Lula prefere ser um preso digno a ser “rato” solto

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O jornalista Juca Kfouri visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão nesta quinta-feira (4), em Curitiba, segundo ele, para levar um abraço solidário de quem também é avô de duas netas e consegue imaginar “a dor que o ex-presidente está passando”. Ele disse que se surpreendeu com as condições de saúde de Lula. “Imaginava encontrá-lo muito mais debilitado, até porque ele não está debilitado, fisicamente está muito bem. E o Lula é o Lula. Só fala de projeto para o Brasil, em quando ‘eu sair daqui, daquilo que o PT precisa fazer etc’.”

O jornalista contou que, entre essas recomendações, está a de que os petistas têm de ser “que nem os pastores, todo dia repetir as coisas, dizer o que o Brasil precisa ser amanhã. Não adianta ter uma ideia brilhante e só se manifestar a cada quarenta dias na reunião do partido.”

Sobre sua prisão, mandou o recado de que “prefere ser um preso digno que um ‘rato solto’. Fico pensando que ele vai dar trabalho pra gente. Esse é o Lula que todos nós conhecemos”, complementa Juca.

Sobre como se sentiu na visita, o jornalista diz que sai de Curitiba com sentimento ambíguo. “Não é possível que esse cara seja mantido aí já há quase um ano e a gente não saiba mais por quanto tempo. Mas saio daqui também otimista, porque não dá para encontrar com ele e não estar otimista, porque ele não está deprimido.”

Perguntado se Lula deu missões a ele, como faz com todos que o visitam, Juca diz que sim. “É não calar, ficar repetindo, ficar discutindo o Brasil. É não aceitar a arbitrariedade que estamos vendo, é ter a clareza de que estão entregando o Brasil, que tudo se deve à questão do Pré-Sal, ao interesse americano no nosso petróleo. Aquelas coisas que sabemos, mas que ele repete, repete o tempo todo”, revelou Juca.

A frase do dia

“O Santos é o maior clube do mundo. Nem o Real Madrid nem o Barcelona tem o nome do Santos. O Botafogo deu duas Copas do Mundo para a gente. Você pode colocar que, no momento, eles podem estar passando por uma situação difícil, mas nunca deixarão de ser grandes. Você não pode deixar de colocar o Athletico como clube grande”.

Neto, comentarista da Band, sobre lista do Sportv que considerou Vasco, Botafogo, Santos e Fluminense como times “que deixaram de ser grandes”

Atacante busca chance de recomeço no Remo

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A marca registrada é a tiara. O acessório é tão vinculado a Cleberson da Silva Toriani que gerou o apelido de Tiarinha. Ele passou a ser chamado assim em Sinop (MT), cidade onde nasceu há 23 anos. No Remo desde fevereiro, ele treina em busca de recuperação física e de uma chance para voltar a jogar futebol.

Com a oportunidade recebida, o jovem atacante quer apagar o passado complicado, com envolvimento com drogas e histórico de contusões. Ele começou a jogar na base do Grêmio (RS). Depois, defendeu Criciúma (SC), São José (RS), Toledo (PR) e Sinop (MT), conseguindo se profissionalizar aos 20 anos.

Contratado pelo Cuiabá (MT), conquistou o título mato-grossense, voltou para o Sinop (MT) e, na temporada passada, vestiu a camisa do Luverdense (MT) na Série C.

Para 2019 ele chegou a acertar com o Fluminense de Feira (BA), mas uma lesão acabou fazendo com que viesse parar no Evandro Almeida, atraído pelo tratamento que o clube oferece. Depois de recuperado, passou a treinar com o elenco e recebeu elogios do técnico Márcio Fernandes.

“Sou um novo atleta agora, focado, disposto a ser um exemplo. Cansei de bater na trave, quero crescer, evoluir”, disse Tiarinha, à espera de um contrato com o Remo para disputar a Terceira Divisão. 

