Setur).
Os feirantes receberam capacitação, elaboraram receitas especiais e disponibilizaram para avaliação do público, que vai decidir, juntamente com um júri especializado, composto por chefes de cozinha, cozinheiros e digital influencers, os melhores rangos, considerando elementos como organização, assiduidade higiênica, sabor textura, aroma, entre outros. A somatória das notas vai determinar os três melhores pratos de cada feira participante: Icoaraci, Benguí, Pedreira, 25 de Setembro, Cremação e Ver-o-Peso.
As receitas que compõem o concurso estão disponíveis tanto de forma presencial, nos boxes de cada feirante, como podem ser pedidas pelos clientes por meio de delivery. Os pratos, seus respectivos criadores e os contatos para entrega estão sendo divulgados nos perfis dos jurados e nos do Circuito, no Instagram e Facebook. Por meio desses perfis, o público também pode dar a sua nota para os pratos, deixando comentários na foto. Cada nota será somada às notas dos jurados que vão percorrer as feiras de segunda (10) a quinta-feira (13), degustando as receitas.
Na sexta-feira (14), os vencedores serão anunciados nas redes sociais dos jurados Leona (@leonaoficial), João Takahashi (@eguataka), Trisha Guimarães (@acasacomoelae), Keila Gentil (@tremekeila), Marcos Médici (@mediciland), o embaixador do projeto, chef Léo Modesto (@leomodestoz5), o júri técnico Ângela Sicília (@angelasicilia) e Nazaré Reis (@asnegonasoficial) e as do Circuito: @rangodefeirabelem e @rangodefeiracardapio (Instagram) e rango.de.feira.belem (Facebook).
A feirante Rosiane Silva, há 28 anos trabalhadora do Ver-o-Peso, diz que o Circuito Rango de Feira a fez sentir mais valorizada como cozinheira. “Eu realmente amo a gastronomia, trabalho com todo o meu amor. E essa é uma oportunidade excelente de mostrar a nossa comida, a variedade dos nossos ingredientes e o nosso talento. Participar de um concurso como esse realmente aquece o coração da gente”, diz. “Independentemente do resultado, quero que a nossa feira seja cada vez mais visitada e que as pessoas venham provar a comida de feira, que tem muita qualidade”, ressalta.
A frase do dia
“Sinais da Terceira Onda que muito disseram nunca existiria. Quando alertei que o padrão pós-segunda onda era idêntico ao americano e que haveria um interlúdio seguido da ter eira onda disseram q Brasil havia derrotado a pandemia. To vendo! Vacinem-se Protejam-se! Usem máscaras!”.
Miguel Nicolelis, cientista
Andrew Jennings: o repórter que derrotou Havelange, Blatter, Teixeira e outros corruptos do futebol

Por Jamil Chade
Morreu no dia 8 de janeiro o jornalista britânico Andrew Jennings. Seu trabalho pioneiro sobre a estrutura do poder no futebol e no COI revelou as entranhas da corrupção e foi um marco na denúncia sobre o funcionamento das organizações que comandam o esporte. Em suas redes sociais, a causa da morte não foi detalhada, apenas indicando que ele sofreu de uma “doença repentina e breve”.
Jennings, ao longo de sua vida, investigou o envolvimento britânico no Irã, a máfia na Chechênia e outros temas polêmicos. Nascido em 1942, o repórter começou a chamar a atenção no final dos anos 60, ainda no Sunday Times. Em 1986, já na BBC, a rede de televisão se recusou a difundir um documentário realizado por ele sobre as entranhas da Scotland Yard. O material acabou se transformando em um livro, com um impacto grande.
No esporte, Jennings abriu as portas a um jornalismo que não se conformava em apenas entreter milhões de torcedores. Sua contribuição no caso brasileiro também foi significativa. Foi com base em uma de suas investigações que o esquema de corrupção montado por João Havelange na Fifa passou a ser alvo de atenção internacional. Parte de seu trabalho também foi direcionado à gestão de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, além de nomes como Sepp Blatter, Nicolás Leoz e outros cartolas.

No caso brasileiro, antes da Copa de 2014, Jennings fez um apelo: “chegou a hora de o governo dizer para a Fifa: vocês fedem”. Já na CPI do Futebol, em 2015, ele alertou que “a Fifa e a CBF são entidades podres e que precisam urgentemente de um novo estatuto para que elas não tomem mais o dinheiro das pessoas”, afirmou Jennings.
Em 1992, seu livro “The Lords of the Rings: Power, Money and Drugs in the Modern Olympics” sacudiu a família olímpica, gerou a queda de cartolas, abriu uma crise e obrigou o COI a realizar uma reforma profunda. Considerado por muitos como um divisor de águas na imprensa esportiva, Jennings inspirou uma geração inteira de jornalistas.
No dia em que a Fifa foi alvo de uma operação policial, em 27 de maio de 2015, consegui falar logo pela manhã com ele, que estava em sua fazendo no norte da Inglaterra. Sua reação foi simples: “finalmente”.
Thanks, Andy, and rest in power.
Bastidores do rock
Fleetwood Mac, em 1977.
Fortuna liberada para ONG de Leo Moura escancara esquema do ‘orçamento secreto’

