Aumenta a pressão contra eleição na CBF

A tentativa da CBF de realizar eleições para escolher um vice-presidente da região Sudeste, num movimento que pode até colocar o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, 79, como substituto de Marco Polo Del Nero na presidência da entidade, incomodou a Associação de Executivos do Futebol, a ABEX Futebol – entidade que defende o profissionalismo.

Por meio de uma nota entregue aoESPN.com.br, a Associação se mostra contrariada a tentativa da CBF de realizar a eleição. Classifica como uma tentatia de de ‘mudar as regras do jogo’ e ‘proceder situações que alteram importantes fatos no Estatuto da Entidade’.

A Associação propõe que neste momento seja feito uma discussão com todos os agentes do futebol (clubes, jogadores etc.) para debater as melhorias necessárias ao esporte. Na visão deles, somente esse tipo de organização pode clarear o futuro do futebol no país.

“E desta forma, nos posicionamos pelo fim da corrupção e da má administração do futebol brasileiro. Defenderemos sempre a legalidade e a honestidade colocadas em prol da organização tão necessária do futebol nacional fora das quatro linhas”, diz trecho da nota.

 

Pikachu descarta Fla e pode ir para o América-MG

unnamed (26)

Depois que o próprio agente do jogador descartou na manhã deste sábado sua ida para o Flamengo, o destino mais provável de Pikachu é o América-MG, do técnico Givanildo Oliveira e do supervisor Flávio Lopes. As diferenças nas propostas dificulta o entendimento com os rubro-negros e a nova queda do Vasco para a Série B inviabiliza a ida para São Januário. Nas últimas horas, cresceram as possibilidades de Pikachu defender o Coelho mineiro na Série A.

Segundo especulações, Pikachu teria sido procurado nos últimos dias também por emissários do Santa Cruz (PE) e da Chapecoense, mas os mineiros estão mais próximos de ficar com o ex-lateral do Papão. O empresário do atleta, Kiko, informou que o Flamengo foi descartado e confirmou que há uma negociação em andamento com um clube de outro Estado, sem citar o América-MG.

Os dirigentes bicolores ainda mantêm a esperança de convencer Pikachu a permanecer na Curuzu. A oferta feita ao jogador – em torno de R$ 120 mil mensais – é considerada até superior à de alguns clubes da Série A. O problema é que Pikachu tem o sonho de disputar a Primeira Divisão nacional e teme ficar mais um ano no futebol paraense.

Caso reconsidere e decida ficar no Papão, dificilmente jogará novamente como lateral-direito. A ideia é que passe a ocupar um lugar no meio-de-campo, em condições de explorar sua habilidade. (Foto: MÁRIO QUADROS) 

Bate-bola: Leston Junior, técnico do Remo

POR CLAUDIO COLÚMBIA – especial para o blog

O novo técnico do Clube do Remo, Leston Junior, depois de assinar contrato e ser oficialmente apresentado pela diretoria, atendeu a uma solicitação para entrevista e respondeu gentilmente a todas as questões a ele endereçadas por e-mail. Ele destacou as expectativas que tem para dirigir o primeiro clube de massa de sua carreira, falou sobre o trabalho junto às divisões de base e quanto aos critérios para contratação de reforços. 

CLAUDIO COLÚMBIA – Você tem 37 anos, mesma idade de Leo Condé, também mineiro, e que hoje faz sucesso no futebol brasileiro. Minas está revelando uma nova safra de bons técnicos, da nova geração, a cada ano. O que Minas tem que o resto do Brasil não tem, quando o assunto é formação de técnicos?

LESTON JUNIOR – Penso que isso é muito questão de época. Se a gente lembrar uma década atrás, a gente vai ver que o Sul do país acabou revelando muitos treinadores. Mano, Tite entre outros… E agora, nesses últimos anos, Minas tem revelado treinadores para o mercado. Atribuo, talvez, ao momento dos clubes. Futebol mineiro, nos últimos 5 anos, vive um momento muito bom de conquistas com os principais clubes, querendo ou não isso chama a atenção da mídia para o Estado e acaba que todo mundo que é do meio fica em evidência. Obviamente, é importante destacar, que os profissionais também estão sabendo tirar proveito disso, se preparando cada vez mais, demonstrando com sequências boas de trabalho capacidade, e aí acaba que tem ficado evidenciado isso no mercado.

CC – Remo é o primeiro clube profissional de massa que você vai treinar. Quando me perguntaram sobre você, eu disse: “Se não sentir a pressão, tem tudo pra dar certo”. Você tem ideia da pressão que é treinar o Remo e está preparado pra passar por cima disso?

