
A atriz Dira Paes, que na última eleição declarou o voto no candidato do campo democrático Fernando Haddad (PT), destacou em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que a arte é um ‘antídoto contra a ignorância’ e moralidade como solução de problemas é ‘ilusão’.
Para ela, a Lei Rouanet de incentivo à cultura vem sendo usada pelos defensores e apoiadores do governo Jair Bolsonaro para” criminalizar os artistas. Como todas as outras [leis], ela pode e deve ser atualizada. Mas dizer que ela não é funcional, isso não é real. Quem replica isso está vivendo numa ignorância”.
Na entrevista, a atriz paraense destaca, ainda, que está preocupada “com a ilusão de que a moralidade é capaz de resolver os nossos problemas. Não adianta ser só contra o racismo. Tem que ser antirracista. Não adianta achar que nós queremos só empoderar as mulheres. Não. Nós precisamos falar de igualdade. De liberdade. De postura perante o que está errado. E não vamos jogar fora tudo o que a gente conquistou”.
“No Brasil, para se esconder de problemas cruciais, a gente se estabelece em cima de problemas periféricos. Precisamos entender que somos um país machista, racista, preconceituoso e violento”, afirma.
Dira Paes também condenou a tentativa do governo Bolsonaro de criminalizar as ONGs que atuam na defesa dos direitos humanos. “Não aceito o que foi proposto pelos novos governantes de criminalizar aquilo que livra várias pessoas da miséria, que é o ativismo do terceiro setor. A palavra ativismo não pode cair na marginalidade”, disparou.
Orgulho dessa conterrânea esclarecida e competente no que faz.
Essa me representa!
CurtirCurtir
Palavras certeiras, bem calibradas e politizadas. Muito orgulho da nossa conterrânea.
CurtirCurtir
A GRANDEZA CIDADÃ.
AVE, minina cabôca cabana DIRA!
CurtirCurtir