POR GERSON NOGUEIRA
É bom o torcedor azulino ir se preparando para ver um Remo renovado, mas não rejuvenescido no pós-pandemia. A escalação para a reabertura do Campeonato Paraense pode muito bem ser esta: Vinícius; Rafael Jansen, Mimica, Fredson e Marlon; Xaves, Robinho, Douglas Packer e Eduardo Ramos; Giovane e Zé Carlos. Nesta onzena hipotética, sete jogadores estão acima de 31 anos – sendo que quatro têm 34 anos e um 37.
O Parazão, pelo nível técnico raso, até permite a um time de veteranos fazer boa campanha e chegar eventualmente ao título. Isso já ocorreu algumas vezes. A porca torce o rabo, como diria minha veneranda avó, quando a competição tem um grau maior de exigência e vitalidade física.
Disputar a Série C com elenco envelhecido é temerário. Nessas circunstâncias um time consiga brigar pelo acesso. O próprio Remo já sofreu com equipes que caíam de rendimento na etapa final das partidas. Em 2019, com Ramires e Yuri como marcadores, o time “morria” a partir dos 15 minutos do 2º tempo.
Sabe-se que é cada vez maior a dificuldade para encontrar reforços no mercado, principalmente artilheiros. Mas, depois da notícia de negociação com o lateral Marlon, volta à cena o interesse do Remo pelo atacante Zé Carlos (37 anos), que chegou a ser cogitado no começo do ano e teve depois o nome descartado pela idade e histórico de lesões.
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Apesar de veterano, Zé Carlos está em atividade, defendeu o São Bernardo (SP) neste ano, mas já faz tempo que não mostra as qualidades de goleador que acendem o interesse dos azulinos. Convive também com problemas extracampo, o que nunca deve ser subestimado.
As aquisições teriam o aval do técnico Mazola Jr., que já trabalhou com os dois atletas. Caso as contratações se confirmem, o clube estará repetindo o mesmo critério utilizado em 2019, trazendo jogadores em fim de carreira, como Edno e Neto Baiano.
Ao mesmo tempo, reforça a impressão de que a diretoria deve acompanhar sempre de perto essas movimentações. De todo modo, ainda há jeito de corrigir uma estratégia que fracassou anteriormente.
Diretoria do PSC vai entregar 3 campos do CT em dezembro
Para alguns, o PSC tem sido tímido nas ações de marketing ao longo da pandemia. Não é bem assim. O clube lançou máscaras e produtos relacionados à campanha contra covid, obtendo boa receptividade. Vai promover hoje o evento “Jogo da Vida”, via Facebook. É uma caprichada reconstituição da final da Copa dos Campeões de 2002, com envolvimento do torcedor através da venda de ingressos simbólicos, a R$ 7,00, e participação de heróis da conquista.
Ao mesmo tempo, o Papão acelera as obras do Centro de Treinamento. Apesar dos problemas decorrentes da pandemia, o trabalho não teve interrupção. Cerca de 70 mil metros quadrados da área já tiveram as árvores derrubadas e se encontram inteiramente prontos para o começo da terraplanagem, que deve ser feita nas próximas semanas. Os cinco campos de treinamento terão três níveis diferentes.
A previsão da diretoria é entregar três campos até dezembro, com provável utilização pelo elenco ainda neste ano. Quem viu as obras se surpreendeu com o estágio dos trabalhos. Em breve, o clube divulgará um vídeo com a atualização de informações sobre o futuro CT.
FPF mantém posição de cautela quanto à volta do futebol
Não há menor possibilidade de retomada de futebol profissional no Pará enquanto pessoas sofrem e choram a perda de mais de 1.000 vidas. Futebol interessa a muita gente, gera paixão e movimenta bastante dinheiro, mas não pode passar por cima de questões de saúde e segurança.
A FPF emitiu nota reafirmando que acompanha as medidas de combate ao coronavírus, “no que diz respeito à adoção de protocolos médicos e/ou sanitários que serão adotados na volta das atividades futebolísticas”.
Esclarece também que “ainda não existe nenhuma possibilidade de projetar data(s) para o retorno das competições, ficando a cargo dos próprios filiados, de forma individual e independente a responsabilidade da volta aos treinos presenciais ou não de seus atletas, comissões técnicas e demais envolvidos”. É o bom senso falando mais alto. Ainda bem.
Corinthians sonha em repatriar o ídolo Tévez
Não é apenas no Pará que há um recrudescimento da busca por jogadores experientes e rodados. No trepidante ambiente do futebol paulista, o Corinthians cogita a volta de Carlito Tévez, atacante que disputou o campeonato argentino pelo Boca Juniors com relativo sucesso.
Tévez teve passagem marcante pelo Timão há 15 anos. Marcou muitos gols, foi campeão e virou ídolo. Depois, brilhou no futebol internacional. Hoje cuida de encerrar a carreira no Boca, seu clube de coração.
As pretensões corintianas foram explicitadas pelo canal de TV argentino TyC Sports, apesar de a diretoria do clube paulista não confirmar a negociação. Tévez tem contrato até 30 de junho com o Boca.
Bola na Torre & Jogos Memoráveis
Lino Machado apresenta o Bola na Torre às 21h15 de hoje, na RBATV. Participações de Mariana Malato e Saulo Zaire, com entradas via home Office de Guerreiro, Tommaso e deste escriba de Baião.
Na Rádio Clube, às 15h, o programa Jogos Memoráveis tem como atrações a reconstituição de Remo 5 x 1 Guarani (Brasileiro 1978), Tuna 2 x 1 Remo (Parazão 1983) e Tupi 0 x 1 PSC (Série C 2014).
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 17)
Os fumantes dizem que fumar sem tragar não tem graça alguma. Acho que essa máxima pode ser adaptada para jogo de futebol sem torcedores nos estádios. Vi ontem e hoje, pela TV, dois jogos sem torcida do reiniciado campeonato de futebol alemão, a Bundesliga, nome que soa estranho pra nós, mas que o pessoal da TV e do rádio repete exaustivamente nas transmissões, talvez por lembrar a nós uma certa parte do corpo humano. Os futuros jogos desta temporada do campeonato alemão também serão realizados sem a presença de torcedores. Uma batata frita sem sal. Acho que o reinício de nossas competições devem ser muito bem pensadas, considerando que, especialmente no caso do Pará, a bilheteria é uma considerável fonte de renda dos clubes.
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