Mino Carta: “Sem Gianni, tudo muda para mim”

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Por Mino Carta

Quem diz que o tempo ameniza a dor se engana. Pelo contrário, aprofunda o abismo da perda

A morte de Gianni muda a vida e o mundo, a dor é de pedra. Meu filho era desassombrado, letrado, culto bem mais que o pai. E era também um homem de bem, generoso, de cortesia refinada e sem jactância, com a contribuição de um senso de humor apurado. Sábio inclusive: aos 16 anos, depois de promover rebuliços políticos no Colégio Dante Alighieri, onde cursava o Clássico, saiu do Brasil ao vaticinar: “Isto nunca vai dar certo”. Voltava ao País para visitar a família. Fora leitor de Gilberto Freyre e Raymundo Faoro, de quem foi grande amigo, a despeito da diferença de idade. Gianni é que estava certo.

O passado roda à minha volta como um carrossel. Vejo o meninote de 3 anos que ao crescer pretendia ser “mostorista japonês” e alcanço o enviado especial a guerras, motins, levantes, revoltas, cenários tempestuosos, da Sérvia a Gaza, de Kiev a Trípoli, de La Paz a Bogotá. E o especialista na Rússia pós-URSS, e o entrevistador de personalidades e do anônimo frequentador das calçadas. Repórter completo voltado para a busca obsessiva da verdade factual, insuflada pelo scholar, um alter ego criado pelos estudos que de Los Angeles a Paris foram encerrados com Ph.D. em Ciências Políticas. Quando eu descia a campo à beira de um copo para afirmar que a política não é ciência, e sim, às vezes, excepcionalmente, arte, ele não hesitava em evocar algumas das inúmeras bobagens que pronunciei ao longo da vida. O seu primeiro livro reúne uma série de reportagens introduzidas por um substancioso ensaio sobre o “novo jornalismo” admirado nos Estados Unidos, e obviamente no colonizado Brasil, desde o momento em que Mailer, Capote, Talese, Tom Wolfe deram para tratar de assuntos jornalísticos. Neste prólogo iluminante ele demonstrava que na Europa sempre houve jornalistas habilitados a escrever com qualidade literária, e quanto a prática é estimulante para os leitores.

E de súbito Gianni aparece meninote, enverga quimono de judoca, ou o uniforme escolar a galgar impávido o palco do teatro do colégio para cantar, ele desafinado irremediável. Ou já moço em roupas imaculadas de tenista cercado de alunos adolescentes em um clube de Los Angeles, o futuro scholar a dar aulas ali ou a algum ricaço de Beverly Hills para sustentar os estudos na UCLA. O judoca não esqueceu a técnica dos golpes mais eficazes, o que o levou certa vez a enfrentar em uma briga de bar um valentão de 100 quilos: golpe perfeito, o brutamontes voou para cair sobre o próprio Gianni e quebrar-lhe o joelho esquerdo. Mas ele quebraria também o direito, na quadra.

A respeito de tênis foi seu segundo livro, uma história brasileira do esporte branco escrita em parceria com Roberto Marcher, ex-profissional que formou dupla com Thomas Koch. Assinaria mais três, entre eles um best-seller, a biografia de Miguel Reali Jr., amigo querido e companheiro de belas jornadas parisienses. O mais notável, a meu ver, é aquele publicado pela Boitempo, ousado e revelador, descida com tocha e corda à procura da criação do mito garibaldino. Custou-lhe dez anos de pesquisa através do Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina e diversos países europeus. Nesta edição Nirlando Beirão relê uma obra profunda e insólita, potente como seu herói. Outro é o protagonista do quinto livro, este sim digno do scholar, retrato minucioso e demolidor de Silvio Berlusconi, volumosa tese de Ph.D.

