
Da Folha:
A Corte Interamericana de Direitos Humanos entrará como amicus curiae (interessada na causa) em ação que denuncia o governo Bolsonaro por não cumprir com disposições da sentença que condenou o Brasil por violação dos direitos humanos no caso da Guerrilha do Araguaia. A decisão foi confirmada em carta assinada por Pablo Saavedra Alessandri, secretário-executivo da Corte.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu, no dia 4 de maio, o tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, 85, um dos militares responsáveis pela repressão à Guerrilha do Araguaia nos anos 1970, durante a ditadura militar.
No dia 7 de maio, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política denunciaram o governo à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
DENÚNCIA
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) denunciou hoje (19) o presidente Jair Bolsonaro à Organização das Nações Unidas (ONU) por organizar “projeto autoritário” para o País num processo em curso protagonizado por ele e integrantes de seu governo em que negam, amenizam ou enaltecem a ditadura e a tortura.
O documento é assinado pelos deputados Helder Salomão (PT-ES), presidente da Comissão, além dos três vice-presidentes: Padre João (PT-MG), Túlio Gadêlha (PDT-PE) e Camilo Capiberibe (PSB-AP).
De acordo com os parlamentares, as ações articuladas por Bolsonaro “têm o objetivo de criar milícias armadas para defender o projeto autoritário em curso no Brasil”. Eles advertem que “há uma tentativa de implantar um governo ditatorial no Brasil”.