Série C: Remo tem mais jogos incluídos na grade de transmissão da 1ª fase

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Ao apresentar a tabela detalhada do Brasileiro da Série C, da primeira à nona rodada do 1º turno da fase classificatória, a CBF também comunicou o início da faixa “Segunda Campeã”, que exibirá um jogo isolado nas noites de segunda-feira, como já acontece com as Série A e B, com a transmissão no SporTV. Entretanto, a entidade não deu detalhes sobre a exibição da Série C. Na programação, o Remo é o clube com mais jogos incluídos nas transmissões da segunda-feira.

A estreia na TV será em 29/04, no estádio do Arruda, com Santa Cruz (PE) enfrentando o Treze (PB). E o canal que adquiriu os direitos foi a DAZN, empresa especializada em streaming esportivo. O acordo ficou em R$ 20 milhões – dinheiro que será utilizado pela CBF para bancar os custos do campeonato.

Pelo acordo, a empresa adquiriu todas as plataformas possíveis de transmissão, como TV aberta, TV fechada, sinal internacional – além do streaming. Ou seja, a tendência é o repasse do sinal de TV a alguma emissora – neste ponto, a negociação ainda não foi divulgada.

Vale lembrar que a DAZN começou a operar no Brasil no início de 2019, apresentando em seu catálogo a Copa Sul-Americana e as ligas da França e da Itália. Antes pago, alguns jogos foram repassados ao Youtube, com a transmissão liberada. Posteriormente, foi feita uma parceria com a RedeTV!, que exibiu a partida entre Racing (Argentina) e Corinthians (SP).

Caso não seja firmado acordo com algum canal de TV, os jogos da segunda-feira na Série C – e outros possíveis horários – deverão passar em uma plataforma on-line, como Youtube ou Facebook. Pelo acordo com a CBF, os clubes vão ficar com toda a receita proveniente das propriedades comerciais, com 36 placas espalhadas em torno do campo.

Outro ponto diz respeito à divisão de jogos, sem a “super-exposição” de um clube, como costuma acontecer com Flamengo (RJ) e Corinthians (SP) na Série A, por exemplo. No primeiro turno da competição, o time com mais partidas – considerando apenas o horário da segunda-feira – é o Remo, com três jogos. Dos 20 participantes, 12 já estão na grade divulgada pela CBF.

Os jogos da Série C na “Segunda Campeã” no 1º turno:

1ª rodada – 29/04 – Santa Cruz-PE × Treze-PE – Arruda

2ª rodada – 06/05 – Juventude-RS × Remo – Alfredo Jaconi

3ª rodada – 13/05 – Náutico-PE × Ferroviário-CE – Aflitos

4ª rodada – 20/05 – Remo × Ypiranga-RS – Mangueirão

5ª rodada – 27/05 – Boa Esporte-MG × Paysandu – Melão

6ª rodada – 03/06 – Tombense-MG × Remo – Almeidão

7ª rodada – 10/06 – Sampaio Corrêa-MA × Náutico-PE – Castelão

8ª rodada – 17/06 – Globo-RN × Santa Cruz-PE – Barrettão

9ª rodada – 24/06 – Ypiranga-RS × Juventude-RS – Colosso da Lagoa

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TIMES COM JOGOS NA “SEGUNDA CAMPEÔ: 

3 jogos – Remo

2 jogos – Náutico-PE, Santa Cruz-PE, Ypiranga-RS e Juventude-RS

1 jogo – Treze-PB, Ferroviário-CE, Boa Esporte-MG, Paysandu, Tombense-MG, Sampaio Corrêa-MA e Globo-RN

(Com informações do Blog do Cassio Zirpoli)

Para refletir

Como não sou cristão, gostaria de perguntar: Semana Santa é aquela época na qual se comemora a tortura e assassinato político de um “comunista” que falava em dividir os bens materiais? Que fez “doutrinação ideológica” ao dizer que é mais fácil um camelo passar num buraco de agulha do que um rico subir aos céus? Que agiu como um “terrorista” ao atacar os negócios dos santos sacerdotes, pastores de seus tempos? É nessa semana que se celebra a ditadura militar do império romano e o governador Herodes, o “mito”? Fala a verdade, caro “cidadão de bem”: se você estivesse na Palestina vendo aquele homem apanhar, diria “Jesus livre” ou “vá pra Cuba”?

