Papão promete anunciar meia “candidato a ídolo”

No programa Bola na Torre deste domingo, o diretor Roger Aguillera informou que o Paissandu deve contratar 14 reforços para o começo da temporada e que traz pelo menos um grande nome, candidato a ídolo da Fiel Bicolor. É um jogador de criação no meio-campo e que é especialista em bolas paradas. Roger evitou, porém, citar nomes de jogadores.

Conforme levantamento junto a fontes e até atletas já contatados, a lista atualizada de possíveis reforços do Paissandu para a temporada 2016:

Rafael Luz, meia

Ilaílson, volante (ex-Remo)

Raí, lateral-esquerdo (ex-Sampaio)

Diego Rosa, meia-atacante (ex-LEC)

Pio, meia (ex-Fortaleza)

Robertinho, ala (ex-América-MG)

Wanderson, atacante (ex-ASA)

Ronieri, lateral (ex-Ceará)

Anderson Aquino, atacante (ex-Santa Cruz) – foto

A conferir.

Seja o número 1: a única estratégia que vale a pena

POR ANDRÉ FORASTIERI, em seu blog

O segundo homem a pisar na Lua não entrou para a história. Ninguém lembra de quem ganhou a medalha de prata. O filme em segundo lugar nas bilheterias não fatura um pouco menos, fatura muito menos que o primeiro.
Justo? Injusto? Herança genética que faz o clã seguir o macho alfa? Conspiração capitalista? Como você quiser. O fato é que é assim. É mais assim ainda em época de crise econômica. E apesar de termos consciência disso, raramente agimos de acordo.
É a estratégia mais tiro-e-queda que eu conheço para ganhar dinheiro: ser o número 1. A primeira marca em que você pensa, quando está pensando em uma categoria de produtos. Tem um milhão de empresas boas por aí, oferecendo produtos e serviços bons. E muito poucas oferecendo aquela coisa imperdível, que você não pode viver sem.
Isso não tem nada a ver com market share. Não se trata de ser o maior. Nem o primeiro a chegar ao mercado. Nem o mais inovador, sustentável, a melhor empresa para trabalhar. Parabéns para a empresa que mais inova, menos polui e é ótima empregadora.
Mas estou falando de outra coisa.
Nunca escrevo sobre negócios neste blog, nem em lugar nenhum. Já dou pitaco sobre quase tudo, não vou dar conselho para empreendedor; nada mais patético que esses gurus sabe-tudo. Mas abro uma exceção, porque de fato sei algumas coisas, e de fato 2016 está pedindo. Tenho visto tanta gente se dando mal com suas empresas que me sinto na obrigação a compartilhar uma das poucas coisas que aprendi.
Montei minha primeira empresa em 1993. De lá para cá dei muita cabeçada e também dei sorte de vez em quando. Ganhei umas, perdi outras, aprendi um bocado. Aprendi principalmente a focar no que é mais importante.
O foco em ser o número 1 é uma coisa que raramente aparece em livros de gestão e blogs de empreendedores. Se você trabalha em uma empresa, é importante entender exatamente o que significa ser o número 1. Se você é o fundador ou gestor de uma empresa, é mais importante ainda.
Vou dar um exemplo muito claro, de um ramo que conheço muito: a indústria de Livros. Quem é a editora número 1 do Brasil neste momento?
A Darkside é a editora número 1 do Brasil.
A Aleph é a editora número 1 do Brasil.
A JBC é a editora número 1 do Brasil.
A Ideal é a editora número 1 do Brasil.
Não conhece nenhuma delas? Não se culpe.
É porque você não é fã de Terror, Ficção-Científica, Mangá ou Rock, respectivamente os segmentos em que elas são focadas, e em que cada uma delas é indiscutivelmente a número 1. As quatro têm produtos excelentes, catálogos focados, comunicação orgânica e eficiente com os fãs de cada um desses gêneros.
Mas quem é a editora número 1 do Brasil “de verdade”?
