Morre, aos 95 anos, marinheiro da foto célebre do beijo em Nova York

BBTLuHI

O marinheiro que beija uma enfermeira na Times Square enquanto as pessoas comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial nas ruas de Nova York, protagonista de uma foto icônica da época, morreu aos 95 anos, informou sua filha ao Providence Journal. George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton, Rhode Island, informou sua filha Sharon Molleur.

Na famosa imagem, uma das quatro de Alfred Eisenstadt para a revista Life, Mendonsa é visto curvando-se sobre a mulher para beijá-la. Mendonsa, que esteve mobilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, estava de férias quando a fotografia foi tirada.

Durante muito tempo, ele garantiu que era o marinheiro da foto, mas isso só foi confirmado recentemente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial. Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade.

Eisenstadt não pediu os nomes dos dois estranhos que capturou com sua câmera enquanto se beijavam. Mais tarde, descreveu que viu como o marinheiro correu pela rua e tomou nos braços a primeira jovem com quem cruzou.

“Corri na frente dele com a minha Leica olhando por cima do meu ombro, mas nenhuma das fotos possíveis me satisfazia”, escreveu em “Eisenstadt on Eisenstadt”. “De repente, vi alguém agarrando algo branco. Me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira. Se ela estivesse vestida de preto, nunca teria tirado a foto.” (Do MSN) 

Mimica passa por cirurgia e desfalca o Remo por três meses

remo0x3psc-5

O zagueiro remista Mimica, que prendeu o pé no gramado e fraturou o tornozelo direito no início do Re-Pa de domingo, foi submetido a cirurgia na manhã desta segunda-feira (18), devendo ficar em recuperação por três meses – fora do Parazão e do começo da Série C.

Segundo o médico ortopedista Jean Klay, a cirurgia foi bem sucedida e Mimica inciará fisioterapia em um mês. “Foi um procedimento super tranquilo e levou cerca de uma hora, com previsão de alta para amanhã (terça-feira). Após um mês, iniciamos as sessões de com o atleta. Já sobre o retorno aos treinamentos o prazo são 3 meses”, afirmou o médico.

Ademilson Silva Marques, o Mimica, é natural de São Luís (MA) e defende as as cores do Remo pela segunda temporada seguida. O jogador chegou no ano passado ao clube e conquistou a posição de titular no decorrer do Campeonato Paraense, conquistando a torcida pela postura firme nos jogos.

Mimica foi capitão da equipe em alguns jogos. Em 2018, o jogador foi campeão paraense, atuando em 28 partidas pelo Remo e marcou dois gols.

Afastamento de Bebianno amplia perfil militarista do governo

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio do Rego Barros, confirmou há pouco a exoneração do agora ex-ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), um dos principais coordenadores da campanha eleitoral vitoriosa de Jair Bolsonaro. Em nota curta, o presidente se limita a agradecer pela dedicação do ex-aliado à frente da pasta e a desejar “sucesso na sua nova caminhada”.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, Otávio também se restringiu ao anúncio da demissão. “O motivo da exoneração do ministro é motivo de foro íntimo do nosso presidente”, declarou, acrescentando que o general Floriano Peixoto será o substituto de Bebianno.

Remo mantém técnico e vai em busca de dois reforços

dirsonmedeiros_fabiobentes

O presidente do Remo, Fábio Bentes, descartou o afastamento do técnico João Neto após a derrota por 3 a 0 contra o Paissandu, domingo. O revés revoltou a torcida e evidenciou a crise técnica do time depois da eliminação na Copa do Brasil – quarta-feira, contra o Serra-ES.

“Entendo que o que aconteceu ontem (domingo) foi ruim. Me sinto frustrado pelo que aconteceu na partida, com o resultado. Nosso time teve uma apresentação muito abaixo do que vinha tendo até a 3ª rodada do Campeonato Paraense. O jogo de quarta-feira (13/02), a eliminação na Copa do Brasil, interferiu diretamente nisso, no psicológico dos atletas, o que prejudicou. Entraram com excesso de vontade, o que acarretou a levarmos o gol naquela circunstância, gol contra, em um bate-rebate. Logo depois, teve a expulsão (David Batista) na lateral do campo, em um lance que nem apresentava perigo real de gol. Entendo que depois disso uma sucessão de erros culminou com o resultado de 3 a 0”, observou.

