Genial/Quest: Lula tem 45% no 1º turno e lidera todos os cenários do 2º

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Pesquisa da Genial Investimentos e Quaest Consultoria divulgada hoje mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando a corrida à Presidência e venceria em todos os cenários de segundo turno simulados. No primeiro turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 23%, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 9%, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 5%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%, e a senadora Simone Tebet (MDB), com 1%.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram. Brancos e nulos são 8% e indecisos somam 4%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de janeiro. As entrevistas foram realizadas “face-a-face”, segundo a Genial Investimentos e a Quaest Consultoria. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00075/2022. A soma de todos os adversários do petista é de 41%, o que o deixaria no limite da margem de erro de uma possível vitória no primeiro turno —Lula teria entre 47% e 43% das intenções de voto, e os adversários somados, de 43% a 39%.

CENÁRIO DO 1º TURNO

Lula (PT): 45%

Jair Bolsonaro (PL): 23%

Sergio Moro (Podemos): 9%

Ciro Gomes (PDT): 5%

João Doria (PSDB): 3%

Simone Tebet (MDB): 1%

Rodrigo Pacheco (PSD): 0%

Luiz Felipe D’Ávila (Novo): 0%

Branco/nulo/não vai votar: 8%

Indecisos: 4%

Conforme o levantamento, Lula também vence todos os candidatos em um eventual segundo turno. Em todos os cenários testados, o petista tem vantagem de pelo menos 20 pontos percentuais. Já Bolsonaro, além de perder para Lula, também seria derrotado por Moro e por Ciro. (Foto: Ricardo Stuckert/com informações do UOL)

O passado é uma parada

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Altafini, Pepe, Zózimo, Mario Américo (sentado), Paulo Machado de Carvalho, o técnico Vicente Feola, Dino Sani, Zito, Zagallo e Pelé. Concentração brasileira na Copa do Mundo da Suécia, em 1958.

(Foto: Nostalgia Futbolera)

Os 46 anos do Voo da Liberdade, que resgatou 70 presos políticos dos porões da ditadura militar

Por Humberto Trigueiros Lima

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Fazia um calor insuportável no Rio, naqueles dias de janeiro de 1971, 40º à sombra. Lembro que no dia 13, fomos levados para a Base Aérea do Galeão, espremidos em 2 ou 3 camburões pequenos, desde o quartel do Batalhão de Guardas, no bairro de São Cristóvão, onde estávamos recolhidos aguardando o desenlace das negociações do sequestro. Éramos: eu (Umberto), Antonio Rogério, Aluízio Palmar, Pedro Alves, Marcão, Ubiratan Vatutin, Irani Costa, Afonso, Afonso Celso Lana, Bretas, Julinho, Mara, Carmela, Dora e Conceição. Fazia sol a pino e os caras pararam os camburões em algum pátio descampado da Base e deixaram a gente lá torrando dentro daqueles verdadeiros fornos e de puro sadismo e sacanagem riam e gritavam uns para os outros: “Olha aí, cara, os rapazes estão com calor, você esqueceu de ligar o ar, eles vão ficar suadinhos”. Um outro dizia: “Deixa esses filhos da puta esturricarem aí dentro, pode ser que algum deles vá logo para o inferno”.

A viagem ao inferno não era possível, pois já estávamos nele, ou seja nos cárceres da ditadura, há algum tempo. A temperatura dentro dos carros era altíssima, mal conseguíamos respirar pelas poucas frestas de ventilação, os miolos pareciam que iam estourar. Foi um horror!

Ficamos na Base durante todo o dia 13, onde já estavam muitos outros companheiros vindos de outras prisões e de outros estados e lá nos mantiveram o tempo todo algemados em duplas. Nos deram comida podre, tiraram mais impressões digitais, nos obrigaram a tirar fotos nus em diferentes posições. Alguns deles diziam que era para o futuro reconhecimento dos cadáveres… Perto da meia noite nos levaram para o embarque, nos agruparam do lado do avião, frente a um batalhão de fotógrafos postados há uns 50 metros de distância, atrás de uma corda. Éramos 70, mais as filhas do Bruno e da Geny Piola, as menininhas Tatiana, Kátia e Bruna.

Os flashes espocavam e muitos de nós levantamos os punhos, outros fizeram o V da vitória, enquanto os caras da aeronáutica por trás davam socos nas costas de alguns companheiros. Nosso voo da liberdade para o Chile decolou aos 2 minutos de 14 de janeiro. Durante o voo, íamos algemados e os policiais da escolta nos provocavam. “Olha aí malandro, se voltar vai virar presunto, nome de rua…”. A tripulação da Varig, mesmo discreta, foi simpática e afável conosco e quando chegamos a Santiago um comissário de bordo veio correndo me contar que havia uma faixa na sacada do aeroporto que dizia “Marighella Presente”.

