Menos pior com Bolsonaro?

Por Afonso Medeiros

O título deste, sem a interrogação, repete o título de um texto do Prof. Alex Fiúza de Mello que, segundo o próprio, foi publicado à sua revelia, com alguns termos e a ordem dos parágrafos adulterados.
Para quem não conhece, o Prof. Alex, sociólogo de formação com uma bela tese sobre “Marx e a globalização do capitalismo” (orientada por Octavio Ianni, Unicamp), foi reitor da UFPA de 2001 a 2009 (Lula/PT) e Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia (Jatene/PSDB), além de ter sido membro de importantes conselhos federais e estaduais de educação e ciência, CNE entre eles.
Antes de comentar o texto do Prof. Alex, preciso dizer que fui coordenador do Nuar e diretor do ICA durante sua gestão na Reitoria e que o conheço desde a adolescência, o que fez com que eu fosse chamado por blogueiros ávidos de 15 segundos de fama de “o queridinho do Alex”. Por isso, sei bem o quanto a independência intelectual lhe é cara – coisa que seu currículo bem o comprova. De resto, sua gestão na UFPA goza a admiração de muitos colegas que a ele se juntaram (eu inclusive) na luta por uma universidade pública de qualidade e menos excludente. São esses os motivos que fazem com que muitos de nós tenhamos experimentado profundo incômodo com o texto (e o tom do mesmo) do Prof. Alex.
O referido texto comenta algumas características das personalidades pública e privada do atual presidente da República, comparando-as aos dos últimos cinco eleitos para tal cargo e, de entremeio, aponta os conluios e as negociatas de bastidores que fazem com que tenhamos um Estado, mas não tenhamos uma República. Ao mesmo tempo, ataca os analistas políticos que não percebem “iniciativas e esforços exemplares do atual Governo”, embora acrescente que “Jair Bolsonaro, por certo, não é o tipo ideal e sonhado de liderança. […] Mas tem sido, até aqui, apesar de suas infindáveis e caricatas trapalhadas (ou justo por isso), mais transparente que seus antecessores e, paradoxalmente, na contramão das acusações que lhe dirigem, uma oportunidade curiosamente positiva (ainda que contraditória) para alguns avanços democráticos”.
Além do mais, refere-se às figuras “ilusionistas” da Nova República nos seguintes termos: “os que enganam pelas palavras e pela boa aparência; pela imagem distorcida do egocentrismo arrogante e côncavo; pela farsa do messianismo fraudulento; pela máscara do falso vanguardismo feminista”. Pois bem. O que pretendo contra-argumentar aqui é esse diapasão de simpatia (ainda que relutante) por Bolsonaro, que inegavelmente o coloca como “menos pior” que as figuras “ilusionistas” da Nova República. Comme d’habitude, o farei em tom de missiva pública.

Meu caro Alex,
Me permita este exercício público de direito ao contraditório referente ao texto de tua autoria que, à tua revelia (segundo me disseste), foi publicado num blog ontem. Mas aprendi contigo que as palavras de um ente público, quando em cargo diretivo, carregam consigo o peso do próprio cargo e, assim, têm um efeito sociopolítico muito mais atômico que uma simples querela em mesas de bares de esquinas, reais ou virtuais.
Creio que tens alguma razão quando exercitas uma tipologia dos “ilusionistas” da Nova República (conforme citado anteriormente) e embora não digas em que Bolsonaro se diferencia dessa tipologia – ao contrário, induzes ao fato de que o Presidente não é novo em meio a esses tipos –, elencas pelo menos cinco características que diferenciariam Bolsonaro dos enganadores verbais, dos egocêntricos, dos messianistas e dos falsos vanguardistas.
Vamos aos fatos:
Por mais que Bolsonaro seja transparente em sua fala e que, assim, possa ser monitorado e criticado pela sociedade civil, erras ao achar que tal fala possa ser “controlada”. Em 28 anos de descontrole verbal, qual controle social foi efetivamente praticado? Uma ou outra multa por causa de sua misoginia, de seu racismo e de sua homofobia endêmicas? Ah, sim, melhor isso que a “representação da farsa” – é o que dizes. Mas bem sabes (porque já sentiste na pele) o que a injúria é capaz de fazer, principalmente quando na boca de um gerente da Nação.
Podes avaliar o efeito atômico quando um presidente chama professores e alunos de “idiotas úteis”? Quando um membro do Congresso achincalha mulheres, pretos e homossexuais? Podes mesmo afirmar em sã consciência, meu caro Alex, que um homem desses é “menos pior”? Por mais que digas que o presidente – diferentemente de seus predecessores – não sofre de “complexo de superioridade, de egocentrismo arrogante ou de patologia messiânica”, queria te perguntar: O que significam exatamente coisas do tipo: “Não te estupro porque és feia”? Ou “prefiro um filho ladrão (ou morto) do que um filho gay”? Ou “A mulher tem que ganhar menos porque engravida”? Ou “Sabes que sou a favor da tortura”? Ou “Deus me escolheu para este cargo”? Ou “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”? Ou “combati o kit gay” (que nunca existiu)? – para ficarmos nos exemplos mais notórios.

