Vinícius, o melhor do Parazão

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POR GERSON NOGUEIRA

A minha seleção dos melhores do Parazão 2019 ficou assim: Vinícius (CR); Michel (Paragominas), Kevem (CR), Dedé (Independente) e Mocajuba (Independente); Capanema (Bragantino), Djalma (CR), Marco Goiano (Bragantino) e Nicolas (PSC); Gustavo (CR) e Fidélis (Bragantino). Técnico: Charles Guerreiro (Independente). Craque do campeonato: Vinícius. Revelação: Kevem.

A grande unanimidade da lista é o goleiro do Remo, melhor jogador da competição. Vinícius, que até falhou no segundo Re-Pa, teve desempenho quase irretocável. Com defesas miraculosas, ajudou a corrigir (e ocultar) erros graves de seu time, alguns causados pela má qualidade de certos jogadores e outros de responsabilidade dos técnicos.

O fato é que Vinícius, com sua perícia para defesas difíceis e sem estardalhaço, quebrou o galho de muita gente ao longo de três temporadas no Remo. Em 2018, ganhou todos os prêmios no futebol paraense, repetindo a performance no certamente estadual deste ano.

As laterais ficam com Michel, grande figura do Paragominas e artilheiro da competição, e Mocajuba, experiente defensor e ala do Independente.

O centro da defesa tem Kevem e Dedé, uma dupla improvável, mas que deslumbrou a torcida com atuações seguras. A dupla deu conta de suas tarefas defensivas e ainda foram autores de gols importantíssimos. Kevem fez um golaço de bicicleta contra o Paragominas. Dedé eliminou o PSC com duas certeiras cabeçadas.

Os volantes são Ricardo Capanema e Djalma. Mais experiente, Capanema jogou muito, superando a velha imagem de carniceiro. Djalma foi o melhor distribuidor de bolas do Remo, e ainda foi útil como ala pelo lado direito.

Marco Goiano honrou a camisa 10 na condição de organizador do Bragantino. Além de articular as jogadas mais criativas, assumiu muitas vezes o papel de finalizador, como nos jogos recentes pela Copa do Brasil.

No ataque, o trio Gustavo Ramos, Nicolas e Fidélis confirma a ausência neste Parazão da figura do centroavante de referência. Ninguém brilhou com a camisa 9. Nicolas foi o melhor do PSC na competição, Gustavo foi o mais regular atacante do Remo e Fidélis se consolidou como o mais habilidoso atacante em atividade no Pará.

Charles, pela maneira tranquila e eficiente como montou o Independente, enfrentando todo tipo de dificuldade, é o melhor técnico. Agnaldo de Jesus, pela passagem proveitosa no Braga, leva a menção honrosa.

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Luxa fala sobre o que sabe: tendências e táticas

Vi ontem à noite uma entrevista de Vanderlei Luxemburgo, bem mais humilde, a um canal a cabo. Sem treinar times há mais de dois anos, ele parece disposto a rever alguns conceitos, como aquela legião de auxiliares que carregava para todos os clubes que o contratavam, gerando uma despesa substancial. Já admite levar apenas um auxiliar com ele.

Como tarimbado conhecedor das entranhas do jogo, Luxa tem alguns comentários interessantes sobre o futebol atual. Considera que Neymar deu um passo atrás ao optar pelo PSG e que o melhor caminho para ele seria jogar no Manchester City de Pep Guardiola.

Certeiro, avalia que a discrepância técnica vista entre o futebol brasileiro e o europeu tem a ver com o abandono (pelos nossos times) de princípios inegociáveis, como o drible, a inventividade e a capacidade de surpreender.

Há três anos, Guardiola disse quase isso, ao ser indagado sobre a inspiração para formular o conceito do tiki-taka, que tanto sucesso fez no Barcelona e na própria seleção espanhola.

Muito criticado pelo tom excessivamente arrogante que adotou após treinar o Real Madri galáctico, o conhecimento de Luxa sobre sistemas de jogo não pode ser subestimado. Deu uma dica sobre como Paulo Henrique Ganso, hoje no Fluminense, pode voltar a brilhar: jogar como segundo atacante: “Com o talento que tem, não pode ser obrigado a percorrer grandes distâncias. Tem que estar próximo ao gol”.

