Sob ameaça de cassação, Cunha aceita pedido de impeachment contra a presidente Dilma

Como já havia ameaçado, Eduardo Cunha decidiu retaliar. Prestes a ser cassado por suas contas secretas na Suíça e também acusado de prestar favores ao BTG, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar no início da noite desta quarta-feira o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e abraçado pela oposição. Segundo Cunha, aceitação do pedido “tem natureza técnica” e o processo seguirá seu rito “normal, com amplo direito ao contraditório”.

“Não era esse o meu objetivo”, disse Cunha, sem explicar o que isso significa. O fato é que a decisão ocorreu poucas horas depois que a bancada do PT na Câmara dos Deputados decidiu votar pela continuidade da ação que pede a cassação de Cunha no Conselho de Ética. Para que o impeachment seja aprovado, são necessários 342 votos (2 terços) da composição da Câmara. (Do Brasil247)

Disse tudo…

“Muitos motivos. A linha editorial da revista Veja, uma revista de extrema direita brasileira. Eu me lembro claramente de uma capa da revista Veja que me indignou profundamente, sobre o desarmamento, que dizia assim: “Dez motivos para você votar ‘Não.’ Eu me lembro claramente da revista Veja elogiando Tropa de Elite pelos motivos mais equivocados do mundo. E semana sim, semana não está sacaneando colega nosso: Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, de uma forma escrota, arrogante, violenta. Outro motivo é que na revista Veja escreve Diogo Mainardi! Eu não posso compactuar com uma revista dessas, entendeu? Conservadora, elitista. Então não falo com a revista Veja, assim como não falo para a revista Caras.”

Wagner Moura, ator, na revista “Caros Amigos”.

Federação amazonense planeja uma pré-Copa Verde

POR DIOGO ROCHA – do Diário do Amazonas (AM)

A forma de disputa da Copa Verde de 2016, prevista para começar em fevereiro, deve mudar. O presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério Tomaz, revelou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) planeja implantar uma fase preliminar, a Pré-Copa Verde, com quatro clubes: Brasiliense-DF, Vila Nova-GO, Luverdense-MT e o Fast Clube, que é o segundo representante do Amazonas na competição.

A mudança da CBF, segundo o dirigente da federação, serve para incluir dois times representantes de Goiás e atrair mais investidores à Copa Verde. O Esporte Interativo, canal detentor da transmissão do campeonato, paga as cotas em dinheiro de participação aos clubes inscritos.

“A CBF fará essa preliminar e destes quatro clubes, vai sair dois que entrarão para formar os 16 clubes da Copa Verde. O Nacional já está garantido entre os 16 por ser o atual campeão estadual, mas o Fast precisará disputar essa pré-Copa. A ideia anterior era tirar logo uma vaga do Amazonas e outra do Pará da competição para colocar dois clubes de Goiás, mas não aceitei fazerem isso com nosso Estado”, declarou Dissica Tomaz.

A princípio, o Rolo Compressor enfrentará o Luverdense, em jogos de ida e volta, a exemplo do Brasiliense com o Vila Nova. O presidente da FAF viaja, nesta quarta-feira, para o Rio de Janeiro para um seminário na CBF e solicitará informações sobre a nova forma de disputa da Copa Verde. Ele regressa apenas na próxima segunda-feira (7) a Manaus, mas Tomaz afirmou que a Confederação deve oficializar ainda nesta semana a mudança no regulamento e confirmar a tabela de jogos.

Ressalva
Maior interessado e afetado nas mudanças do modelo da Copa Verde do próximo ano, o Fast Clube ainda não foi informado sobre a fase preliminar que disputará. O vice-presidente do Tricolor, Cláudio Nobre, garantiu que não recebeu nenhum comunicado oficial da FAF e nem da CBF.

“Estou sabendo pelo que as pessoas estão postando nas redes sociais, mas nada oficial. Mas se for confirmada essa Pré-Copa Verde, não acho que o Fast está fora da competição. Essa preliminar já faz parte da Copa, então, continuamos no torneio. Teríamos que fazer jogos de mata-mata de qualquer jeito”, comentou Nobre.

