Supremo trava o golpe paraguaio

O voto do relator, ministro Luiz Edson Fachin, teve os principais pontos contestados nesta tarde pela maioria dos ministros do STF, numa divergência aberta pelo ministro Luís Roberto Barroso, que foi acompanhado por Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. Acompanharam o relator apenas os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Celso de Melo acompanhou em alguns pontos, mas também concordou que cabe ao Senado decidir.

Ficou definido que a Câmara dos Deputados autoriza, mas é o Senado que decide se instaura o processo de impeachment. Só depois de o Senado decidir, a presidente Dilma seria afastada do cargo. “Decidir sobre o afastamento do presidente é função privativa do Senado”, reforçou Lewandowski. Maioria também defendeu que a comissão do impeachment eleita na Câmara dos Deputados deveria ser por voto aberto e impediu a criação de chapa avulsa. Portanto, o processo determinado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) terá de ser refeito.

Em linhas gerais, a decisão do Supremo nesta tarde praticamente impede o golpe parlamentar articulado por Cunha e seus aliados do PSDB e DEM. (Com informações do UOL e Brasil247)

Pesquisa revela hábitos de usuários de celular

 

Navegador tem interface Chromium e compatibilidade com extensões do Google Chrome (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Cada vez mais as pessoas estão optando pelos smartphones em detrimento da TV – revela o UC Browser, segundo maior browser para celular (de acordo com Stacounter). Recente pesquisa realizada confirmou que um terço dos usuários de celular brasileiros (33.4%) assistem videos on-line todos os dias. A pesquisa coincide com a chegada ao Brasil da última versão customizada do UC Browser. O aplicativo, que já tem mais de 100 milhões de usuários ativos no mundo e é o mais popular browser de uma terceira parte, registra um crescimento de mais de 100% de usuários brasileiros nos últimos 6 meses.

A pesquisa, que avaliou o comportamento de 6,878 usuários de internet móvel, mostrou que o conteúdo mais popular entre os usuários de celular é vídeo (43%), seguido de redes sociais (29%), jogos (27%), banco e pagamentos  (13%) e navegação e mapas (12%).

Provavelmente em função das velocidades de carregamento e do própria quantidade do conteúdo de vídeo compartilhado pelo celular, cerca de 54.7% dos brasileiros usam hoje navegadores para assistir vídeos, comparados a 46.9% dos que usam aplicativos de vídeo. Isto porque os usuários do UC Browser tem uma extensiva facilidade para descoberta de conteúdo que proporciona liberdade para personalizar a forma com que acessam o conteúdo da internet, desde os últimos resultados do futebol, filmes e vídeos até populares seriados de TV e shows no Brasil, sem precisar buscar em outra parte.

De acordo com as respostas obtidas na pesquisa, os aplicativo móveis mais comuns são navegadores (77.1%), seguidos por aplicativos de comunicação como e-mail ou mensagens curtas (68.3%), redes sociais (62.8%) e de vídeos (57.1%). Comparado a outros mercados, o Brasil mostrou uma demanda menor para notícias (24.5%), estilo de vida (16.6%), câmera (16.6%) e aplicativos para compras (15.7%).

Essa popularidade é resultado de nuvem tecnológica própria que permite aos usuários encontrar e baixar conteúdos significantes mais rápido que outros navegadores pré-instalados, como Chrome e Safari. Com uma típica conexão 3G, o UC Browser carrega o conteúdo e as páginas do facebook 25% mais rápido em média, se comprado ao próprio aplicativo do facebook.

O UC Browser também vem com um número de funções únicas não disponíveis em outros navegadores como o modo bloqueador de Ads, suporte flash e modo de compressão de dados. O gerente do UC Browser no Brasil, Raphael Farinelli Silva, afirma: “Todos já tivemos a experiência de um carregamento de conteúdo lento ou pior, aplicativos que congelam quando tentamos acessar videos pelos nossos celulares. A realidade é que muitos aplicativos de navegadores não são feitos para suportar ao mesmo tempo a variação da velocidade da internet no Brasil  e o tipo de conteúdo que os usuários brasileiros estão agora acessando diariamente”.

