Arbitragem amazonense na estreia do Leão

A CBF designou um trio amazonense para dirigir Remo x Boa Esporte, neste sábado, no Mangueirão. Ivan da Silva Guimarães Júnior (AM) será o árbitro central, auxiliado por Dimmi Yuri Das Chagas Cardoso (AM) e Anne Kesy Gomes de Sá (AM).

Os paraenses Wasley do Couto Leão e Lúcio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos completam o quadro, como 4º árbitro e analista de campo, respectivamente.

Trivial variado do governo que destrói a floresta e quer exterminar idosos

“Bolsonaro demitiu um diretor do Banco do Brasil por causa de um vídeo de publicidade comum, com atores jovens negros e uma atriz LGBTT. Pela mesma lógica, podemos demiti-lo por divulgar um vídeo com golden shower?”. Leonardo Sakamoto

“Acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, como prevê a reforma, simplesmente acaba com a previdência. Votar a favor disso, deputado, só mesmo mediante uma graninha, não é mesmo?”. Lula Falcão

“O presidente da república se refere às mulheres brasileiras como objetos sexuais à disposição dos turistas estrangeiros. COMO É QUE EXISTEM MULHERES QUE DEFENDEM ESSE SUJEITO E VOTARAM NELE?”. Flávio Gomes

“O papel da Filosofia é nos ensinar a questionar. Já o da Sociologia é explicar as relações sociais. Quando Bolsonaro investe contra filosofia e sociologia está defendendo que se forme jovens que não questionem a sociedade em que vivem, jovens passivos e obedientes, carneirinhos”. Ricardo Pereira

“A CNBB parece ter feito uma opção preferencial pelo silêncio. Não se ouve um ai da entidade sobre a degringolada do país. Na contramão de Francisco, que sobre tudo se posiciona. Seria um absurdo supor que tenha fechado com a tese de Steve Bannon. Para ele, Francisco é o inimigo”. Palmério Dória

Políticos e operadores do PSDB teriam recebido R$ 97 milhões em propinas

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José Serra, Geraldo Alckmin, Aloysio Nunes. Os três tucanos, além de Gilberto Kassab (PSD) tiveram campanhas eleitorais financiadas ilegalmente via caixa 2, e o dinheiro saiu de esquema de corrupção envolvendo contratos com empreiteiras que formaram cartel em obras públicas de São Paulo. Pelo menos é o que dizem os delatores da Lava Jato.

Segundo reportagem do UOL, o grande operador do partido no esquema era Paulo Vieira Souza, mais conhecido como Paulo Preto. O ex-diretor da Dersa já foi condenado e preso, e admitiu ter em contas no exterior (primeiro, na Suíça, depois nas Bahamas, com paradeiro desconhecido dos investigadores) mais de R$ 100 milhões.

Serra teria, segundo delatores, foi o maior beneficiado no esquema, tendo recebido no mínimo R$ 39,1 milhões para caixa 2 em diferentes eleições.

Alckmin, outro citado, sofreu bloqueio de contas e bens na semanada passada, sob acusação de ter sido beneficiado por R$ 7,8 milhões por meio de caixa 2 da Odebrecht.

UOL afirma ter tido acesso a quase 10 mil páginas de 8 processos de improbidade administrativa do TJ-SP contra Paulo Preto. Os casos são investigados também na esfera eleitoral, pelo TRE-SP, e na criminal, pela Lava Jato de São Paulo e Curitiba, e foram analisados em inquérito contra Serra no STF, que remeteu para a Justiça Eleitoral, pois falava em caixa 2 numa época em que o tucano não tinha foro privilegiado.

O portal diz que há “supostas provas” das delações, como “registro nos sistemas internos que computavam propina, trocas de emails com os políticos ou auxiliares, comprovantes de depósitos internacionais [não informa para quem], números de contas e seus donos [não cita quem são], agendas e recibos de hotéis e restaurantes onde aconteciam as tratativas.”