Thomas de Toledo

Galo põe a mão na taça

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POR GERSON NOGUEIRA

Um gol de Marcão, contra, logo aos 5 minutos, definiu o placar do primeiro confronto da decisão do Parazão 2019. Mesmo beneficiado pelo lance fortuito, de pura lambança do defensor, o Independente teve méritos na vitória. Sofreu alguns sustos no primeiro tempo, quando o gramado estava enlameado, mas foi amplamente superior na etapa final, trocando passes e sabendo controlar e envolver o Remo.

Antes do jogo, o Remo detinha certo favoritismo pela pontuação melhor no campeonato e o apoio da torcida, mas o gol logo de cara modificou radicalmente – para pior – a postura em campo. Tendo que buscar o empate a qualquer custo, o time expôs seus piores defeitos: falta de aproximação entre os setores, transição ruim e erros graves de finalização.

Com Emerson Carioca sozinho na briga com os zagueiros Dedé e Charles, o Remo tentava se aproximar da área com Gustavo Ramos e Douglas, mas ambos cometiam um erro primário na condução da bola. Insistiam com o jogo rasteiro, parando seguidamente nas poças do campo.

O ataque do Remo conseguiu furar o bloqueio em dois momentos, perdendo duas oportunidades claras: aos 23 minutos, com Dedeco se atrapalhando diante do goleiro Redson; e, aos 26’, quando Emerson levou a melhor sobre Dedé e bateu cruzado à direita do gol.

O Independente se acomodou com a vantagem no placar e até permitiu espaços que o Remo, por falta de articulação e competência, não aproveitou.

A questão é que na segunda etapa, com o campo mais seco, ficou evidente a baixa qualidade do futebol do Remo. O time de Márcio Fernandes simplesmente não jogou. Sem transição, precisou apelar para os chutões e com isso facilitou o trabalho do Independente, onde Araújo comandava a meia-cancha, distribuindo passes e lançamentos, fazendo o jogo fluir.

Sem pressa, tocando a bola com objetividade, bloqueando bem com Jari e Chicão, o Independente foi minando a resistência do Remo, que não encontrava jeito de conduzir a bola pelo meio, nem pelos lados.

Além disso, o Remo perdia todos os rebotes ofensivos e defensivos. Pelos lados, a situação não era melhor. Jansen defendia bem, mas pouco ia à frente. Geovane errava passes e cruzamentos. Dedeco, além do incrível gol perdido, não imprimiu a velocidade que o time precisava para investir sobre as linhas defensivas do Galo. Custou a sair e Alex Sandro, seu substituto, teve pouco tempo para se movimentar.

Para explorar bolas aéreas, Edno entrou no lugar de Gustavo Ramos, passando a jogar junto com Emerson na área. O problema é que inexistiam jogadas para os dois centroavantes. Logo em seguida, para qualificar o meio-campo, Fernandes substituiu Emerson por Echeverría. A decisão se mostrou equivocada, pois não melhorou a construção de jogadas e ainda deixou o ataque mais fragilizado. Piorou quando Echeverría foi expulso.

Bem vigiado por Dedé, Edno teve poucas chances. Sua única participação foi aos 28’, quando desviou de cabeça para uma bela defesa de Redson. Logo em seguida, Araújo disparou de fora da área e Vinícius desviou com a ponta dos dedos, evitando o segundo gol.

