Há 102 anos nascia o sul-africano Nelson Mandela, o grande Madiba. Após dedicar a vida (e a liberdade) à construção da democracia, em oposição ao regime de segregação racial do apartheid, Mandela se tornou símbolo de resistência e força transformadora.
Ele recebeu o então presidente Lula em 2010, falando sobre igualdade social e solidariedade. (Foto de Ricardo Stuckert)
Os Beatles foram, em 2020, os artistas de rock com mais vendas de discos – 1,09 milhões de unidades, de acordo com o relatório semestral da Nielsen – transcrito pelo I Heart Radio. A banda britânica foi campeã majoritária e quase sem concorrentes; a segunda colocada, Queen, vendeu 768 mil cópias. Em seguida, Imagine Dragons (593 mil), FleetwoodMac (565 mil) e Metallica (551 mil). Elton John, Creedence Clearwater Revival e Journey também figuraram entre os discos mais vendidos.
Mais uma vez, a venda de CDs, tanto físicos quanto digitais, caiu. Pelo segundo semestre consecutivo, porém, a venda de discos de vinil cresceu. O streaming, como esperado, também cresceu.
A perspectiva para 2021 é positiva para os Beatles, também. Em 2021, a popularidade da banda deve crescer ainda mais com o lançamento do documentário The Beatles: Get Back, do diretor Peter Jackson. O filme deve relatar as gravações tensas de Let It Be. Midas Man, filme de Jonas Akerlund, também estrelará em 2021 – este mostrará a carreira do empresário dos Beatles, Brian Epstein.
A saída do atacante Dudu, do Palmeiras, para um clube do Qatar tem ocupado o noticiário esportivo. Muito se comenta sobre a falta que ele irá fazer no plantel comandado por Vanderlei Luxemburgo.
Há também o debate financeiro, sobre o que isso representa para o Brasil no mercado da bola. E, vez ou outra, aparece ali no último parágrafo uma menção à denúncia de violência doméstica que o jogador enfrenta, a segunda na carreira. A primeira, em 2013, teve o atacante detido e posteriormente condenado a prestar serviços comunitários.
Nos programas esportivos, os debates sobre o “caso Dudu” vinham com muita cautela (com razão) e uma observação: “cabe à Justiça julgar”. Em seguida, vinham as imagens enviadas pela defesa do atleta, às vezes até com uma “análise descritiva” delas. A vítima foi sempre procurada, mas raramente quis se manifestar.
Não é mesmo função da mídia julgar Dudu ou qualquer outro atleta por nenhum crime, mas será que, nesse caso, a divulgação repetitiva das imagens enviadas pela defesa não contribui para um “julgamento” pela opinião pública? Enquanto as redes sociais clamavam às mulheres do jornalismo esportivo que se manifestassem sobre o “caso Dudu”, fiquei pensando qual seria o real papel da mídia esportiva em situações como essa.
Se a gente aprofundasse o debate sobre violência contra a mulher no futebol com a mesma seriedade com que nos debruçamos sobre a análise tática e os números de um jogo, já teríamos evoluído muito nessa questão —e talvez não veríamos acusações tão recorrentes envolvendo ídolos do esporte mais popular do país.
Se a violência contra a mulher fosse um sistema tático, ela seria o 536-177-7. O primeiro número representa a quantidade de mulheres agredidas por hora no Brasil. O segundo, a quantidade de mulheres espancadas nesse mesmo período de tempo. O terceiro é a quantidade de mulheres estupradas também a cada 60 minutos.
Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2018. Boa parte desses crimes acontece dentro de casa, e a maioria dos agressores é conhecida das vítimas. São números assustadores da nossa sociedade, e não podemos esquecer que o futebol está inserido nela. Não é preciso eleger culpados para inserir esse debate no meio esportivo.
No dia 6 de março de 2010, o goleiro Bruno, então no Flamengo, declarou diante de jornalistas: “Qual de vocês nunca discutiu, nunca até saiu na mão com a mulher, né cara? Não tem jeito, briga de marido e mulher ninguém mete a colher”. A frase foi considerada “polêmica” na época, mas ninguém rebateu na hora ou contestou a naturalidade com a qual ele falou sobre um crime.
Dez anos depois, o ex-técnico René Simões deu uma entrevista defendendo a volta do futebol porque “tem amigos que já bateram em mulher”, e a reação da imprensa foi a mesma. Boa parte dos veículos repercutiram a “polêmica” sem de fato dar o nome correto a ela: René Simões falava de um crime. Faltou, no mínimo, alertá-lo de que deveria chamar a polícia para denunciar isso.
Não são raros os casos de violência contra a mulher envolvendo jogadores. Lembrando os mais famosos dos últimos anos: o goleiro Jean, preso em flagrante nos EUA por agressão à ex-mulher, em janeiro; o atacante Robinho, condenado por estupro na Itália, em 2017; Bruno, condenado pelo assassinato brutal da mãe de seu filho, Eliza Samudio, em 2013.