O presidente fez questão de justificar a permanência do treinador. “A gente confia no trabalho do Neto, que se preparou, está pronto. Ano passado foi fundamental na permanência na Série C, pegou o time em um momento de crise, muito ruim, bem pior do que esse. Não podemos desconsiderar isso. No final do ano fez um curso na CBF, se preparou mais ainda”, lembrou. “Tivemos uma conversa séria, primeiro com a comissão e depois com os jogadores. Algumas providências já foram tomadas e mudanças vão acontecer na prática, no dia a dia. O momento agora é de juntar os cacos e recomeçar. A primeira mudança tem que ser de comportamento”.

Fábio anunciou que o Remo irá contratar mais dois reforços: um zagueiro, para repor a ausência de Mimica, que sofreu lesão no início do Re-Pa e deve passar três meses em recuperação; e de um meia-armador, para sanar a principal carência do time no meio-campo.

Vinte mais ricos concentram mais da metade do patrimônio de todos os congressistas

tasso-gerdan-wesley-agsenado

A concentração de riquezas, que faz do Brasil um dos países mais desiguais do mundo, também chegou ao Congresso Nacional. Levantamento do Congresso em Foco com base na declaração patrimonial dos 513 deputados e 81 senadores no exercício do mandato mostra que os 20 mais ricos (veja a lista mais abaixo) acumulam mais da metade de todos os bens informados à Justiça eleitoral por todos os parlamentares. Juntos, os nove senadores e 11 deputados mais ricos somam mais de R$ 1,18 bilhão, o equivalente a 56% dos R$ 2,09 bilhões acumulados pelos 594 congressistas.

As informações fazem parte da base de dados lançada pelo Congresso em Foco com a intenção de mostrar quem é quem no novo Parlamento. As informações reunidas incluem, além do patrimônio informado à Justiça eleitoral, a votação obtida por cada congressista, o grau de escolaridade, a cor autodeclarada, o endereço do gabinete, uma curta biografia e links para matérias deste site em que ele ou ela recebeu alguma menção.

Esse novo serviço é lançado no mesmo mês em que o Congresso em Foco – no ar desde 12 de fevereiro de 2004 – completa 15 anos de existência. O seu objetivo é, como tudo o mais que fizemos desde então, ampliar o conhecimento dos cidadãos sobre os representantes eleitos e estimulá-los a acompanhar e fiscalizar o trabalho parlamentar.

Entre os 20 congressistas mais ricos, há apenas uma mulher – a deputada Magda Mofatto (PR-GO) – e representantes de 13 partidos e 13 estados. Há quatro parlamentares de Minas Gerais, três do Ceará, dois de São Paulo e Goiás. Paraná, Mato Grosso, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Maranhão têm um nome cada. Ao todo, sete partidos têm dois nomes entre os mais endinheirados (Podemos, MDB, DEM, Novo, PR, PP e PSD) e outros seis, um (PSDB, PDT, PDT, Pros, SD e PSL) cada.

Campeões em dinheiro

Com mais de R$ 389 milhões em bens e patrimônio declarados, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é dono da maior fortuna informada à Justiça eleitoral. Eleito em 2014, Tasso tem mandato até 31 de janeiro de 2023. Empresário e administrador de empresas, foi um dos fundadores do Grupo Jereissati, responsável por uma das maiores redes de shopping centers do país, o Iguatemi.

Entre os escolhidos em outubro, o mais rico é o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que informou possuir mais de R$ 239 milhões. Calouro na política, o empresário e professor é fundador do grupo Positivo, um dos maiores do ramo da educação no Paraná.

O terceiro maior montante declarado em todo o Congresso é o de outro estreante na política, o deputado Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), que também vem da área de educação. Ex-promotor de Justiça e ex-juiz, Luiz Flávio Gomes fundou em 2003 o grupo LFG, a primeira rede de ensino telepresencial da América Latina, vendido por ele em 2008. Luiz Flávio informou à Justiça eleitoral que possui R$ 120 milhões em bens.

Valor subestimado

A presença de multimilionários entre deputados e senadores não significa que os parlamentares do novo Congresso tenham patrimônio declarado baixo, na comparação com a média dos brasileiros. Dos 513 deputados, 240 (47%) informaram possuir mais de R$ 1 milhão em bens. Entre os 81 senadores – eleitos, reeleitos ou em meio de mandato –, 56 (69%) declararam patrimônio acima dessa cifra.

