
POR GERSON NOGUEIRA
O tão esperado reencontro da torcida remista com seu time vai finalmente acontecer neste domingo à tarde. Depois de idas e vindas, adiamento, dúvidas e risco de transferência de local, a liberação do estádio Jornalista Edgar Proença na quinta-feira (31) permite ao Fenômeno Azul ir a campo para incentivar o Remo naquele que – pela tabela – é o jogo de abertura do Campeonato Paraense.
Apesar da maciça presença da torcida e do efeito positivo da estreia vitoriosa, contra o São Raimundo, a previsão realista é de que o Leão terá muitas dificuldades neste segundo confronto com uma equipe santarena no campeonato. Campeão da Segundinha, o Tapajós tem um time arrumado e faz boa campanha.
O técnico João Neto admite ter dúvidas no meio-campo, que deve resolver com a entrada de Diogo Sodré ao lado de Robson, Wallacer e Samuel. A questão é que o Remo precisará propor jogo, saindo de seu campo e explorando os lados para envolver o visitante.
O treinador barrou Dedeco, reconhecendo que não funcionou como meia-atacante diante do São Raimundo. Deve ter notado também que o meio-campo de maneira geral não existiu naquela partida, deixando o ataque completamente sem alternativas e desconectado do resto do time.
Outro ponto ainda indefinido é a linha ofensiva, mas há fortes possibilidades de que David Batista seja escalado, tendo Henrique como provável parceiro de ataque.
Sobre o meia-armador Etcheverría, a experiência feita no treino de quinta-feira com aproveitamento na lateral-esquerda soou como confirmação de que Netão não vê o jogador como opção para o ataque ou mesmo para o setor mais avançado da meia-cancha.
Situação esquisita porque Etcheverría não foi contratado por ter experiência como lateral-esquerdo. Foi apresentado com status de grande contratação do Remo para o começo da temporada, por ter qualidades de líder no setor de criação, com recursos para apoiar o ataque e fazer finalizações.
A barração de Etcheverría não será problema enquanto o time estiver vencendo. Mas, no primeiro tropeço, as perguntas sobre sua ausência irão brotar naturalmente.
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Direto do blog
“Que saudade do futebol raiz, da época em que se matava jogada, se tocava para o lateral e em que o camisa 10 era realmente o craque do time. Quando os treinadores eram caras com comprovado conhecimento e não tinham um verdadeiro exército para auxiliar. Hoje, até sutiã eles forçam o jogador a usar para monitorar batimentos cardíacos. Antigamente, o treinador dizia que, se tava cansado, pedia pra sair”.
Leandro Silva, comentando a coluna de sexta-feira
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Lista de Pep gera polêmica e contra-ataque
A frase de Pep Guardiola, elegendo Juventus, Barcelona e Bayern como os melhores times da última década, não foi bem assimilada na Espanha. Ficou a impressão de que Pep legisla em causa própria, pois era o comandante do Barça no começo da década (até 2012) e dirigiu o Bayern de Munique de 2013 a 2016.
Segundo Pep, a explicação para a escolha do trio é simples: “São os melhores porque vencem sua liga a cada temporada, ou conquistam uma copa. A cada temporada estão ali”. Ocorre que, ao omitir o Real Madrid, acabou causando um rebuliço.
Os jornais esportivos Marca e As imediatamente publicaram matérias descrevendo cada um dos feitos da equipe merengue nos últimos dez anos. Na última década, o Real venceu duas edições do Campeonato Espanhol, duas Supercopas da Espanha, quatro mundiais de clubes e se tornou a primeira equipe na história a vencer três edições da Liga dos Campeões de forma consecutiva e quatro em cinco anos.
O argentino Santiago Solari, técnico do Real, questionou as escolhas de Pep e desferiu a melhor de todas as frases: “É um esquecimento deliberado, mas não vamos brigar por uma década quando se é o clube do século. (O Real) É o melhor da história e é o da última década também, porque nunca subestima ninguém, em nenhuma situação”.
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Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 21h, na RBATV. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião participam na mesa de debates. No programa, tudo sobre a rodada do Parazão, com sorteios e prêmios para o telespectador.
(Coluna publicada no Bola deste domingo, 03)