
Em sua entrevista coletiva ao fim do empate em 0 a 0 com a África do Sul, nesta quinta-feira, o técnico Rogério Micale repetiu um de seus antecessores no comando da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira. Para o comandante de 47 anos, faltou apenas o gol.
Segundo ele, um detalhe dentro de tudo que o Brasil fez em campo.
“Fizemos um bom jogo em alguns momentos, tivemos momentos dentro da partida em que conseguimos controlar melhor o jogo. (Nós) enfrentamos uma equipe bem postada, forte fisicamente, que apostava em bola longa para o Dolly, que abria no lado direito nas costas do Zeca. O jogo de apoio deles também é muito forte, em velocidade”, afirmou, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
“Nossa equipe, quando entrou no jogo… Tivemos 15 minutos iniciais ruins, acho que por ser estreia. Acho normal por ser em casa, ter pressão. Quando tivemos um homem a mais trabalhamos com um homem a mais na frente. Tivemos algumas chances, mas não foi possível marcar”, prosseguiu.
“Faltou o gol, um detalhe. Está tudo em aberto e ainda temos uma expectativa boa”, concluiu. Em sua passagem, Parreira ficou marcado, entre outros detalhes, por afirmar que o gol era somente um detalhe dentre outros que poderiam levar a equipe à vitória.
Com um trio formado por Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol, não se esperava que o Brasil fosse enfrentar dificuldade em sua linha da frente, sobretudo, com a chegada de Renato Augusto e Felipe Anderson vindo de trás.
Não foi o que se viu diante da África do Sul, mesmo com um atleta a mais desde os 14 minutos do segundo tempo, após expulsão de Mvala. A seleção olímpica volta a campo no próximo domingo, contra o Iraque, mais uma vez no Mané Garrincha, em Brasília. (Da ESPN)
Quando assumiu, quando fez a convocação, quando concedeu entrevistas, quando treinou os jogadores o Micale buscou passar a impressão (de imediato aceita por alguns) de que os fundamentos científicos da preparação técnica do elenco, razoavelmente testados contra o Japão, representariam um diferencial capaz de neutralizar os naturais obstáculos e oferecer um cenário diferente daquele experimentado pela Seleção principal. Ledo engano. Na prática, prevaleceu aquela velha pergunta feita por um gênio inato da arte de jogar futebol: ‘O Micale combinou com os russos’?
Mas, na verdade, há de se ter em conta que não é de uma hora para outra que se forma, entrosa e implanta um padrão tático a um time formado por jogadores vindos dos mais diversos pontos do mundo e animados por uma série de outros interesses de maior apelo que o êxito na competição, o qual, antes de tudo impõe que os atletas se exponham fisicamente aos rigores de uma disputa levada ao máximo da seriedade.
Enfim, o Tite que não foi bobo de assumir este rabo de foguete. Todavia, vale lembrar que os dados ainda estão rolando.
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