Trivial variado do país dos dedo-duros e inimigos da filosofia

“Quem trata professor como inimigo e miliciano como amigo não tem condições para governar um país”. Guilherme Boulos

“Quando o único ‘filósofo’ que você conhece é Olavo de Carvalho, é natural achar que filosofia não serve pra nada mesmo”. LilianS2019

“Existem indícios e provas que o Bolsonaro e seus filhos são corruptos, ladrões do erário. Caso Queiroz, envolvimento comprovado com milicianos, laranjal do PSL, funcionários fantasmas nos seus gabinetes, enriquecimento da família na política, esses exemplos comprovam a corrupção”. Adriano Argolo

“O presidente miliciano, a partir de um vídeo editado por uma tabacuda, afirmou que professor é pra ensinar e não pra doutrinar. A única pessoa doutrinada no Brasil é Bozo, que sofre fortes influências de um astrólogo. No mais, ninguém doutrina ninguém. Vai trabalhar, vagabundo!”. Gilvan Freitas

“As centrais sindicais não apenas saíram do torpor. Vêm unificadas pela primeira vez para este Primeiro de Maio. Sabem que ou se organizam para enfrentar esta ditadura cada vez menos disfarçada ou morrem. Há ainda, pairando no ar, a mobilização mundial pela libertação de Lula”. Palmério Dória

“Ninguém me tira da cabeça uma coisa. Todas as medidas tomadas pelo governo fascista, incluindo o Pacote Anticrime do Moro, só tem um objetivo: diminuir a população pobre através de um Grande Genocídio ‘Legal'”. Alcenir Fernandes de Castro

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Sobre festas (e glórias) efêmeras

POR GERSON NOGUEIRA

Uma semana depois do bicampeonato estadual conquistado pelo Remo, as comemorações pelo feito se restringem a um ou outro meme ou provocação nas redes sociais e piadas entre colegas de trabalho. O próprio clube, assoberbado com os preparativos para o Brasileiro da Série C, quase não se dispôs a festejar.

Não houve nem mesmo o jantar especial em torno do elenco vitorioso, como era prática obrigatória e tradicional em outros tempos. O foguetório durou até terça-feira nos bairros da periferia. Depois disso, restou apenas o silêncio.

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Era uma época quase romântica, quando os títulos conquistados em campo eram efusivamente saudados nas ruas. Logo que findava a volta olímpica dos campeões, carregando a taça em torno do gramado para delírio nas arquibancadas, a festa invadia ruidosamente as ruas de Belém.

Havia, até os anos 80, a prática de cortejos a pé, verdadeiras passeatas pelas principais ruas, como um carnaval fora de época, sem axé. Rojões estouravam, as pessoas arrancavam galhos das árvores que encontravam pelo caminho e o desfile ia tomando contornos de grande evento pós-jogo.

A gourmetização do futebol, afastando o povão dos estádios a golpes de ingressos caríssimos, tem parte nestes novos tristes tempos. A violência galopante responde por outro quinhão de responsabilidade.

O certo é que uma das últimas aglomerações motivadas por feitos futebolísticos foi a recepção da torcida do PSC aos heróis da conquista da Copa dos Campeões, em 2002. Uma multidão tomou as cercanias do aeroporto e seguiu até o centro, comboiando o carro de bombeiros que trazia os jogadores até a Curuzu.

Três anos depois, outra retumbante manifestação popular foi promovida pela massa remista, tendo novamente o Aeroporto Internacional de Val-de-Cans como palco. O povo cercou o terminal de passageiros e avançou para receber os campeões da Série C 2005, dando início a um cortejo que foi até o centro da cidade e terminou no estádio Evandro Almeida.

Depois disso, poucas vezes a multidão encheu ruas para cantar os feitos de seus times. De vez em quando bate um último suspiro da velha alegria. Como na conquista da Copa Verde, no ano passado, quando a torcida alviceleste em festa ainda lotou a Doca de Souza Franco.

O futebol, aos poucos, vai perdendo elos com o seu passado glorioso, o que compromete as possibilidades de um futuro triunfante.

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Nem tudo acaba no dia seguinte – pelo contrário

Jürgen Klopp disse em entrevista, no começo da semana, que a possibilidade de perder o título inglês ao cabo de uma das mais brilhantes campanhas de um time na Premier League, não era (nem poderia ser) a preocupação a martelar a cabeça dele e dos jogadores do Liverpool. Garante que há a plena convicção no grupo de que todos exploraram seus talentos e especialidades no limite máximo para fazer o melhor.