Casado duas vezes, encontrou em Valérie a outra metade da maçã de Sócrates, e ela se tornou uma filha para mim. Escreve: “Como sobreviver a esta perda? Gianni foi o amor da minha vida, um ser excepcional”. Do primeiro casamento nasceram dois filhos encantadores, Sophia e Nicolas, ambos londrinos educados na França.

Estavam em Paris quando o pai partiu para a sua viagem sem retorno. E agora estou com meu filho à beira do Danúbio. Chegamos a pé da praça central de Praga onde a música de Mozart ecoa para sempre, atravessamos a ponte que leva a Malastrana, o bairro de Franz Kafka, que o ministro da Educação de Bolsonaro confunde com um prato da cozinha árabe, estamos sentados à mesa, comemos um peixe do rio e os copos admitem conter um branco potável. A mesa sempre se ofereceu para os nossos melhores encontros, sobretudo em Roma, sua cidade preferida.

Quem diz que o tempo ameniza a dor se engana. Pelo contrário, aprofunda o abismo da perda.

Imprensa Oficial faz exposição de livros de autores paraenses na Uepa

Cerca de 100 livros publicados pela Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa) foram colocados à venda em um estande montado no corredor do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), da Universidade do Estado do Pará (Uepa), localizada no bairro do Telégrafo, em Belém. A primeira ação literária da Ioepa, com o intuito de divulgar a editora pública, que está em processo de formalização, atraiu a atenção de estudantes, técnicos, professores universitários e de outros profissionais que passavam pela instituição.

Atraídos pela possibilidade de comprar títulos de vários autores paraenses a preços bem acessíveis, um grupo de estudantes do curso de licenciatura em Música não hesitou e levou quase todos os exemplares disponíveis da segunda edição do livro “Canções – Waldemar Henrique”, considerado o campeão de vendas das últimas Feiras Pan-Amazônica do Livro.

A primeira edição do livro foi lançada pela Imprensa Oficial em 1996, em parceria com a Fundação Carlos Gomes, e encontrava-se esgotada. Em 2011, foi lançada a segunda edição da obra, toda revisada, ampliada e com novo projeto gráfico. As páginas apresentam fotos, letras, partituras e relatos da vida do maestro paraense Waldemar Henrique.

Entre as obras disponíveis para compra, destaca-se a publicada pelo Instituto de Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan), “Festividade do Glorioso São Sebastião na Região do Marajó”, da série Minha História, Nossa Cultura. Editada e lançada pela Imprensa Oficial em fevereiro deste ano, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a Prefeitura Municipal de Cachoeira do Arari, o livro foi organizado por Giovanni Blanco Sarquis e custa R$ 15.

Outro destaque é o livro “Rir é o Melhor Corretivo” (R$ 30), que reúne 45 crônicas escritas pelo jornalista paraense Euclides Farias, que morreu em agosto do ano passado. A obra póstuma foi editada pelo jornalista Iran de Souza e lançada pela Imprensa Oficial na última quarta-feira (8), na Casa da Linguagem, em evento que reuniu jornalistas, intelectuais e vários amigos do autor.

Também estão no estande os livros “Sátiras de um Ribeirinho”, de Epaminondas Gustavo (R$ 15), os volumes III e V da obra “Atos dos Governadores”, organizado por Ribamar Castro (R$ 10 cada volume); “Viagem a Santarém”, de Paulo Maués Corrêa (R$ 25); “Almas das Ruas”, de José Ribamar G. de Oliveira (R$ 30); “Instituto Estadual Carlos Gomes – 120 anos de História” (R$ 20), lançada em parceria com a Fundação Carlos Gomes, a Universidade Federal do Pará e a Imprensa Oficial; e “Romanceiro da Cabanagem” (R$15), poesia de José Ildone.