Pelas delações, estima-se que os políticos do PSDB recebiam caixa 2 ao menos desde 2004 até 2012. As denúncias indicam que em 2006, Andrade Gutierrez e Odebrecht, com outros 9 empresas, consolidaram o cartel numa cobra do trecho sul do Rodoanel, que custou R$ 3,5 bilhões. Os delatores também falaram em doações por caixa 2 em troca de contratos de obras do Metrô, e “a fundo perdido”, sem contrapartida, apenas para ter boa relações com o partido.

Ainda segundo o portal, a “investigação do suposto cartel para a construção do Rodoanel em São Paulo foi desmembrada em oito ações penais e possuí 32 réus afora Paulo Preto. Outros nomes ainda são investigados em inquéritos.”

Paulo Preto está preso e foi condenado 2 vezes em março: uma a 145 anos de prisão (Lava Jato em Curitiba), e na outra a 27 anos de prisão (Lava Jato em São Paulo). Nos dois casos, por desvios no Rodoanel. (Do Jornal GGN)

“Vingadores: Ultimato”: tão perfeito quanto pode ser um adeus

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Por Isabela Boscov

O que pode ser mais triste do que se separar de pessoas queridas? E, por outro lado, que valor se daria às coisas se elas nunca tivessem fim? Não é só o público que acompanhou os heróis da Marvel ao longo de onze anos (desde o primeiro Homem de Ferro, de 2008) que tem agora de ruminar essas questões: elas afligem, mais do que ninguém, os personagens de Vingadores: Ultimato.

Empenhados em achar uma forma de desfazer ou reverter a catástrofe infligida ao universo por Thanos, que aniquilou metade de todas as criaturas vivas, Homem de Ferro, Capitão América, Viúva Negra, Rocket, Hawkeye, Homem-Formiga e Máquina de Guerra concluem que, qualquer que seja a solução, ela vai necessariamente cobrar deles sacrifício e um preço alto – mais alto até do que o que já foi pago.

Thor está tão deprimido que não consegue se empenhar em nada além de beber cerveja e ganhar barriga; e Nebula enfrenta, além da tristeza por tantas perdas, os sentimentos dilacerantes por seu pai, Thanos.

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São três horas de filme, para que o público tenha a chance de se despedir de alguns dos personagens, e de conhecer outros em mais profundidade. Tem mais drama do que ação, e até o humor, uma constante no Marvelverso, vem com um quê de melancolia: se o adeus aos super-heróis nem sempre é definitivo, não há dúvida de que esta encarnação, tão meticulosamente construída em 21 filmes, termina agora.

Que Tiago Luís é este?

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POR GERSON NOGUEIRA

Há um sentimento dividido na torcida do Papão quanto ao retorno de Tiago Luís, meia-atacante que passou pelo clube em 2016 e teve papel destacado no esforço para escapar ao rebaixamento à Série C. A diretoria do clube confirmou a contratação ontem à tarde.

Quando passou por aqui, Tiago se destacou pelo estilo vistoso, cheio de dribles e lançamentos caprichados. Como era previsível, caiu logo no gosto dos torcedores.

Como o custo de renovação era relativamente alto, acabou não fechando acordo e foi liberado. Assinou com o Goiás e aí as coisas começaram a desandar. No clube goiano, teve passagem discreta, com muita dificuldade para permanecer entre os titulares.

Depois de marcar seis gols e conseguir sete assistências em 23 jogos pelo PSC na Série B, Tiago Luís murchou no Goiás. Participou de 25 partidas e marcou dois gols na Série B 2017, mas sem obter a mesma empatia com o torcedor alviverde.

No São Bento, seu clube mais recente, Tiago não era titular absoluto e acabou assistindo do banco de reservas o rebaixamento do clube no Campeonato Paulista, após sete discretas participações.

Com constante dificuldade para se manter nas condições ideais, Tiago há muito tempo não repete as performances do começo da carreira, o que é plenamente normal para um jogador de sua idade e que atua no meio-campo próximo aos atacantes.

A dúvida que corrói os bicolores é justamente essa: que Tiago Luís é este que volta ao clube para um recomeço, após três anos? Será o jogador inquieto e que compensava certa lentidão com passes milimétricos e chutes certeiros? Ou será o meia acomodado que não conseguiu jogar nem no limitadíssimo São Bento?