Não vês aí um complexo de superioridade machista? Ou de um messianismo no sentido mais literal do termo? Ou de um egocentrismo arrogante que quer imputar ao conjunto da sociedade sua visão (falso) moralista e (falso) religiosa de mundo? Ah, sim, são “meras palavras” (como dizem seus acólitos), mas não vês nessas declarações  exaustivamente reiteradas uma afronta à nossa Carta Magna e aos Direitos à Dignidade Humana? Ou vais me dizer que isso é um “pecado menor” para a sanidade da res publica?
O fato de Bolsonaro deixar nas mãos de Guedes, de Weintraub, de Araújo, de Onyx e dos militares (todos citados direta ou indiretamente por ti) não “contradiz (e lhe abstém de) qualquer imputação de fascismo, autoritarismo ou totalitarismo”, como afirmas. Bem sabes que todos estão alinhados com o pensamento do presidente (pelo menos, é o que o mesmo diz) e, não menos importante, todos sabemos que nazismos, fascismos, stalinismos e todas as formas de autoritarismo não necessariamente são exercidas de forma centralizada. Ao contrário, sabem muito bem como terceirizar o ódio e o genocídio.
Onde viste esse fenômeno de que “as nomeações de natureza técnica […] têm proporcionado mais eficiência e ética na gestão do Estado”? Na oferta de 40 milhões para cada deputado e senador que votar a favor da reforma da Previdência? Essa “oferta” não é tão antiética e imoral quanto mensalões e petrolões? No decreto que anistia os partidos que não cumpriram a legislação eleitoral? Na proximidade do núcleo central do governo de tantos acusados de corrupção? Estes fatos não são também negociatas e conluios dos 3 poderes entre si e destes com outros poderes econômicos e midiáticos?
Enfim, alguma diferença – mínima que seja – em relação ao fisiologismo que tanto execramos? Da mesma maneira, o fato de o presidente estar cumprindo o que prometeu em sua campanha eleitoral, não o torna menos “farsante” ou “dissimulado” que seus predecessores. E não o torna menos farsante ou dissimulado porque suas promessas – como bem sabes – são soluções ingênuas (e aventureiras, para dizer o mínimo) para problemas estruturais imensos, ou seja, suas “soluções” são em si mesmas farsas monumentais para coisas que não são contornadas num passe de mágica sofista – lembras dos “fiscais do Sarney”? E, NÃO, meu caro amigo, o fato de Bolsonaro ser (aos teus olhos) simplório, “humilde” e “bem intencionado” não significa que seja um “enorme avanço”. Como bem sabemos, o inferno está cheio de boas intenções e “pecados” são cometidos “em pensamentos, palavras, atos e omissões”, não é mesmo?
Por tudo isso, meu caro Alex, não posso compactuar com a tua simpatia claudicante pelo Bolsonaro, mesmo crendo que tua intenção talvez tenha sido contrabalançar certo barroquismo intelectual igualmente risível.
Embora apontes as fraquezas do capitão que age como se o país fosse seu quartel, sem deixar de colocar em relevo algumas das virtudes que ele supostamente ostenta, não fizeste o mesmo em relação a seus predecessores – o que evidenciaria teu apartidarismo e tua independência intelectual. Como excelente pesquisador que és, bem sabes que não podemos sair por aí repetindo a doxa que não se sustenta
diante de um olhar mais percuciente. Citar somente as possíveis virtudes de uns contrapondo-as aos conhecidos vícios de outros, não me parece uma atitude suficientemente apartidária e crítica. Afinal de contas, já estamos todos bem crescidinhos para percebermos que o atual paladino da (falsa)
moralidade e da ética não difere em nada do “isso tudo que está aí”, dado que tem passado toda a sua vida pública nos conluios, negociatas e corrupções que ele agora condena e que, com o teu aval intelectual, mesmo que parcial – é bom que se diga! – ele tenta dissimular.
No mais, lembrando que sempre nos dizias (quando Reitor) que “a Universidade não sabe cacarejar seus ovos”, todos nós ficamos bastante ressabiados com a circulação do teu texto justamente num momento em que a educação, a ciência, a arte, a história, a filosofia e o conhecimento em geral têm sido atacados numa ferocidade sem precedentes em tempos de “Velha Nova República”.
A Academia, como sabemos, não é a oitava maravilha do mundo em nenhum dos quadrantes deste mundo. Mas é duro ouvir os aplausos de um acadêmico, mesmo que tímidos, a alguém que a trata como Geni.