Um alemão bem adaptado na Inglaterra, mais à vontade do que se poderia imaginar, Klopp vive um casamento feliz com o Liverpool e sua musical torcida – nem podia ser diferente para a cidade que é berço dos Beatles.

O que mais encanta é a lógica que domina técnicos e jogadores na Europa. A consciência de que perder um campeonato não é o fim do mundo. Afinal, sempre virão outros.

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E a Conmebol enfim discute a violência no futebol

A Conmebol não é propriamente uma referência quando o assunto é organização, bom senso e modernidade. Tem se caracterizado pela complacência com a violência dentro e fora dos gramados. O caso mais notório foi a final da Libertadores do ano passado, que acabou transferida para o estádio Santiago Bernabeu, em Madri, após o ataque ao ônibus do Boca Juniors por barra-bravas do River Plate.

Na quarta-feira, no Paraguai, a entidade promoveu a primeira reunião de cúpula para discutir a violência que assola o futebol e formar uma cúpula “de alto nível” sobre segurança no futebol. Depois de décadas de omissão, foram discutidos regulamentos, recursos e estratégias de prevenção para enfrentar a onda de violência e reforçar a segurança nos jogos de futebol.

Com certo atraso, o chefão da Conmebol, Alejandro Dominguez, clamou para que o futebol sul-americano não fique marcado por episódios de violência. Ora, o continente é famoso pela selvageria e a ausência quase total de sistemas que controlem ou fiscalizem a ação de grupos organizados.

A situação só mudará de aspecto quando cada país fizer sua parte. O Chile criou o programa Estadio Seguro, abrangendo serviços e entidades. No Brasil, a CBF segue de braços cruzados, como se nada tivesse a ver com as batalhas sangrentas em volta dos estádios.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 22h, na RBATV, com Giuseppe Tommaso e este escriba baionense na bancada de debates. Em pauta, a estreia dos times paraenses na Série C.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 28)

Remo anuncia Danilo Bala, o 33º reforço

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O presidente azulino Fábio Bentes anunciou na entrevista coletiva após a vitória sobre o Boa Esporte (MG), no Mangueirão, sábado à noite, a contratação do atacante Danilo Bala, 25 anos, que estava no CRB-AL. É o 33º reforço contratado pelo clube na temporada.

“Ele estava no CRB (AL), tem histórico em vários clubes. Já jogou Série B em alto nível, Série C em alto nível. Ele chegará essa semana para se juntar ao grupo”, disse Fábio Bentes. O Remo deve fazer mais 3 contratações nos próximos dias, sendo dois meio-campistas e um centroavante, pois ficou apenas com Emerson Carioca para a posição.

O presidente não confirmou nenhum pré-acordo com o atacante Fidélis, do Bragantino. Disse que o jogador tem contrato com o clube de Bragança e, por questão ética, o Remo não fará qualquer movimento no sentido de contratá-lo.

O anúncio de Danilo Bala, um jogador que atua pelos lados do campo, é um sinal de que o clube não conta mais com Fidélis.

Na dúvida, chame Drummond

“Buquinemos, amiga, neste sebo.
A vela, ao se apagar, é sebo apenas,
e quero a meia-luz. Amo as serenas
angras do mar dos livros, onde bebo
.
– álcool mais absoluto – alheias penas
consoladas na estrofe, e calmo, e gebo,
tiro da baixa estante sete avenas
em sete obras que pago e que recebo.
.
Amiga, buquinemos, pois é morta
Inês de antigos sonhos, e conforta
no tempo de papel tramar de novo
.
nosso papel, velino, e nosso povo
é Lucrécio, e Villon, velhos autores,
aos novos poetas muito superiores.”

(De Obra completa, publicado pela Companhia Aguilar Editora)

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  • Buquinagem, do verbo buquinar, significa procurar e comprar livros usados. Esta é uma pequena edição feita à mão do “Soneto da Buquinagem”, poema de Carlos Drummond de Andrade, que faz parte do livro Viola de bolso – novamente encordoada. Publicada pela Philobiblion em 1955 com tiragem de apenas 100 exemplares, a edição da BBM tem o poema transcrito e assinatura de Drummond.

Da página da Biblioteca Guita e José Mindlin