Os primeiros treinos com o elenco, sob a direção de Léo Condé, irão dizer o que se pode esperar dele. Caso seja utilizado como jogador de aproximação com o ataque, terá que brigar por posição com Nicolas, principal destaque do PSC no Campeonato Paraense.

Caso tenha que ser um meia-armador clássico, responsável pela articulação e as jogadas mais criativas, terá Diego Rosa, Tiago Primão e Leandro Lima como concorrentes pela titularidade. O fato é que, aos 30 anos, sem a mesma mobilidade de antes, terá que se desdobrar para cavar um lugar no time.

A conferir.

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Barca do adeus remista surpreende pelas omissões

Quando foram anunciadas as dispensas no elenco do Remo, mais do que os nomes divulgados, chamou atenção a ausência de atletas que eram tidos como certos na barca do adeus. Os laterais Geovane e Ronael, de rendimento pífio ao longo do certame estadual, foram preservados e devem continuar no elenco. A decisão, pelo que se comenta no Baenão, é do técnico Márcio Fernandes.

Tiago Félix, que teve poucas oportunidades, mas ainda assim foi superior a Ronael na lateral esquerda, não teve padrinho forte e acabou despachado.

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Leão leva a melhor na era Mangueirão

Por provocação de um leitor da coluna, o DataNogueira mergulhou numa pesquisa em cima dos números do futebol paraense na era Mangueirão. Inaugurado em março de 1978, no histórico jogo em que o Remo derrotou o Operário com gols de Mego, o estádio Jornalista Edgar Proença foi palco de 42 decisões de campeonato estadual.

Ao longo desse tempo, a hegemonia é azulina, com 20 conquistas, que incluem um tricampeonato (89-90-91) e um pentacampeonato (93-94-95-96-97). O PSC ficou com 18 títulos no período, com dois tricampeonatos (80-81-82 e (2000-2001-2002).

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Uma projeção do custo de tíquetes na Série A

A rodada inaugural do Campeonato Brasileiro da primeira divisão já tem os jogos definidos e os preços de ingressos fixados. O Cuponation, plataforma de descontos pertencente à empresa alemã Global Savings Group, fez um levantamento para comparar quanto cada clube cobra pela entrada.

Pela análise do preço disponibilizado nos sites, a Chapecoense pratica o valor de entrada mais caro, cobrando R$ 120,00 pelo ingresso mais em conta. Já o custo individual mais baixo de bilhetes é praticado por Ceará e São Paulo, ambos cobrando R$ 40,00 pelos ingressos mais populares.

No total, 128 equipes disputam as quatro divisões do Campeonato Brasileiro (A, B, C e D), com representantes de praticamente todos os Estados.

São Paulo é o clube mais times nas divisões nacionais – 14, englobando as séries A, B e D. Rio Grande Sul, Paraná e Minas Gerais têm nove representantes. Santa Catarina e Rio de Janeiro têm oito.

Dois Estados contam com representantes em todas as quatro divisões, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e nove Estados só têm times na série D. O Pará está presente nas séries C e D, com quatro clubes.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 26)

Dia da Liberdade: Portugal celebra os 45 anos da Revolução dos Cravos

Grândola, Vila Morena
Terra da Fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade 
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Na madrugada de 25 de abril de 1974, à 0h25, a Rádio Renascença, emissora católica portuguesa, transmitiu a canção Grândola, Vila Morena, do compositor José Afonso. A música era o sinal esperado para que jovens militares do Movimento das Forças Armadas (MFA) dessem início à Revolução dos Cravos, levante que derrubou uma das mais longas ditaduras do século XX.

Orquestrada por cerca de 200 capitães e majores, o levante, que completa 45 anos nesta quinta-feira (25), pretendia restabelecer a democracia em Portugal, paralisada desde 1933 pelo Estado Novo de António de Oliveira Salazar, que governou o país até 1968, ano em que passou o poder ao seu herdeiro político, Marcello Caetano.

Antes da revolução, partidos e movimentos políticos eram proibidos, e diversos líderes oposicionistas estavam presos ou exilados. Além disso, a imagem das forças de segurança do país já se encontrava bastante desgastada pela duração do regime salazarista e principalmente pela “guerra no ultramar”, que reprimia os movimentos de libertação das colônias que Portugal ainda mantinha na África.