Segundo Rodrigo Moraes, que coordena a equipe de montagem da editora pública, trata-se da primeira ação de um conjunto de visitas que a Imprensa Oficial deve fazer nas universidades e outros espaços públicos do Estado. “A atividade de hoje foi bem recebida por professores, técnicos da instituição, além de vários alunos que compraram os nossos livros. A idéia é manter estas visitas nas universidades pelo menos uma ou duas vezes por mês, para socializar as publicações que a Imprensa Oficial tem feito, nas mais variadas temáticas”, explicou ele.

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Serviço: A ação literária, com a venda a preço acessível de títulos publicados pela Imprensa Oficial, segue até esta sexta-feira (10), das 8h às 18h, no estande da Ioepa montado no corredor do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE), da Universidade do Estado do Pará (Uepa), localizado na Trav. Djalma Dutra, s/n, Telégrafo.

Renegado no PSG, Lucas brilha e coloca Tottenham na final da Champions

Lucas Moura foi o herói improvável do Tottenham na quarta-feira, 8, ao marcar três gols da virada sobre o Ajax, por 3 a 2, que classificou o time inglês à primeira final de Liga dos Campeões em seus 137 anos de história. Renegado no PSG, o brasileiro marcou seu nome no clube inglês com a incrível atuação na Holanda.

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O Tottenham perdeu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0 e começou o jogo de volta, na arena Johan Cruyff, perdendo por 2 a 0. Na segunda etapa, o clube inglês contou com três gols do atacante brasileiro – o último deles nos 50 minutos, praticamente no último lance – para garantir a classificação inédita, que nem o milionário PSG conquistou.

“O futebol é fantástico e nos dá momentos como este. É o melhor momento da minha vida, da minha carreira. Só quero agradecer a todos, porque o que vivo no Tottenham é inacreditável. Estou muito feliz”, declarou Lucas após a partida. Sua atuação recebeu nota 10 de diversos jornais da Europa, como o s ingleses Daily Mirror e o Daily Telegraph e o francês L’Équipe.

Depois de ascensão meteórica no São Paulo, Lucas foi negociado pelo Paris Saint Germain por 43 milhões de euros (cerca de 189 milhões de reais, na cotação atual), mas foi renegado pelo clube depois de temporadas irregulares e contratações de astros do futebol mundial, como Neymar e Kylian Mbappé. Infeliz, o brasileiro foi ao Tottenham para recuperar os bons momentos e voltar a frequentar a seleção brasileira.

Depois de defender Juventus-SP e Corinthians nas categorias de base, Lucas, ainda como Marcelinho – por sua semelhança com o eterno ídolo corintiano –, foi contratado aos 13 anos para defender o São Paulo. Lucas brilhou na conquista da Copinha de 2010 e foi chamado para o profissional no mesmo ano.

Foram dois anos defendendo o São Paulo. O ponta acumulou 128 jogos, com 33 gols marcados, 25 assistências e o título da Copa Sul-Americana – o último do São Paulo até hoje. No dia 12 de dezembro de 2012, Lucas fez sua última partida pelo São Paulo. O jogador balançou as redes e deu uma assistência na vitória dos paulistas por 2 a 0 para cima do Tigre-ARG, garantindo o troféu da Copa Sul-Americana. Lucas foi vendido ao Paris Saint-Germain ainda em 2012, mas se apresentou ao Paris no início de 2013.

Irregularidade no PSG

Lucas fez sua estreia pelo PSG já no dia 2 de janeiro de 2013. O que prometia ser a consolidação de um jovem talento brasileiro no exterior acabou por ser uma época marcada pela irregularidade. Em cinco anos no clube, Lucas nunca alcançou o potencial esperado pelo clube. Fez 229 jogos pelo time francês, com 46 gols e 49 assistências.

Lucas foi vendido ao Tottenham em janeiro de 2018, depois de período de baixa no PSG, sem espaço na equipe titular e saindo do banco somente seis vezes na temporada 2017/18. Ofuscado pelas contratações de astros do futebol, como Neymar e Mbappé, o brasileiro, na época, declarou que estava infeliz no clube e queria sair. O contrato firmado com os ingleses é válido até 2023 e a negociação custou cerca de 25 milhões de libras (por volta de 127 milhões de reais) aos cofres dos Spurs.