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Dado surpreende ao assumir time de aspirantes

Uma notícia causou surpresa ontem. O time sub-23 do Bahia vai ter Dado Cavalcanti como novo técnico no Brasileiro de Aspirantes. Figura carimbada na Série B e campeão estadual e da Copa Verde pelo PSC, Dado vinha treinando o Paraná, mas caiu após eliminação na Copa do Brasil. É uma opção para um técnico identificado com as divisões de base. E a prova de que o Bahia leva a sério a formação de atletas.

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Os 91 anos da “Voz que fala e canta para a Planície”

Quando o pioneiro Edgar Proença bolou o slogan citado no título acima estava definindo, para sempre, o papel e a responsabilidade da Rádio Clube do Pará, a eterna PRC-5, 4ª emissora do país. Foi sob seu comando que a Clube ganhou respeitabilidade e musculatura para reinar ao longo destas nove décadas. É orgulho dos paraenses e daqueles que, como eu, têm a honra de integrar suas fileiras. Ave, PRC-5!

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 23)

As ‘olavices’ do presidente são inconstitucionais

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Por Fábio de Oliveira Ribeiro, no DCM

Os sobressaltos causados pelo uso (ou abuso) das redes sociais já se tornaram uma marca registrada do desgoverno Jair Bolsonaro. Já abordei essa questão aqui mesmo no GGN. Volto ao assunto por causa de um fato curioso que ocorreu nos últimos dias.

Homenageado por Jair Bolsonaro com um jantar nos EUA, Olavo de Carvalho se autoproclama o maior pensador brasileiro vivo. Ele também admitiu que precisa de ajuda para pagar tratamento médico por causa de uma doença que afeta sua capacidade de ficar na frente de um computador: “A doença de Lyme dá fotofobia, de modo que não posso olhar uma tela de computador por mais de dois minutos

Há alguns anos o jornalista Miguel do Rosário foi implacável com o guru de Jair Bolsonaro: “A pretexto de falar de filosofia, ele simplesmente faz um proselitismo ideológico vagabundo, onde a sigla PT aparece mais do que o nome de qualquer pensador. Lembra até o Nietzsche da última fase, já louco por causa da sífilis, xingando os cristãos por páginas a fio, mas sem o talento literário do alemão, e substituindo os cristãos por petistas.”

Nos últimos dias Olavo de Carvalho criou um novo problema para seu pupilo. Bolsonaro divulgou um vídeo em que ele desce a lenha nos militares. Não demorou muito para o presidente apagar o vídeo, fato que foi ironizado por Fernando Haddad.

É difícil dizer o que ocorre nos bastidores. As comunicações pessoais diretas e indiretas entre Jair Bolsonaro e seu mestre Olavo de Carvalho gozam de sigilo na forma do art. 5º, XII, da CF/88. A interceptação delas por Sérgio Moro está fora de cogitação, pois é cediço que o Ministro da Justiça é fiel ao presidente desde quando mandou grampear Dilma Rousseff para prejudicar sua habilidade de lidar com a crise política nomeando Lula para a Casa Civil.

A democracia é um sistema político dinâmico que reconhece a existência dos conflitos políticos. No Brasil eles devem ser administrados e dissolvidos dentro dos limites da legalidade e através das instituições que foram prescritas na Constituição Federal. Olavo de Carvalho pode dizer o que quiser sobre si mesmo, mas ele não é uma instituição constitucional. Portanto, o guru do presidente da república não poderia ser usado por seu pupilo para criar disputas artificiais.

Ninguém pode controlar o que Olavo de Carvalho diz ou escreve. Mas me parece evidente que Jair Bolsonaro não pode usá-lo para desviar a atenção do respeitável público dos conflitos políticos reais (reforma da previdência, por exemplo) que ele se recusa a dissolver mediante negociação com a oposição

Em algum momento do futuro próximo, a oposição deverá requerer ao Judiciário a liberação das comunicações pessoais entre o presidente e Olavo de Carvalho. É necessário verificar se essa dupla senil está trabalhando de maneira orquestrada para fragilizar ainda mais a democracia brasileira e para solapar as negociações políticas que deveriam ser feitas entre a presidência e o parlamento.

