FPF sofre pressão dos clubes e recua: Parazão vai continuar, com portões fechados

FPF volta atrás e Parazão segue com jogos de portões fechados - Crédito: Junior Cunha

Depois de ter anunciado a suspensão do campeonato estadual por 15 dias, a Federação Paraense de Futebol (FPF) aceitou a pressão dos clubes e mudou de posição nesta terça-feira: confirmou que o Parazão vai prosseguir, mas com partidas de portões fechados. A decisão mostrou a força dos clubes, que voltaram por unanimidade na manutenção do torneio.

A restrição à presença de público só foi aprovada devido ao decreto do governo do Estado que proíbe a realização de eventos públicos com a presença de mais de 500 pessoas nos próximos 15 dias. “Vamos seguir o campeonato de portões fechados. A 9ª rodada será neste final de semana e a décima rodada na quarta-feira, 25, às 10h. A Federação vai arcar com os custos dessas duas rodadas”, disse o presidente da FPF, Adelcio Torres.

Quando ficar definida a Com a chegada da fase semifinal, haverá uma reunião com os quatro clubes classificados para definir os jogos de mata-mata. “Vamos reunir com os quatro clubes para decidir o que fazer lá na frente”, disse Adelcio.

“Seria um prejuízo financeiro imenso. Então estamos fazendo o menos pior. Financeiramente é melhor que se encerre a primeira fase. Se o campeonato fosse suspenso, 10 clubes não saberiam pra onde iriam nos próximos dias. Mas a partir de quarta-feira que vem, os clubes vão ter um norte e poderão definir as suas situações. Temos que estar com o olho na evolução da epidemia. Queremos nos antecipar a esse problema”, disse Ricardo Gluck Paul, presidente do Paissandu.

“A gente entende que terminar a primeira fase com portões fechados diminui os problemas. Hoje são 10 equipes com esse problema. Se conseguimos reduzir isso pra quatro equipes, que são os semifinalistas, será melhor. Na quinta ou na sexta que vem terá uma nova reunião pra definir esses pontos. Acredito que após a primeira fase, o campeonato deveria ser paralisado pra saber como vai ser a curva de crescimento do vírus. Aí sim, faríamos semifinais e finais com os portões abertos”, afirmou Fábio Bentes, presidente do Remo.

Preocupado com os contratos firmados, os dirigentes tomaram a decisão na contramão do que ocorre em todo o país. Esqueceram de resguardar a integridade de jogadores, técnicos e profissionais de arbitragem.

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