Sem jamais esquecer o “bom combate” que travamos juntos, receba o meu cordial abraço.

Afonso Medeiros
Santa Maria de Belém do Grão-Pará, 20 de maio de 2019.

Represa de cantor sertanejo é esvaziada por risco de rompimento

A barragem que corre risco de romper na fazenda do cantor Gusttavo Lima foi vistoriada mais uma vez nesta segunda-feira (20), em Bela Vista de Goiás. Representantes do Ministério Público, Bombeiros e da Polícia Civil estiveram na represa que ameaça a GO-020 e seis casas próximas.

Segundo o delegado Luziano de Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), foi dado o prazo de três dias para que a represa seja esvaziada. No entanto, segundo ele, não será necessário, inicialmente, secar todo o local.

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À TV Anhanguera, a assessoria de Gusttavo Lima disse, nesta tarde, que ainda não foi notificada sobre o prazo para o esvaziamento da represa. Pela manhã, a NR Empreendimentos, empresa do cantor sertanejo, disse que em 2017 pediu a licença da represa e que até hoje faz obras para cumprir o que determina a lei e para evitar o rompimento da barragem.

No comunicado, consta ainda que todo o trabalho segue orientação da Secretaria de Meio Ambiente, Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. O G1 também pediu um posicionamento à assessoria sobre o resultado da vistoria e aguarda o retorno. Em nota enviada no domingo, a empresa do cantor já informava sobre o início do esvaziamento da represa.

Helder: “Não há solução mágica para a segurança”

Ministro da Pesca fala sobre projetos em comissão da Câmara

O governador Helder Barbalho explicou os motivos que fizeram com que assinasse a carta dos governadores contra o decreto de armas do presidente Jair Bolsonaro.

“A nota que assinamos em conjunto é bastante clara sobre as razões pelas quais não acreditamos que a flexibilização da venda de armas melhore nossa segurança. Se a presença de armas entre civis significasse segurança, o Pará seria, há muitos anos, um dos dez Estados mais seguros do país – já que estamos entres os dez mais armados.
No entanto, depois de décadas de abandono, ainda sofremos com situações como as enfrentadas nas últimas semanas. Não há solução mágica para a segurança. Nosso caminho é difícil, mas acreditamos em nosso projeto: numa mão a força do Estado; na outra mão desenvolvimento social e econômico – com cultura, esporte, educação e oportunidades. Seguiremos firmes neste caminho. É nisto que acreditamos.”

Berger coloca Hamilton no mesmo nível de Senna

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Gerhard Berger disse que Lewis Hamilton agora pertence à mesma categoria de Ayrton Senna. Berger, companheiro de equipe de Senna na McLaren no início dos anos 90, sempre disse que o brasileiro estava em uma categoria à parte, quando se tratava de classificar os melhores pilotos da história da Fórmula 1.

Mas agora ele sente que o cinco vezes campeão mundial, Hamilton, pertence à mesma categoria. “Todo mundo me pergunta: ‘Como você vê esse ou aquele piloto contra o Ayrton? E eu sempre, em todos os anos, digo, não vejo ninguém perto do Ayrton’,” disse Berger à Reuters.

“Mas Lewis é agora, o primeiro piloto que coloquei no mesmo nível de Ayrton”.

Decidir qual piloto é o maior de todos os tempos é um tópico muito discutido, e enquanto Senna tinha três títulos de Campeonato Mundial em comparação com os cinco de Hamilton, que por sua vez, está dois atrás de Michael Schumacher, Berger acha que há muito mais, do que comparar a quantidade de títulos e troféus.

