Quando uma mão lava a outra

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (12) que assumiu compromisso com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para indicá-lo para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). “Eu fiz um compromisso com ele, ele abriu mão de 22 anos de magistratura. A primeira vaga que tiver lá [no STF], estará à disposição”, disse Bolsonaro, numa entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da rádio Bandeirantes.

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“A primeira vaga que tiver eu tenho esse compromisso e se Deus quiser nós cumpriremos esse compromisso. O Brasil inteiro vai aplaudir”, acrescentou o presidente.

O primeiro ministro do Supremo que deve deixar a Corte é o decano Celso de Mello, que atinge a idade de aposentadoria obrigatória em novembro de 2020. A segunda vaga no STF deve ficar disponível com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. 

Lula aos metalúrgicos: ‘Nunca esqueci de onde eu vim’

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou mensagem ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por conta do aniversário de 60 anos da entidade, completados neste domingo (12). Escrita de próprio punho, a carta foi lida durante evento comemorativo realizado ontem na sede da entidade, em São Bernardo do Campo.

Lula lembrou da histórica greve dos metalúrgicos na Scania em 1978, que abalou a ditadura e representou um marco no sindicalismo brasileiro. “Há 41 anos, no dia 12 de maio de 1978, as máquinas pararam na fábrica da Scania de São Bernardo do Campo. Foi o início da primeira grande greve no ABC depois de um longo período de repressão e arrocho salarial. Foi quando a classe trabalhadora levantou a cabeça e mostrou sua força, mudando a história do país”, escreveu o ex-presidente.

“Por ter participado daquela greve e tantas outras, tenho muito orgulho de ser membro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC desde 1968. Junto com vocês aprendi que vale a pena lutar por justiça e democracia, pelos direitos dos trabalhadores e uma vida melhor para o nosso povo, por mais difíceis que sejam as condições dessa luta”, disse.

Em 1975, Lula foi eleito presidente do sindicato, sendo reeleito três anos depois. Em 1980, o sindicato sofreu intervenção e a diretoria foi cassada, com dirigentes fpresos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional, Lula entre eles.

Confira abaixo a íntegra da mensagem de Lula:

Companheiros e companheiras,

Há 41 anos, no dia 12 de maio de 1978, as máquinas pararam na fábrica da Scania de São Bernardo do Campo.

Foi o início da primeira grande greve no ABC depois de um longo período de repressão e arrocho salarial. Foi quando a classe trabalhadora levantou a cabeça e mostrou sua força, mudando a história do país.

Por ter participado daquela greve e tantas outras, tenho muito orgulho de ser membro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC desde 1968.

Junto com vocês aprendi que vale a pena lutar por justiça e democracia, pelos direitos dos trabalhadores e uma vida melhor para o nosso povo, por mais difíceis que sejam as condições dessa luta.

No aniversário de 60 anos do nosso Sindicato, quero dizer a vocês que nunca esqueci de onde eu vim e que, mesmo daqui onde estou preso injustamente, nunca desisti de continuar lutando.

Juntos, fizemos muito para mudar nosso Brasil. Tenho fé que vamos nos reunir novamente para mudar muito mais, porque o nosso povo merece viver num país melhor e mais justo.

Viva o Sindicato dos Metalúrgicos!

Viva a classe trabalhadora!

Um grande abraço do companheiro Lula.

Descanse em paz, grande Lúcio Mauro!

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O ator Lúcio Mauro morreu no sábado (11/5), aos 92 anos. Ele estava internado há quase quatro meses na Clínica São Vicente, na zona sul do Rio de Janeiro. O filho e também ator Lúcio Mauro Filho publicou nas redes sociais que seu pai morreu por volta das 22 horas. Falou sobre seu trabalho e destacou com orgulho ter trabalhado ao lado do pai.

“Meu amado pai serenou. Ele merecia esse descanso. Lúcio Mauro teve uma vida linda, uma carreira vitoriosa, 5 filhos, 5 netos, dois casamentos, com Arlete e Lu, duas mulheres fantásticas que se tornaram amigas e mantiveram essa família unida. Papai foi um pioneiro, saiu do teatro de estudante lá no Pará, foi pro Recife, fez rádio, inaugurou a televisão no Nordeste e de lá, veio para o Rio de Janeiro pra se tornar um dos maiores artistas deste país. Me influenciou em tudo. O homem que sou, o artista, o pai de família, o amigo. Eu nada seria sem seus ensinamentos”, destacou em sua conta no Instagram.

“Tivemos o prazer de trabalhar juntos, na TV, no Teatro, no Cinema e na Publicidade. Rodamos o Brasil colocando nossas vidas a serviço da arte, em ‘Lucio 80-30’, quando ele teve a chance de dividir o palco com os filhos. Não faltou nada.”

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“A esticada foi longa e sofrida. Agora só restava o descanso que ele tanto merece. Meus agradecimentos a todos os funcionários da Clínica São Vicente, onde papai sempre foi cuidado com carinho e profissionalismo. Á Rede Globo pela parceria e lealdade. Nós ficamos por aqui, celebrando sua existência e seguindo com seu legado. Vai com Deus meu velho. Vai se juntar a Chico, Agildo, Silvino, Rogerio, Miele e tantos outros, para juntos fazerem cócegas nas estrelas. Obrigado por tudo! Viva Lucio Mauro!”, finalizou.

