
POR VINÍCIUS CARVALHO
O problema do rock nacional é que ele é e sempre foi música de playboy. Aqui no Brasil o cara consegue ser fã de Led Zeppelin e Offspring cantando putaria mas acha Pablo Vittar imoral; ama Roger Waters que defende a causa Palestina mas chama imigrante de terrorista; chora com Beatles que fazia música subversiva pró-URSS mas diz que nossa bandeira jamais será vermelha; anda com camisa do Slayer que falava do diabo pra encher o saco dos protestantes dos Estados Unidos, mas continuam reproduzindo toda a moral coxinha que aprendeu com papai e mamãe, e se amarram no MBL censurando exposição de arte baseado em preceitos religiosos; não à toa aquela banda super-coxinha lá de SP, a tal de Noturnall, tocou no último Rock in Rio e o vocalista levou a mamãe, uma baranga velha, rica e cheia de botox pra cantar música mela-cueca no palco.
Tony Iommi foi operário e traficante, Jon Bon Jovi foi traficante, os caras do Guns e do Pantera donos de puteiro, aí no Brasil o cara quer que o MC Guimê vá pra cadeia e que chama sindicalista de vagabundo.
Rock no Brasil é música de família! Veja que absurdo!
Idiotas como Dinho Ouro Preto e Rogério Flausino só fazem parte dessa mesma classe média urbana e de condomínio. São caras que fizeram selfie com Aécio e depois vão fazer protesto contra a corrupção em Rock in Rio com o nariz branco de tanto pó como se não tivessem culpa no cartório.
A contradição que existe entre os motivos dos gritos e os políticos que apoiam é uma constante entre todos aqueles que cantam e compoem no Brasil, desde os pretensos roqueiros aludidos na postagem, até os consagrados da antiga MPB dita de protesto, passando pelos sertanejos, pagodeiros funkeiros etc.
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Eu também não vi o tico santa cruz falando da corrupção do pt… A hipocrisia existe dos 2 lados. Vamos parar com essa palhaçada de ptralha x coxinha. O povo briga e os 2 lados dão risada no congresso
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Já vi muito mané fã do Raul Seixas e ao mesmo tempo defender a PM e a Rota e dizer que “quem não gosta da PM é bandido”. O Brasil é um país a ser estudado. O sujeito é roqueiro mas ao mesmo tempo é conservador, reacionário e carola de igreja. Sujeito precisa se decidir o que ele quer. Ou ele luta por um mundo melhor e mais tolerante ou ele é defensor dos que disseminam o ódio e a intolerância contra os mais fracos. Só no Brasil a gente vê isso. Se bem que o babaca imbecil do Roger do Ultraje a Rigor fazia música na década de 80 criticando a ditadura militar e até já se disse favorável á legalização da maconha e no entanto, hoje ele é aliado justamente dos que tanto criticava. Porém o Roger sempre foi sincero, ele nunca foi de esquerda. Ele só era a favor do capitalismo neoliberal mas antes não era tão coxinha e escroto como ele é hoje. Até o Lobão que um dia votou no Lula, já foi preso por porte de drogas defende militarismo e as elites.
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