A ideia de organizar o levante partiu dos oficiais Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, quando o MFA ainda era um movimento recém criado. A história foi relatada por Lourenço em uma entrevista concedida à Agência Efe.

“Quando retornávamos de uma de nossas primeiras reuniões, tivemos um pneu furado e o trocamos. Eram duas da madrugada, mais ou menos, quando disse a Otelo que não íamos solucionar nada com requerimentos e papéis, que devíamos dar um golpe de Estado e convocar eleições. Ele me olhou e disse: ‘Mas você também pensa assim? Esse é meu sonho!’”, contou.

A criação do grupo, curiosamente, foi autorizada oficialmente pelo Estado português. O pretexto para a fundação: “recuperar o prestígio” do Exército. Segundo Lourenço: “Não dissemos abertamente que íamos conspirar contra o governo e dar um golpe de Estado, embora no fundo o propósito era derrubar o fascismo e a ditadura”. Além de Lourenço e Otelo, outro militar que teve grande papel na organização da Revolução dos Cravos foi o tenente-coronel Vítor Alves.

O levante ocorreu de modo relâmpago. Após a canção de José Afonso entoar no rádio, o MFA ocupou locais estratégicos em todo o país em poucas horas. Ao nascer do dia, uma multidão de aproximadamente 1 milhão de pessoas já cercava emissoras de rádio à espera de notícias. A operação pegou Marcello Caetano totalmente de surpresa. Acuado, ele renunciou ao cargo por telefone e se exilou no Rio de Janeiro, onde viveu até sua morte, em outubro de 1980.

Ao saber que os militares pretendiam restabelecer a democracia e pôr fim à guerra colonial, os portugueses começaram a dar cravos aos soldados, que os colocavam na ponta dos seus fuzis – o que dá nome à revolução. Por ter acontecido sem derramamento de sangue, o levante teve grande adesão popular.

O processo passou, no entanto, por momentos de tensão a partir de maio de 1975, no período conhecido como Verão Quente. A efervescência política, protagonizada em grande parte pelos setores de esquerda, levou a direita e a Igreja Católica a temer uma radicalização do processo político iniciado após a revolução.

Para impedir o fortalecimento das alas mais radicais de esquerda, as facções conservadora organizaram uma série de ataques contra sedes de partidos políticos. Esses setores de direita também se opunham às expropriações e ocupações de terras promovidas no sul do país e se preocupavam em especial com o ponto 6 do programa adotado pelo MFA durante o período de transição. A cláusula apontava para uma reorganização econômica e social de tipo socialista.

Novos tempos em Portugal

A promessa de democracia foi cumprida: em 25 de abril de 1975, aniversário de um ano da revolução, ocorreram as primeiras eleições diretas em 41 anos. Os socialistas venceram. Um ano depois, também no dia 25, entrou em vigor a nova Constituição do país.

A abertura democrática possibilitada pela Revolução dos Cravos foi significativa para a garantia de direitos civis e políticos. Mas não apenas isso: a Constituição do país assegurou direito à habitação, à previdência social, à saúde, à cultura, à educação, entre outros. Foi também o início de um largo processo de nacionalizações e do fim da guerra colonial.

Na sequência da revolução, foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado “Dia da Liberdade”. Nessa quarta-feira (24), a Assembleia da República realizou uma sessão solene e abriu as portas ao público, marcando o início das comemorações do aniversário da reabertura democrática portuguesa.

Levante que levou à queda do Estado Novo de Oliveira Salazar começou após canção de José Afonso tocar no rádio

Independência das colônias

A partir da década de 1960, diversos movimentos por independência começaram a surgir nas colônias de Portugal na África. As organizações passaram a ser duramente reprimidas pelas Forças Armadas portuguesas, sobretudo em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Durante o período, quase metade do orçamento de Portugal passou a ser destinado ao setor militar e eram raras as famílias que não possuíam parentes enviados às guerras coloniais.

Segundo dados da Agência Lusa, as Forças Armadas contabilizavam 243.795 soldados em 1974. Cerca de 117 mil foram combatentes nos conflitos. O saldo final foi de 8.831 mortos e cerca de 100 mil portugueses feridos.

