Caiado retira apoio e critica Bolsonaro: “Falta postura de governante”

No mesmo dia em que bateu boca com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o presidente Jair Bolsonaro perdeu hoje o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), um de seus principais aliados. O rompimento foi anunciado pelo governador em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25), em Goiânia, na qual chamou de irresponsável e desrespeitoso o pronunciamento feito ontem pelo presidente.

Caiado disse que só manterá contato com Bolsonaro por meio de comunicados oficiais, como tem feito o presidente. “Dizer que isso é um resfriadinho, uma gripezinha? Ninguém definiu melhor que Obama: na política e na vida, a ignorância não é uma virtude”, disse o governador.

O goiano ressaltou que apoiou Bolsonaro desde a campanha eleitoral e sempre foi leal ao seu governo. Mas, agora, segundo ele, o presidente mostrou que não tem postura de governante.

“Fui aliado de primeira hora, durante todo o tempo. Mas não posso admitir que venha agora um presidente lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso. Não faz parte da postura de governante”, afirmou. “Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”, completou.

Médico, Caiado é um dos governadores que mais defendem o isolamento social como medida para conter o coronavírus. Ele determinou o fechamento de quase todo o comércio em Goiás. O governador foi pessoalmente às ruas para tentar impedir ato pró-Bolsonaro em meio à epidemia no último dia 15.

Bolsonaro esteve várias vezes em Goiás, inaugurando obras e lançando projetos ao lado de Caiado, que era considerado o governador mais expressivo a apoiá-lo. Sem o apoio dele, o presidente fica cada vez mais isolado.

Mourão: ““Posição do governo é de isolamento social”

O vice-presidente Hamilton Mourão foi na contramão do presidente Jair Bolsonaro (sem patido) e disse que a posição do governo em relação ao combate da pandemia de coronavírus é pelo isolamento e distanciamento social. A declaração de Mourão foi dada nesta quarta-feira (25), durante uma entrevista coletiva do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Nesta terça (24), em pronunciamento em cadeia nacional de televisão, Bolsonaro conclamou a população a voltar à rotina. Para Mourão, o recado do presidente pode ter sido mal compreendido.

“Pode ser que ele [o presidente] tenha se expressado de uma forma, digamos assim, que não foi a melhor, mas o que ele buscou colocar é a preocupação que todos nós tínhamos com a segunda onda como se chama nessa questão do coronavírus. Nós temos uma primeira onda, que é a saúde, e temos agora uma segunda onda, que é a questão econômica”, afirmou Mourão.

O vice-presidente disse entender a preocupação do governo com o risco de uma forte inquietação social principalmente nas áreas mais vulneráveis. “O que fica claro é que a posição do governo, até o presente momento é pelo isolamento e pelo distanciamento. Ainda vai se discutir questão de prazos e até onde isso deverá ser levado da forma como está sendo colocado a mais estrita possível”, disse o vice-presidente.

A declaração de Mourão deixa ainda mais confusa a abordagem do governo diante da pandemia de covid-19. O governo já voltou atrás em medidas econômicas, atacou os entes subnacionais e agora manda mensagens conflitantes a respeito da melhor forma de a população se portar durante a pandemia. (Do Congresso em Foco)

Remo tem a 6ª melhor média nacional de público dos campeonatos estaduais

 Integrante da Série C, Remo desbanca clubes do Brasileirão no Top 10 de público dos Estaduais!

Segundo levantamento publicado pelo site Sr. Goool, Clube do Remo e Resende são os únicos clubes presentes no Top 10 das maiores médias de público dos Campeonatos Estaduais que não disputarão a Série A do Brasileirão. Todos os dez clubes listados superam a marca de dez mil pagantes.

O clube paraense ocupa a 6ª colocação com média de 18.145 torcedores. Presente na Série C, o Remo fica à frente de Fluminense (16.993), Internacional (16.922) e Vasco (16.463), todos integrantes da Série A. Já o Resende não tem divisão nacional nesta temporada.

O clube do Rio de Janeiro aparece no Top 10 graças a um único duelo contra o Flamengo. O Resende foi mandante contra o Mengo que lotou as arquibancadas e ajudou o time interiorano a chegar ao patamar de 13.980 espectadores. A lista das maiores médias não conta com clubes das Séries B e D.

A Série A, enquanto isso, domina. O Flamengo lidera com folga (43.301) e ajuda o Rio de Janeiro a também se destacar com quatro clubes no Top 10. Os paulistas aparecem logo atrás com três representantes, todos na sequência. A melhor marca é do Corinthians (27.509).

São Paulo (24.627) e Palmeiras (20.602) também rompem a barreira dos 20 mil pagantes. Já o Atlético Mineiro completa o Top 5 com média de 19.088 apaixonados.