A pergunta não faz sentido e não importa pra ninguém. Certamente é uma editora gigantesca, que atua em um monte de segmentos, e publica todo tipo de livro para todo tipo de leitor. E nenhum leitor compra seus livros por ser dessa editora. Então qual a vantagem de ser a maior, sem ser a número 1?
Uma empresa com essas características é, principalmente, um grande alvo.
Hoje, com a facilidade da comunicação digital, é viável você criar uma marca que é a número 1 para um número suficiente de consumidores. E se for mesmo, deixam de ser consumidores e viram fãs, amigos, evangelizadores. Clientes fiéis – enquanto você for o número 1. Escorregou para o segundo lugar, tchau.
Depois de todos esses anos, aquela história de Cauda Longa finalmente faz sentido. Mas de uma maneira diferente do discursinho “tem espaço para todo mundo”. Tem espaço para toda empresa que seja a número 1.
Essa estratégia vale só para o mundo editorial? Só para empresas de nicho? É coisa de “empresa de internet”?
Não mesmo. Vale para qualquer segmento. De qualquer tamanho. Vou dar um exemplo da minha vizinhança. Com a recessão, muitos bares e restaurantes da Vila Madalena andam às moscas. Mas o Galinheiro Grill segue cheio. É um restaurante muito antigo do bairro. Começou com uma portinha, hoje ocupa uma esquina gigantesca na rua Inácio Pereira da Rocha. Serve todo tipo de carne grelhada, com todo tipo de acompanhamento.
Mas o nome resume o que eles prometem e entregam brilhantemente. Eles fazem o melhor galeto grelhado da região. Há décadas. Sem falha. Por um preço honesto. O que significa preço honesto? Significa que você não se incomoda de pagar um pouco mais caro do que em outros lugares, porque o Galinheiro Grill é o número 1. Por isso vive cheio em plena crise.
Falar em grill dá sede de cerveja. Os brasileiros mais ricos do planeta usaram exatamente a mesma estratégia. O império global da 3G Capital começou com um insight. Em grande parte dos países emergentes, empresas familiares ganhavam rios de dinheiro com a sensacional margem de lucro que se materializa quando você transforma água em cerveja.
Lemann, Telles e Sicupira decidiram ser os cervejeiros número 1 do Brasil. E depois, do mundo. Têm outros negócios? Agora têm: Burger King, Kraft-Heinz – negócios que têm boa sinergia com o principal, que é cerveja. Mantêm a obsessão em ser o número 1 da cerveja, com distância cada vez maior do segundo colocado. E certamente querem ser o número 1 em fast food, salgadinhos e por aí vai. Clareza absoluta. O livro sobre eles chama “Pense Grande”. O que todo gestor tem a aprender com eles é: pense unicamente em ser o número 1.
Volto ao mercado editorial e a minha experiência pessoal. Durante alguns anos, fui sócio da editora de revistas número 1 para o público infanto-juvenil. Era a Conrad, e dominávamos bem esse segmento, com as revistas Herói, Pokémon Club, Nintendo World, EGM, Super Menina, Smack. E mais revistas de atividades, cards colecionáveis, adesivos. E mangás como Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco.
Como estávamos ganhando um bom dinheiro, resolvemos diversificar. Tínhamos caixa para investir. E já que conquistamos tanto sucesso com esse público jovem, porque não teríamos com outros públicos também? Nada engana mais que fazer sucesso. Quando viu está se achando um gênio dos negócios.
Então criamos uma editora de livros para adultos. E investimos em revistas para adultos. As duas frentes se provaram muito difíceis. Exigiram muita dedicação da gente. Dedicação que deixamos de ter com o segmento que dominávamos. Foi distração e desperdício.
