Nova mudança em pleno voo

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POR GERSON NOGUEIRA

Três meses após a saída de João Brigatti, o PSC encara nova turbulência nos gramados e parte para outra troca de comando técnico. Léo Condé não resistiu à pressão depois de uma série de resultados insatisfatórios. Foi abatido em pleno voo, ainda em Varginha (MG), logo depois da derrota frente ao Boa Esporte na noite do último domingo.

Condé não sobreviveu no cargo nem mesmo para a partida de volta contra o Inter, pela Copa do Brasil, amanhã à noite. Sinal de que a diretoria tinha pressa em reaprumar o projeto montado para a Série C e queria, obviamente, dar uma resposta imediata para aplacar a fúria da torcida.

Foram duas vitórias, duas derrotas e um empate na Série C. O time segue no G4, mas Condé sucumbiu à instabilidade que ronda a Curuzu desde a má campanha no Campeonato Estadual, quando o Papão terminou na quarta colocação, atrás de Remo, Independente e Bragantino.

O PSC começou bem a Série C, derrotando o Ypiranga-RS fora de casa e ganhando o Tombense na Curuzu. Liderou a competição por uma rodada. Na terceira rodada, foi derrotado pelo Juventude e aí o barraco começou a desabar. O time não venceu mais e acumulou ainda um revés pela Copa do Brasil contra o Inter, em Porto Alegre.

Muito da insatisfação do torcedor provém da ausência de organização, mesmo com a chegada de uma barca de reforços. Ficou a clara impressão, após cinco rodadas, de que Condé não conhecia os jogadores à sua disposição no elenco. Escalações erradas, substituições equivocadas.

A partir de ontem, o PSC está buscando no mercado um substituto. Os nomes mais óbvios são os de Mazola Jr. e Dado Cavalcanti, ex-técnicos do clube. O primeiro está desempregado desde fevereiro, quando foi dispensado pela Ponte Preta. O segundo cuida hoje da equipe de transição (sub-20) do Bahia.

Os boatos mencionam ainda Givanildo, Leston Jr., Itamar Schülle, Junior Rocha, Valdir Bigode e até Lisca Doido. E, por razões óbvias, é improvável que um nome regional (Lecheva, João Neto ou Charles Guerreiro) seja lembrado.

A conferir.

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O VAR como arma de favorecimento

Tenho acompanhado, com um misto de curiosidade e ceticismo, as análises de comentaristas de arbitragem e palpiteiros em geral, sobre o polêmico lance do penal que beneficiou o Palmeiras contra o Botafogo, sábado, em Brasília. Inicialmente, o árbitro paranaense Paulo Roberto Alves, que estava a dois metros da jogada, puniu com cartão amarelo a simulação do atacante Deyverson, que se atirou teatralmente diante do goleiro Gatito Fernández.

Alertado sobre avaliação do VAR, o árbitro mudou de ideia e marcou o pênalti, entendendo que Deyverson teria sido tocado pelo zagueiro Gabriel. O toque, se ocorreu, foi tão sutil que não seria suficiente para uma queda tão espetacular quanto a do atacante palmeirense na área do Botafogo.

Indignada com a marcação, que originou o gol de Gustavo Gómez, o Botafogo decidiu pedir anulação do jogo, alegando que a partida já havia sido reiniciada quando o árbitro de vídeo (VAR) entrou em ação. “Logo, não poderia ser alterada a decisão do árbitro (regra 5 da FIFA e protocolo 8.12 do VAR). A decisão tomada foi um erro de direito, não um erro de fato”, diz a nota oficial do clube.

A argumentação tem substância, mas os caminhos tortuosos da aplicação do VAR não permitirão que o Glorioso ganhe a parda. Ficará apenas como esperneio ou choro de perdedor, como alega a força-tarefa da mídia paulistana em defesa do pênalti – e do Palmeiras, claro.

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Gambiarras de um Cruzeiro sob mira global

Com dívidas que superam a casa dos R$ 500 milhões, o Cruzeiro foi alvo de uma reportagem especial do programa Fantástico, no último domingo, que revelou falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e possíveis infrações às normas da Fifa e da CBF.