Foram dois longos dias, cheios de tensão, de expectativa, de esperança, todos os sentidos em atenção. Talvez, alguns dos mais longos dias das nossas vidas. Tenho a certeza de que nenhum de nós jamais se esquecerá daqueles momentos. Nas últimas horas da madrugada do dia 14 chegamos ao Chile. Depois de 38 dias de negociações muito difíceis, de risco extremo, mas com muita firmeza e equilíbrio por parte do Comandante Carlos Lamarca e dos companheiros da VPR que realizaram a operação de captura do embaixador suíço, aquela que seria a última grande ação armada da guerrilha urbana brasileira terminava vitoriosa. Começava um novo tempo nas nossas vidas.

Fomos descendo do avião, já sem algemas (os policiais brasileiros da escolta foram impedidos de desembarcar), nos abraçando emocionados, rindo, chorando, cantando a Internacional, acenando para os companheiros brasileiros e chilenos que faziam uma carinhosa manifestação para nos recepcionar.

Um general de Carabineros nos reuniu no saguão do aeroporto e fez uma preleção sobre tudo que estávamos proibidos de fazer no país. Logo em seguida, funcionários do governo da UP e companheiros dos vários partidos da coalizão nos disseram ali mesmo para não levar a sério nada do discurso do tal general. Era o Chile de Salvador Allende que íamos viver e conhecer tão intensamente.

Amanhecia o dia 14 de janeiro de 1971 quando saímos do aeroporto de Pudahuel em ônibus, escoltados por Carabineros. Amanhecia também aquele novo tempo das nossas vidas e amanhecia o Chile da Unidade Popular, da imensa liberdade, das grandes mobilizações populares, da luta de classes ao vivo e a cores saltando diante dos nossos olhos todos os dias. Pelas ruas de Santiago, a caminho do Parque Cousiño onde ficaríamos alojados, os operários que trabalhavam nas obras do Metrô acenavam para a gente, outros aplaudiam, alguns levantavam os punhos cerrados. Imagens que ficariam para sempre na memória, fotografias de um tempo.

Aquele dia parecia infindo, ninguém conseguia pregar um olho, foi um dia enorme, cheio de encontros, de descobertas, de luz. Estávamos bêbados de liberdade e ao mesmo tempo ainda marcados pela sombra da prisão, pelas tristes notícias de mais companheiros covardemente assassinados pelos cães da ditadura. Na nossa primeira refeição no Hogar, Pedro Aguirre Cerda a maioria deixou os garfos e facas sobre a mesa e comeu de colher, como fazíamos na prisão. Quando íamos para os quartos de alojamento, alguns cometiam o ato falho de dizer: “Vou para a cela…”.

Na nossa primeira saída, um grupo se perdeu na cidade e voltou para o Hogar de carona num camburão dos Carabineros, motivo de gozação geral. Lembro da imensa solidariedade e carinho com que fomos recebidos pelos companheiros chilenos e também por estudantes, intelectuais, artistas, operários, pessoas do povo enfim que iam nos visitar, que fizeram coletas para nos arranjar algum dinheiro e roupas, que nos queriam levar para suas casas.

Nas semanas e meses seguintes, pouco a pouco fomos nos dispersando, construindo nossas opções de militância, de vida. Viveríamos intensamente aquele processo chileno e também nossos vínculos com a luta no Brasil. Nos encharcaríamos com o aprendizado daquela magistral aula de história e de política “em carne viva”. Paixões, alegrias, nostalgias, saudade, amores, amizade, solidariedade, companheirismo, tudo junto, ao mesmo tempo.

Muitos de nós estivemos no Chile até o fim, vivendo e testemunhando os horrores do golpe de 11 de setembro de 1973. Em muitos casos, mais uma vez, escapando por pouco, por muito pouco.

Outros companheiros, por diferentes razões de militância e pessoais foram viver em outros países. Alguns trataram de organizar suas voltas clandestinas ao Brasil, na esperança de continuar a luta armada. Uns poucos conseguiram manter-se, mas infelizmente, nessa empreitada de luta, vários companheiros foram assassinados. Honro as suas memórias e me orgulho de termos compartido aqueles momentos tão significativos das nossas vidas.