O presidente não pode governar o Brasil sozinho como se fosse um ditador. Ele também não pode desgovernar o país fazendo tabelinha com seu guru. Olavo de Carvalho não recebeu mandato do povo brasileiro, nem foi nomeado Ministro de Estado. As interferências dele nos negócios públicos brasileiros podem e devem ser consideradas uma afronta à CF/88 (art. 85, incisos II e IV) se estiverem sendo orquestradas por Jair Bolsonaro ou pelos filhos dele.

Para a Turner, foco das transmissões do Brasileirão será o torcedor

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Por Chico Silva

Os últimos dias foram agitados para Fábio “KBrall” Medeiros. Enquanto contava as horas para a estreia da Turner no Brasileiro na TV paga, o executivo foi nomeado VP de Esportes América Latina do grupo americano. Com isso passará a ser o responsável direto por toda a estratégia e produção de conteúdo esportivo da Turner na região. Mas no momento não há nada mais importante para Medeiros do que Palmeiras x Fortaleza, jogo que será o debut do grupo nas transmissões de campeonatos nacionais no Brasil.

Com o fim do Esporte Interativo como canal, as partidas serão exibidas prioritariamente no TNT e às vezes no Space, quando tiver jogos simultâneos. Além disso, os jogos também estarão disponíveis no EI Plus, plataforma de transmissão do canal via streaming por site e app para celular.

Entre as atrações e novidades a que mais entusiasma Medeiros é o torcedor fanático. “A gente sempre teve o propósito de trazer o torcedor para dentro da transmissão. Então cada um dos 20 times participantes do campeonato terá um fanático que será o representante de toda a torcida nos jogos e programas dos canais”, conta Medeiros.

Segundo o executivo, esse torcedor vai produzir conteúdo durante a semana com a linguagem e visão da arquibancada. Irá participar também dos programas da casa e de toda cobertura digital, produzindo lives e posts para as redes sociais do Esporte Interativo. Dois fatores foram decisivos para a escolha dos fanáticos: influência e engajamento com páginas e comunidades de torcedores nas redes, além de não ser membro de organizadas.

Todos os 20 times terão seus representantes. Não apenas os sete que venderam os direitos dos seus jogos para a Turner. No pós-jogo irá ao ar o Último Lance. Com duas horas de duração, o programa terá exibição de gols, melhores momentos, entrevistas com jogadores e coletivas dos treinadores dos times que entraram em campo naquela rodada.

Além disso, Medeiros revela que a atração contará com a participação de torcedores famosos dos times. “De repente um músico que torce para aquele time, um ator palmeirense, um humorista cearense torcedor do Fortaleza. Nós queremos trazer um pouco mais de entretenimento e mostrar o lado mais humano do futebol”, diz.

Ao contrário do que faz na Champions League, onde mantém repórteres nas cidades dos principais clubes que disputam a competição, a Turner não terá correspondentes fixos espalhados pelo País. Baseados em Rio e São Paulo, os repórteres viajarão às cidades que receberão os jogos transmitidos pelos canais. O executivo afirma que as partidas da casa terão atenção especial. Mas as dos times da Globo também terão cobertura nos programas da TNT.

Medeiros preferiu a boa vizinhança com a concorrência, apesar dos inúmeros problemas e empecilhos que a Globo criou nas negociações entre os clubes e o grupo americano. “Sabemos que a concorrência é importante e salutar para o desenvolvimento do futebol brasileiro”. A partir de amanhã a Turner irá botar na rua sua campanha de promoção do Brasileirão. Todos os canais do grupo e as páginas nas redes sociais divulgarão material alusivo ao evento.

Haverá também publicidade em grandes aeroportos, propaganda em cinemas e spots nas rádios. A uma semana do início do campeonato a empresa corre contra o tempo para fechar seu pacote de anunciantes. Há cotas máster e de apoio. Medeiros confirmou que o Bradesco estará entre os másters. Os outros estão em negociação. Ao todo o grupo calcula ter mais de 100 profissionais envolvidos na cobertura do Brasileirão.