Trivial variado do país dos tchuchucos

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“Episódio tchuchuca mostra que governo não montou base parlamentar depois de 3 meses de administração. É até engraçado ver tigrões da imprensa tão melindrados, tão escandalizados com o uso da palavra tchuchuca. Tenham dó. Despreparo e incapacidade do governo são ameaças ao país”. Kennedy Alencar

“Dilma, quando ministra, foi agredida, numa das Comissões do Senado, por Agripino Maia.Dilma, sem agredir Maia, deu show na resposta.Paulinho Tchutchuca não aguentou 1 minuto de discussão com Dirceu e partiu pra colocar a mãe de Dirceu no meio da discussão. Ministro patético”. Gilvan Freitas

“O filho do Zé Dirceu, o Zeca do PT, disse que o Paulo Guedes era um ‘Tigrão’ para enfrentar velhinhos, agricultores, pobres, fracos e oprimidos…. E que era um ‘Tchutchuca’ para combater os poderosos., como os banqueiros… Paulo Guedes é Tchutchuca, sim!”. Jornalistas Livres

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“’Ain, eu não concordo com o que Zeca Dirceu fez…’ Zeca usou a linguagem que os bolsonazis usam e conhecem muito bem, e mais: botou Paulo Guedes para correr depois do histérico ‘Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó’. Eles se abalam quando usamos a língua deles”. Mah

“Na Argentina há carne nos mercados, mas povo empobrecido não consegue comprar (graças às politicas importadas de Washington). É esse modelo que o tchutchuco Guedes quer impor ao Brasil. Eles diziam tanto: não vamos virar Venezuela. Mas querem que a gente vire Argentina de Macri”. Rodrigo Vianna

Horrores dos porões da ditadura brasileira

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Por Cláudia Versiani, no Facebook

Vera levou um tiro na cabeça e mesmo ferida foi torturada por três meses! Pendurada no pau-de-arara, respondeu: “Minha profissão é ser guerrilheira.” Nas mãos do exército e da polícia por três meses, passou por choques elétricos, espancamento, simulação de execução, queimaduras, isolamento completo em ambientes gelados e muita tortura psicológica.

A tortura lhe valeu uma hemorragia renal, o que a fez ser transferida para o Hospital Central do Exército, pesando 37 quilos e sem mais conseguir se locomover.

Vera Sílvia Araújo de Magalhães, Bbsneta do líder republicano Augusto Pestana, nasceu em uma família de classe média gaúcha radicada no Rio de Janeiro.
Ainda criança, estudando na tradicional escola carioca Chapéuzinho Vermelho, em Ipanema, Vera brigava com as professoras porque a escola queria que os alunos fizessem exercícios em inglês. Ganhou de seu tio Carlos Manoel, aos onze anos, o livro “Manifesto do Partido Comunista”, de Marx e Engels, e começou a militar na política com apenas quinze anos de idade, na Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames).

Ainda no início da adolescência, influenciada pelo que lia e como o pai dava algumas roupas a parentes e companheiros comunistas que viviam na clandestinidade e tinham dificuldade de trabalhar, saiu dando suas bicicletas e bonecas às vizinhas e amigas, acreditando ser isso o “socialismo”.

Adolescente, estudando no Colégio Andrews e participando do grêmio estudantil, comandou uma greve contra o aumento das mensalidades colocando cimento no portão, o que impediu a entrada de todos na escola, professores e alunos.

Aos 16 anos, participou do comício de João Goulart na Central do Brasil e ao prestar vestibular para Economia, em 1966, passou a integrar a Dissidência Comunista da Guanabara, na ala da Economia, para a qual cooptava estudantes amigos da mesma área, entre eles Franklin Martins e José Roberto Spigner, com quem passou a viver maritalmente.

Aos vinte, em 1968 e já na universidade, organizava passeatas e passou à clandestinidade, integrando a luta armada contra a ditadura militar.

Ela passaria para a história como uma das mais famosas guerrilheiras do Brasil da ditadura militar, quando foi a única mulher a participar do seqüestro do embaixador norte-americano no país, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.

Ela foi presa em março de 1970, numa casa do bairro do Jacarezinho, junto com outros companheiros denunciados por uma vizinha e levando um tiro que lhe trespassou a cabeça.
Depois de retirada do hospital com um ferimento à bala na cabeça, Vera Sílvia foi torturada nas dependências do DOI-CODI do Rio de Janeiro, baseado num quartel da Polícia do Exército na Rua Barão de Mesquita, bairro da Tijuca, zona norte da cidade.

