No Brasil é assim…

Por Juca Kfouri

Construções são feitas sem autorização porque os que as autorizam, subornam.

Barragens, pontes, viadutos, edifícios e até ciclovias são construídas com material de segunda e ninguém se responsabiliza pela manutenção.

Hidrantes não têm água.

O incêndio do patrimônio histórico é esquecido tão logo outro sobrevenha.

Nós, os privilegiados, preferimos carros blindados e condomínios fechados à inclusão dos excluídos.

Nossos filhos e netos vão para escola particular e a pública é sucateada.

Temos os hospitais de primeira e as filas intermináveis na saúde pública para ralé.

Achamos que armar a população é melhor que preparar a polícia para servi-la e convivemos com as milícias.

E rotulamos como comunistas os que lutam por igualdade.

Nós fazemos, há cinco séculos, um país de merda.

Além de odiarmos ouvir a verdade.

Daí, ficamos intolerantes com quem as diz.

Pisoteamos os sonhos e os transformamos em pesadelos.

Sem remorsos.

O Haiti é aqui.

O passado é uma parada

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Agosto de 1981. Na redação de A Província, o jornalista Rubens Silva lê nota da Federação Nacional dos Jornalistas de repúdio contra a prisão de quatro jornalistas do Coojornal por terem revelado documentos do Exército. Da esquerda para a direita, Carlos Flexa, Antônio José Soares, Nonato Batista, Arlindo Silva, Guilherme Barra, Rubens Silva, Emanoel Ó de Almeida, Olavo Dutra, Euclides Bandeira, Demétrio Beltrão, Fernando SilvaTeotonio Gomes Silva. A FENAJ recomendou a leitura da nota em todas as redações. (Walter Pinto, no Facebook)

Mania vergonhosa

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Por Flávio Prado

Novamente a palhaçada. Nesta quinta feira o Ferroviário, infinitamente inferior ao Corinthians, vendeu seu mando de jogo na Copa do Brasil. E não foi para uma cidade vizinha ou um campo maior, já que é de Fortaleza, grande cidade e com estádio de Copa do Mundo.

A venda foi para Londrina. Muito longe da casa do mandante. Todas as vantagens ficaram com o visitante, que está mais perto de casa do que aquele que deveria organizar o evento. Uma vergonha. A entidade que organiza e permite esse tipo de coisa, não merece o menor respeito. Como o time que faz um papel desses tem que cair na vala do desprezo do futebol.

E isso acontece toda hora. No paulistinha, tivemos um fase decisiva com o linense vendendo o mando para o campo do adversário. Jogou com o São Paulo no Morumbi. Felizmente foi rebaixado no ano seguinte. Senão respeita seu público, não merece disputar a competição. E há vários casos assim.

Triste. Se o clube só pensa em grana e o resultado técnico tem interesse zero, que se transforme numa empresa bancária. E o torcedor do Ferroviário, que se respeitar, não deve assistir os joguinhos do cearense. Afinal na hora do filé menosprezou os que amam a equipe. Então porque  razão deverão roer os ossos depois?

A frase do dia

“Os caras ganharam, estão no poder, com garfo, faca, pistola e laranja na mão. Mas como estão acostumados a fazer campanha e não a governar ficam só com papo de PT, Lula, esquerda, gramcismo, comunismo-no-Brasil, professor-doutrinador e o escambau. Mostrem serviço agora, manos!”.

Antero Greco, jornalista