
O Condel do Remo aprovou a proposta de uma nova fábrica de material esportivo interessada em fornecer os uniformes do. O presidente Fábio Bentes informou detalhes sobre a oferta, na reunião realizada quinta-feira, 4. A empresa (não identificada ainda) faria a confecção dos uniformes do Remo a partir de 2020 e o clube passaria a ter marca própria, com um percentual de 35% nos royalties. Segundo o presidente, a empresa está disposta a adiantar R$ 450 mil para a recuperação definitiva do estádio Evandro Almeida.
Sobre a questão da marca, Fábio explicou que existem alguns aspectos a considerar. “Diferente da estratégia de marca própria do nosso rival, que a responsabilidade de operação é toda deles, o Remo vai adotar um modelo ‘híbrido’. Não vamos nos responsabilizar pela venda das camisas, distribuição e cobrança de quem comprou. Isso quem se responsabiliza é a empresa parceira. Só fiscalizamos e acompanhamos os pedidos, temos acesso a toda a fiscalização do processo de compra, tendo controle de tudo o que é feito”, disse o presidente.
Ele adianta que o clube deve lucrar muito mais com a venda de material. “Vamos pular dos atuais 15% de comissionamento para 35%”. O clube ainda faturaria mais 10% sobre as vendas dos produtos nas Lojas do Remo. A Topper será notificada nos próximos dias sobre a proposta da concorrente e terá um prazo para responder.
Segundo ele, o Remo terá maior liberdade de definir modelos, itens e acessórios, além de ter várias camisas especiais ao longo do ano. “Por exemplo, o Fortaleza (CE), no ano passado, teve sete camisas comemorativas. O Remo, só com a ‘Leão de Pedra’, enfrentou uma ‘novela’. Então a parceria existe de uma forma mais efetiva”, apontou.
“Se levarmos em consideração o que foi vendido com a Topper no ano passado, em torno de 80 mil peças, a gente tem a perspectiva de venda de R$ 2,5 milhões. Se descontarmos o enxoval (material utilizado pelo próprio clube) no valor de R$ 500 mil, sobraria R$ 2 milhões. Isso dentro do cenário que a Topper informa sobre os uniformes. Se levarmos em consideração que temos um potencial para vender mais, podemos ganhar mais”, analisou.
Ele procurou tranquilizar os conselheiros e a torcida sobre eventuais riscos futuros. “Com relação a risco por ter que pagar pelo enxoval e pelo adiantamento, acertei com a empresa que o Remo não precisará dar nada lá na frente. Isso será descontado paulatinamente, ao longo do ano. Vamos apurar quanto foi arrecadado no mês, com o clube sempre recebendo algo. É um modelo bom para o clube”, defendeu.
Fábio, que já havia descartado a Nike como a provável nova parceira, negou também que seja a italiana Kappa. O nome da fábrica só será conhecido depois que a Topper se manifestar oficialmente sobre a decisão do Remo.
Sendo assim, só vantagens.
Mas o melhor vendedor são as vitórias em campo.
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