Como a Globo não costuma pegar pesado com clubes considerados de primeira linha, a própria exibição da matéria despertou uma série de especulações. O Cruzeiro teria cedido direitos de jogadores e maquiado um balanço financeiro, entre outras gambiarras.

A atual diretoria do clube é acusada de concretizar a venda de 20% de um atleta de 12 anos, da base cruzeirense. Segundo a reportagem, nem mesmo o pai da criança sabia do ocorrido.

Há o relato de empréstimos junto ao empresário Cristiano Richard Machado e pagamento com cessão dos direitos de atletas. Desde 2015, é proibido ceder direitos a empresas, pois o passe só pode pertencer a um clube ou atleta.

O problema com o balanço financeiro envolve a venda do meia-atacante uruguaio Arrascaeta ao Flamengo, descrita como realizada no ano passado, mas que na verdade aconteceu em janeiro de 2019.

Cruzeiro, é bom não esquecer, que é latifúndio dos notórios irmãos Perrella, o que ajuda a entender muito do enrosco ora denunciado.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 28)

Inter já está em Belém para definir vaga na Copa do Brasil

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A delegação do Internacional-RS desembarcou em Belém no começo da noite desta segunda-feira. No aeroporto de Val-de-Cans, um grupo de torcedores colorados esperava pelos jogadores, aplaudindo e pedindo autógrafos para os ídolos D’Alessandro e Paolo Guerrero, que posaram para fotos.

O Inter enfrenta o Paissandu na próxima quarta-feira (29), às 20h, no estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão), jogando por um empate ou até por uma derrota por um gol de diferença para se classificar à próxima fase da Copa do Brasil. No primeiro jogo, semana passada, em Porto Alegre, os gaúchos venceram por 3 a 1.

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MP de Contas quer apurar possível irregularidade no manejo de despesas pelo governo tucano

O Ministério Público de Contas do Estado do Pará (MPC-PA) ingressou com representação no Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) com o objetivo de apurar a possível utilização irregular no manejo de pagamentos por meio das Despesas de Exercícios Anteriores (DEAs) pelo Poder Executivo Estadual.

A representação proposta teve como base o Procedimento Apuratório Preliminar (PAP) 2018/0113-9 que constatou que, no ano fiscal de 2017, o pagamento de DEAs totalizou R$ 688 milhões somente no âmbito da Administração Pública do Estado, e em 2018, os dados apontam para o uso de mais de R$ 800,00 milhões, o que, a título de comparação, corresponde a materialidade superior a todo o orçamento do Poder Judiciário.

Nos últimos cinco exercícios financeiros, o valor pago em DEA no âmbito do Poder Executivo alcançou a magnitude de quase R$ 5 bilhões.

O titular da 5° Procuradoria de Contas do MPC-PA, Patrick Bezerra Mesquita, explica que os dados analisados “sugerem uma utilização inadequada de DEA – que possui finalidade específica e delimitada por lei.

De acordo com Mesquita, embora o julgamento das Contas Anuais e os Relatórios de Execução Orçamentária (RREOs) tenham apontado possíveis exageros no uso de DEAs nas mais diversas entidades estaduais, esses processos “não detém a capacidade de fechar o ciclo fiscalizatório – que necessita de procedimentos in loco e de acesso a documentos de comparação de despesas, para concluir pelas ilegalidades”, explicou.

Neste sentido, o objetivo da representação é provocar a competência fiscalizatória do TCE-PA, por meio de uma inspeção contábil e documental, para verificar a origem das despesas pagas via DEA, com base em dados e informações de como foram geradas, a fim de avaliar se houve uso abusivo.

A representação requer, ainda, a realização de inspeção com objetivo de investigar, dentre outras coisas, se o uso excessivo de DEAs representaria ou não possível instrumento de maquiagem fiscal com impacto em importantes indicadores da responsabilidade fiscal – como o resultado primário e o superávit financeiro. Além disso, o MPC requereu a expedição de uma série de determinações corretivas a órgãos da Administração Pública Estadual acerca do uso de DEA. (Da Assessoria do MPC-PA)

O abraço de Chico e Raoni

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O Papa Francisco recebeu em audiência privada na Casa Santa Marta na manhã desta segunda-feira, 27, o líder indígena brasileiro Raoni Metukire, da comunidade Caiapó. O cacique está na Europa desde 14 de maio, numa viagem de três semanas, para se encontrar com os chefes de Estado e a opinião pública para alertar sobre as crescentes ameaças à Amazônia.