Por Marcelo Hailer, na Revista Fórum
O ex-jogador do Flamengo, atualmente empresário, Leonardo da Silva Moura, mais conhecido como Léo Moura, recebeu, por meio de sua ONG, da Secretaria Especial do Esporte do governo federal R$ 41,6 milhões. De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, mais de um terço (36,5%) do valor foi enviado via orçamento secreto por indicação de aliados do Palácio do Planalto.
Os padrinhos da verba recebida pela ONG de Léo Moura são, principalmente, o deputado bolsonarista Luiz Lima (PSL-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado.
O dinheiro destinado ao Instituto Léo Moura entre 2020 e 2021 é quase o dobro do que a Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBD) recebeu: R$ 27,5 milhões.
Além disso, o valor da ONG de Léo Moura a verba destinada às confederações de esportes olímpicos, como a Confederação de Desportos Aquáticos, que recebeu R$ 9,1 milhões, Ginástica (R$ 8,4 milhões), Vôlei (R$ 8,4 milhões) e Boxe (R$ 7,1 milhões).
Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam que o valor de R$ 41,6 milhões recebido por uma ONG é “descomunal”. Em sua defesa, o Ministério da Cidadania, ao qual a Secretaria Especial do Esporte está vinculada, afirma que os recursos fora indicações de parlamentares, com execução obrigatória.
O senador Alcolumbre e o deputado Luiz Lima se defendem e afirmam que o projeto de Léo Moura possui a sua “importância” e nega irregularidades. Porém, ambos os parlamentares tem explorado o repasse da ONG eleitoralmente ao vinculares suas respectivas imagens ao projeto em imagens e banners.
O principal projeto da ONG de Léo Moura é o projeto focado em escolinhas de futebol que se chama Passaporte para Vitória que, de acordo com dados da instituição, atende 6,6 mil jovens entre 5 e 15 anos no Rio de Janeiro.
De acordo com a ONG, o dinheiro recebido é utilizado para manutenção do espaço, pagamento de funcionários, compra de chuteiras, caneleiras, uniformes e até mesmo um tipo de paraquedas especial que é usado em treinamentos para resistência aos atletas.
Todavia, a reportagem do Estadão esteve em duas das unidades da ONG: uma em Teresópolis (RJ) e outra em Macapá. Na primeira as atividades estão suspensas desde novembro e, de acordo com os responsáveis, serão retomadas quando a verba for liberada.
No local há apenas um campinho de futebol com menos da metade das dimensões divulgadas, sem marcações e grama só nas laterais. Em 2021 a ONG terminou utilizando apenas R$ 5 milhões das verbas federais que já tinham sido depositadas em conta. Mas, novos aportes estão a caminho.
Em 23 de dezembro o presidente do Instituto Léo Moura, Adolfo Luiz Costa, enviou ofício ao relator-geral do Orçamento, senador Márcio Bittar (PSL-AC), pedindo a liberação de R$ 7,32 milhões.
O ex-jogador Léo Moura afirma que o dinheiro oficial, que ainda não foi liberado, também foi intermediado pelo senador Alcolumbre. Katoa Rúbio, professora de Educação da USP, afirma que o aporte aplica na ONG do ex-lateral do Flamengo é “extraordinário”.
“É quase um terço da verba pública do Comitê Olímpico Brasileiro, e muito além do que grandes federações recebem. Isso causa estranhamento”, questiona Rúbio. Alcolumbre defende o projeto e afirma que ele “gera empregos e participação social”; o deputado Luiz Lima diz tem “ligação antiga” com o projeto.
Rock na madrugada – Adorable, “Sunshine Smile”
Direto do Twitter
Enquanto isso…
Papão faz treino aberto para apresentar reforços à torcida
Um grande público compareceu à Curuzu na manhã deste domingo (9) para prestigiar o primeiro treino aberto do ano e conhecer os reforços contratados para a temporada. Ricardinho, Henan, Bileu, Marcão, Alex, João Paulo, Robinho, Marcelo Toscano, Tiago Coelho e Dioguinho foram as principais atrações. A programação teve também caráter beneficente, com a doação de alimentos não perecíveis.
Alegria e genialidade
Não há muito o que discutir. Quando o assunto é ponta, Mané Garrincha extrapolou. O “Alegria do Povo” é o maior gênio da posição pela facilidade do drible e os cruzamentos precisos. O drible, que muitos consideravam até simplório, era infalível e desconcertante. Deixava marcadores prostrados a cada jogo, fosse pelo Campeonato Carioca ou pela Copa do Mundo, que o próprio Mané considerou um campeonato mixuruca, pois terminava muito rápido.
Bastidores do rock
Fleetwood Mac se apresentando em Seattle, em 1977.