Lucas recuperou o bom futebol no clube inglês, conseguindo atuar mais em relação aos últimos anos de PSG. Depois de um período de adaptação natural, o brasileiro participou de praticamente todas as partidas dos Spurs na temporada. Foram 46 jogos, com 12 gols e duas assistências. O atacante, inclusive, começou a temporada como titular de Mauricio Pochettino, na ausência do sul-coreano Son Heung-min, que servia sua seleção nacional. Com a volta do camisa 7, Lucas voltou para a reserva, sem perder o status de peça importante do elenco inglês.

Na noite desta quarta-feira, o brasileiro provou seu valor. O Tottenham havia perdido a primeira partida para o Ajax, em casa, por 1 a 0, e precisava da virada para alcançar a inédita final da Liga dos Campeões. No jogo de volta, na Holanda, depois de um 2 a 0 de vantagem para o Ajax na ida para o intervalo, Lucas Moura marcou três gols – o da classificação só saiu aos 50 minutos da etapa final –, sacramentando a virada heroica do Tottenham e marcando seu nome na história do clube.

Carreira na Seleção

Lucas começou sua trajetória na seleção em 2010, quando foi convocado pelo técnico Ney Franco para o sub-20. No ano seguinte, apesar da presença de Neymar no elenco, foi Lucas o grande nome da conquista do Sul-Americano sub-20 ao marcar três gols na grande decisão contra o Uruguai. Ainda em 2011, o atacante foi chamado pela primeira vez para a seleção brasileira principal, na época comandada por Mano Menezes, e conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Sob o comando de Felipão, Lucas não teve muitas chances e ficou de fora da Copa do Mundo de 2014. Dois anos depois, em 2016, foi chamado para a disputa da Copa América depois de Rafinha sofrer uma lesão. No ano passado, Lucas foi lembrado por Tite após Éverton, do Grêmio, se contundir.

O atleta do Tottenham esteve no grupo que disputou amistosos contra a Argentina e a Arábia Saudita, mas não teve outras oportunidades. Agora, depois do show na Champions League, vive a expectativa de estar na lista de convocados da Copa América, que será revelada no dia 17. (Com informações da Placar, ESPN e Gazeta Press)

Bangue-bangue: Bolsonaro quer estender “direito de matar” à população civil

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Do Jornal GGN

Em entrevista a uma rádio, na manhã desta sexta (10), Jair Bolsonaro deixou claro que, além de estender a posse de arma para milhares de pessoas, ele também pretende conceder o excludente de ilicitude para civis. Dessa forma, se alguém atirar para matar, nas ruas ou em casa, poderá ser processado, mas não será punido pela morte de ninguém.

Segundo Bolsonaro, o cidadão comum tem de voltar a ter “direito à autoridade”, atirando para matar não apenas em legítima defesa, mas se ele entender que o outro lado está “comprovadamente à margem da lei”. O presidente afirma que é assim que funciona em estados americanos, de onde ele tira inspiração para sua política de armamento da sociedade.

“O que eu quero dar é o excludente de ilicitude, não só para policial, mas para você também. Ou seja, se alguém invadir a sua casa você tem direito de atirar nele. Assim o policial também na defesa de vida própria ou de terceiro, ele tem direito a reagir e se o outro lado vier a perder a vida, paciência”, disse.

Nesta semana, Bolsonaro estendeu o direito a ter posse de arma para dezenas de categorias. Ao todo, a medida alcança 19 milhões de pessoas. Não suficiente, o presidente ainda criou obstáculos para que a Polícia Federal negue pedidos de posse de arma. Ele também derrubou a necessidade de aval judicial para que crianças e adolescentes possam fazer aulas de tiro. Basta, agora, a autorização de um dos responsáveis.