Por que esses casos são tão recorrentes no futebol? Qual é o papel da imprensa, dos clubes, das federações no combate ao problema? Temos que tirar o assunto do último parágrafo e fazer dele debate constante.
“Jesus vai embora deixando ao Brasil um legado importante de destruição de desculpas convenientes. Dá pra jogar Brasileirão e Libertadores. O jogo não precisa acabar no primeiro gol. Dá pra furar defesa fechada sem balão na área. Dá pra competir com o Liverpool”.
Campeão da Libertadores e do Brasileiro, Jorge Jesus se firmou como um dos maiores técnicos da história do Flamengo. É um fato. Mas sua saída se dá em uma negociação que demonstrou desrespeito com o clube. Para chegar a esta conclusão, é só fazer um histórico da negociação com o Benfica. A primeira notícia na imprensa portuguesa do renovado interesse do time português foi em 5 de julho. Havia fundamento na informação e Jesus estava balançado com a proposta.
Ora, desde então, o técnico fechou-se em um silêncio total dentro do Flamengo. Aos dirigentes, dava sinais de que se mantinha no pacto de conquistar títulos e seguir no clube. Pacto este que envolveu jogadores rubro-negros também. Não se deve esquecer que tinha renovado o contrato com o Flamengo um mês antes. É direito de Jesus achar que o melhor para sua vida é voltar para Portugal. Há uma epidemia de coronavírus galopante no Brasil, ele é um senhor, sua família o quer em Lisboa.
O Benfica é uma espécie de casa dele. O calendário sul-americano é mais impactado pelas restrições da doença. Havia portanto razões para saída. Assim como havia motivos para permanecer. O projeto esportivo do Flamengo, atualmente, é mais consistente do que um Benfica em crise. As ambições rubro-negras dentro do continente sul-americano também são maiores do que as do time português na Europa. Cabia a ele analisar seus prós e contras.
Bastava que explicasse isso em uma conversa franca com dirigentes do Flamengo. “Olha, tem essa proposta, assim e assim, estou pensando. Vocês serão os primeiros a saber. Vamos encerrar o Carioca.” Não é tão difícil. Jesus, no entanto, permaneceu em silêncio.
Após o título Carioca, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, chegou a dizer que ele treinaria o time na semana seguinte, alegando que tinha ouvido a garantia dele. Acabou exposto como mal informado.
Nos dias seguintes, Jesus fechou com o Benfica. Com a negociação concluída, e pública, a diretoria rubro-negra, enfim, foi ser comunicada na sexta-feira. Só de manhã passou a ter noção real de que perderia o técnico que acreditava que ficaria. Repetiu-se assim o roteiro do técnico colombiano Reinaldo Rueda que conversava sobre reforços com dirigentes rubro-negros enquanto ajeitava sua mudança da Barra da Tijuca para Santiago.
Assim como no caso do colombiano, a diretoria do Flamengo terá pouco tempo para contratar um técnico e uma comissão técnica inteira para o início do Brasileiro, em 20 dias. Não parece ser algo que preocupou muito Jesus enquanto tomava sua decisão e prolongava a novela. Talvez o português seja poupado pela torcida por ser um dos mais vitoriosos da história do clube. Mas isso não muda o fato de que deu uma rasteira no rubro-negro.
Em assembleia geral virtual realizada na quinta-feira, 16, os professores da UFPA decidiram não retornar às atividades presenciais até o final deste ano, enquanto perdurar a pandemia da covid-19. A decisão foi tomada em assembleia convocada pela Adufpa. Os docentes também se posicionaram contra o ensino remoto e defenderam o cancelamento do segundo período letivo de 2020.
As posições definidas na assembleia serão defendidas pela entidade no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e na Comissão da Universidade que analisa o trabalho remoto e o retorno das atividades.
A discussão na assembleia durou mais de cinco horas, quando os professores reafirmaram a defesa da vida e manifestaram a preocupação com as condições de trabalho, de ensino e de saúde dos docentes e da comunidade universitária no período da pandemia.
Na avaliação da categoria, não há segurança para o retorno das atividades presenciais ainda neste ano. Uma comissão foi formada para monitorar e analisar as condições de trabalho na universidade. A UFPA não se manifestou oficialmente sobre a decisão dos docentes.
ESCOLAS PARTICULARES
O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Pará (Sinepe) divulgou um protocolo sanitário para o retorno das aulas presenciais já no dia 3 de agosto. O sindicato depende ainda da autorização das autoridades competentes para confirmar a data de retorno. A rede, que atende cerca de 400 mil estudantes no Estado, está com atividades presenciais suspensas desde o dia 18 de março.
Segundo o documento, o retorno dos alunos deve ser gradativo: primeiro, com 25% do total das turmas, subindo em seguida para 50%, até atingir a capacidade máxima das salas de aulas. Além das mudanças no ambiente escolar, devem ser feitas mudanças pedagógicas para atender aos alunos do grupo de risco ou aqueles que optarem por estudar em regime remoto.