O jogo se arrastou até o fim, enquanto o Remo se arrastava em campo ante a superioridade técnica e emocional do time de Tucuruí, que ditava o ritmo, com tranquilidade. Além de todos os outros problemas, o Remo voltou a conviver com a queda de rendimento físico, agravada pelo contingente de jogadores na faixa acima de 30 anos.

É enganoso culpar as condições de campo pela má atuação do Remo. O problema maior é de ordem técnica, e não é recente – no domingo anterior, o Bragantino deu sufoco e quase venceu a partida.

A decisão está em aberto, mas é inegável que o Galo deu um grande passo para conquistar o bicampeonato, oito anos depois.

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Tubarão joga sério e conquista 3º lugar

Não podia dar outro resultado. O Papão foi o Papão de sempre no sábado à noite, na Curuzu, contra o Bragantino. Jogou sem velocidade, força ou inspiração. Marcou mal e se postou pior ainda nas ações ofensivas. Parecia desmotivado, entediado. Ainda empatou nos 90 minutos, mas terminou derrotado na cobrança de penalidades.

O terceiro lugar fica em boas mãos. O Braga fez por merecer, aplicando-se à disputa, consciente da importância da vaga na Copa do Brasil 2020.

Desde o começo, o time de Samuel Cândido foi superior, buscando sempre o gol. Fidélis sofreu marcação dura, violenta até, mas levou vantagem sobre a defesa do PSC. Mota andou fazendo alguns pequenos milagres. Bruno Limão acertou o travessão.

Depois de muito insistir, já no 2º tempo, o Bragantino chegou ao gol, em jogada de habilidade de Fidélis, que driblou três antes de mandar para as redes.

Léo Condé resolveu botar Paulo Henrique em campo e o empate veio no desespero. O centroavante cabeceou livre, aproveitando cruzamento de Vinícius Leite.

Na série de penais, a justiça se estabeleceu. Bragantino 5 a 3.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 15)

Chomsky compara prisão de Assange à de Lula e Antonio Gramsci

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Por Redação RBA

Em entrevista ao canal Democracy Now, o linguista Noam Chomsky situou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um contexto global e comparou sua situação à do criador do WikiLeaks, Julian Assange (assista vídeo). Historicamente, ele vê a prisão de ambos como similar à do fundador e secretário-geral do Partido Comunista Italiano Antonio Gramsci (1891-1937).

“Alguns podem se lembrar quando o governo fascista de Mussolini colocou Antonio Gramsci na prisão. O promotor disse: ‘Temos que silenciar essa voz por 20 anos. Não podemos deixá-lo falar.’ Isso é o Assange. Isso é o Lula. Isso é um escândalo.”

Chomsky voltou a dizer que Lula “é o prisioneiro político mais importante do mundo”. Ele acrescentou na entrevista: “Você ouve alguma coisa na imprensa sobre isso? Bem, Assange é um caso similar: ‘Temos que silenciar essa voz’”.

De acordo com o pensador, “sob o governo Lula, no início deste milênio, o Brasil foi um dos mais – talvez o país mais respeitado do mundo. Foi a voz do Sul global sob a liderança de Lula da Silva”.

Habeas Corpus

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar ontem (12), virtualmente, um agravo regimental no Habeas Corpus (HC) 165.973. Nele, a defesa do ex-presidenteLula  pede a anulação da decisão monocrática do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou em novembro o recurso especial que tentava anular a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) referente ao tríplex de Guarujá.

Os advogados argumentam no HC que Fischer – relator da Operação Lava Jato no STJ – não poderia decidir sozinho. O recurso de Lula no julgamento virtual na 2ª Turma do STF deve ser rejeitado.

Em fevereiro, o ministro Edson Fachin considerou inviável dar seguimento ao HC 165.973, já que o caso não está encerrado no STJ. O julgamento do recurso nesta corte deve ser realizado depois da Páscoa. Antes disso, o Supremo não anularia qualquer decisão do STJ, por caracterizar “supressão de instância”. Em linguagem comum, equivaleria a “passar por cima” do STJ.