LJ – É o primeiro clube de massa, realmente, que eu dirijo. Mas eu não tenho nenhum tipo de receio com pressão, porque a maior pressão que um profissional tem que ter é a interna, a pressão dele com ele mesmo, de buscar os resultados, de buscar a melhora, de buscar rendimentos. Vejo pelo lado positivo.Ter uma torcida tão numerosa e apaixonada como a do Remo tem que ser motivo de motivação, de realmente buscar cada vez mais fazer com que o trabalho frutifique e em função disso o apoio será muito grande. Particularmente, por ser produto do meio, meu pai (ex-atleta das décadas de 50 e 60 chamado Leston Izaias, jogou no Cruzeiro, entre outros clubes) viveu 49 anos dentro do futebol profissional e eu desde que nasci não fiz nada na minha vida que não fosse trabalhar e estudar futebol. Então, me sinto muito preparado, mas isso não é suficiente, preciso continuar me preparando cada vez mais, não só pra lidar com clubes de massa, mas pra lidar com tudo aquilo que é inerente ao futebol, que é um esporte tão competitivo, principalmente no nosso país pela paixão do seu povo.

CC – Aqui em Belém, as pessoas querem que o técnico que venha de fora também olhe pelas categorias de base e ensine fundamentos a esses garotos e ainda querem ele no time titular. Falo que isso requer tempo, logo você teria que estar aqui em novembro, pelo menos, pra ajudar. Como se apresentar no dia 4 de janeiro, e estando a apenas 27 dias da estreia no Parazão, ainda ter que olhar pra base? 

LJ – Veja bem. Trabalhei 9 anos com divisão de base, então tenho uma visão muito particular do que representa uma divisão de base pra um clube, principalmente pra um grande clube, como o Remo. Mas as pessoas precisam entender que o processo tem que ser pedagógico. Você precisa, num primeiro momento, estruturar a sua divisão de base, não só no aspecto físico, de estrutura física, mas principalmente de metodologia, de ideia de futebol do clube, para que num segundo momento você possa ter cada vez mais jogadores chegando preparados ao elenco profissional. Automaticamente, isso já passa a aumentar o número de jogadores aproveitados na equipe principal. Então, a gente vai tentar introduzir alguma coisa de filosofia de trabalho pra auxiliar as pessoas na base, pra que o preparo seja ainda maior e que o clube a médio prazo possa não só ter atletas em potencial para jogar na equipe principal, mas também para que possa, quem sabe aí, comercializar percentual, enfim ter uma receita oriunda do trabalho que é feito nas divisões de base. Não  é um processo rápido, requer um certo tempo, mas que eu tenho o compromisso de auxiliar para que o clube possa o quanto antes já começar a dar passos em busca desse objetivo, que é de todos, para que o clube possa, cada vez mais, oportunizar jovens atletas, preparados, para grandes exigências.

CC – O técnico Mazola fez sucesso no PSC em 2014 e, pra renovar, exigiu que só ele indicasse as contratações de jogadores. Dado Cavalcante, seu substituto no clube, pediu pra ser mais ouvido nas contratações de jogadores. Temos muitos exemplos desses aqui. Ou seja, tem muita gente que contrata e na maioria das vezes erradamente, e o técnico é que leva a culpa. Como lidar com isso, para que não atrapalhe seu trabalho, sabendo que no Remo acontecia a mesma coisa (não sei hoje)?
LJ – Sobre essa questão de contratação, penso da seguinte forma: montagem de elenco é uma das tarefas mais difíceis dentro de um planejamento de futebol. Vejo que tem que ser compartilhada essa responsabilidade. Não pode a direção de um clube de forma aleatória contratar diversos jogadores sem o consentimento de um treinador, uma vez que o treinador é que vai trabalhar com os atletas no dia a dia. Mas, da mesma forma, não vejo o treinador com poderes de também de montar o elenco de um clube. Acho que isso deve ser compartilhado, discutido, esgotadas todas as possibilidades, de nome a nome, perfil, característica, enfim, tudo aquilo que envolve uma contratação para que você diminua a margem de erro, e é assim que a gente tem procurado iniciar esse trabalho. Discutindo, conversando com as pessoas do futebol do clube, para que a gente possa tentar, juntos,montar uma equipe qualificada em condições de brigar pelos nossos objetivos

CC- Você conseguiu o acesso à Série B pelo Tupi. Existe segredo para se chegar à Segunda Divisão?