Pendurada no pau-de-arara, respondeu aos torturadores quando lhe perguntaram sua profissão: “Minha profissão é ser guerrilheira.” Nas mãos do exército e da polícia por três meses, passou por choques elétricos, espancamento, simulação de execução, queimaduras, isolamento completo em ambientes gelados e muita tortura psicológica – tentativa de destruição da personalidade e da dignidade do indivíduo e suas crenças – causadas por remédios psiquiátricos ministrados pelo Dr. Amílcar Lobo, seu principal algoz.
Lobo, codinome Dr. Cordeiro, depois denunciado também por envolvimentos com tortura na famosa Casa da Morte, em Petrópolis, teve seu registro como médico cassado em 1989. Chegou a sair ensanguentada direto de uma sessão de torturas para uma audiência no Supremo Tribunal Militar.

A tortura lhe valeu uma hemorragia renal, o que a fez ser transferida para o Hospital Central do Exército, pesando 37 quilos e sem mais conseguir se locomover. Do HCE ela acabou sendo libertada junto com outros 39 presos políticos, em 15 de junho do mesmo ano, em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried von Holleben, sequestrado por outro grupo guerrilheiro, do qual fazia parte Alfredo Sirkis.

Banida do país para a Argélia, retornou ao Brasil em 1979 após a aprovação da Lei da Anistia, e depois de quatro anos vivendo em Recife com o companheiro, voltou ao Rio de Janeiro e trabalhou no governo estadual como planejadora urbana, até se aposentar por invalidez.

Vera, musa dos integrantes da guerrilha carioca, foi presa após levar um tiro na cabeça e, mesmo ferida, foi torturada por três meses e após dias em estado de coma; entre outras sequelas, sofreu o resto da vida de surtos psicóticos, sangramento da gengiva e crises renais, combateu um linfoma nos últimos anos de vida e morreu de infarto em 2007.

Por causa de seus problemas permanentes de saúde causados pela tortura, em 2002 ela foi a primeira mulher a receber reparação financeira do Estado, através da 23ª Vara Federal do Rio, com uma pensão mensal vitalícia garantida por lei.

Vitória arrancada à força

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo estreou bem na fase semifinal do Campeonato Paraense, derrotando o Bragantino dentro do estádio Diogão com um gol nos acréscimos. A baixa qualidade do jogo indicava o empate, mas uma bola aérea bem executada pelo ataque azulino decidiu o jogo no último instante.

Com Edno estreando e Yuri efetivado no meio-campo, o Remo teve mudanças de posicionamento ao longo do jogo. A formação habitual no 4-4-2 várias vezes oscilou para o 3-5-2 com o avanço do lateral-direito Geovane e uma esquematização defensiva com Kevem, Marcão e Jansen.

Apesar do esforço para se estabilizar logo nos minutos iniciais, o Remo ficou sempre em desvantagem no primeiro tempo. Principal jogador do Tubarão, Fidélis se movimentava bem, justificando o interesse da dupla Re-Pa. Caía pela faixa esquerda do ataque, onde rompia a linha de marcação levando vantagem sobre Geovane.

No meio-campo, o trio de volantes do Remo (Djalma, Dedeco e Yuri) produzia exibia mais atitude sobre a trinca bragantina formada por Eneilson, Lukinha e Keoma. O problema é que nos dois times a marcação prevalecia sempre sobre a criação, tornando o jogo feio e muito travado.

As condições do campo do Diogão, com uma imensa área enlameada que comprometia quase a metade do gramado, atrapalharam e interferiram na qualidade da partida. Conduzir a bola se tornou um exercício de perícia e equilibrismo. Jogadores mais habilidosos, como os meias Douglas Packer e Marco Goiano, quase não participavam das ações.

O grande lance do 1º tempo veio aos 23 minutos, quando Fidélis chutou de fora da área fazendo Vinícius se esticar para uma defesa difícil. Apesar da insistência com Fidélis, o Braga não mantinha a regularidade no comando do ataque, onde Tony Love era anulado pelos defensores azulinos.

