Papa excomunga padre bolsonarista acusado de estupros

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O Papa Francisco excomungou o padre goiano Jean Rogers Rodrigo de Sousa, conhecido como padre Rodrigo Maria. Essa é a punição mais severa que a Igreja Católica pode dar a um clérigo. As informações foram divulgadas pelo Vaticano nesta quarta-feira (20). Padre Rodrigo Maria é acusado de estuprar pelo menos 11 ex-freiras e de “lavagem cerebral”. Antes de ser excomungado, o padre brasileiro havia sido transferido para a Diocese de Ciudad del Este, no Paraguai.

A expulsão do padre é o desfecho de uma investigação coordenada pela própria Igreja Católica contra o religioso, que já havia deixado rastros de suspeitas pelas dioceses por que passou.

“O sacerdote Jean Rogers Rodrigo de Sousa, desta diocese, recebeu do Santo Padre o decreto de perda do estado clerical e a dispensa das obrigações correspondentes”, diz o documento revelado pela Diocese.

A decisão foi tomada em um momento em que o Papa Francisco debate no Vaticano os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero que têm abalado a Igreja Católica nos últimos meses.

Nas redes sociais, o padre Rodrigo Maria já declarou apoio incondicional ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), com citações do tipo “uma Ave Maria para livrar o Brasil do comunismo”. Até mesmo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, já publicou em suas redes sociais um post indicando o padre Maria como fonte espiritual e de informação.

Padre Rodrigo Maria autoproclamava-se um paladino da moral na “luta contra a esquerda e o comunismo”. Segundo o religioso, o ex-presidente Lula tem a “tranquilidade dos pecadores”

Quando surgiram as primeiras denúncias de abusos, Rodrigo Maria se defendeu justificando que “há meninas que se apaixonam” por ele. O padre culpa a “força mais destrutiva do universo, a FMD”. A sigla quer dizer “fúria da mulher desprezada”. (Do Pragmatismo Político)

Leão definido para encarar o Paragominas

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O elenco do Remo realizou um treinamento técnico e tático na manhã de ontem, como preparação final para o jogo desta noite com o Paragominas-PA (Arena Verde, 20h). Depois do treinamento, o técnico João Neto liberou a lista de jogadores relacionados para o confronto contra o Paragominas, que faz boa campanha e briga pela classificação no grupo A2. As ausências na lista são o zagueiro Mimica – que ficará três meses em recuperação de uma lesão no tornozelo direito -, o lateral Ronael (barrado), o volante Vacaria e o atacante David Batista, que foram expulsos no Re-Pa.

O goleiro Vinícius comentou que os jogadores tiveram reunião com a diretoria, que cobrou uma recuperação imediata, a fim de recobrar tranquilidade no Parazão.

“É ter a cabeça tranquila, personalidade, porque a gente sabe que futebol acontece dessas coisas, é muito dinâmico. Uma hora você está há três jogos sem perder e nem tomar gol e, de repente, as coisas mudam e a gente é desclassificado, perde um clássico importante. Mas nada melhor do que a gente mostrar dentro de campo o nosso valor. Acho que o importante é você dar a resposta dentro de campo”, disse Vinícius.

Embora o técnico Netão não tenha definido a escalação, o provável time para encarar o Paragominas será: Vinícius; Djalma, Kevem, Jansen e Tiago Félix; Robson, Dedeco e Etcheverría; Henrique, Emerson Carioca e Gustavo Ramos.

Relacionados para o jogo:

Goleiros: Vinicius e Evandro 
Zagueiros: Kevem, Rafael Jansen e Fábio
Laterais: Djalma, Geovane e Tiago Félix
Volantes: Robson, Dedeco e Welton
Meias: Diogo Sodré, Lailson, Samuel e Echeverría
Atacantes: Alex Sandro, Mario Sérgio, Emerson Carioca, Henrique e Gustavo Ramos

Vitória em ritmo de treino

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POR GERSON NOGUEIRA

O triunfo acachapante no Re-Pa continua rendendo bons frutos ao Papão. O jogo de ontem à noite contra o Águia refletiu a tranquilidade decorrente do ótimo resultado no clássico de domingo. A insegurança exibida nos jogos contra Bragantino e Castanhal deu lugar a uma postura mais organizada tanto na defesa quanto no ataque.

O time tomou conta da partida e o primeiro gol até demorou a sair. Apesar disso, não havia pressa em resolver a partida. Na cadência certa, dosando as subidas e buscando a aproximação entre os setores, o Papão controlou as ações sem grandes problemas desde o início.