A duração da guerra ultramar, o número de feridos e o despendimento de gastos necessários foram fundamentais para gerar insatisfação nas camadas populares e nos setores das Forças Armadas que se opunham às ações militares.

Imediatamente após a Revolução dos Cravos, as nações que ainda eram colônias portuguesas passaram a conquistar sua independência: a de Guiné-Bissau foi reconhecida por Portugal poucos meses depois do levante, em setembro de 1974; a de Moçambique, em junho de 1975; Angola conquistou independência em novembro de 1975.

Após os 40 primeiros anos de democracia, o número de militares em Portugal diminuiu 85%. Hoje eles são 35 mil.

Entrada na UE e início da dívida pública

A Revolução dos Cravos também possibilitou, anos mais tarde, o ingresso de Portugal na União Europeia (UE) – já que, durante a ditadura salazarista, o país ficou bastante isolado. A entrada no bloco ajudaria a modernizar o país por meio de uma transferência no valor de 80 bilhões de euros entre 1986 – ano que passou a integrar a UE – e 2011. A quantia é o equivalente a 9 milhões de euros por dia.

Mas, se a entrada na UE ajudou Portugal em certo momento, foi também uma grande dor de cabeça. O país passou por uma grave crise econômica a partir de 2009, acentuada com a adoção de medidas de austeridade em 2011.

De 2018 para cá, Portugal passou a dar os primeiros sinais de recuperação, apresentando crescimento no PIB e diminuição nas taxas de desemprego.

(Edição: Aline Carrijo)

PSC confirma a contratação de meia-atacante

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A Diretoria do Paissandu confirmou, na tarde desta quinta-feira (25), a contratação do meia-atacante Tiago Luis, que já vestiu a camisa bicolor em 2016. O vínculo do atleta com o clube irá até novembro do ano que vem. Em sua primeira passagem pela Curuzu, Tiago Luis disputou 23 jogos e participou diretamente de 13 gols – sete assistências e seis gols. Foi peça fundamental para a permanência da equipe na Série B daquele ano.

Formado nas divisões de base do Santos-SP, o meia-atacante coleciona várias conquistas na carreira. Foi campeão da Copa do Brasil pelo Peixe; campeão catarinense com o Joinville-SC; bicampeão estadual com o Goiás, equipe pela qual também subiu para a Série A do Brasileiro, ano passado, além de ter outro acesso pela Chapecoense-SC.

Especialista em cobranças de falta, com boa qualidade de passe e drible, Tiago Luis atuou em 78 das 105 partidas para as quais foi relacionado nas últimas três temporadas, com 12 gols marcados e 12 assistências. O mais novo reforço bicolor vai desembarcar em Belém na próxima segunda-feira (29) para iniciar treinamento.

Antes de Tiago Luis, o Papão já havia contratado para a disputa da Terceirona o lateral-direito Tony, os volantes Wellington Reis e Uchôa, o meia-atacante Diego Rosa, o atacante Pimentinha e o centroavante Jheimy.

Nome: Tiago Luis Martins

Nascimento: 13/03/1989 (30 anos)

Naturalidade: Ribeirão Preto (SP)

Altura: 1,77 m

Peso: 79 kg

Posição: meia-atacante

Clubes: Santos-SP, União de Leiria-POR, Ponte Preta-SP, XV de Piracicaba-SP, Bragantino-SP, Mirassol-SP, Chapecoense-SC, Joinville-SC, América-MG, Paysandu, Goiás e São Bento-SP.

om informações da Ascom PSC)

Do Brexit a Bolsonaro: como eleições são fraudadas e democracias, corrompidas

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Do Jornal GGN

Em junho de 2016, um dia após o referendo do Brexit, o Reino Unido acordou em choque ao descobrir que sairia da União Europeia. A repórter Carole Cadwalladr, do jornal The Observer, foi enviada para uma cidade ao sul do País de Gales, onde a maioria, 62% da população local, votou para sair da União Europeia.