“O pior é que muitos usuários não sabem que têm escolha porque os novos smartphones já vêm com aplicativos de navegadores pre-instalados. Na UC Browser , nossa missão é dar essa escolha aos usuários. Garantindo assim que os consumidores possam personalizar sua experiência no celular, encontrar o que realmente procuram e quando encontrarem, possam carregar e baixar com velocidade rápida”, acrescentou.

O chefe da divisão internacional de negócios da UC Browser, Kenny Ye, disse: “O resultado da pesquisa confirma nossa própria constatação de que uma enorme porção de usuários assiste vídeos pelo poderoso video-player da UC Browser”.

UC Browser pode ser baixado através do link: http://goo.gl/cCP4Ui

Imagens e produtos de apoio podem sem baixados por esse link aqui

 

Sobre o UC Browser

A UCWeb Inc é uma empresa do grupo Alibaba, fornecedor líder de software e de serviço móvel de internet. Desde sua criação em 2004, a missão da UCWeb tem sido fornecer a melhor experiência de serviços moveis de internet para as pessoas ao redor do mundo. O UC Browser é o produto conceito da UCWeb já disponível em mais de 3 mil aparelhos diferentes de celular de mais de 200 fabricantes, compatível com todos os principais sistemas operacionais. Servindo usuários em mais de 150 países e regiões do mundo, o UC Browser está agora disponível em 11 línguas incluindo português, inglês, russo, indonésio e vietnamita. Mais informações sobre a UCWeb e o UC Browser podem ser encontradas em  www.ucweb.com

Furtado: “Imprensa está pautada por bandidos”

POR NAIRA HOFMEISTER, da Carta Maior

A memória prodigiosa para “lembrar de nomes esquisitos” somada à curiosidade investigativa permitiu ao cineasta Jorge Furtado criar uma pequena enciclopédia de casos que exemplificam como a imprensa trai seu compromisso de informar o cidadão no Brasil.
Ele deu uma amostra disso ao público que assistiu a sua palestra na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no último sábado, 12 de dezembro. Disse mais: que a irresponsabilidade da mídia alimenta o espírito golpista da sociedade, na medida em que não oferece uma correta leitura da realidade brasileira.
“Os jornais estão impregnados de ideologia. A infâmia e a fama são absolutas nessa era da mídia”, lamentou.
Apesar de sua crítica da imprensa, Furtado tinha uma perspectiva positiva, graças à novíssima lei que garante o Direito de Resposta àqueles que se sintam prejudicados por uma matéria distorcida ou mal apurada. “É uma novidade que pode mudar muita coisa”, exaltou o cineasta, apontando o episódio.
Mal sabia Furtado que dois dias após sua fala, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) – que representa os conglomerados de comunicação do país – entraria com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar a recém-editada lei, nesta segunda-feira (14).
Segundo o portal especializado Jota, a Ação Direta de Inconstitucionalidade tenta anular cinco dos 12 artigos que regulamentam o Direito de Resposta. A justificativa da ANJ é que a norma “afronta garantias constitucionais a exemplo do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”, entre outros.
“Na prática, o instituto do direito de resposta, ao invés de pluralizar o debate democrático, converteu-se em instrumento capaz de promover grave e inadmissível efeito silenciador sobre a imprensa”, defendem os jornalões.
O cineasta não sabia ainda da iniciativa dos empresários da comunicação, mas de sua palestra pode-se concluir que daria uma gargalhada diante dos argumentos.
“A imprensa publica o que quer, sem checar nenhuma denúncia. Depois, quando elas não se confirmam, ninguém volta para retificar”, condenou no sábado.
Além da investida contrária da ANJ, a força da medida ficou evidente quando O Globo publicou uma errata na capa do jornal, desmentindo uma informação que havia sido manchete em outubro e que vinculava o filho de Lula à corrupção investigada pela Operação Lava Jato – não por força da Justiça, mas por iniciativa própria do jornal, dado que a norma estava por ser assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