Dez maiores médias de público pagante pelos Estaduais:

1 – Flamengo-RJ (43.301)
2 – Corinthians-SP (27.509)
3 – São Paulo-SP (24.627)
4 – Palmeiras-SP (20.602)
5 – Atlético Mineiro-MG (19.088)
6 – Remo-PA (18.145)
7 – Fluminense-RJ (16.993)
8 – Internacional-RS (16.922)
9 – Vasco-RJ (16.463)
10 – Resende-RJ (13.980)

O “histórico de atleta” e por que ele está imune ao coronavírus

Em pronunciamento na noite desta terça (24), Bolsonaro minimizou a crise do novo coronavírus, afirmando que a pandemia só está afetando pessoas idosas e que a grande mídia está fazendo um estardalhaço. Bolsonaro ainda exaltou “seu histórico de atleta”, e disse que não precisaria se preocupar caso fosse infectado pelo covid-19.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado, não precisaria me preocupar. Eu nada sentiria, ou seria acometido por uma gripezinha”, disse. Como a internet não perdoa, várias imagens do presidente esbanjando sua habilidade nos esportes viralizaram.

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Panelaço volta a agitar a noite em protesto conta Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi alvo de novos protestos durante um pronunciamento feito na noite de hoje sobre a pandemia do novo coronavírus. Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém e Florianópolis, moradores foram às janelas para bater panelas e pedir a saída de Bolsonaro da Presidência.

No discurso, Bolsonaro disse que a rotina do país deve retornar à realidade e que a imprensa brasileira ajudou a iniciar o pânico em torno da covid-19. Ele também criticou governadores e voltou a se referir à doença, que já deixou 46 mortos no Brasil, como “gripezinha”.

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Discurso desvairado de Bolsonaro foi montado com ajuda do gabinete do ódio

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira, 24,  pegou de surpresa integrantes do Palácio do Planalto. O discurso, em que pediu o fim do “confinamento em massa” diante da escalada da pandemia do coronavírus, foi preparado no gabinete do presidente com a participação de poucas pessoas e em segredo. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), considerado o mais radical do clã, participou da elaboração do pronunciamento.

Também estavam presentes, segundo o Estado apurou, integrantes do chamado “gabinete do ódio”, onde atuam assessores responsáveis pelas redes sociais pessoais do presidente e ligados a Carlos.

Até o final da tarde, poucos auxiliares sabiam que Bolsonaro preparava uma declaração em cadeia de rádio e televisão. A decisão de falar à nação foi tomada após as reuniões com os governadores do Sul e do Centro-Oeste. A gravação foi feita à tarde.

O presidente vinha sendo elogiado dentro do próprio governo por se abrir ao diálogo com os governadores e sinalizar uma mudança de postura sobre os efeitos da covid-19, que já matou 46 pessoas no país. O pronunciamento, no entanto, surpreendeu negativamente auxiliares do Planalto que viram um retrocesso na posição de Bolsonaro. (…)

Bolsonaro pediu, em pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio exibido na noite desta terça-feira, a reabertura do comércio e das escolas e o fim do “confinamento em massa”. As medidas têm sido utilizadas no combate ao novo coronavírus, que já deixou 46 mortos no país. Durante o pronunciamento, houve panelaço em todas as regiões do país. E logo em seguida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rebateu Bolsonaro: ‘Brasil precisa de liderança séria, responsável e comprometida com vida e saúde da população’

— Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas? — questionou Bolsonaro.

O presidente afirmou que o coronavírus “brevemente passará” e afirmou que a vida “tem que continuar”:

— O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade.

Maldini critica precauções tardias na Itália e relata dores fortes no peito

O ex-zagueiro Paolo Maldini, lenda do futebol italiano e responsável por parar diversos craques, não conseguiu se defender do novo coronavírus (COVID-19). O ídolo do Milan, que atualmente é diretor-técnico do clube, fez duras críticas sobre as precauções tardias na Itália e defendeu a teoria que o jogo da Atalanta na Liga dos Campeões foi determinante para a disseminação do vírus na Itália, um dos países mais afetados pela doença.

Lance

– O futebol deveria ter parado muito antes. Jogar de portões fechados é um atentado aos jogadores e à própria torcida. Ter portões abertos na partida entre Liverpool e Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões, com quatro mil torcedores chegando na Inglaterra da Espanha, país que já era uma zona de foco do vírus, foi uma loucura. O mesmo vale para Atalanta x Valencia, que foi uma das causas para o surto em Bérgamo – afirmou o ex-jogador.

Maldini, assim como seu filho Daniel, jogador do atual elenco rossonero, foram diagnosticados com COVID-19 e entraram para a lista de infectados pelo vírus na Itália, país com maior número de vítimas mortais da doença no mundo. O ex-jogador relatou os sintomas, revelou que sente fortes dores no peito, e que o seu filho teve sintomas fracos.

– Como todos os atletas, eu conheço meu corpo. As dores são particularmente fortes, sentimos um aperto no peito. É um novo vírus, as lutas físicas contra um inimigo que não conhece. Tive os primeiros sintomas em 5 de março, dor nas articulações e músculos, 38,5 ° de febre, não fiz o teste até terça-feira e o veredicto de positividade chegou dois dias depois. Idem para o meu filho Daniel, que teve uma forma mais fraca – contou. (Do Lance)