Cada partida contará com a presença de 14: um narrador, um apresentador, três comentaristas, dois repórteres, cinco debatedores do Último Lance e uma dupla de stand-by no estúdio para qualquer eventualidade. (Do UOL)

Bicampeão estadual, Leão prepara anúncio de contratações e dispensas

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O Remo garantiu, neste domingo, o 46º título de sua história no Campeonato Paraense depois de derrotar o Independente por 2 a 0, no estádio Jornalista Edgar Proença. Apesar das comemorações pela conquista, o técnico Márcio Fernandes e a diretoria já voltam suas vistas para o Campeonato Brasileiro.

Após o jogo, o técnico comentou as contratações que irão ocorrer nesta semana. “Posso falar (os que vão chegar). São jogadores que fizeram campeonatos muito bons. O Carlos Alberto foi uma grande revelação da Série A2 do Campeonato Paulista; o Daniel Vançan, lateral do Mirassol, que já demonstrou muita qualidade; tem o (volante Rafael) Tufa, que veio com o Carlos Alberto da Portuguesa Santista; o (meia Guilherme) Garré ainda não veio, está contactato, mas ainda não está certo; o Michel, lateral-direito, que fez um grande campeonato aqui (pelo Paragominas), não foi uma indicação minha, mas, por tudo que fez no estadual, a gente achou por bem contrata-lo e espero que seja feliz aqui como foi no Paragominas”, disse. 

O atacante Fidélis (Bragantino) continua na mira dos remistas.

Quanto a dispensas, o presidente Fábio Bentes vai reunir com a comissão técnica e o gerente de Futebol, Luciano Mancha, para definir quem sai. Entre os mais cogitados para deixarem o clube estão o atacante Deivid Batista, os meias Diogo Sodré e Samuel, os laterais Geovane e Ronael.

Na raça, Leão ganha o 46º título

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POR GERSON NOGUEIRA

Com gols de Yuri e Alex Sandro, no começo e no finzinho do jogo, o Remo construiu o placar que precisava para superar a vantagem do Independente e levantou o 46º título de sua história. Apesar do merecimento da conquista, a batalha foi árdua para os azulinos.

Depois de um 1º tempo de alta intensidade, a equipe recuou, acusando cansaço e fazendo lembrar a queda de rendimento dos últimos jogos. Acabou arrancando para o título nos instantes finais, misturando raça e superação.

E as coisas começaram bem para o Leão. Depois do susto com o chute de Chicão que quase enganou Vinícius, logo a um minuto, o ataque do Leão acabou ganhando um inesperado presente aos 7 minutos. Yuri cruzou em direção à pequena área, o goleiro Redson ficou indeciso diante de Emerson Carioca e acabou permitindo que a bola tomasse o caminho das redes.

Aliás, o frango de Redson lembrou a situação da primeira partida da final, quando o zagueiro Marcão anotou contra o patrimônio, em lance bizarro, também aos 7 minutos, dando a vantagem ao Independente.

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Após sofrer o gol, o Independente andou batendo cabeça na defesa, permitindo seguidos ataques do Remo. Aos 12’, em grande jogada de Gustavo pela direita, a bola atravessou a pequena área e caiu para Mário Sérgio, que chutou rasteiro no poste esquerdo de Redson.

Como a mostrar que estava vivo, três minutos depois, o Galo foi ao ataque e Mocajuba ergueu bola na área, Jari raspou de cabeça e Araújo pegou de primeira, mandando na trave direita de Vinícius.

O Remo cercava a área, mas tinha dificuldades pelo meio. Quando ia pelos lados, obtinha bons resultados, como aos 26’, quando Jansen cruzou para Emerson Carioca cabecear com perigo, sobre o gol de Redson.

Aos 30’, em chegada fulminante do Galo, Joãozinho aproveitou espaço entre os zagueiros e chutou rasteiro e cruzado. Vinícius fez outra grande intervenção, tocando para escanteio.