O caso Rubnei Quícoli
Um dos “nomes estranhos” que Jorge Furtado nunca apagou da memória é Rubnei Quícoli – “já pensou um personagem com nome desses?”, introduziu.
Rubnei Quícoli protagonizou uma ficção em 2010, mas ela saiu no jornal como verdade e Furtado lembra do episódio com detalhes. “Deram uma foto de meia página dele com um terno preto em cima de um edifício muito alto. Parecia assim uma campanha da Hugo Boss”, comparou.
A imagem ilustrava uma reportagem em que Quícoli acusava a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra de ter cobrado propina para negociar um empréstimo do BNDES a um empreendimento seu na área de energia eólica.
Erenice chegou a ser investigada, mas nada sendo provado contra ela, o processo foi arquivado. A Folha de S.Paulo se limitou a noticiar o fim do inquérito.
A indignação de Furtado, entretanto, recai sobre o inusitado fato de que o denunciante, Quícoli, era um bandido com extensa ficha criminal. “Ele tinha várias passagens pela polícia. Chegou a tentar vender um caminhão e sua carga roubada ao antigo dono e depois tentou matar o motorista que o entregou”, recordou. “E esse sujeito ocupa a capa da Folha de S.Paulo”, surpreende-se, passados já cinco anos do episódio.
Furtado coloca no mesmo cesto outros nomes que memórias ordinárias são capazes de reconhecer: o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) ou os delatores da Lava Jato. “São bandidos que alimentam diariamente a imprensa, são eles que fazem as capas de jornais diariamente”, conclui.

A corrupção na Petrobras
O cineasta – que levou às telas de cinema seu olhar sobre a imprensa brasileira no documentário O Mercado de Notícias (fragmentos podem ser assistidos aqui;http://www.omercadodenoticias.com.br/) – condena a partidarização da imprensa no Brasil, coisa que, aliás, foi assumida pela ex-presidente da ANJ Judith Brito, quando ainda comandava a entidade: “Os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”, ela explicou em 2010.
“Neste caso, a imprensa assume que deixa de fazer jornalismo e passa a fazer política. Não se dedica mais a buscar a verdade factual e isso é um grave problema para a democracia”, defendeu.
Furtado exemplificou, com o caso da Petrobras, que o senso comum já se acostumou a relacionar a uma desvalorização e desmonte que seriam consequências diretas da corrupção ocorrida nestes 13 anos de governo do PT.
“Só que outro dia descobri que a Petrobras se tornou a maior petrolífera do mundo este ano! Que bateu o recorde de exploração de petróleo, alcançando 1 bilhão de barris. Esse ano!”, repetiu.
Ele também leu manchetes dos jornais dos anos 60, nas quais eram relatados problemas de corrupção graves na estatal. Lembrou ainda que as denúncias dos jornalistas Paulo Francis, na década de 90, e Ricardo Boechat ainda nos anos 80 sobre os desvios de verba para uso pessoal na Petrobras. Boechat, hoje no grupo Bandeirantes, ganhou o prêmio mais respeitado do jornalismo brasileiro com sua investigação, O Esso.
Mesmo analisado o atual escândalo, Furtado lembra que em seus depoimentos, os delatores dizem que “essa quadrilha” operava na Petrobras desde 1997 – antes, portanto, de o PT assumir o Palácio do Planalto.
Outro elemento que lhe causou estranhamento foi ver uma reportagem sobre o pagamento de propina na estatal ilustrada com a imagem de uma lista dos receptores de dinheiro. O jornal borrou um trecho onde aparecia a inscrição “15M para JS”, seguidos do endereço e do telefone do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB).
“Puseram uma tarja preta para não mostrar a vinculação com Serra. Mas quando o Bumlai (José Carlos Bumlai) foi preso, ele era o ‘amigo do Lula’”, comparou.

Saiba por que nada deve mudar na CBF com Coronel Nunes na vice-presidência

POR LÚCIO DE CASTRO, no UOL – Rio de Janeiro

O que era para ser um golpe de mestre pode virar um enorme pesadelo. Quando imaginaram que transformar Antonio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, 79 anos, em vice-presidente era a solução perfeita para não ferir o estatuto e ao mesmo tempo manter o poder, o comando da CBF não pensou em um detalhe fundamental: a biografia do presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) tem elementos comuns as histórias dos três antecessores enredados com a lei. Alçado ao comando e transformado em vidraça, pode se juntar a Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo del Nero, forçados a deixar o poder. Uma sucessão de acusações e histórias nebulosas cercam os anos do coronel da Polícia Militar no comando do futebol paranense. Uma agência de viagens favorita da entidade é apenas uma das semelhanças. Há também um relatório financeiro anual da instituição que dirige envolto em sombras e dúvidas com a assinatura de um relator suspenso pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suas “auditorias ineptas”. Para completar, tem ainda outro traço dos antecessores: nenhuma ideia conhecida sobre futebol.