O encontro do Pontífice com o líder do povo Caiapó – ameaçado por madeireiros e pelo agronegócio – havia sido confirmado no último sábado pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. Com a audiência – explicou ele –, “o Papa reitera a sua atenção pela população e pelo ambiente da área amazônica, e o seu compromisso pela preservação da Casa Comum”.

Estudantes de todo o país voltam às ruas em defesa da educação nesta quinta, 30

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Estudantes de todo o país saem às ruas para a segunda mobilização contra os cortes na educação do governo Bolsonaro. Eles prometem repetir os protestos realizados no último dia 15, que paralisaram as atividades em universidades, institutos federais e escolas públicas e privadas em mais de 170 cidades pelo Brasil que reuniram mais de 1 milhão de participantes. As entidades estudantis já confirmaram atos em Brasília e mais 23 capitais do país (confira abaixo) na próxima quinta-feira (30). As ações também devem servir para acumular forças para a greve geral do dia 14 de junho contra a proposta de reforma da Previdência.

Na semana passada, o governo repôs nos investimentos da educação R$ 1,58 bilhão, mas os cortes ainda alcançam R$ 4,25 bilhões, o que ainda ameaça inviabilizar o funcionamento de universidades e institutos federais no próximo ano. Além da reposição insuficiente, os estudantes apontam outros ataques à educação que se somam aos cortes e motivam as mobilizações.

No dia seguinte às grandes mobilizações, o governo Bolsonaro editou decreto que altera regras sobre escolha de dirigentes universitários, que deverão agora contar com o aval dos ministros da Casa Civil e da Secretaria Geral da Presidência da República. Para os estudantes, a as indicações nas mãos do governo ferem diretamente a autonomia e a democracia universitária.

Também no mesmo dia, o governo Bolsonaro demitiu mais um presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Enem. Elmer Vicenzi, que ocupava o cargo, foi afastado após contrariar o pedido do Ministério da Educação (MEC) para usar dados sigilosos de alunos na emissão de uma nova carteira estudantil. A ação foi vista como uma tentativa de retaliação contra as entidades estudantis.

Já na semana passada, os presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) foram agredidos e impedidos de falar em audiência pública da Câmara dos Deputados que recebia o ministro da Educação, Abraham Weintraub, responsável pelos cortes.

A UNE, a Ubes e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convocam a todos e todas estudantes a ir às ruas na próxima quinta (30) portando suas suas produções acadêmicas e materiais de estudo como símbolos da luta em defesa da educação.

Game criado por empresa brasileira simula assassinatos de jornalistas

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A missão se chama Breaking News. Esta é a sétima missão do jogo, e vem depois que você atualizou seu rifle sniper para atirar a uma distância de quase 300 metros com precisão.

Até agora, você já matou, entre outros, um atirador que supostamente matou várias pessoas em uma pizzaria no ano passado, alguém que roubou uma mochila de um turista, um atirador que (sem nenhum traço de ironia) está matando pessoas inocentes, e três homens que estavam guardando o arsenal de uma gangue.

Breaking News tem um objetivo claro: matar um repórter.

“Um jornalista subornou um policial e pegou uma pasta dele”, diz a missão. “A pasta está cheia de documentos sensíveis. Torne-o famoso de uma maneira diferente.” (Na verdade, os códigos de ética dos jornalistas proíbem que eles paguem por informações ou materiais. Certamente não haveria suborno.)

Sniper 3D Assassin é um jogo para celular disponível no iOS e Android. Tem uma classificação de cerca de 4 ½ estrelas, com um total de 12 milhões de comentários em ambas as plataformas. O aplicativo foi lançado em 2014 e chegou a 10 milhões de downloads no primeiro mês, segundo o desenvolvedor, o TFG, que tem sede no Brasil. Em 2016, o desenvolvedor afirma que foi o jogo mais baixado na App Store.

“Leve seu sniper, aponte e comece a atirar em seus inimigos”, diz a descrição do jogo.