Outro grande lance do 1º tempo foi aos 35’. Mário Sérgio encaixou um bom disparo à meia altura, Redson saltou e colocou a escanteio, evitando o segundo gol. Aos 41’, Dedé acertou cabeceio rente ao travessão. Com um tapinha, Vinícius afastou o perigo.

Um sururu na área marcou a jogada final da primeira etapa. Depois de rebatida dos zagueiros, Gustavo disparou uma bomba em direção ao gol. A bola explodiu em Jari e Charles, que se atiraram na frente para bloquear.

Apesar da distribuição eficiente em campo, a qualidade de passe e a transição rápida do Independente só apareceram no tempo final. E parte do domínio apresentado pelo time de Charles Guerreiro teve a ver com o cansaço físico e as dificuldades azulinas para criar no meio-campo.

Na meia-cancha, Chicão, Jari, Renatinho e Araújo controlavam as ações. O veterano Chicão caía pela zona esquerda trocando passes com Joãozinho e Mocajuba em cima da fragilidade do lateral Geovane. Por ali, o Independente produziu bons ataques, como aos 6’, quando Mocajuba cruzou e Joãozinho bateu de chapa para defesa à queima-roupa de Vinícius.

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O risco do empate crescia no horizonte e a zaga do Remo só espanava bolas, sobrecarregada pela falta de volume no meio, pois Douglas, Djalma e Yuri não acompanhavam a rapidez das triangulações do Galo.

Aos 15’, Márcio Fernandes decidiu trocar Djalma por Diogo Sodré, deixando o improdutivo Geovane em campo. Poderia ter facilitado as coisas usando Laílson, mais ágil agressivo que Sodré. Emerson foi substituído por Alex Sandro e o ataque voltou a incomodar a zaga do Galo, que perdeu Charles, lesionado. Foi o começo da recuperação do Remo na decisão, que àquela altura caminhava para a disputa em penalidades.

Sem seu zagueiro mais experiente, o Independente se expôs. No primeiro ataque mais trabalhado pela direita, Alex Sandro passou por Jari e disparou da entrada da área, fora do alcance do goleiro. O gol garantiu o bicampeonato e fez a torcida explodir em comemorações no Mangueirão. Título suado e justo – o Remo foi o time mais regular, apesar dos pesares. (Fotos: WAGNER SANTANA/MAYCON NUNES – Bola)

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Lágrimas de emoção e humildade

Nada como ser reconhecido em sua própria terra com os aplausos de sua gente. Dewson Fernandes Freitas admitiu, ao microfone da Rádio Clube, sua emoção por ter sido convidado para apitar a decisão do Campeonato Paraense, que há seis anos não contava com arbitragem local. Dewson tinha outros cinco convites para apitar finais pelo Brasil.

Com cinco anos no time de árbitros Fifa, Dewson surpreendeu pelas lágrimas de alegria e humildade após a partida. Uma reação que caracteriza os grandes profissionais.

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Tubarão sai em alta da Copa do Brasil

O Bragantino não conseguiu se classificar à terceira fase da Copa do Brasil, mas saiu engrandecido do Mangueirão no sábado à tarde, ao vencer o Vila Nova-GO por 2 a 1, lutando muito contra as próprias limitações e alguns momentos hostis da arbitragem nos dois jogos do confronto.

Marco Goiano voltou a ser o maestro e principal figura do time, juntamente com Fidélis e Gabriel, mas duas expulsões na reta final da partida acabaram esvaziando a possibilidade de uma pressão final em busca do terceiro gol.

De qualquer forma, o Tubarão representou muito bem o futebol do Pará na Copa BR e merece o reconhecimento de todos.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 22)

A comemoração particular de Djalma

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O volante Djalma disputou sua quinta decisão de Campeonato Paraense e conquistou o 2º título, agora pelo ex-rival de início de carreira. No final do ano passado, ele “atravessou” a avenida e mostra-se muito satisfeito com a mudança, após ter sido revelado pelo Paissandu.

O jogador de 26 anos comemorou bastante a conquista com a camisa do Remo e, ainda no gramado do Mangueirão, desabafou e prometeu acesso. “Atravessei a rua para ser feliz. Vamos ter um segundo semestre de alegria e vamos subir essa equipe”, disse.