Imagine a pequena agência de viagens Rocha Romano concorrendo com a supremacia do poderoso Grupo Águia. Certamente não será para tanto, e a ascensão do Coronel Nunes não deve ameaçar o longo reinado e hegemonia da agência de viagens de Wagner Abrahão, parceiro preferencial da CBF desde os tempos de Ricardo Teixeira e responsável por todas as viagens que envolvem a entidade. Mas Nunes também tem uma agência para chamar de amiga. As relações estreitas da FPF com a Rocha Romano, aberta em 2004, de propriedade de Paulo César da Rocha Romano, diretor do departamento de futebol profissional da FPF, foram citadas na “CPI do Futebol Paraense”, instalada em 2013 na Assembleia Legislativa daquele estado. De acordo com a acusação que serviu como base para instalação da CPI, o esquema era coordenado pelo presidente da FPF. Uma comissão externa, ou seja, de fora da assembleia, formada pelos senadores Mário Couto (PSDB-PA), como presidente, Ivo Cassol (PP-RO) como relator Ataídes Oliveira (PSDB-TO) chegou a ouvir depoimento do dono da agência e diretor da FPF no dia 18 de abril de 2013 sobre o tema.  Apesar de instalada, do teor das acusações e da repercussão local que teve, a CPI não chegou a resultados significativos, ocupada por vários deputados relacionados com a FPF.
Há um ponto que eventualmente pode vir a ser um fator complicador para o Coronel Nunes no comando da CBF. Ao contrário dos antecessores, que sempre prezaram evitar dinheiro público nos negócios, fugindo assim de controle maior dos órgãos de fiscalização do estado, como Polícia Federal e Ministério Público, (embora exista a jurisprudência de que, ainda que privada, uma entidade como a CBF, por ser de interesse público, estaria sim sujeita a tais regras), o provável novo mandatário teve relações estreitas com o estado e foi beneficiário, através da FPF, de farta distribuição de dinheiro público.
O próprio negócio das viagens denunciado pela CPI foi amplamente regado por verba estatal, de acordo com a comissão de inquérito parlamentar. Tiveram um impulso significativo com a entrada em cena do governador Simão Jatene (PSDB), novamente no poder na atualidade. No primeiro mandato, de 2003 a 2007, o governador criou o programa que visava “interiorizar o futebol no Pará”. Com verba saindo da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (SEEL) para as passagens e hospedagens das equipes. A secretaria era comandada por José Angelo Souza de Miranda, ligado historicamente com a FPF e atualmente vice-presidente da entidade. Na ocasião, por exemplo, sete jogos do São Raimundo foram levados para Santarém.
Embora em resultados concretos do duradouro programa de interiorização do futebol do estado não sejam perceptíveis nas divisões do campeonato nacional, a verba seguiu generosa para viagens com o intuito de cumprir tal intento. Em 2011, a Secretaria de Esporte e Lazer determinou aporte de R$ 1.105.810,00 (um milhão, cento e cinco mil e oitocentos e dez reais para levar o futebol aos diversos rincões do Pará. Consumidos em passagens e hospedagens. No ano anterior, R$ 720.000,00 (setecentos e vinte mil reais) foram destinados.
O balanço financeiro da FPF, tanto nos últimos anos como o atual, tem pontos cegos. O mais evidente é talvez o principal ponto do relatório: o auditor financeiro que assina tem currículo controverso. No momento, o contador Tadeu Manoel Rodrigues de Araújo, registrado pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC) do Pará, está suspenso e impedido de assinar relatórios pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que fiscaliza tal tipo de atividade. A suspensão é por cinco anos, tendo começado no dia 9 de outubro de 2010 e indo até 8 de outubro de 2017. De acordo com a CVM, consultada pela reportagem, a punição da entidade é válida para relatórios de companhias abertas, o que não inclui a FPF.
A CVM já acusou o auditor da FPF em diferentes ocasiões.  Por “auditoria inepta”, (“Possíveis irregularidades praticadas pelo Sr. Tadeu Manoel Rodrigues Araújo, Auditor Independente – Pessoa Física, ao realizar trabalhos de auditoria em diversas empresas beneficiárias de incentivos fiscais”, processo RJ2001/7661) e ainda “Não realização de trabalhos de auditoria dentro dos padrões requeridos pelas normas profissionais, processo RJ2003/11503). Suspenso, não cumpriu a pena e por fim tomou o gancho de 5 anos, já transitado em julgado e uma multa de quinhentos mil reais, a qual ainda cabe recurso.
Invariavelmente, ano após ano, o auditor suspenso pela CVM encerra o relatório da federação paraense repetindo que “em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Associação FPF, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil”, mudando apenas o ano corrente.
A reportagem tentou contato com o Coronel Nunes através da FPF, sem resposta. Tentou também via CBF, que da mesma forma não respondeu.
Procurou Paulo César da Rocha Romano, vice-presidente da FPF e dono da agência de viagens  Rocha Romano na federação e na empresa, sem sucesso. Enviou questões para o contador Tadeu Manoel Rodrigues de Araújo e não obteve resposta.
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(*) Lúcio de Castro é carioca. Formado em jornalismo e em história pela UFRJ. Conquistou algumas das mais importantes premiações nacionais e internacionais, entre eles o “Prêmio Gabriel Garcia Marquez”. Autor de diversas reportagens com grande repercussão e impacto e de documentários que percorreram o mundo como “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”.

