O Globo demite 40 profissionais

O início da semana está sendo conturbado para os profissionais de O Globo. Nesta segunda-feira, 7, fontes informaram ao Portal Comunique-se que ao menos 40 colaboradores teriam sido dispensados, entre baixas em Brasília e no Rio de Janeiro, tendo atingido as editorias de ‘Economia’ e ‘Rio’, além das áreas de fotografia, vídeos, online e comercial.

A apuração mostra que o jornalista Paulo Roberto Araújo, que foi chefe de reportagem do veículo, está entre os desligados. O repórter Alessandro Lo-Bianco, responsável por revelar a atuação da máfia que aliciava chineses para trabalho escravo e descobriu o esquema do uso de carne de cães na produção de pastéis no Rio de Janeiro, também foi demitido, ao lado dos colegas Matheus Carrera e Taís mendes.

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A informação é de que o passaralho vai continuar e as equipes serão enxugadas em janeiro, fevereiro e março, quando novas demissões devem ser promovidas pelo diário, em um processo de integração com a Editora Globo. As baixas são esperadas também para outros departamentos da Infoglobo. Procurado, O Globo preferiu que não comentar os desligamentos.

Histórico de demissões
Em 8 de janeiro deste ano, 160 profissionais de O Globo foram dispensados, sendo 30 colaboradores da redação – entre repórteres e diagramadores. Na época, Arthur Xexéo, jornalista premiado e integrante da galeria ‘Mestres do Jornalismo’, do Prêmio Comunique-se, foi demitido. Nove meses depois, outra reformulação foi responsável por momentos de tensão no impresso. A Infoglobo colocou fim em 20% de seus postos de trabalho e 30 jornalistas foram dispensados apenas em O Globo. Inserido no corte, o editor executivo Pedro Doria usou a página que mantém no Facebook para explicar que deixava o cargo de chefia, onde atuava no dia a dia do veículo carioca, para seguir apenas como colunista de tecnologia da casa. A responsável pelo ‘Prosa & Verso’, a jornalista Manya Millen, também figurou na lista de cortes e o suplemento chegou ao fim.

Em setembro, os colunistas Mario Sergio Conti, José Castello, Joaquim Ferreira dos Santos, Adriana Calcanhotto e Tony Bellotto foram dispensados e Xexéo foi reintegrado. Somando os outros dois impressos da empresa, Extra e Expresso, mais profissionais da redação foram demitidos. Sobre a situação, a assessoria de comunicação da Infoglobo disse, na ocasião, que a empresa tomou a iniciativa de realizar um processo de reorganização da estrutura com objetivo de se adequar ao atual momento e às perspectivas futuras. (Do Portal Comunique-se)

O dia da infâmia

POR FERNANDO MORAIS (*)
Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.
Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de “Canalha! Canalha!”.
No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.
Jamais imaginei que pudéssemos chegar à lama em que o gangsterismo de uns e o oportunismo de outros mergulharam o país. O Brasil passou um ano emparedado entre a chantagem de Eduardo Cunha –que abusa do cargo para escapar ao julgamento de seus delitos– e a hipocrisia da oposição, que vem namorando o golpe desde que perdeu as eleições presidenciais para o PT, pela quarta vez consecutiva.
Pediram uma ridícula recontagem de votos; entraram com ações para anular a eleição; ocuparam os meios de comunicação para divulgar delações inexistentes; compraram pareceres no balcão de juristas de ocasião e, escondidos atrás de siglas desconhecidas, botaram seus exércitos nas ruas, sempre magnificados nas contas da imprensa.
Nada conseguiram, a não ser tumultuar a vida política e agravar irresponsavelmente a situação da economia, sabotando o país com suas pautas-bomba.
Nada conseguiram por duas singelas razões: Dilma é uma mulher honesta e o povo sabe que, mesmo com todos os problemas, a oposição foi incapaz de apresentar um projeto de país alternativo aos avanços dos governos Lula e Dilma.
Aos inconformados com as urnas restou o comparsa que eles plantaram na presidência da Câmara – como se sabe, o PSDB, o DEM e o PPS votaram em Eduardo Cunha contra o candidato do PT, Arlindo Chinaglia. Dono de “capivara” policial mais extensa que a biografia, Cunha disparou a arma colocada em suas mãos por Hélio Bicudo.
O triste de tudo isso é saber que o ódio de Bicudo ao PT não vem de divergências políticas e ideológicas, mas por ter-lhe escapado das mãos uma sinecura – ou, como ele declarou aos jornais, “um alto cargo, provavelmente fora do país”.
Dilma não será processada por ter roubado, desviado, mentido, acobertado ou ameaçado. Será processada porque tomou decisões para manter em dia pagamentos de compromissos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
O TCU viu crimes nessas decisões, embora não os visse em atos semelhantes de outros governos. Mas é o relator das contas do governo, o ministro Augusto Nardes, e não Dilma, que é investigado na Operação Zelotes, junto com o sobrinho. E é o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e não Dilma, que é citado na Lava Jato, junto com o filho. Todos suspeitos de tráfico de influência. Provoca náusea, mas não surpreende.
“Claras las cosas, oscuro el chocolate”, dizem os portenhos. Agora a linha divisória está clara. Vamos ver quem está do lado da lei, do Estado democrático de Direito, da democracia e do respeito ao voto do povo.
E veremos quem se alia ao oportunismo, ao gangsterismo, ao vale-tudo pelo poder. Não tenho dúvidas: a presidente Dilma sairá maior dessa guerra, mais uma entre tantas que enfrentou, sem jamais ter se ajoelhado diante de seus algozes.
(*) FERNANDO MORAIS, 69, é jornalista e escritor. É autor, entre outros, dos livros “Chatô, o Rei do Brasil” e “Olga”.