Natural de Belém (PA), Lúcio Mauro foi considerado um dos pioneiros da televisão brasileira. Começou a carreira nos palcos dos teatros estudantis, quando tinha por volta de 20 anos de idade, e mais tarde se destacou em papéis humorísticos, em programas como “Balança Mas Não Cai” (1968), “Chico City” (1973), “Os Trapalhões” (1989) e “Escolinha do Professor Raimundo” (1990). Ele era irmão do falecido jornalista e paraense Laércio Wilson Barbalho e tio do senador Jader Barbalho (MDB-PA).

Aos mestres, com respeito

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POR GERSON NOGUEIRA

Mauricio Pochetino, Pep Guardiola e Jurgen Klopp.

Técnicos bem sucedidos e vitoriosos, trabalhando no futebol inglês. A trinca encabeça qualquer lista dos melhores técnicos do futebol mundial. Merecem como poucos a denominação de “professores”, tão banalizada pelos boleiros no Brasil, que atribuem a treinadores mambembes um nível de conhecimento que não se revela nos jogos.

Os três estão na crista da onda devido ao grande trabalho que realizam em seus clubes, tanto no seletivo Campeonato Inglês quanto na Champions League, cantada em prosa e verso como a principal competição de clubes do planeta.

Eles vêm da Argentina, da Espanha e da Alemanha, três grandes e diferentes escolas de futebol. São profissionais inovadores e com muita estrada pela frente. Com diferença de quatro anos entre o mais velho (Klopp, 51 anos) e o mais jovem (Pochetino, 47).

Guardiola e Klopp estão disputando o título inglês, à frente de times que conseguiram alcançar a marca de 90 pontos. Neste domingo, o City de Pep entra em campo contra o modesto Brighton fora de casa, um ponto à frente do Liverpool de Klopp, que recebe o Wolverhampton. A possibilidade ameaçadora, de ter uma campanha brilhante na temporada e terminar de mãos vazias, paira sobre ambos.

Klopp é o mais aclamado, produtivo e bem sucedido neste momento. Depois de anos vinculado ao Borussia Dortmund, de sensacional torcida, ele assumiu o Liverpool e o sucesso continuou. Aumentou até. Tornou-se mais conhecido – e reconhecido.

Jornalistas britânicos destacam em Klopp a personalidade alto astral e de pura simpatia. Um personagem que casou bem com a apaixonada massa torcedora dos Reds. Seu faro garantiu ao clube contratações importantes, como Van Dijk, Salah, Mané e Alisson.

Dentro de campo, a intensidade do time considerado mais equilibrado da Champions tem muito a ver com os treinamentos, estratégias e filosofia do alemão. Fã da mobilidade e da flutuação de seus jogadores em todos os setores, no seu Liverpool o becão Van Dijk pode virar atacante-surpresa a qualquer momento.

O trio titular da frente muda de posição o tempo todo. Salah já brilhou no lado direito e hoje atua mais centralizado, como um falso centroavante. Mané é o mais imprevisível, podendo surgir em qualquer posição do ataque. Firmino, que já foi atacante central, agora fica mais recuado.

Seus laterais são conhecidos pela agressividade, quase atacantes em tempo integral. Na prática, Klopp leva ao pé da letra o conceito de que todos marcam e participam do esforço de jogo. A coletividade sempre acima do brilho individual, embora sem abrir mão dos diferentes talentos disponíveis.

Mas, apesar da excepcional fase, Klopp pode perder o sonhado título da Premier League para um Manchester City muito bem treinado por Guardiola, que leva ao limite máximo o conceito de posse de bola e valorização dos espaços. A lógica diz que o City deve levar o título do mais disputado campeonato das últimas décadas.

Caso perca na Inglaterra, Klopp ainda tem chance de fechar a temporada com um troféu, e que troféu. Enfrentará o Tottenham de Pochetino na grande final da Champions, no dia 1º de junho, em Madri. Tottenham que reverteu miraculosamente um placar adverso após 15 minutos de conversa no vestiário. Cabeça e olhos de Pochetino, que soube cirurgicamente desmontar as forças do Ajax e potencializar as virtudes dos Spurs.

Por isso, na final, Klopp terá que superar um estilo conceitual moldado no jeito tradicional de jogar. O Tottenham não se reforçou, mas usa a concentração e a capacidade de resistência como grandes virtudes. Não tem jogadores melhores que o Liverpool, como não tinha em relação ao Ajax, mas como equipe atinge alto nível de competitividade, marcando muito e povoando o ataque com o máximo de jogadores.

O paciente leitor pode estar se perguntando: afinal, o que o momento vivido pelos três profissionais tem a ver com a gente? Sim, eles estão geograficamente longe, mas o futebol dá saltos de crescimento qualitativo a partir de aprendizado e prática, tentativa e erro.

O que o trio acima concebe, experimenta e executa em seus times logo servirá de referência para o jogo praticado no Brasil. E que ninguém esqueça: o jogo, como entidade, é o que há de mais importante. Entendê-lo é a chave de tudo.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h, com João Cunha e este escriba de Baião na bancada de debatedores. Tudo sobre as rodadas das séries C e D.

O telespectador interage enviando perguntas e comentários e participa do sorteio de prêmios.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 12)