Chelsea demite The Special One

Mourinho deixa o Chelsea seis meses após ter sido campeão

O técnico José Mourinho foi demitido do Chelsea nesta quinta-feira. A informação foi divulgada pela emissora britânica BBC e pelo jornal Telegraph. Mourinho estava em sua segunda passagem pelo Chelsea, mas não conseguiu ter um bom rendimento nesta temporada e acabou sendo demitido sete meses após conquistar o título inglês. De acordo com a BBC, Pep Guardiola, Guus Hiddink, Brendan Rodgers e Juande Ramos aparecem como opções de substitutos.

Para a BBC, Mourinho confirmou que acertou sua saída depois de um encontro com os diretores do Chelsea nesta quinta-feira. O português continuaria recebendo salário até o fim da temporada como rescisão contratual. Com 16 rodadas do Campeonato Inglês, o Chelsea é apenas o 16º colocado com 15 pontos, quatro vitórias, três empates e nove derrotas.

Na Liga dos Campeões, Mourinho conseguiu classificar o Chelsea para a segunda fase. Mas a classificação veio só na última rodada em um grupo que tinha Dinamo de Kiev, Porto e Maccabi Tel Aviv. Além do rendimento ruim dentro de campo, Mourinho se envolveu em diversas polêmicas fora dele. A primeira do ano foi com a médica Eva Carneiro, quando ele se irritou por ela entrar em campo para atender Hazard no fim do jogo. (Do UOL)

Pérolas do novo vice-presidente

Alguns tópicos da entrevista coletiva que o coronel Nunes concedeu depois de eleito vice-presidente da CBF:

“Não acredito nisso, nunca vi corrupção no futebol”.

“Falam muito por aí, mas a verdade é que a governança é muito boa. Muitas competições acontecendo, torneios rolando, times estão bem. Como bacharel de Direito, só falo [das investigações em curso] a partir do momento que eu tenha acesso ao processo. Então não posso falar mais que isso”.

“O melhor? Hoje é o Dado Cavalcanti, do Paysandu. Na série A, é o meu amigo Jorginho. Pegar time bom é mole, ele pegou o Vasco e fez um grande campanha”.

“Dunga é meu amigo, estive com ele na Copa do Mundo de 2010, mas treinador vive de resultado. Estou no futebol há muito tempo e trabalho de técnico sempre foi avaliado por resultado. Futebol brasileiro é assim. Tem que ter resultado”. 

“Rapaz, poucas vezes vi um cara que bate na bola com tanta qualidade. Entra pela lateral, corta da direita para esquerda como ninguém e faz muitos gols. É excelente. Tem potencial e vai se dar bem no Vasco. Até liguei para o Jorginho para elogiar o Yago, mas ele estava focado na reta final do Brasileiro”.