Somente aos 26 minutos a presença do centroavante foi notada, quando ele desviou na trave um cruzamento de Marco Goiano, mas a jogada já havia sido invalidada por impedimento. O Braga cometia erros seguidos de passe, se atrapalhava na transição, mas encurralava o Remo sempre que chegava às proximidades da área.

Aos 37’, outra chegada perigosa do Bragantino terminou nas mãos de Vinícius após finalização de Lukinha. O lateral Bruno Limão construiu a jogada pela direita, mas o volante chutou fraco.

Para o segundo período, o técnico Agnaldo de Jesus adiantou o time e impôs uma meia pressão na saída de bola do Remo. Goiano, Fidélis e Esquerdinha apareciam bem, levando o Bragantino ao ataque.

O zagueiro artilheiro Gabriel Gonçalves deu o ar da graça aos 11’, cabeceando sobre a trave remista. Dois minutos depois, Romário, o outro beque do Braga, quase alcançou cruzamento rasante de Bruno Limão. Vinícius saiu e agarrou, mas Fidélis havia tocado com a mão na bola.

Aos 15’, cansado, Marco Goiano foi substituído por Rafinha, que se posicionou mais à frente, como um terceiro atacante. Agnaldo faria logo depois outra mexida, trocando Tony por Mauro Ajuruteua. O Braga ficou mais encorpado ofensivamente, ganhando força no centro do ataque.

Edno, pouco notado até aquele momento, bateu forte na bola aos 21’, mas Esquerdinha desviou para escanteio. O lance mexeu com os azulinos. Um minuto depois, Douglas chutou da entrada da área e a bola fez uma curva, dificultando a defesa de Axel. Ele rebateu nos pés de Dedeco, que não conseguiu aproveitar a oportunidade.

Márcio Fernandes começou a mexer no time e substituiu Dedeco por Diogo Sodré e Edno por Mário Sérgio, buscando explorar mais as jogadas de contra-ataque. O problema é que o Bragantino se mantinha preso à marcação na frente da zaga, evitando se arriscar e abrir espaços defensivos.

Agnaldo ainda buscou um último esforço para pressionar o Remo, colocando Arian Taperaçu ao lado de Ajuruteua, mas a pouca inspiração na origem das jogadas dificultava o aproveitamento da dupla de centroavantes. No Remo, Gustavo foi substituído por Emerson Carioca.

Quando os times já se conformavam com o empate, Douglas cruzou na área e a zaga pôs a escanteio. Sodré cobrou e Emerson se meteu entre os zagueiros para cabecear no cantinho esquerdo do gol de Axel, aos 48’.

A vitória dá aos azulinos boa vantagem no mata-mata e derrubou o técnico Agnaldo, cuja demissão foi anunciada no começo da noite.

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Papão busca manter a pegada e a invencibilidade

Na outra chave das semifinais, o Papão entra em campo hoje à noite contra o Independente, em Tucuruí. Apesar de favoritos, pela invencibilidade e a melhor campanha, os bicolores terão um confronto difícil pela frente. O Galo Elétrico tem Charles Guerreiro no comando e Dedé e Fazendinha como destaques em campo.

Depois da vitória sobre o Águia na rodada final da fase de classificação, o técnico Léo Condé pega outro jogo decisivo pela frente em menos de cinco dias. Nas entrevistas, demonstra confiança na qualidade do elenco e dá a entender que o time pode ter mudanças de ordem tática.

A escalação do Papão não deve ter muitas alterações, mas o ataque pode ser reconfigurado: reserva há quatro rodadas, Paulo Rangel pode recuperar a titularidade e Elielton tem chances de substituir Vinícius Leite.

Elielton, que readquiriu confiança nos últimos jogos, passa a ter a ameaça de uma sombra e tanto: Pimentinha, que foi muito bem no Botafogo-SP em 2018, está perto de se transferir para o Papão. E o ex-azulino tem um aval de peso: Condé era o técnico do time paulista na temporada passada.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 04)