CÂMARA

O decreto que flexibiliza a posse, o porte e o comércio de armas tem sido a principal preocupação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesta quinta-feira (9/5), o deputado afirmou que há “algumas inconstitucionalidades” na matéria editada pelo governo e disse que espera poder chegar a um acordo com o Executivo para resolver o problema.

Caso as conversas não sejam bem-sucedidas, ele não descarta colocar para votação algum dos oito decretos legislativos que pedem a revogação do documento. A assessoria técnica da Câmara, que avalia o decreto desde a publicação, na última quarta-feira, já encontrou pontos que desrespeitam a Constituição.

“Há algumas questões que, do nosso ponto de vista, não deveriam ter sido colocadas no decreto presidencial”, explicou o presidente da Casa, na tarde desta quinta. “Esse é o tema, hoje, que está me afligindo mais, que está me preocupando mais e que está tendo o foco do meu trabalho”, afirmou.

Neymar leva gancho de 3 jogos por agressão ao torcedor

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A Federação de Futebol da França (FFF) enfim anunciou a punição de Neymar em função do soco dado em um torcedor no último dia 27 de abril, após a derrota para o Rennes na final da Copa da França. O astro do Paris Saint-Germain será suspenso por três partidas, em gancho que começará apenas na próxima segunda-feira.

Desta forma, o camisa 10 fica livre para atuar neste sábado, contra o Angers, em duelo válido pela 36ª e antepenúltima rodada do Campeonato Francês. Será a última aparição do brasileiro pelo time francês na temporada atual.

Os três jogos a serem perdidos por Neymar, portanto, serão: contra Dijon e Reims, pelas duas derradeiras rodadas da Ligue 1, além da Supercopa da França, que marca o início da temporada e está agendada para acontecer no dia 3 de outubro.

O PSG, porém, fará uma apelação à Comissão Disciplinar da FFF. O clube considerou a punição “severa”, tendo em conta os insultos proferidos pelo torcedor em questão a diversos jogadores da equipe comandada por Thomas Tuchel.

Papão focado nas finalizações

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POR GERSON NOGUEIRA

Acertar o pé. Esta é a preocupação maior do técnico Léo Condé no Papão para o jogo de amanhã com o Juventude. Pela análise de desempenho, o fundamento da finalização é hoje o mais problemático do time. Existem outros problemas, mas este é decisivo e faz toda a diferença na definição dos jogos.

Com um ataque que teve Nicolas bem mais adiantado, mas ainda com a presença de um centroavante de ofício (Paulo Henrique), o PSC sofreu para transformar em gols o amplo domínio sobre o Tombense, na Curuzu. O gol só veio na etapa final, na terceira tentativa de Nicolas pelo alto.

Pelo futebol apresentado, mesmo com muitos percalços, o PSC merecia melhor sorte na partida, estabelecendo um placar mais dilatado, coerente com a superioridade vista em campo.

Apesar da excelente presença do goleiro Felipe, é apropriado observar que os atacantes pecaram bastante nos arremates. Nicolas, Paulo Henrique, Vinícius e Pimentinha perderam chances preciosas, que poderiam ter tornado bem mais tranquila a atuação da equipe, sem passar pelos sustos em lances isolados do Tombense.

Segundo os setoristas do clube, os treinos da semana na Curuzu focaram na repetição de chutes a gol, alternativas de finalização. A ideia é maximizar acertos no ataque, além de melhorar a transição, ainda muito sujeita a oscilações, principalmente contra equipes muito fechadas.

O Juventude, pela característica gaúcha de marcação e imposição física, certamente exigirá mais capricho por parte dos atacantes do Papão. Com uma defesa alta, o visitante também desafia o jogo aéreo, que é a virtude ofensiva que o time de Condé melhor executa.