A única ressalva do Fast será sobre a cota em dinheiro reservada a todos os times participantes. “Seria injusto disputar essa preliminar da Copa se não tivermos as mesmas condições e benefícios dos outros clubes. Caso a cota de patrocínio for mantida para nós nessa fase não vejo problemas, mas se não tivermos iremos protestar. Acho justo aumentar o número de participantes (para 18 clubes, com a preliminar) se fora para aumentar o patrocínio”, afirmou o dirigente do Rolo Compressor.

É a primeira participação do Fast na Copa Verde, que terá a 3ª edição em 2016. O clube garantiu a segunda vaga do Estado ao ser campeão Copa Amazonas.

Fahel e Tiago Martins deixam o Papão

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No mesmo dia em que anuncia a permanência do trio de defensores Gualberto, Fernando Lombardi e Pablo, o Paissandu confirma que o volante Fahel (foto) não ficará para a temporada 2016. Para o setor de marcação, por enquanto, permanecem Augusto Recife e Ricardo Capanema, havendo ainda a possibilidade da contratação de Ilaílson. Já Djalma pode estar se transferindo para o CRB, a convite de Mazola Junior, ou para um clube do interior paulista, juntamente com Leandro Carvalho.

O zagueiro Dão ainda negocia com o clube, mas Tiago Martins já foi descartado, a exemplo do goleiro Ivan, dos volantes Gilson, Sérgio Manoel e Fernando e dos meias Valdívia, Carlos Alberto, Edinho, Roni e Carlinhos. Os atacantes Everaldo, Aylon, Léo e Misael também deixam o clube. (Com informações da Rádio Clube – foto: MÁRIO QUADROS)

Filantropia x realidade

POR GERSON NOGUEIRA

O gesto é bonito, generoso e altruísta. Renderia merecidos elogios à diretoria caso a função anunciada fosse outra. Mas o comunicado sobre a contratação de Vélber para voltar a jogar pelo Papão pegou todo mundo de surpresa e suscitou compreensivas reações negativas da torcida. Não pelo passado do jogador – seguramente um dos melhores surgidos no Pará nos últimos 20 anos –, mas pelo presente e pelo futuro.

Vejamos o seguinte. Vélber tem hoje 37 anos, está fora do futebol profissional há mais de dois anos. Suas últimas aparições como atleta foram indignas do padrão que exibia no auge da forma, entre 2001 e 2005, quando defendeu o Papão na Copa dos Campeões e Libertadores da América, além de jogar pelo São Paulo.

No fim da carreira, disputando o Campeonato Paraense pelo Cametá e pelo São Raimundo, arrastava-se em campo e foi apenas reserva de jogadores pouco expressivos e não deixou saudades nas duas equipes.

O presidente do Papão apresentou Vélber na entrevista coletiva de ontem na Curuzu, juntamente com o recém-contratado executivo de Futebol, Alex Brasil, que admitiu desconhecer o contrato com o veterano meia. A explicação oficial sobre o inesperado reforço é mais de cunho filantrópico do que técnico: a contratação busca resgatar a dignidade do jogador, dando-lhe uma nova chance na vida.

Tudo bem, ninguém pode ir contra um gesto dessa natureza, mas alguns pontos devem ser questionados.

Em primeiro lugar, clubes de futebol profissional não são avaliados pela benemerência. São entidades de caráter público que mobilizam milhares de aficionados e sócios, todos ávidos por vitórias e conquistas. Depois da boa campanha na Série B, a expectativa era pelo anúncio de um meia-armador em plena forma e que viesse resolver o crônico problema do setor de criação.

Difícil imaginar o exigente e metódico Dado Cavalcanti lançando mão de Vélber para comandar a meiúca do Papão em partidas realmente importantes. É mais provável que, depois de passar por um rigoroso período de recondicionamento, seja utilizado em ocasiões pontuais.

Outro aspecto a considerar é que, se a intenção era dar uma força a Vélber, o mais sensato seria lhe oferecer uma função de auxiliar técnico – ao lado de um ex-companheiro de time, Rogerinho – no elenco de profissionais ou da própria divisão de base, hoje nas mãos de um outro ex-parceiro – Vânderson.

