O Ministério da Justiça divulgou na manhã desta quinta-feira (25) nota segundo a qual os supostos “hackers” de Araraquara teriam atacado celulares usados por Jair Bolsonaro. A estratégia de Moro é transformar o escândalo que desmoralizou-o e à Lava Jato num caso de “segurança nacioal” para justitificar medidas repressivas contra o Intercept, o jornalista Glenn Greenwald e atacar a liberdade de imprensa no país.

Numa nota de apenas quatro linhas, Moro usou a expressão “segurança nacional” duas vezes. Se agora Moro alega “segurança nacional”, em 2016 grampeou ilegalmente uma presidente da República, Dilma Rousseff, para criar as condições para o golpe de Estado.
Leia a nota de Moro: “O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República”.
Os supostos “hackers” são, aparentemente, golpistas menores e caminham para uma “delação premiada” de acordo com o roteiro de Moro e a Lava Jato. Os presos são:
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Gustavo Henrique Elias Santos: DJ, preso anteriormente por receptação e falsificação de documentos
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Suelen Priscila de Oliveira: mulher de Gustavo, não tinha passagem pela polícia
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Walter Delgatti Neto: conhecido como Vermelho, já foi preso por falsidade ideológica e por tráfico de drogas
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Danilo Cristiano Marques: já teve condenação por roubo
De
A revelação, antecipada com exclusividade pelo Radar nesta quinta-feira (…), de que o presidente Jair Bolsonaro está entre as vítimas dos hackers de Araraquara (SP) muda de patamar o caso que antes parecia soar como ação de aventureiros preocupados em lucrar com o ataque à imagem da Lava-Jato e do ministro Sergio Moro.
Ao chegarem até o ponto mais alto da República, os criminosos atentaram contra o próprio Estado brasileiro, num movimento que a partir de agora, segundo interlocutores do Planalto confirmaram ao Radar, poderá ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional como uma ação terrorista contra Bolsonaro.
Nota do blogueiro: O processo todo caminha, depois que Sérgio Moro passou alguns dias nos Estados Unidos, para uma tentativa de criminalizar a divulgação dos diálogos entre procuradores e o ex-juiz na Operação Lava Jato, tentando agora tipificar isso como um crime contra a segurança nacional. O fato é que o desgaste causado pelo vazamento é a mais grave crise de credibilidade enfrentada pela Lava Jato, desnudada nos áudios do The Intercept como um organismo criado para prender Lula e garantir a eleição de um presidente da República de perfil ultra conservador.
Haha santa inocência Batman, presidente do Brasil, ministros e chefes da alta hierarquia, usam telefones comum sem nenhuma proteção ou link exclusivo e seguros, hahaha só no Brasil mesmo. Te dizer!
Partindo desse suposto, imaginem o quanto nossas autoridade estão a Mercês de espiões de outros países, uns simples hackers com sistemas simples conseguem fazer isso, imaginem os outros.
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