O montante admitido pelos parlamentares costuma ser subestimado. A legislação eleitoral permite que os candidatos informem o valor de compra por imóveis, por exemplo. Também não há fiscalização nem punição para aqueles que, por ventura, não declararam o que, de fato, possuem. Na Câmara, 23 deputados afirmaram não possuir qualquer bem. Entre eles, alguns que se declaram empresários, como Alexandre Frota (PSL-SP), que fez carreira como ator.

Veja quais são os 20 parlamentares mais ricos, conforme declaração à Justiça eleitoral, do atual Congresso:

1º – Tasso Jereissati (PSDB-CE) – R$ 389.019.698,60
Senador eleito em 2014 para o segundo mandato, é empresário e foi governador do Ceará.

2º – Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), senador – R$ 239.709.825,12
Economista e empresário do ramo da educação, exerce seu primeiro mandato político.

3º – Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), deputado – R$ 119.810.503,06
Fundador da rede de ensino telepresencial LFG, Luiz Flávio Gomes foi promotor de justiça e juiz de direito, tendo atuado também como advogado. Estreia na política.

4º – Hercílio Araújo Diniz Filho (MDB-MG), deputado – R$ 38.844.003,09
Estreante na política, é empresário no ramo varejista supermercadista.

5º – Eduardo Girão (Podemos-CE), senador – R$ 36.397.417,26
Estreante na política, é empresário no ramo de hotelaria, transporte de valores e segurança privada. Fundou entidade sem fins lucrativos de atuação na área social.

6º – Jayme Campos (DEM-MT), senador – R$ 35.284.444,05
Pecuarista e ex-prefeito de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi senador entre 2007 e 2015.

7º – Eduardo Braga (MDB-AM), senador – R$ 31.624.764,31
Engenheiro eletricista, é empresário no ramo automobilístico. Ex-governador do Amazonas, foi reeleito em outubro.

8º – Alexis (Novo-SP), deputado – R$ 28.802.788,01
Calouro na política, é engenheiro mecânico e empresário no ramo de pisos e revestimentos industriais.

9º – Magda Mofatto (PR-GO), deputada – R$ 28.192.320,76
Deputada reeleita, é a única mulher entre os mais ricos do Congresso. É dona de hotéis e de clubes em Caldas Novas, cidade conhecida pelas águas termais.

10º – Vanderlan Cardoso (PP-GO), senador – R$ 26.664.659,57
Empresário dos ramos alimentício e de higiene, foi prefeito de Senador Canedo, município da região metropolitana de Goiânia.

11º – Ciro Gomes (PP-PI), senador – R$ 23.314.081,45
Empresário e advogado, foi reeleito senador em outubro de 2018.

12º – Rodrigo Pacheco (DEM-MG), senador – R$ 22.834.764,00
Advogado, era deputado federal na legislatura passada.

13º – Afonso Motta (PDT-RS), deputado – R$ 21.345.369,25
Deputado reeleito, é advogado.

14º – Lucas Gonzalez (Novo-MG), deputado – R$ 21.140.240,06
Graduado em direito, é empresário no setor de logística. É estreante na política.

15º – Fernando Collor (Pros-AL), senador – R$ 20.308.318,48
Empresário do ramo da comunicação, foi governador e presidente da República, afastado do cargo em processo de impeachment, em 1992.

16º – Misael Varella (PSD-MG), deputado – R$ 20.075.223,44
Bacharel em administração, é pós-graduado em economia.

17º – Genecias Noronha (SD-CE), deputado – R$ 19.044.315,00
Deputado reeleito, é empresário do ramo de motos.

18º – Luciano Bivar (PSL-PE), deputado – R$ 17.980.493,66
Presidente do PSL, é empresário. Bacharel em direito, é pós-graduado em educação financeira.

19º – Haroldo Alves Campos (PSD-RR), deputado – R$ 14.822.011,10
Estreante na política, é empresário do ramo da educação, professor e doutor em Ciências Sociais.