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Novo formato da Copa Verde quase confirmado

A escolha do Papão para, junto com o Remo, representar o Pará na Copa Verde 2016 seria inteiramente aceitável se tivesse sido viabilizada através de convite dos promotores do torneio. Nas últimas semanas, chegou-se a especular que a competição poderia passar de 16 para 20 participantes, permitindo a inclusão do Papão e de clubes goianos.

Esse formato deixaria a Copa mais atraente, com garantia de bons públicos e elevação do nível técnico. Ocorre que a CBF, a pedido do Esporte Interativo, canal de TV que detém os direitos de transmissão, optou como sempre pelo procedimento menos óbvio e sensato. Encaminhou anteontem uma consulta à Federação Paraense de Futebol sugerindo novo formato.

Ao invés de 20 clubes, a CBF pretende autorizar um torneio com 18 participantes. Pelo andar da carruagem, a medida deve ser oficializada nos próximos dias. O novo arranjo contempla a presença do Papão, mas faz com que o Pará perca dois representantes que haviam garantido presença pelos critérios técnicos – Independente, vice-campeão paraense, e Parauapebas, terceiro colocado.

Além do prejuízo direto aos dois clubes, o formato é lesivo ao futebol paraense, que poderia ter quatro representantes e de repente fica com apenas dois. É claro que, para o Esporte Interativo, não há interesse em ter Independente e Parauapebas na sua grade de jogos. O que importa mesmo é o faturamento certeiro junto às torcidas de Leão e Papão. Tudo isso é compreensível, mas os dois clubes interioranos merecem respeito.

Mais que isso: os critérios dos dois primeiros anos deveriam ser mantidos, acrescentando apenas mais quatro convidados. Até mesmo a distribuição dos grupos fica mais complexa com 18 participantes. O mais provável é que sejam criadas três chaves de seis, mas o desdobramento da competição ainda não ficou definido. E há, obviamente, o risco de embaraços judiciais, pois Independente e Parauapebas não deverão aceitar passivamente a exclusão sumária que a nova forma de disputa impõe.

Criada há três anos com o intuito de levantar o Remo, à época sem divisão, a Copa Verde é um evento esportivo que ainda está longe da viabilidade financeira da Copa do Nordeste e das promessas de premiações da Liga Rio-Sul-Minas. O relativo sucesso das duas primeiras edições deveu-se exclusivamente à exploração da rivalidade da dupla Re-Pa. Ironicamente, os titãs chegaram às duas finais, mas foram derrotados por Brasília e Cuiabá.

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Proposta de artigo para conter os desvairados

Por exemplar e oportuna, transcrevo aqui a mensagem enviada pelo grande benemérito Ronaldo Passarinho ao Conselho Deliberativo do Remo, que tem reunião marcada para hoje à noite. Ronaldo propõe a inclusão de um artigo que pode frear abusos e aventuras nas gestões do clube.

“Baseado em pedido do conselheiro Domingos Sávio, ouso apresentar (com justificativa) a inclusão de um artigo no nosso estatuto, ad referendum da Assembleia Geral, no seguinte teor:

– O presidente do Clube do Remo durante o seu mandato é responsável, solidariamente, pelos danos causados ao clube. ‘Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repetí-lo’.

Justificativa:

É de conhecimento de todos os que participam da vida do Clube do Remo a situação dramática pela qual atravessamos, fruto do desvario de administrações passadas. Cito, apenas como exemplo, o acordo possível feito na Justiça do Trabalho, no Projeto Conciliar, pelo clube em magnífica atuação dos advogados Ângelo Carrascosa, Domingos Sávio e André Meira. Mesmo com êxito, o Clube do Remo terá todos os seus patrocínios bloqueados até o final do ano de 2016 (Funtelpa e Banpará), além de 30% sobre as rendas de cada jogo que tivermos. Sem duvidar de ninguém, o meu espírito ao apresentar essa emenda é no sentido de desestimular quem quer que venha a exercer a presidência do Clube do Remo. É necessário um basta na farra de contratações ocorridas, como bem definiu o grande benemérito Paulo Mota. É importante salientar que temos o calendário cheio para o ano que vem e, portanto, não há necessidade de contratações imediatas e que vão além dos recursos do clube. Finalmente, se este acordo na JT for interrompido, as consequências recairão sobre o nosso patrimônio. Saudações azulinas. a) Ronaldo Passarinho”.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 02)