Carole cresceu nos arredores da cidade que costumava ter uma grande concentração de classe trabalhadora por causa das minas de carvão. Ao longo dos anos, a cidade se transformou com a chegada de empresas chinesas. Está modernizada e muito da nova infraestrutura – escolas de tempo integral, centros esportivos – estava sendo erguida com financiamento da União Europeia.

Eis que, ao conversar com moradores locais, Carole ouviu histórias sobre como as pessoas estavam “cansadas” e de assistirem a UE fazer nada por elas; queriam “retomar o controle” e estavam fartas da atenção dada a imigrantes e refugiados.

Todos os argumentos para justificar o voto a favor do Brexit foram absorvidos de uma grande campanha obscura nas redes sociais. Os moradores já não observavam a realidade a sua volta, apenas reproduziam o discurso-slogan que receberam no celular.

“O referendo ocorreu na escuridão, porque ocorreu no Facebook. E o que acontece no Facebook, fica no Facebook. Nós só vemos a nossa página, o nosso feed, e depois tudo aquilo desaparece. É impossível pesquisar depois. Não temos ideia do que as pessoas viram, por quais anúncios elas foram impactadas. Que informações foram usadas para atingi-las, ou quanto dinheiro foi gasto”, comentou Carole.

O Facebook tem resposta e recusa-se a dar. Mark Zuckerberg já foi convocado pelo parlamento britânico diversas vezes para explicar a denúncia de vazamento de dados, e se recusou a colaborar todas as vezes.

“Crimes foram praticados no referendo, e foram praticados no Facebook.”

Ao longo das décadas, países aprovaram suas próprias leis para impedir abuso de poder econômico em eleições. Mas as redes sociais contornaram isso, porque são verdadeiras caixas-pretas.

A campanha a favor do Brexit disseminou inúmeras mentiras, como, por exemplo, que a Turquia iria se juntar à União Europeia, sendo que isso nunca esteve em pauta. E em mensagens de medo destinadas a determinados grupos, afirmava-se que a liberação do trânsito na Turquia iria aumentar a entrada de terroristas, imigrantes e criminosos.

Quem não viu esse tipo de mensagem certamente não estava dentro do público-alvo que seria facilmente influenciado por ela.

Foi assim que, na visão de Carole, empresas de tecnologia da informação ajudaram a construir a “maior fraude eleitoral na Grã-Bretanha em 100 anos.”

É neste contexto que se insere a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e de Jair Bolsonaro, no Brasil.

Brexit foi uma “experiência” para Trump, afirmou Carole, em termos de uso irregular de dados privados, disseminação de mensagens de ódio e fake news, financiamento desconhecido e empresa especializada na segmentação de públicos nas redes sociais. Nos dois casos, trata-se da Cambridge Analytica.

A empresa, segundo denúncias da imprensa internacional, teria acessado ilegalmente a base de dados de 50 milhões a 80 milhões de usuários do Facebook. Com as informações, traçou perfis políticos e segmentou o público em agrupamentos por interesses ou características em comum. Com isso, consegue bombardeá-las com mensagens de ódio e fake news.

Boa parte do esquema veio à tona quando um dos funcionários da Cambridge resolveu falar ao The Observer e outros jornais europeus.

A história é um indício muito forte de que as democracias estão sendo violadas pela tecnologia desenvolvido pelos “deuses do Vale do Silício”. Não há, alertou Carole, como falar em qualquer eleição livre e justa daqui para frente, até que o Facebook esclareça o que ocorreu no escândalo da Cambridge Analytica.

“Nossa democracia está corrompida, nossas leis não funcionam mais, e não sou eu dizendo isso, nosso parlamento publicou um relatório sobre isso. A tecnologia que inventaram é fantástica, mas agora é a cena de uma crime, e o Facebook tem as provas.”

O parlamento britânico foi o primeiro do mundo a tentar responsabilizar o Facebook, mas falhou sem a cooperação da empresa.

Para Carole, a história vai lembrar dos responsáveis como “lacaios do autoritarismo ao redor do mundo”, porque eles recusam-se a reconhecer que as tecnologias estão dividindo as nações ao meio, com informações repassadas na escuridão.

Não são “apenas anúncios”. Os usuários “não são mais espertos do que isso”, as mentiras que estão lendo todos os dias.