LJ– Em 2014, eu disputei a Série C e bati na trave. Perdi o acesso pro CRB, quando eu estava no Madureira. Em 2015, nós conseguimos ficar as 18 rodadas no G4 e subir com 2 vitórias (mata-mata com o ASA). Acredito que os ensinamentos de 2014 ajudaram muito. A Série C é uma competição longa, como são as séries A e B do Brasileiro. Você não vai conseguir iniciar e terminar jogando do mesmo jeito. Você vai oscilar em algum momento, é natural, numa competição de 6 meses. O importante é você ter realmente um elenco equilibrado e, acima de tudo, você ter um bom planejamento que faça com que você consiga pontuar na média. Diria que se você conseguir (por baixo) a cada 6 jogos conquistar 9 pontos, é uma média que vai aproximar muito da possibilidade de classificação. Enfim, acho que a estratégia elaborada para a competição é fundamental. Saber em que momento você pode ter uma queda e não comprometer sua pontuação em função de uma queda de rendimento. Acho que isso foi fundamental (o aprendizado de 2014 no Madureira) para que em 2015 pudesse, no Tupi, ter êxito. E, aqui, eu espero que não seja diferente, que a gente possa trazer os ensinamentos dessas 2 séries C que eu disputei e que tive um aproveitamento muito bom – em 36 rodadas da fase de classificação, eu fiquei 33 rodadas no G4, 15 pelo Madureira e 18 pelo Tupi. Temos uma boa performance nessa competição e espero que a gente possa trazer esses ensinamentos para que a gente faça uma grande Série C, também, aqui no Remo.

CC- Em época de contratações de jogadores, sempre faço essa pergunta a meus entrevistados sobre determinado jogador que possivelmente esteja contratado e, com você, não seria diferente. Marco Goiano foi seu camisa 10 no Tupi. É um dos reforços indicados por você ao Remo?

LJ– Todo e qualquer bom jogador pode ser indicado não só por mim, mas por qualquer pessoa envolvida dentro do trabalho. O atleta citado, Marco Goiano, é um atleta que trabalhou comigo no Tupi e que a gente monitora há muito tempo. É um jogador de muita qualidade, de uma personalidade boa, de uma boa conduta. Enfim, tem o perfil que eu entendo ser interessante. Todo jogador com esse perfil vai sempre nos interessar, mas entre nos interessarmos e contratar existe uma distância, não só dele, mas de todo e qualquer bom jogador. Mas, se possível for, não tenha dúvida que é um bom nome, sim, não só pro Remo, mas pra qualquer equipe que almeja ter um time competitivo.

CC- O que o torcedor pode esperar de Leston Junior à frente do Clube do Remo?

LJ – O torcedor pode esperar primeiro uma retribuição, através de muito trabalho, de muita dedicação, de muito empenho, retribuindo a todo carinho que tenho recebido desde o meu acerto até o momento. Recebi inúmeras mensagens em rede social, via WhatsApp, manifestações em meu site oficial. Realmente, eu tenho recebido um carinho muito grande e isso me dá uma responsabilidade também grande de trabalhar muito e tentar retribuir da melhor maneira possível o carinho desse torcedor. Obviamente que o torcedor tem que ter a expectativa quanto a um time que vai ser muito competitivo pra brigar por todos os objetivos que o clube tem propostos para 2016. Entender que ele é a parte fundamental. O apoio, o incentivo, a confiança do torcedor é que nos abastece de energia e de força para que, dentro de campo, nós possamos fazer o nosso melhor em busca dos objetivos da instituição, que é o que mais importa.

CBF confirma eleição de ‘cartas marcadas’

POR SILVIO BARSETTI, no Portal Terra

A CBF não levou em consideração o pedido de oito federações do Nordeste e confirmou a realização de eleição para escolha de novo vice da Região Sudeste em 16 de dezembro. As entidades questionam a rapidez com que foi convocada a assembleia eleitoral.

O pleito estaria contaminado, como apurou o Terra , desde a publicação do edital, em 4 de dezembro. Naquele dia, a CBF recebeu 24 federações para uma ‘confraternização’ na sede, no Rio. Antes do almoço, os visitantes foram informados sobre a eleição para substituir José Maria Marin, preso nos EUA, e muitos deles ficaram surpresos com a indicação do coronel Antônio Nunes, presidente da federação paraense, para concorrer ao cargo.

Diante do presidente licenciado Marco Polo Del Nero, do presidente em exercício Marcus Vicente e do próprio coronel, eles receberam então um documento e foram ‘aconselhados’ a avalizar a candidatura de Nunes com suas assinaturas. Isso se deu antes das 13h30, como confirmaram à reportagem três presidentes de federações. Às 13h32, a CBF publicou o edital da eleição em seu site, no qual informava que para a inscrição de chapas é necessário ter o apoio formal de pelo menos oito federações e cinco dos 40 clubes das Séries A e B.