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Leão tem duas variações para encarar o Luverdense

O técnico Márcio Fernandes não definiu ainda a equipe titular para o jogo de amanhã contra o Luverdense, em Lucas do Rio Verde, mas é possível projetar um Remo menos conservador ofensivamente. Os problemas do ataque, expostos nos dois primeiros jogos da Série C, constituem hoje a fonte maior de preocupações para a comissão técnica remista.

Pela movimentação nos treinos, um time com Vinícius; Jansen, Fredson, Marcão e Ronaell; Yuri, Ramires, Djalma e Zotti; Gustavo Ramos (Alex Sandro) e Danilo Bala. Nesta formação, a postura é naturalmente de cautela, com aumento da força de bloqueio no meio.

A outra opção poderia ter Vinícius; Jansen (Michel), Fredson, Marcão e Ronaell; Yuri, Ramires e Zotti; Gustavo, Emerson (Alex Sandro) e Danilo Bala (Tiarinha). Seria um time menos fechado, com transição mais rápida e ataque reforçado pela presença do velocista Bala.

A conferir.

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Jovens talentos são convocados pela Seel

O projeto Talentos Esportivos, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), está com inscrições abertas. Atualmente, são atendidas 600 crianças e adolescentes. A intenção é ampliar o atendimento para mais 300 com as novas turmas. Matrículas e rematrículas começaram e matrícula e rematrícula começou no dia 29 de abril e a inscrição pode ser feita no estádio Jornalista Edgar Proença, no lado A2, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 14 às 16h.

As turmas do projeto que têm aulas no estádio fazem parte do trabalho da Seel em ampliar o projeto desenvolvido no Campus III da Uepa, no bairro do Marco. As aulas contemplam as necessidades do esporte de rendimento, de participação e educacional, com oferta de aulas gratuitas de ginástica artística, futsal, vôlei, lutas, handebol e basquete, além de oficinas – em parceria com o ParáPaz – de canto, dança, balé e percussão.

As inscrições devem ser feitas pelos pais ou responsáveis. São exigidas duas fotos 3×4, comprovante de residência e documento de identificação (RG ou certidão de nascimento). Para obter mais informações, os interessados devem ligar para 3201-2326.

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Coutinho vira alvo após a queda do Barcelona

Enquanto o mundo aclama Tottenham e Liverpool pela façanha de alcançar a final da Champions League contra adversários que tinham vantagem no cruzamento, começam a curtição das tristezas nos times que caíram nas semifinais. No Ajax, há mais lamentação do que crítica, mas no Barcelona a pressão se concentra sobre o brasileiro Phillipe Coutinho, acusado de ineficácia e indolência nos confrontos com o Liverpool.

Vaiado constantemente pela torcida, Coutinho atrai as broncas da torcida catalã, que é bem mais benevolente com o supercraque Lionel Messi, de atuação igualmente apagada na partida de terça-feira. O problema é que Coutinho ainda não jogou no Barça o que mostrava no Liverpool e é protagonista da mais cara contratação do clube – 140 milhões de euros.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 10)

Vasco foi presente de aniversário para Luxemburgo

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Vanderlei Luxemburgo faz 67 anos amanhã.

O Vasco foi o presente antecipado de aniversário para o técnico.

Afastado do futebol e questionado pela mídia, o treinador não é unanimidade entre os torcedores.

É preciso porém uma dose de paciência para que ele possa colocar em prática seu trabalho e isso é algo que a torcida certamente não terá.

Aliás, não dá tempo.

Ele, o tempo será o maior inimigo de Luxemburgo.

O Vasco, já na zona de rebaixamento, precisa reagir rápido. Luxemburgo não deve acreditar em promessas por lá e criar grandes expectativas.

Os últimos resultados e trabalhos dele não animam. O currículo sim. Se deixar a vaidade de lado, o jeito arrogante e focar no campo, sem interesses paralelos, pode ter vida longa.

Caso contrário, cai fácil.

(Por Bruno Voloch)