“Eu vou mais sentindo e assistindo, houve grandes campeões como Nelson Piquet, como Niki Lauda, como Alain Prost, como Michael Schumacher, mas sempre houve um acima: Ayrton”, acrescentou. “E agora Lewis, eu vejo na mesma categoria”, completou Berger.

Governadores assinam carta contra decreto de Bolsonaro sobre armas

Do UOL

Catorze dos 27 governadores do país assinaram uma carta em que pedem a revogação do decreto das armas do presidente Jair Bolsonaro (PSL). No texto, divulgado hoje, eles pedem que os “poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União atuem tanto para sua imediata revogação como para o avanço de uma efetiva política responsável de armas e munição no país”. O decreto, assinado por Bolsonaro no início do mês, amplia a quantidade de categorias e pessoas que têm direito a porte de armas no Brasil.

O manifesto é assinado pelos governadores dos nove estados do Nordeste e pelos administradores do Distrito Federal, do Amapá, do Tocantins, do Pará e do Espírito Santo. A carta será enviada ao Planalto, segundo assessorias de alguns dos governadores.

Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão

Wellington Dias (PT), governador do Piauí

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco

Camilo Santana (PT), governador do Ceará

João Azevedo (PSB), governador da Paraíba

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo

Rui Costa (PT), governador da Bahia

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas

Belivaldo Chagas (MDB), governador de Sergipe

Waldez Góes (PDT), governador do Amapá

Mauro Carlesse (PHS), governador do Tocantins

Helder Barbalho (MDB), governador do Pará

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LIBERAÇÃO DE FUZIS BENEFICIA TAURUS E MILÍCIAS

As ações da Taurus dispararam na manhã desta terça-feira, depois que se tornou púbico que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de maio sobre o porte de armas tem um alcance muito maior do que o divulgado inicialmente.

A Taurus, fabricante do fuzil T4, já tem uma lista de duas mil pessoas que encomendaram o armamento, que até então era considerado restrito para uso das forças armadas e das polícias militares.

Por volta das 10h30 de hoje, as ações subiam 10,54%. No Twitter, a Taurus se tornou um dos assuntos mais populares, com 50 mil menções.

Embora o Palácio do Planalto tenha negado que o decreto permita a compra dessas armas por qualquer pessoa, o mercado não acreditou. E nem deveria.

Quando já estava em campanha para presidente, em 2017, Bolsonaro compareceu a uma feira de armas, fez propaganda desse mesmo fuzil  e prometeu liberaria sua compra.

Em vídeo que circula pela internet, o então deputado segura um arma e diz, se dirigindo à câmera:

“A Taurus tá lançando aqui um fuzil…”.

O representante da empresa completa:”…o nosso T4”.

E Bolsonaro, sorridente, reforça: ”…o nosso T4”.

O agora presidente pega da mesa uma pistola e afirma:

“É o que eu sempre digo, se eu chegar lá, você, cidadão de bem, no primeiro momento, vai ter isso em casa. E você, produtor rural, no que depender de mim, vai ter isso aqui também (ergue o fuzil)… cartão de visita pra invasor tem que ser cartucho 762”.

No arremate, informa:”Porque mais importante que a tua vida é a sua liberdade. Povo armado jamais será escravizado. Parabéns à Taurus”.

Bolsonaro poderia dizer também “muito obrigado, Taurus”.

Em novembro de 2017, quando ele já viajava pelo Brasil em pré-campanha, o repórter Eduardo Reina fez um levantamento sobre quem estava bancando esses deslocamentos.

reportagem, publicada no DCM, informou que, de 33 viagens do pré-candidato, dezesseis tinham sido patrocinadas por empresas ligadas a fabricantes de armas. Uma das empresas que bancou  as viagens do parlamentar foi a Taurus.

Ao permitir a compra de fuzis por qualquer pessoa, Bolsonaro também dá a milicianos a oportunidade de contar com armamento pesado de maneira legal.

Armas ilegais, as milícias já têm. O homem apontado como assassino de Marielle Franco, Ronnie Lessa, que é vizinho de Jair Bolsonaro e miliciano, tinha na casa de um comparsa 117 partes de um fuzis M-116, fabricados nos Estados Unidos para uso das forças armadas.

Com o decreto de Bolsonaro sobre porte de armas, dois setores ligados a ele são beneficiados: a indústria das armas, especialmente a Taurus, e também a indústria da morte, representada pelas milícias.