Foi o tempo que nos tocou viver. Era um tempo de guerra, mas também de uma enorme esperança…

Na passagem dos 40 anos da nossa libertação, acho que deveríamos dedicar a memória desse encontro fraterno, em primeiro lugar aos companheiros do nosso grupo chacinados pelas ditaduras brasileira e chilena, como também aqueles que marcados por sequelas e feridas psicológicas insuportáveis não conseguiram continuar suas vidas : Daniel José de Carvalho, Edmur Péricles Camargo, João Batista Rita, Joel José de Carvalho, Wânio José de Matos, Tito de Alencar Lima, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, Gustavo Buarque Schiller. Em segundo lugar, com saudade, a todos os companheiros daquela viagem para a liberdade de 14 de janeiro de 1971, que já nos deixaram.

Com eterna gratidão e reconhecimento ao Comandante Carlos Lamarca e aos combatentes da VPR que realizaram aquela ação revolucionária audaz e vitoriosa. E também a todos os brasileiros da nossa geração (e aqui não falo em idade, que pode ter ido dos 12 aos 80) que não se acovardaram, que foram capazes de enfrentar aqueles duros e difíceis tempos, quando dizer não poderia significar a morte, “quando falar em árvores era quase um crime”.

Enfim, a todos os que OUSARAM LUTAR!

A sentença eterna

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“É o time da minha vida, o time que gosto mais. A camisa é a mais linda do futebol, a mais perfeita, o símbolo é o mais lindo, jogar no Maracanã com a camisa do Botafogo é a coisa mais especial que tem.”

Dodô, em live da Central do Mercado

Amazônia treina forte para fazer grande estreia no Parazão

O Amazônia Independente, estreante no Campeonato Paraense, está em plena preparação para a estreia na competição diante do Remo no dia 27 de janeiro, no Baenão. Os treinos ocorrem no centro de treinamento da Desportiva Paraense, em Marituba. Sob o comando do técnico Matheus Lima, a equipe de Santarém vai mandar seus jogos em Belém, provavelmente no estádio da Curuzu.

'Acredito no grupo e vamos fazer um grande Parazão', garante técnico do Amazônia Independente - Crédito: Harllen Thiago/Amazônia Independente

Em relação ao trabalho que vem sendo feito no CT da Desportiva, Matheus Lima resume os últimos dias como de “muito trabalho”. Ele conta que, nessa primeira parte da preparação, a equipe física da comissão técnica está realizando todos os testes necessários com os jogadores. A partir desta semana, a movimentação com bola deve ser iniciada. 

“A pré-temporada do Amazônia está sendo resumida em muito trabalho. Os nosso preparadores físicos estão mais próximos dos atletas no intuito de buscar uma avaliação mais aprimorada e ver o que realmente estamos precisando melhorar. Nesta semana que começou já vamos ter um maior contato com bola, mais pela parte técnica e tática, unificando os trabalhos individualizado na busca de ter uma performance de mais equilíbrio no plantel. Temos pouco tempo, é um fato, mas acredito no grupo e vamos fazer uma grande competição”, disse. 

Antes mesmo de entrar em campo, Matheus mostra-se confiante num bom resultado logo na estreia, mesmo sabendo da força que a torcida azulina tem dentro do estádio Evandro Almeida.

“Sabemos que o Remo é um clube que merece respeito, com uma torcida imensa. Estamos nos preparando bastante e vamos dar continuidade positiva do que foi feito na segunda divisão do campeonato, para que possamos estrear buscando a vitória. Com todo respeito, sabemos que vai ser difícil, mas vamos entrar preparados. Vamos tentar usar a pressão da torcida (do Remo) contra (eles), fazendo um início de jogo bom e também colocar a nossa estratégia de jogo”, destacou.

O limite da lealdade é o CPF

Por Rudolfo Lago, no Congresso em Foco

Desde o final do ano passado, alguns auxiliares de Jair Bolsonaro têm tentado alertá-lo para a inconveniência de certas ações, inações e de algumas brigas que o presidente anda comprando. Quando a tragédia das enchentes na Bahia atingiu grandes proporções, mais de um desses auxiliares procurou aconselhar Bolsonaro a diminuir o ritmo das suas férias (ou o nome que o presidente queira dar ao período em que passou andou de jet ski e dando cavalo de pau em carrinho Hot Wheels em Santa Catarina). Quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a imunização de crianças com a vacina da Pfizer, mais de um desses auxiliares aconselhou-o a seguir o que ele mesmo dissera lá atrás, quando afirmou que o governo imunizaria as pessoas conforme a agência técnica autorizasse.