Se 24 das 27 federações já indicavam formalmente a candidatura de Nunes, não seria mais possível a inscrição de outra chapa. A CBF só divulgou o edital após ter essa garantia, a de que a eleição seria de mão única, sem concorrência.

A definição do nome do coronel Nunes tem apenas motivação política. Ele tem 79 anos e assim passaria a ser o vice mais idoso da CBF,  o que lhe deixaria como primeira opção na linha sucessória. De acordo com estratégia da atual diretoria da confederação, em caso de renúncia de Del Nero, indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção, Nunes então poderia assumir o cargo em vez de Delfim Peixoto, hoje o vice mais idoso, de 74 anos, e opositor declarado do grupo Del Nero.

Fifa analisa manobra de Del Nero na CBF

Marco Polo Del Nero está sendo investigado pela Fifa. Presidente licenciado da Confederação Brasileira de Futebol , o dirigente pode ser banido do futebol caso seja comprovada a violação do estatuto da CBF nas eleições para novo vice-presidente da entidade.

A Fifa está montando um dossiê para análise que poderá causar até uma suspensão da CBF do futebol internacional , segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Ricardo Teixeira e o próprio Del Nero já estão sob a mira do FBI, e o mandatário do futebol brasileiro poderia agora ser punido também pela Fifa.

Iminente saída de Del Nero, que está licenciado do cargo, da presidência da CBF está provocando uma guerra política em seus bastidores

Até a próxima quarta-feira é o prazo para que alguma decisão seja tomada por parte das autoridades que acompanham o caso. Esse também será o dia que haverá a escolha do substituo de José Maria Marin na vice-presidência da CBF. O Coronel Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol, é o único candidato.

Marcus Vicente, presidente interino da CBF, convocou as eleições para o novo vice. Nunes, caso chegue ao pleito, seria o vice-presidente da entidade mais velho e, segundo o estatuto, será ele quem deve assumir a presidência caso Marco Polo Del Nero saia em definitivo. Essa seria uma manobra do dirigente para evitar que Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol, assuma o cargo máximo da entidade, já que integra a oposição. (Do Portal Terra) 

Sem os direitos de transmissão, Globo boicota festa de despedida de Rogério Ceni

Após 25 anos de uma brilhante carreira, Rogério Ceni se despediu dos campos na noite desta sexta-feira, no Morumbi, em amistoso que reuniu os campeões mundiais pelo São Paulo em 1992, 1993 e 2005. Como não poderia deixar de ser, o capítulo final da história do maior goleiro artilheiro do mundo dominou o noticiário esportivo em todos os cantos do Brasil e até em algumas partes do mundo. Menos em um local: na TV Globo. Sem os direitos de transmissão da partida, a maior emissora do país simplesmente ignorou o evento de Ceni. A medida, tomada pela alta cúpula da TV, foi uma tentativa de esvaziar o jogo que teve transmissão exclusiva do Fox Sports.

O boicote, parcial até o início de dezembro, se tornou explícito nos últimos dias. E não se limitou à TV, chegando ainda aos canais de internet do grupo. Após breves informações sobre vendas de ingresso e arbitragem do amistoso festivo nas últimas semanas, a Globo excluiu a pauta de seu noticiário. O jogo de Rogério Ceni tornou-se assunto proibido.

No Globo Esporte desta sexta-feira, o principal noticiário esportivo da TV seguiu à risca as ordens da direção da emissora. O telespectador não assistiu nada sobre o jogo do Morumbi. “Alô, galera, amigos do Globo Esporte, muito boa tarde pra todos vocês, um boa tarde especial pra você, torcedor do Palmeiras, que já tá sonhando com 2016, Libertadores da América”, disse Abel Neto, na abertura do programa.

Além da reportagem que abriu o programa, sobre como o atual campeão Copa do Brasil está preparando o seu elenco para os desafios do próximo ano, a atração destinou tempo para mais uma entrevista com Tite, agora sobre a fé do religioso treinador, que distribui pulseirinhas aos jogadores.
O programa ainda abordou eventos do UFC, Stock Car, Mundial de Handebol e de Surfe, além de uma chamada para entrevista exclusiva com Neymar no próximo domingo, no Esporte Espetacular. E foi só.

Internamente, a ordem é clara: Rogério Ceni só voltará ao noticiário a partir de sábado, um dia depois da despedida que sequer existirá para a Globo. Procurada pela reportagem para explicar tal decisão, a TV disse que não existe qualquer veto ao assunto. “O São Paulo continua no nosso noticiário diário e o Rogério Ceni sempre mereceu cobertura especial da Globo pelo ídolo que é para o futebol, como qualquer outro grande jogador”, informou a emissora. (Com informações do UOL)