A pedido de Leston, Remo negocia com 10 jogadores

Prováveis contratações do  Remo para a temporada 2016, já com indicação do técnico Leston Junior:

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1- Rafael Miranda (volante), ex-ABC, 31 anos

2- Yuri Naves (volante), ex-Caldense, 26 anos

3- Chapinha (meia), ex-Boa Esporte, 32 anos

4- Marco Goiano (meia), ex-Tupi, 29 anos

5- Tinga (ala direito), ex-Fortaleza, 22 anos

6- João Vítor (ala esquerdo), ex-CRB e PSC, 31 anos

7- João Carlos (FOTO -atacante), ex-Madureira e Macaé, 28 anos

8- Roni (atacante), ex-XV e Palmeiras, revelado no SP, 23 anos

9- Ciro (atacante), ex-Sport e Luverdense, estava no Jeju United da Coréia do Sul, 26 anos.

10- Ricardinho (atacante), disputou Série B pelo CRB, 26 anos. 

(Com informações de Cláudio Santos – foto: MÁRIO QUADROS)

Radamés e o “beijo técnico” de Viviane

Curtindo as férias após disputar o Campeonato Brasileiro da Série B pelo Boa Esporte, o meia Radamés, com passagem pelo Fluminense e Paissandu, foi surpreendido no último domingo ao ver sua mulher, a atriz Viviane Araújo, beijando outro homem durante o programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. Viviane foi finalista da Dança dos Famosos 2015 e acabou ficando com o título. Fez grande exibição ao lado do seu professor Marcelo Grangeiro. E para coroar a coreografia os dois se beijaram. Para espanto de todos os jurados e inclusive do jogador, que estava na plateia acompanhando a sua mulher.

Após a votação e já com o trofeu com mãos, a atriz explicou o porque do beijo. “Eu e Marcelo tivemos uma aproximação muito grande durante o Dança dos Famosos. Aquele beijo foi para coroar a amizade, a dupla, a parceria”, comentou.

Quem não gostou da atitude foi Radamés, que ficou com cara de poucos amigos. Limitou-se a falar sobre o beijo. “Prefiro achar que foi um beijo técnico”, disse o jogador, que rompeu o ligamento cruzado do joelho direito neste segundo semestre e que só deverá voltar aos gramados em março. Já Viviane agora poderá se dedicar ao Carnaval do ano que vem. Ela sempre desfila como rainha da bateria do Salgueiro e aparece como uma das ‘beldades’ na Marquês de Sapucaí. (Agência FI) 

Sem deixar saudades

POR GERSON NOGUEIRA

E o campeonato mais sem graça dos últimos tempos finalmente chegou ao fim. Corinthians, já campeão, cumpriu tabela, como grande parte dos outros participantes. Só quem ainda sonhava com alguma coisa eram os cinco ameaçados de rebaixamento e os dois (São Paulo e Internacional) que buscavam garantir presença na Taça Libertadores do próximo ano.

As torcidas de treze clubes estavam como meras espectadoras da cena. No máximo, torciam pela desgraça dos outros. A tese de que os pontos corridos são mais justos não é suficiente para compensar o estrago motivacional que um campeonato sem emoção é capaz de causar.

Fiquei vendo a luta inglória do Vasco para se safar da terceira queda no espaço de oito anos. Lutou bravamente, apesar da ruindade geral do time, mas não conseguiu. O Coritiba, mais ruim ainda, se segurou de todas as formas, deu chutão para todos os lados e sustentou o 0 a 0.

Mesmo que tivesse vencido em Curitiba o Vasco seria rebaixado pela vitória do Figueirense sobre o Fluminense. E nem se pode falar em facilitação por parte do tricolor carioca, pois todos os times chegam naturalmente desinteressados às últimas rodadas.

Nenê foi um dos poucos destaques do Vasco na temporada 2015

Sem nada a aspirar mais na competição, o Flu foi a Santa Catarina apenas cumprir tabela. Com vários reservas no time, não teve forças para impedir a vitória do Figueirense, que lutava desesperadamente contra o descenso.

Campeonatos de verdade, à moda antiga, têm nas últimas rodadas a sua fase de coroamento. É quando as primeiras posições são definidas e se conhece o campeão, permitindo emoção pura até os minutos finais das partidas decisivas. Desde que a CBF e a maioria dos clubes apoiou a teoria europeia dos pontos corridos a coisa degringolou.

