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Nós, robôs
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O jamaicano Asafa Powell, a grande atração do 30º Grande Prêmio Brasil Caixa Pará de Atletismo, que será disputado neste domingo 10, prefere não falar em marcas para a prova dos 100 m, programada para as 09:40, no Estádio Olímpico do Pará, em Belém. O ex-recordista mundial da especialidade, com 9.72, disse que está voltando de contusão, mas que espera retribuir o carinho dos torcedores com uma boa apresentação.
“Corri 10.15 em julho e espero fazer a melhor competição possível em Belém. Esta é a minha primeira vez no Brasil, mas já que falaram que o público do estádio é caloroso e que incentiva os participantes. Por isso, estou animado”, disse o campeão olímpico do revezamento 4×100 m em Pequim 2008 e dono das medalhas de bronze nos Mundial de Osaka, em 2007, e em Berlim, em 2009.
No ano passado, Asafa correu os 100 m em 9.88, em Lausanne. Está confiante em baixar dos 10 segundos novamente. “As expectativas são sempre positivas. Espero sempre o melhor desempenho”, comentou o velocista, que sonha com a Olimpíada do Rio, em 2016. “A Jamaica tem vários atletas muito fortes e conseguir uma vaga na equipe não é fácil. Vou ter de treinar muito até lá”, completou o ex-recordista, que concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã deste sábado no Hilton Hotel, em Belém.
O GP Brasil Caixa Pará terá 16 provas, a partir das 08:30 de domingo. Serão oito masculinas e sete femininas, que terão transmissão ao vivo pela SporTV 1. No total, o evento prevê a participação de cerca de 120 atletas de 21 países. (Da assessoria do GP)
Por Sam Tanenhaus, do The New York Times
Em uma clara e refrescante tarde de julho, Jacob Maymudes sentava na varanda da pequena casa que ele aluga no bairro de Los Feliz, em Los Angeles, enquanto refletia sobre a estranha jornada de seu primeiro livro, “Another side of Bob Dylan”.
Aos 34 anos, Maymudes cresceu muito depois da criação do mito Dylan, mas ele se sente próximo o bastante para dizer apenas “Bob”. Ele tinha sete anos quando encontrou o músico pela primeira vez, nos estúdios da Universal. Ele estava acompanhado de seu pai, que ia constantemente para a estrada com Dylan, trabalhando tanto como produtor de turnê, motorista, guarda-costas ou parceiro de xadrez.
Essas eram algumas das atividades exercidas por seu pai desde o início dos anos 1960, quando ele era o principal acompanhante de Dylan: em seu primeiro show em Londres; na suíte do hotel de Manhattan onde o músico fez uma reunião regada a maconha com os Beatles; em Malibu, quando Sara, a primeira mulher de Dylan, desabafou sobre seus problemas conjugais com a mãe de Maymudes, Linda Wylie, enquanto o então inédito “Blood on the tracks”, sobre a separação do casal, tocava no aparelho de som. “Ele (Dylan) dizia que as músicas eram tão sofridas que ele não entendia porque as pessoas escutavam o disco”, afirmou Wylie.
“Victor era conhecido com um cara que sabia guardar segredos”, disse David Hadju, historiador musical cujo livro “Positively 4th Street” descreve a cena folk americana dos anos 1960. “Sua reputação era de ser enigmático, calado, confiável e leal.”
Em 2000, Victor, que estava falido, assinou um contrato com a editora St. Martin’s Press para escrever suas memórias. No entanto, ele morreu de aneurisma no ano seguinte, aos 65 anos. O livro inacabado acabou se tornando mais um item mítico da lenda dylanesca, e a curiosidade aumentou. Sem planos de terminar o trabalho do pai, Maymudes acabou mudando de ideia depois que um incêndio destruiu a casa onde morava sua mãe, no Novo México, em 2013.
Após subir um vídeo no Youtube com uma hora do áudio das gravações de seu pai, Maymudes recebeu ligações e mensagens de biógrafos, jornalista e fãs. Todos pediam para que ele liberasse as outras 23 horas de fita ou que as colocasse em um livro. Ele decidiu pela segunda opção.
