Haddad destaca avanços da Ufopa

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Por Weldon Luciano, no OEstadoNet

Durante palestra que está fazendo na manhã desta sexta-feira(24) em Santarém, Oeste do Pará, o ex-ministro da educação Fernando Haddad defendeu o direito à educação para todos os brasileiros. “Todos têm direito à educação. Seja da creche ou da Universidade”. Ele elogiou o crescimento da Universidade Federal do Oeste do Pará, dez anos após sua implantação durante o governo do ex-presidente Lula, do qual era ministro.

“É uma satisfação muito grande vir até a Ufopa 10 anos depois dela ser criada e ver bom o seu  desempenho. O resultado está aí. A Ufopa tem nota 4 com apenas 10 anos de vida e vocês que fazem parte da comunidade acadêmica são os responsáveis por isso”, afirmou.

Haddad também elogiou a participação da comunidade universitária brasileira nos protestos realizados há 15 dias. ” Vocês são protagonistas da maior manifestação a favor da educação na história desse país. Não se tem notícia que mais de 1 milhão de pessoas tenham ido para as ruas por este motivo”, afirmou.

CNJ abre investigação sobre “passarela da adoção”

A Corregedoria Geral de Justiça de Mato Grosso deverá enviar ao Conselho Nacional de Justiça informações sobre o evento “Adoção na Passarela”, desfile de crianças aptas para adoção realizado no Pantanal Shopping, em Cuiabá, na última terça-feira (21). O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou, de ofício, pedido de providência.

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Segundo o CNJ, o evento foi autorizado pela juíza de direito da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude, Gleide Bispo Santos, e teve o apoio da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Helder Salomão (PT-ES), reagiu com indignação à notícia. Para ele houve uma exposição “desnecessária e inaceitável de crianças”, que deveriam receber a proteção e a tutela do Estado e foram colocadas em situação constrangedora que pode acarretar em maior sofrimento emocional.

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou nota de repúdio, na qual afirma que “a iniciativa nos faz retroceder no tempo e nas conquistas e nos remete às feiras de escravos”. “Há várias outras formas e campanhas para adoção que não expõem as crianças e adolescentes e nem os revitimizam”, afirma a entidade.

Ainda estão rolando os dados

POR GERSON NOGUEIRA

Não foi tudo aquilo que muitos receavam. O começo indicou um domínio dos donos da casa que, na prática, não se consumou. É verdade que a vitória por 3 a 1 poderia ter sido mais ampla, caso os gaúchos aproveitassem as chances criadas e a superioridade técnica, mas o Papão se apresentou com dignidade, sem recorrer à retranca bovina e saindo para o ataque em vários momentos da partida.

Apesar do começo meio confuso, com erros seguidos na transição e pouca mobilidade ofensiva, o PSC só se abalava quando o Inter abria o jogo pelas pontas, com Nico Lopez e Edenilson. Quando D’Alessandro e Nonato afunilavam as jogadas, a zaga bicolor prevalecia. Encolhido para explorar o contra-ataque, aos 5 minutos o Papão chegou bem organizado à frente e Tiago Primão acertou um chute sobre o travessão.

Sem acelerar o ritmo, o Inter parecia acreditar que o gol viria naturalmente. O susto inicial para a zaga paraense veio aos 18 minutos. Em cobrança de falta, D’Alessandro mandou no poste direito de Mota. A bola ainda bateu nas costas do goleiro antes de sair.

Guerreiro ameaçava, mas era bem acompanhado por Micael. No único vacilo da linha de zaga, D’Alessandro tabelou com Nico Lopez e a bola foi tocada em velocidade para o camisa 9 tocar para as redes, aos 25’, sem defesa para o goleiro Mota.

Dois gols, de Iago e Diego Rosa, foram anulados corretamente, por impedimento. O jogo caiu numa certa monotonia no final da primeira etapa. O Inter parecia feliz com a vantagem mínima e o Papão não demonstrava desespero.

Foi começar a segunda parte e o PSC partiu com tudo para o ataque, conseguindo um escanteio. Logo em seguida, aos 2’, Bruno Collaço cruzou da esquerda para o cabeceio certeiro de Micael, que saltou mais que toda a zaga colorada. O gol deu vivacidade à partida, entusiasmando o PSC e deixando o Inter atrapalhado no setor defensivo.

Aos poucos, porém, o Inter foi se reconectando ao jogo e entendendo a importância de construir um bom resultado. Passou a explorar os lados do ataque, com os laterais Zeca e Iago e o uruguaio Nico Lopez. Na primeira boa chegada, Guerrero bateu forte para excelente defesa de Mota.

Aos 11’, uma bola despretensiosa desviada por Emerson Santos dentro da área encontrou o volante Rodrigo Lindoso desmarcado. Quase caindo, ele completa para as redes com um leve toque, fazendo a bola rolar lentamente. O Inter voltava a mandar no jogo.