Tenho orgulho do que fizemos no segmento adulto, mas só como editor. Como empresário, tenho vergonha. Foi uma das maiores barbeiragens da minha vida.
Essa diversificação nos tirou do número 1. Foi o começo do fim, que para mim chegou em 2005, quando deixei a editora que fundei. Fiz outras estrepolias empresariais depois; muitos causos bons; um dia conto.
O caso mais evidente de empresa que se deu bem quando decidiu ser a número 1 é o da Apple. Ao voltar à direção da empresa, em 1997, Steve Jobs não reconheceu a empresa que fundou. A companhia tinha uma linha de produtos gigantesca. Notebooks, desktops, o portátil Newton, impressoras, periféricos diversos. Para estudante, profissional, empresa. Cada um em diversas versões, para atender todos os tipos de consumidor possível e imaginável. E cada um dos grandes varejistas, conforme suas especificações.
A Apple fazia de tudo. E não era a melhor em nada.
Jobs focou em ser o número 1. Não em tudo. Nem em computadores. Mas somente e exclusivamente a marca número 1 de computadores para pessoas criativas. Jogou fora toda a linha anterior de produtos da Apple. A nova linha teria só quatro produtos. Um desktop e um notebook para uso profissional de pessoas criativas, e um desktop e um notebook para uso doméstico de pessoas criativas.
Tirou o disk-drive dos computadores e botou todas em caixas coloridas e divertidas. O slogan reforçava que os produtos da Apple não eram para todo mundo, de propósito, eram só pra você, que é meio doido, criativo, especial: Think Different.
Todos esses anos depois, a Apple mantém exatamente a mesma estratégia: ser a marca número 1 de aparelhos digitais para pessoas criativas, divertidas, diferentes – ou que aspiram a ser tudo isso. E todos esses anos depois, quantos outros produtos a Apple lançou? De importantes, pouquíssimos: o iPod, o iPhone, o iPad, todos indiscutivelmente o número 1 de sua categoria. Todos embalados no sistema operacional mais amigável, o iOS, e em serviços que mantém o seu consumidor fiel. Entrou para o mundo Apple, é difícil sair.
Importante lembrar que a Apple não inventou o MP3 Player, o smartphone, nem o tablet. E vale ressaltar que a Apple não tem o maior market share em nenhum dos segmentos em que atua. Mesmo assim, é a maior empresa do mundo em valorização de mercado e dá rios de dinheiro para seus acionistas.
É claro que existem muitos fatores que explicam fracassos e sucessos, não só um lema ou uma estratégia. Você pode e deve desconfiar de receitas mágicas, ou de bilionários que parecem ter o “toque de midas”. Duvide de empresas que divulgam práticas empresariais angelicais e lucros recordes. Seja a editora, o bar, o gigante da bolsa, a marca global.
Mas o foco em tornar a sua empresa a melhor na sua área de atuação – seja qual seja – dá uma clareza imensa. Força você a alinhar seus recursos, seu tempo, sua equipe, seu esforço pessoal. Independente do tamanho da empresa.
O mundo dos negócios é guerra. Em ano de crise, juro alto, desemprego alto, inflação alta, é guerra sem trégua. Vamos lutar por uma política econômica anti-recessão, gritemos por juros baixos, pela defesa da renda do brasileiro. Mas enquanto lutamos pelo que é de todos, não descuide do que é seu.
Resmungar do governo, qualquer governo, não paga as contas.
Sem querer me meter a guru e já me metendo, deixo o conselho: se eu fosse você, decidia ser ótimo em uma única coisa. Não sei de estratégia melhor para enfrentar o novo ano. Escolha seu front. E ataque com tudo. Foco total. Sem distração. Sem desvios, sem atalhos, sem ego.
Em 2016, seja o número 1.

