Marca esportiva canadense “independente” entra no Brasil através do Galo

A Dry World deve se tornar a fornecedora de material esportivo do Atlético/MG a partir de janeiro de 2016. Se confirmada, representará a quarta marca (Topper, Lupo, Puma) a ocupar a categoria em apenas cinco anos. Segundo o UOL Esporte apurou, o contrato será de cinco temporadas e renderá ao Galo cerca de R$ 20 milhões/ano.

E você, conhece a Dry World? Sua atuação e objetivos? Antes que ela oficialize o desembarque no Brasil, o MKT Esportivo falará um pouco sobre ela. De origem canadense, a Dry World Industries se diferencia das gigantes do mercado por se autointitular “independente”.

Sua fundação data de 2010, quando cansados de utilizarem meias e chuteiras encharcadas por absorverem água dos campos de Victoria, no Canadá, os ex-jogadores de rugby Matt Weingart (escocês) e Brian McKenzie (canadense), deram os primeiros passos para lançar um calçado que maximizasse o desempenho dos atletas ao isolá-lo das condições adversas dos gramados. Em 2013, ao descobrirem que 75% dos atletas da NFL e da CFL (Canadian Football League) utilizavam chuteiras de futebol nas partidas, trataram de fechar pequenos acordos estratégicos com jogadores de ambas ligas para que eles atuassem como seus embaixadores. E funcionou.

dryworld

Hoje, a Dry World está presente em 15 países, tendo a tecnologia Dryfeet como carro-chefe entre seus patrocinados, que hoje se encontram em modalidades como futebol americano, futebol, boxe, MMA e, principalmente, rugby.  Um dos grandes destaques é Rolly Lumbala, eleito o melhor jogador canadense da CFL em 2014.

Vale dar destaque a tecnologia Dryfeet, que ao ser lançada no ano passado, ligou o alerta nos bastidores de Nike e Adidas, que à época ativavam o lançamento das linhas Prime Knit e Magista. Com uma vantagem competitiva quando o assunto é o Footgear, McKenzie admite saber os pontos fortes e fracos destas gigantes do esporte. 

Líder do que ela mesma chama de “mercado esportivo independente” do Canadá, como destacamos, a empresa foca seus esforços financeiros e tecnológicos no atleta, na melhoria do seu desempenho durante o treinamento e a prática esportiva em si. Em seus canais digitais, a figura do atleta é presença marcante em praticamente todas as postagens. Está nele, no seu sonho e evolução, o real valor da Dry.

Voltando a nossa realidade, há muitos prós em relação à chegada da Dry World ao Atlético/MG, mas há também boas ressalvas. Vamos a elas: 1) Sua expertise em tecnologia voltada ao desempenho do atleta; 2) Ter o clube mineiro como sua porta de entrada no Brasil e a natural preocupação em causar uma boa primeira impressão (à exemplo do que ocorreu com a Under Armour no São Paulo); 3) Uma empresa que tem como missão revolucionar o seu segmento de atuação, poderá trazer uma nova visão de negócio ao país através, inicialmente, do Galo; 4) A questão financeira, talvez o ponto mais relevante aos olhos dos dirigentes atleticanos.

Já sua pouca idade e desconhecimento do mercado esportivo brasileiro (sempre tão particular e imediatista) poderá pesar contra ela. Há ainda o histórico anterior de empresas tradicionais, como Lupo e Topper, que acabaram por deixar o Atlético justamente por problemas de distribuição e não conseguirem atender a alta demanda dos torcedores por produtos. Sem experiência no desenvolvimento de uniformes de futebol, questões ligadas ao layout e qualidade do produto final no varejo, poderão encontrar facilmente a insatisfação de um consumidor cada vez mais exigente.

O Cristo Redentor no site oficial da marca deu o pontapé inicial de suas atividades no Brasil. Oficializando patrocínio ao Atlético/MG, o torcedor atleticano terá que ter paciência e dar tempo para que a Dry World absorva a nossa realidade. O montante financeiro é importante, mas será fundamental que a empresa veja o torcedor como seu parceiro, e vice-versa, para que não seja apenas mais uma a figurar no uniforme alvinegro e sair sem deixar saudade.

A primeira impressão será sempre a que fica.

(De MKT Esportivo)

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