Encontraram um Bolsonaro extremamente irritadiço e reativo. Mais e mais envolvido e tendente a ouvir somente o seu núcleo mais radical. Para o advogado e analista político Melillo Dinis, Bolsonaro parece ter iniciado o ano ainda mais isolado e mais comprometido com o Centrão, que não necessariamente deseja facilitar as coisas para o presidente, mas mantê-lo mais fragilizado e refém.

O resultado é que Bolsonaro fica com seus radicais e seus auxiliares ficam com seus CPFs. Vai-se estabelecendo um limite a partir do qual parece que vai ficando claro que aumenta o número daqueles que não pretendem ultrapassá-lo em nome de qualquer lealdade. É o que explica as recentes atitudes do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e do diretor da Anvisa, contra-almirante Antônio Barra Torres. “Na hora em que os auxiliares vão vendo que serão responsabilizados pelas consequências das ordens tresloucadas de Bolsonaro, tratam de preservar seus CPFs”, avalia Melillo.

Mesmo no caso das questões políticas, isso fica claro. Assim que o Congresso retomar as suas atividades, por exemplo, a aposta fácil em Brasília é que o veto de Bolsonaro ao Refis será derrubado. O Centrão não irá apostar seu apoio a algo que implicará uma briga com todo o setor produtivo brasileiro.

Quanto a Paulo Sérgio e Barra Torres, são o peso de suas responsabilidades. No meio militar, comenta-se que a decisão do comandante do Exército no sentido de determinar a vacinação das tropas contra covid-19 é não apenas óbvia, mas protocolar. Estranho mesmo é haver um governo que faz discurso contra vacina. Desde Duque de Caxias, provavelmente, militares são obrigados a tomar vacina contra caxumba, difteria, febre amarela e outras. Certamente o capitão Bolsonaro entregou o seu braço para tomá-las sem discussão em outros tempos. Incluir o imunizante contra a covid-19, numa situação epidêmica, no rol de vacinas obrigatórias, parece, assim, óbvio. Em nome de alguma lealdade às ideias exóticas do presidente, Paulo Sergio não iria expor 50 mil soldados convivendo em quarteis pelo Brasil inteiro.

Já Barra Torres tem a seu favor ainda o fato de que seu cargo lhe garante um mandato. Não é demissível. Quando assumiu a Anvisa, seus primeiros momentos na agência foram claudicantes. Em março de 2020, ele estava sem máscara ao lado de Bolsonaro no meio de uma multidão em frente ao Palácio do Planalto tirando fotos com seu celular. Sua convocação à CPI da Covid talvez tenha sido o momento em que lhe caiu a ficha. Certamente é um alívio para Barra Torres não estar no rol de indiciados pela CPI da Covid.

Os senadores da comissão avaliam que, independentemente das gavetas do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), os processos vêm caminhando de forma até célere nos Ministérios Públicos e nas justiças estaduais. E é nelas que muitas vezes vão cair determinados CPFs menos guarnecidos de foros especiais. É o limite da lealdade.

RUDOLFO LAGO Diretor de Congresso em Foco Análise. Formado pela UnB, passou pelas principais redações do país. Responsável por furos como o dos anões do orçamento e o que levou à cassação de Luiz Estevão. Ganhador do Prêmio Esso.

Inflação dispara e fecha 2021 com índice recorde

Preços dos combustíveis sobem nos postos Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Puxado pela alta dos combustíveis e energia, índice ficou bem acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central, de 5,25%. A inflação fechou o ano de 2021 em 10,06%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. É a maior alta em seis anos. O mês de dezembro, porém, foi marcado por uma desaceleração no indicador, sobretudo dos preços dos combustíveis, que pressionaram o IPCA ao longo do ano. Na variação mensal, a inflação subiu 0,73%, ante 0,95% em novembro.

Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que Jair Bolsonaro (PL) e Paulo Guedes perderam o controle da economia. A inflação estourou o limite da meta e chegou aos dois dígitos, fechando 2021 em 10,06%.

Apesar do arrefecimento no fim do ano, a inflação oficial do país encerrou 2021 bem acima da meta estabelecida pelo Banco Central (3,75%) que contava com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo, ou seja de 2,25% a 5,25%.

O resultado veio acima do esperado. A expectativa dos especialistas ouvidos pela Reuters era que a inflação encerrasse o ano em 9,97%. Os principais vilões da inflação este ano foram energia elétrica, combustíveis e alimentos. O grupo Transportes subiu 21,03% no ano, seguido da Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%). Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.