Cruzeiro empresta ex-remista Roni ao Náutico

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O Cruzeiro firmou parceria com o Náutico-PE para cessão de atletas por empréstimo. O paraense Roni, revelado pelo Remo, está incluído na transação, juntamente com Caíque Valdívia e Rodrigo Souza. Náutico e Cruzeiro dividirão o pagamento dos salários. O acordo foi anunciado pela diretoria do clube pernambucano.

Tapajós fecha com Adriano Miranda e Torrô

O Tapajós anunciou nesta segunda-feira a contratação dos atacantes Adriano Miranda e Torrô para a disputa do Parazão 2016. Ambos já defenderam vários times do Estado. Enquanto o primeiro retorna ao Boto após a temporada 2015, o segundo está de volta ao futebol profissional após 3 anos. O Tapajós segue se reforçando e ainda não finalizou sua lista de contratações.

O que não fazer em 2016 para ter um ano bom

POR FERNANDA YOUNG

Escritora e roteirista de séries como Os Normais preparou uma lista de coisas que você precisa deixar para trás em 2015.

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  • Não repetir os mesmos erros. Ano novo, erros novos. Burrices, todo mundo faz, mas pouca gente sabe aprender com elas. Figurinhas e burrices: troque as repetidas.
  • Não tirar selfie fazendo bocas que você não faz quando não faz selfie.
  • Não trollar os posts dos outros, aproveitando o anonimato da internet. É feio. Mais feio que qualquer foto feia. Lembre-se da lei do karma: tudo que você faz volta para você, algum dia.
  • Não comprar uma coisa só porque é tendência. Tendências tendem a desaparecer rapidamente e as pessoas tendem a ficar ridículas usando tendências.
  • Não mandar nude a troco de nada. O ideal seria não mandar nudes antes da pessoa ter visto você “nude” pessoalmente. E lembre-se que a internet é que nem tatuagem: depois que botou não tem como tirar.
  • Não colocar a culpa de tudo nos outros. Mesmo sabendo, como nós sabemos, que a culpa de tudo é dos outros mesmo.Não empurrar as coisas com a barriga. Aliás, não ter barriga para empurrar as coisas seria um conselho melhor ainda, mas está provado que as barrigas vieram para ficar e barriga negativa é pura ilusão de ótica. Barrigas são positivas — apenas cuidado para não exagerar na positividade. Não exigir demais de você. Mas também não exigir de menos
  • Não deixar que a preguiça atrapalhe seus planos. Ela vai vir, e vai tentar de tudo para te convencer, mas você tem que ser forte. Desistir é sempre mais fácil, mas a facilidade é a morte da paixão.
  • Não fazer barulhos que atrapalhem a vida dos outros. Nosso mundo anda muito barulhento, cultive um pouco de silêncio. Cuidado, especialmente, com a tentação de fazer obras desnecessárias em seu apartamento. Perturbar o vizinho é sabotar a própria paz.
  • Não fazer cobranças (a menos que você trabalhe no departamento de cobranças de uma empresa). Todos reagimos de maneiras diferentes às coisas, aí que está a graça da coisa. Se você espera que as pessoas reajam como você reagiria, pode se preparar para se decepcionar diariamente. Quando você cobra uma atitude de alguém, você perde a razão e uma boa oportunidade para ficar calado. Cada um tem seu jeito, e seu tempo.
  • Não se levar muito a sério. Saiba encontrar a graça até na própria desgraça, ela está lá em algum lugar. Você vai ter dias bons e dias ruins, como em qualquer outro ano, então não estresse mais do que o necessário para o choppinho. Toda tragédia, depois de um tempo, vira comédia.
  • Não ficar checando o celular, quando estiver com alguém. Se a pessoa com quem você está não é interessante, não esteja com essa pessoa. Aliás, qualquer pessoa ao vivo, na sua frente, é mais interessante que qualquer post interessante — basta olhar direito.
  • Não ter medo de experimentar coisas novas. Por mais que você conheça, você não conhece quase nada. O mundo é absurdamente imenso, as possibilidades são infinitas. Ficar preso ao que você já conhece é se fechar para a maravilhosa imprevisibilidade da vida.
  • Não se auto-sabotar. Você é o pior inimigo que você pode ter. E nosso pequeno sabotador interno se aproveita de momentos de crise para detonar nosso amor-próprio. Saiba diferenciar auto-crítica de auto-trollação.
  • Não defenda ideias em que você não acredita. Seguir a opinião dos outros é a maneira mais rápida de não fazer diferença. Faça diferença, é para isso que você está aqui. Tenha a sua própria opinião, é saudável e grátis.
  • Não guarde rancor. Se tiver algum guardado, recicle. Rancor reciclado se transforma em energia.
  • Não vacile com os outros. As pessoas contam com você e vacilar com elas seria péssimo. Dê o melhor de você em tudo, é a melhor receita para não ter insônia de noite.
  • Não engula sapos. Sapos tem glúten, mesmo os orgânicos, com sotaque de Minas. Sabe aquela gosma em volta dos sapos? É gordura-trans. Sapos engolidos triplicam o colasterol. Enfim, invente qualquer besteira como essas, mas não engula sapos. Não mais.
  • Resumindo, a principal coisa para não fazer em 2016 é 2015.