O editor do New York Times, Jamal Jordan, compartilhou uma imagem do jogo no Twitter e disse que seu sobrinho o convidou para jogar. “Meu sobrinho tem 10 anos e tivemos uma longa conversa depois”, disse Jordan ao HuffPost.

Torcida bicolor faz protesto criticando e atirando ovos no ônibus do clube

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Grupos de torcedores do Paissandu, ligados a torcidas organizadas, se mobilizaram na manhã desta segunda-feira para protestar contra os jogadores, a comissão técnica e a Diretoria do clube. Na passagem do ônibus do clube, os torcedores atiraram ovos no veículo.

Na avenida Júlio César, próximo ao aeroporto de Val-de-Cans, eles estenderam faixas com os dizeres “A paciência acabou” e “Jogadores mercenários”. Na área de desembarque, também fizeram protesto logo cedo, esperando a chegada da delegação.

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Papão demite Condé após derrota em Varginha

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O Paysandu Sport Club e o técnico Léo Condé decidiram, em comum acordo, na manhã desta segunda-feira (27), pelo encerramento do trabalho do treinador na equipe de futebol profissional bicolor. Além dele, o auxiliar-técnico Renato Negrão e o analista de desempenho Henrique Furtado também deixam seus cargos. O clube já está no mercado e nos próximos dias fará o anúncio do novo comandante do time.

“Na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Internacional-RS, na noite desta quarta-feira (29), o Papão será dirigido pelo auxiliar-técnico permanente Leandro Niehues. O Paysandu Sport Club agradece aos profissionais Léo Condé, Renato Negrão e Henrique Furtado por seus serviços prestados ao clube”, diz a nota oficial do clube.

Condé chegou na reta final do Campeonato Paraense, foi eliminado na semifinal pelo Independente e ainda perdeu a disputa pelo terceiro lugar para o Bragantino. O mau resultado diante do Inter e a campanha irregular na Série C, determinaram sua queda.

A “verdade” sobre os protestos de 26 de maio

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Por Maria Caramez Carlotto

Uma das cenas que mais me marcou no livro “Fogo e Fúria: por dentro da Casa Branca de Trump”, de Michael Wolff, foi justamente o relato de uma manifestação fracassada.

Era o dia da posse do novo presidente, que esperava milhões de apoiadores em Washington. Apareceram alguns milhares e os jornais noticiaram o fracasso em tempo real. Trump se revoltou. Olhou pela janela da Casa Branca e, vendo os tais milhares, insistiu sem qualquer hesitação: como não tem 20 milhões de pessoas aqui? Os seus assessores, incrédulos diante do que parecia um devaneio, concordaram com o presidente, atônitos. No dia seguinte, Trump ordenou que as fotos da sua posse, em particular da multidão reduzida, fossem espalhadas pela Casa Branca. Tentaram dissuadir o presidente, que não recuou. O objetivo, segundo ele, era deixar claro que, no seu governo, é a sua verdade que triunfará.

Acho esse relato muito significativo. Trump blefou? Ninguém sabe e pouco importa. O fato é que se trata de um estilo de “governo” que coloca a disputa pela apreensão e definição da realidade, através da construção de fatos e versões, em primeiro plano. A verdade, nesse caso, se define por uma pura relação de força, que despreza o reconhecimento de uma uma realidade exterior que independe da percepção subjetiva.

Não se enganem. Bolsonaro não é Trump, mas não está muito longe dele. Podemos discutir objetivamente se os protestos de hoje estavam mais para os milhares ou para os milhões de apoiadores. Mas na chave na extrema direita, isso é a velha política. Os atos foram grandes o suficiente para Bolsonaro fazer deles um sucesso total. Vai construir o dia 26 como uma nova chancela popular e seguir radicalizando o seu projeto político.

Em outras palavras, não faz sentido disputar “a verdade sobre os protestos de 26 de maio” com o bolsonarismo. Nós reconhecemos a realidade, enquanto eles a constróem. São, em certo sentido, menos ingênuos. Sabem que o verdadeiro poder não é ver, é fazer ver. Loucura ou blefe? Tanto faz. O ponto é que não é a linguagem da verdade que eles entendem. Se fosse assim, cultuariam livros e não armas.

Lia Amancio

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