É verdade que o Águia facilitou bastante as coisas, emparedado em seu próprio campo, evitando arriscar ataques. Mesmo quando ficou em desvantagem no placar, o time marabaense tocava a bola inutilmente no meio, interessado apenas em perder de pouco.

Depois de várias tentativas mal executadas para Paulo Rangel, Nicolas abriu o marcador aos 36 minutos. Subiu mais que a zaga para cabecear firme, no contrapé do goleiro, após cruzamento de Vinícius Leite.

A jogada que originou o gol de Nicolas começou do lado esquerdo, com a participação de Bruno Collaço. A bola foi até Vinícius Leite, que devolveu para o cabeceio fulminante de Nicolas, principal destaque da noite.

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Sem ser incomodado, o PSC tinha todo o tempo do mundo para sair tocando a bola com Caíque, Marcos Antonio e Alan Calbergue. Faltava mais inventividade para envolver a marcação, mas nem isso atrapalhava os trabalhos, pois o predomínio era absoluto.

O Papão voltou para o 2º tempo a fim de elaborar mais as jogadas, tentando tirar o Águia da postura retraída. Como Paulo Rangel era o mais vigiado, Nicolas era acionado, principalmente pelo lado esquerdo, dificultando a marcação com a constante movimentação. Marcos Antonio também se apresentava na frente, liberado pela ausência do Águia no meio-campo.

De maneira geral, a baixa intensidade da disputa tornou a partida desinteressante, com poucas oportunidades de gol e raros lances de emoção. O tédio ameaçava tomar conta da torcida quando Ramon entregou uma bola na intermediária e Marcos Antonio invadiu a área para ampliar o marcador, aos 26’.

Nicolas ainda perdeu grande chance nos acréscimos, mas o Papão tinha assegurado a vitória tranquila e sem sustos.

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Volta de Ramos estaria dependendo de detalhes

O Remo, que tem nova batalha pela frente hoje à noite em Paragominas, já vive a expectativa pelo retorno de Eduardo Ramos, apelidado de Maestro por boa parte da torcida. O meia-armador já teria encaminhado negociações com a diretoria do clube.

Com o desejo declarado de voltar ao Evandro Almeida desde o ano passado, Ramos conta com a aprovação da cúpula azulina, com endosso da comissão técnica. A decisão de abrir mão da maior parte das pendências na Justiça do Trabalho contribuiu muito para quebrar barreiras dentro do clube.

Curiosamente, segundo fontes ligadas ao Remo, a contratação dependeria do futuro do Cuiabá na Copa do Brasil. O atual clube do jogador tem jogo programado com o Botafogo para o próximo dia 27 de fevereiro, no estádio Nilton Santos. Caso o Cuiabá seja eliminado, cresceriam as chances de Ramos voltar a jogar pelo Leão.

Em nota divulgada à noite nas redes sociais, o jogador negou qualquer tratativa com os azulinos.

A conferir.

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Fla regateia na indenização às vítimas do incêndio

O Flamengo, um dos clubes mais ricos do país, que torrou recentemente R$ 55 milhões na aquisição de um único jogador (Arrascaeta), fica pechinchando na hora de fechar acordo com as famílias dos meninos mortos e feridos no incêndio do CT Ninho do Urubu. O Ministério Público estabeleceu uma proposta até módica, totalizando cerca de R$ 57 milhões.

O futebol brasileiro, que se pretende moderno e popular, prova a cada dia que mantém os dois pés no atraso mais absoluto e as mãos na ganância extrema. Nem mesmo o Flamengo, clube sem dificuldades de caixa e planos de grandeza, escapa à mesquinhez que envolve acordos sobre perdas irreparáveis.

É preciso entender que os 10 garotos eram tidos como apostas de primeira linha, patrimônios mantidos pelo clube e colecionavam convocações para a Seleção Brasileira de diversas faixas etárias. Tinham muito valor e, portanto, as famílias merecem um digno ressarcimento, mesmo se sabendo que vidas não têm preço.

Como informa o repórter Breiller Pires, o Flamengo ofereceu cerca de R$ 500 mil a cada família, segundo a Defensoria Pública. “Para os dirigentes do clube com orçamento de 750 milhões de reais, a vida de um garoto da base vale menos que a metade do salário mensal de um craque do time principal”, acrescenta Breiller.

As famílias precisam estar atentas porque o exemplo das vítimas do acidente com o avião da Chapecoense está a desafiar o bom senso e a justiça. Nenhuma indenização foi paga até o momento.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 21)