Para complicar ainda mais as coisas neste ano, o nível técnico foi rés ao chão. Times muito fracos, jogadores apenas medianos e muita retranca produziram jogos horrorosos, vencidos muito mais pela força dos contra-ataques do que por domínio técnico incontestável.

Até o campeão Corinthians, com seus números grandiloquentes, foi quase sempre pragmático, o que em bom português significa o manjado feijão-com-arroz. Sistema fechado até os dentes, como aprecia Tite, e bolas esticadas para a correria de laterais e dois atacantes. O diferencial foi a presença de dois meias de qualidade, Jadson e Renato Augusto.

O vice-campeão Atlético-MG esteve bem até começar a ser fustigado pela instabilidade de alguns titulares e infortúnios com a arbitragem. Por conta disso, mais ou menos no começo do returno já se sabia que o Galo dificilmente iria conseguir encostar e ultrapassar o líder Corinthians.

A equipe de Levir Culpi também pecou pelo excesso de aplicação e o predomínio de volantes. Não lembro de nenhuma atuação brilhante, digna de nota. Grêmio e São Paulo seguiram a mesma toada, perdendo jogos fáceis e ganhando alguns mais complicados na força e na coragem. Sem qualquer vestígio de bola no chão, dribles, lançamentos e outras bossas.

Ao longo dos próximos dias, a mídia esportiva do Sul e Sudeste vai eleger os melhores da competição, vai novamente glorificar (com o exagero habitual) o trabalho de Tite e o modelo corintiano de triunfar nos pontos corridos. Mais ou menos como fazia com o São Paulo vencedor de Muricy Ramalho e seu estilo bate-estaca.

Em face do que não vi em campo, prefiro não escalar seleção de melhores. Opto por destacar o Sport-PE como a equipe que mais gostei de ver atuando. Pela simplicidade do esquema e a troca de passes que ia da defesa ao ataque, sem recorrer à mesmice das ligações diretas.

Por essa razão e a ausência de unanimidades, Diego Souza foi o mais regular da Série A deste ano. É claro que ele não entrará na seleção dos colegas paulistas, gaúchos e cariocas, mas foi quem melhor se apresentou, liderando um time tecnicamente modesto, mas muito consciente sobre o que podia fazer em campo.

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Direto do blog

“Já deu. A CBF deve encerrar as atividades. Altamente lucrativa, a atividade futebolística deve retornar mais em valor aos clubes. E os clubes, por sua vez, devem investir mais, muito mais na base. O futebol como negócio não tem sentido quando visto apenas como palco do retorno de nomes que foram à Europa e um dia jogaram muita bola. Se o futebol fosse tratado com mais seriedade, nas categorias de base haveria menos espaço para protegidos de cartolas, o sobrinho desse, o afilhado daquele. Por incrível que pareça, essa prática é ainda bastante comum. E isso só aponta para o amadorismo reinante no futebol brasileiro. Dá-se prioridade para contratações badaladas, de grandes nomes e a formação de grandes elencos. Diga-se, contratações caras, folha salarial cara. E resta a dívida trabalhista depois, gigantesca. O fim da CBF abrirá um novo horizonte para o futebol. Para os clubes mais propriamente. Por que, com o fim da CBF, uma liga nacional de futebol começa com todos os clubes fazendo nova partilha dos recursos e premiações dos campeonatos, de modo mais democrático, sem a intervenção de cartolas suspeitos de privilegiar este ou aquele clube. Até a comissão de arbitragem deve mudar de comportamento. Enfim, o fim da CBF não trará maiores prejuízos para o futebol, mas esperança”.

Lopes Junior, fazendo coro com o posicionamento da coluna na edição de ontem.

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Sobre o destino de Pikachu

O Vasco caiu e, ao que parece, Pikachu vai junto. Pelas últimas declarações do jovem lateral, mencionando a capacidade de dar a volta por cima, seu destino deve ser mesmo São Januário. Especulado como possível reforço do Flamengo, aos poucos a história foi mudando de direção com a súbita entrada em cena de Eurico Miranda.

Ao lado dele, por sinal, o pai e procurador de Pikachu acompanhou o jogo entre Vasco e Corinthians, que decidiu (por antecipação) o título da Série A em favor dos paulistas.

Não se sabe ainda se Pikachu já é jogador vascaíno, muito menos a natureza do acordo firmado, mas se a transação se confirmar o declarado sonho de disputar a Primeira Divisão fica adiado por enquanto.

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Papão já conhece todos os oponentes

Com a definição dos participantes da Série B 2016, já se pode projetar um campeonato dos mais encardidos e equilibrados, sem favoritos quanto a acesso e queda. O Papão vai se digladiar com 6 do Sul (Joinville, Criciúma, Avaí, Brasil, Londrina e Paraná), 5 do Nordeste (CRB, Bahia, Náutico, Sampaio e Ceará), 4 do Centro-Oeste (Vila Nova, Luverdense, Atlético-GO, Goiás), 4 do Sudeste (Vasco, Tupi, Bragantino e Oeste). Dureza.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 07)