20º – Josimar Maranhãozinho (PR-MA) – R$ 14.591.074,31
Empresário, foi prefeito de Maranhãozinho

Valha-nos quem? Transtorno psicológico de Bolsonaro explica crise

bolsonaro-e-bebiano-23102018202226468

Por Gilberto Dimenstein, no Catraca Livre

Há um dado não desprezível na crise envolvendo a demissão de Gustavo Bebianno da secretaria-geral da Presidência: um transtorno mental evidente de Jair Bolsonaro.
Nome do transtorno: paranoia.
Definição publicada no site da InfoEscola:

Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança ou suspeita exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal

Isso explica, por exemplo, por que Bolsonaro é fã de teorias conspiratórias. Ou se recusava a andar de avião particular durante a campanha, achando que iriam sabotá-lo.

Ou porque insiste, apesar da falta de evidências, que Adélio Bispo deu-lhe uma facada agindo a mando de alguma organização de esquerda.

Seu guru, o filósofo Olavo Carvalho, é um exemplo de veneração a teorias conspiratórios. Obama, segundo ele, teria sido um agente russo; a família real britânica teria vinculações com o Estado Islâmico; o aquecimento global é um complô para acabar com o capitalismo.

Bolsonaro deu uma bronca em Bebianno por ter uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, no Palácio do Planalto.

O presidente está convencido de que seu secretário-geral vazava informações para a Globo. Daí teria surgido as revelações sobre as contas de seu filho Flávio.

Sabendo dessa paranoia, Bebianno disse a amigos:

“Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil.”

Loucura, no caso, seria como Bebianno chama paranoia. Carlos alimenta a paranoia do pai – e é alimentado pela paranoia do pai. Ele escreveu que a Globo apenas critica o governo porque quer dinheiro público. O que significa chantagem.

Também disse que eles torceram pela morte do pai. Chegou a insinuar que Mourão também teria interesse na morte de Bolsonaro. Sempre vai aparecer a paranoia Globo: Mourão recebe em seu gabinete jornalistas da Globo.

Logo, estaria aliado a inimigos.

Aliás, uma das razões que levou Bolsonaro a convidar o vice foi uma teoria da conspiração. Ele achava que o Congresso iria logo promover um impeachment.

Mas pensariam duas vezes antes de colocar na presidência um general que já tinha defendido, na ativa, uma intervenção militar.

Para resumir o ambiente paranoico, basta conhecer uma revelação da Veja:

“Uma nota publicada hoje por Lauro Jardim, do O Globo, informando que Carlos tinha ambição de inspirar um serviço secreto paralelo de espionagem.

Seria montado com delegados e agentes da PF de sua confiança. Desfecho do projeto, segundo o colunista do O Globo. O general Augusto Heleno vetou a maluquice”.

Um filho de presidente, sem cargo, querer montar um serviço secreto revela uma anomalia de quem vive em estado de paranoia, criando uma realidade paralela. Mas Carlos não teria a ideia sem buscar alguma inspiração e autorização do pai.

AMEAÇAS A BEBIANNO

Mais um ingrediente na crise em torno da demissão de Gustavo Bebianno: ameaças de morte. As ameaças são enviadas por WhatsApp. Isso significa que alguém vazou seu número privado de celular do ministro.

Seu número foi espalhado nas redes sociais. Desde o final de semana, circulam informações de que Bebianno poderia abalar o presidente com denúncias.

Na conversas íntimas, ele chamou Bolsonaro de “louco”, “paranóico”.
Até disse que teria de pedir desculpas por ter ajudado a elegê-lo.

Trecho da notícia da Folha

Um dos interlocutores de Bebianno diz acreditar que 99% das ameaças são “bravatas” de “bolsominions”, como são chamados os apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nos meios de oposição.

Apesar disso, ele está sendo aconselhado a cuidar de sua integridade física. No domingo (17), depois que diversos meios de comunicação publicaram que ele poderia cair atirando em Jair Bolsonaro, Bebianno disse à coluna que não pensava em atacar o presidente.

Clubes esperavam renda maior, mas chuva atrapalhou o clássico

Descontadas as despesas do clássico de domingo, o primeiro da temporada, a renda de R$ 527.210,00 (16.684 pagantes) ficou assim dividida: coube ao Remo o valor líquido de R$ 184.828,56 e ao Paissandu, R$ 141.158,42. O Remo vendeu 9.326 ingressos, contabilizado R$ 295 275,00. O PSC vendeu 7.358 ingressos e faturou R$ 231.935,00.

A forte chuva que caiu durante todo o dia em Belém contribuiu para afugentar o público. Por isso, a arrecadação foi considerada boa pelos dirigentes dos clubes.