Para dar mais qualidade ao meio-campo, Léo Condé substituiu Primão por Tiago Luís, aos 15 minutos. Sem muita mobilidade, Tiago passou a fazer lançamentos e cobrou uma falta com perigo, mas sua presença tornou o time pouco ágil nas saídas para o ataque. A entrada de Vinícius Leite no lugar de Diego Rosa melhorou a movimentação do ataque, mas sem chegar a incomodar a defesa adversária.

Mais aplicado nas manobras de ataque, já com Tiago Sóbis em campo (substituiu D’Alessandro), o Inter intensificou a pressão pelos lados e também na faixa central, com Guerrero tendo duas excelentes oportunidades diante da trave do PSC.

Aos 33’, porém, o peruano subiu mais que os zagueiros e cabeceou para o gol vazio, marcando o terceiro gol. Os minutos finais foram de apreensão na zaga do PSC, constantemente fustigada pelas jogadas de Guerrero, Sóbis e Sarrafiore (que entrou no lugar de Nico Lopez). Felizmente, para Condé e seus comandados, os atacantes colorados não acertaram mais o pé e o jogo ficou em 3 a 1 mesmo.

Para quem foi a Porto Alegre buscar um resultado que permitisse esperanças para o jogo da volta, o PSC pode se considerar razoavelmente bem sucedido. A tarefa de golear o Inter por três gols de diferença no Mangueirão (quarta-feira, 29) é das mais desafiadoras, mas um escore por dois gols não é impossível de ocorrer, o que levaria a disputa para os penais.

O fato é que, mesmo sem fazer uma apresentação brilhante, o PSC se comportou relativamente bem, mantendo-se vivo na competição.

Os melhores do time, pela ordem, foram o goleiro Mota, novamente em destaque, fazendo três grandes intervenções; o atacante Nicolas, enquanto conseguiu se movimentar na frente; e o lateral Bruno Collaço, muito participativo nas tentativas ofensivas.

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Conmebol não perde a chance de complicar

Parece que virou prática corrente nas instituições a mania de complicar as coisas, gerando balbúrdia e depois levando a um envergonhado recuo em certas decisões. A Conmebol, useira e vezeira em aprontar trapalhadas, divulgou um documento proibindo que, a partir de 2020, a Libertadores e a Sul-Americana tivessem a participação clubes que estão fora da primeira divisão de seus países.

A acintosa e inaceitável discriminação sofreu tantas críticas que a entidade reformulou a tosca ideia, através de um constrangido comunicado divulgado na quarta-feira, 22. O torneio mais afetado pela medida seria a Copa do Brasil, que conta com a presença de clubes da Série C, como o PSC, o Sampaio Corrêa e o Juventude.

Reconhecer erros é uma atitude nobre, mas o histórico de lambanças da Conmebol passa a incluir em posição de destaque essa descabida tentativa de enfraquecer ainda mais os clubes emergentes do continente.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 24)

Haddad faz visita hoje ao Pará

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O ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad está em visita à Amazônia. A caravana, que já percorreu o Sul e o Sudeste em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou nesta quinta-feira (23) à região Norte.

A comitiva visitou Manaus nesta quinta e chega a Santarém e Belém nesta sexta-feira, 24. O objetivo, além de levar a mensagem sobre a importância de Lula livre para a democracia brasileira, é estar ao lado do povo na luta contra a reforma da Previdência e em defesa da educação e das universidades públicas, duramente atacadas pelos cortes de recursos promovidos pelo ministro Abraham Weintraub e o governo Jair Bolsonaro.

Logo pela manhã, Haddad visitou a fábrica da Honda, na Zona Franca de Manaus. O polo industrial, reestruturado a partir do governo Lula, está sob ameaça no atual governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou mais de uma vez a intenção de mudar a relação com a Zona Franca e privilegiar outros estados zerando impostos como o sobre produtos industrializados (IPI).

Ex-ministro da Educação, Haddad destacou a importância das universidades e institutos federais públicos para a região. “Sem a produção de ciência não haverá recursos humanos para atrair investimentos à Zona Franca. Temos de combinar um plano de desenvolvimento para a Amazônia. Mas hoje o que existe é a ameaça de liquidar o que sobrou.”

A observação de um repórter, sobre a possibilidade aventada por Bolsonaro de explorar, compartilhar a Amazônia com os EUA, foi classificada por Haddad como “falta de juízo”. “Isso é soberania nacional. Ele se elegeu por quatro anos, não tem liberdade de ficar negociando partes do território brasileiro.”

Para Haddad, o aumento recorde do desmatamento e a liberação de dezenas de agrotóxicos evidenciam uma “concepção antiga de economia” nesse governo. “Emprego gerado com desmatamento, com exploração mineral em área de reserva ambiental, em reserva indígena, isso não se faz mais, é uma visão muito arcaica e nós temos que defender o meio ambiente.”

Em Santarém, atos em prol da educação serão realizados pela manhã na Universidade do Oeste do Pará, em Santarém. Às 16h, Haddad participa de ato público no ginásio Vadião, na UFPA, em Belém. (Da Rede Brasil Atual)