O livro de Maymudes é uma contribuição peculiar ao vasto catálogo literário sobre o músico. Além de sua amizade profunda e tempestuosa com Dylan, o texto também aborda outras aventuras de Victor, como sua participação na criação do clube Unicorn, frequentado por gente como Lenny Bruce e Marlon Brando nos anos 1950, ou sua viagem com Dennis Hopper às montanhas do Peru — em meio a uma montanha de cocaína — para a pré-produção de “The last movie”, de 1971.
“Another side of Bob Dylan” será publicado nos EUA no dia 9 de setembro. Ainda não há previsão para uma edição brasileira.
O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), anunciou que solicitará ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que determine à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar os responsáveis pela alteração de perfis de jornalistas na Wikipédia, uma enciclopédia virtual na internet, a partir de um computador localizado no Palácio do Planalto.
Foram alterados os perfis de dois jornalistas: Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, ambos ligados à Globo. Miriam foi acusada de beneficiar o banqueiro Daniel Dantas e de fazer análises econômicas desastrosas; Sardenberg, de defender interesses da Febraban, a entidade que reúne os grandes bancos nacionais.
“Atacar jornalistas é atacar a própria imprensa e a liberdade de expressão”, disse Imbassahy. “Não conseguiram, de maneira institucional, controlar o conteúdo da mídia e agora partem para atitudes criminosas, tentando abalar a credibilidade de jornalistas conceituados que apontam os erros cometidos pelo governo federal”.
No Palácio do Planalto, o ministro Gilberto Carvalho afirmou que a alteração dos perfis de jornalistas foi algo “abominável” e disse ainda que a intenção é colaborar com as investigações. Além disso, o Palácio do Planalto vai bloquear o acesso da página de edição da Wikipédia a partir da rede de internet da presidência da República. É a primeira providência adotada como resposta à divulgação de que computadores conectados à rede da Presidência da República acessaram a Wikipédia para alterar perfis dos dois jornalistas. As alterações ocorreram em maio de 2013. (Do Brasil 247)
Por Fábio Sormani
Vocês viram essa? Mais uma do contraditório STJD (Superior Tribunal de Justiça [sic] Desportiva)…
Em 2010, ou seja, há quatro anos, o tribunal, que tem que ser justo, rebaixou o Brasil de Pelotas para a Série C do Campeonato Brasileiro. Sabem por quê?
Porque o time gaúcho colocou em campo um jogador que havia sido suspenso no ano anterior.
O jogador em questão é o lateral-esquerdo Cláudio. Jogava pelo Ituiutaba (MG). Exatamente como ocorreu no caso do Criciúma, que teve seus pontos devolvidos.
Eduardo Szechir, na época vice-presidente jurídico do Brasil, disse ter consultado a CBF e a Federação Gaúcha e nada encontrou de errado com o jogador. E mais: tinha em mãos um documento da Federação Mineira dizendo que não havia qualquer punição ao atleta.
Mesmo com todos esses documentos em mãos, o Brasil foi punido impiedosamente pelo STJD e acabou rebaixado.
E o Criciúma foi absolvido.
Aí eu recebo um monte de tuites de amigos que me seguem. Eles me alertam que o presidente da Federação Catarinense, da qual o Criciúma é filiado, será um dos vice-presidentes de Marco Polo Del Nero, o futuro presidente da CBF.
Aí em dou um Google e vejo que é verdade. Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da Catarinense, será um dos vice-presidentes de Marco Polo.
Depois, quando o torcedor jura de pés juntos que o futebol é uma farsa, que os julgamentos são de cartas marcados, que os resultados são arranjados, bem como os campeões, quando o torcedor fala isso e eu me irrito por discordar, quando vejo um fato desses sou mandado à lona, inapelavelmente, o árbitro abre contagem, chega até dez e eu continuo caído, sem conseguir esboçar qualquer movimento para levantar-me do chão.
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