Bolsonaro ainda vai incendiar o Brasil.

Adeus a um dos gigantes da F1

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O tricampeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda, considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos e empresário bem-sucedido do setor aéreo, morreu aos 70 anos depois de enfrentar problemas de saúde. O austríaco Lauda, que foi tratado em um hospital durante cerca de 10 dias em janeiro por estar com uma gripe e que passou por um transplante de pulmão em agosto, morreu na noite de segunda-feira, informou a família em um comunicado.

“Seus feitos únicos como atleta e empresário são e continuarão sendo inesquecíveis”, disse o comunicado. “Sua busca incansável pela ação, sua franqueza e sua coragem continuam sendo um exemplo e um modelo para todos nós, ele era um marido, pai e avô amoroso e atencioso longe do público, e deixará saudade”.

Lauda venceu dois campeonatos mundiais em 1975 e 1977 com a Ferrari e um terceiro em 1984 com a McLaren. Ele sofreu um acidente quase fatal em 1976 no circuito de Nuerburgring, mas, apesar de sofrer queimaduras terríveis, logo voltou à sua Ferrari com um capacete modificado e conquistou seu segundo titulo mundial.

Sua rivalidade com o piloto britânico James Hunt, campeão em 1976 com a McLaren, foi intensa e se tornou o tema do aclamado filme “Rush – No Limite da Emoção”, de 2013.

Depois de dois anos menos exitosos na rival Brabham e uma pausa de dois anos, Lauda voltou à F1 para mais quatro temporadas com a McLaren e venceu o título de 1984, superando o colega de equipe Alain Prost por meio ponto.

Durante seu primeiro afastamento, Lauda criou uma empresa de voos fretados, e voltou ao negócio da aviação em tempo integral depois que se aposentou das pistas. Durante os anos 1980 e 1990, ele transformou a Lauda Air em uma linha aérea internacional com voos de longa distância da Áustria para todo o mundo, até a empresa ser fundida à Austrian Airlines em 2012.

Lauda ainda voltou à F1 em funções administrativas, primeiro na Ferrari nos anos 1990 e mais tarde com a Mercedes, na qual foi nomeado presidente não executivo em 2012.

Credita-se a ele ter levado o pentacampeão mundial de F1 Lewis Hamilton da McLaren para a Mercedes. “Sua morte deixa um vácuo na Fórmula 1”, disse o chefe da Mercedes, Toto Wolff, em um comunicado nesta terça-feira.

A morte de Lauda abalou a comunidade da F1 dias antes do Grande Prêmio de Mônaco e rendeu homenagens calorosas de pilotos do passado e do presente, além das duas equipes com as quais conquistou títulos mundiais. (Do portal Terra)

Globo perde em 1 ano 8,6 milhões de telespectadores noveleiros

Reportagem de Daniel Castro no site Notícias da TV informa que A Dona do Pedaço terá uma dura missão pela frente: recuperar quase 10 milhões de telespectadores que as novelas das nove da Globo perderam em apenas um ano. Segundo dados da própria emissora, o produto mais nobre da televisão brasileira saiu de um patamar de 34,6 milhões de telespectadores durante A Força do Querer e O Outro Lado do Paraíso para 26 milhões com O Sétimo Guardião.

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De acordo com a publicação, a queda, de 8,6 milhões de telespectadores (ou 25%, um quarto do total), coincide com a troca de duas novelas de muito sucesso por duas consideradas ruins (Segundo Sol e O Sétimo Guardião). O tombo da Globo equivale a pouco mais que toda a audiência que a segunda colocada no Ibope, a Record, tem no mesmo horário da trama das 21h: 8,4 milhões.

As informações estão impressas em planos comerciais que a Globo envia para agências de publicidade em busca de anunciantes. Para chegar a esses números, a emissora usou dados do Ibope e os projetou para o universo de pessoas com acesso a televisores no país (202,4 milhões em 2017 e 200,7 milhões em 2018).

As novelas das nove também perderam audiência na internet. No período de A Força do Querer e O Outro Lado do Paraíso, os sites oficiais das produções tiveram uma média mensal de 41 milhões de páginas vistas. Com O Sétimo Guardião, foram 25 milhões. O perfil do público não mudou. As mulheres (61%) e as pessoas com mais de 35 anos (72%) continuam sendo maioria, completa o site.