Morre o herói bicolor da decisão de 71

Morreu nesta sexta-feira, em Vitória (ES), o ex-atacante Moreira, que foi ídolo da torcida do Papão no começo dos anos 70. Ele tinha 72 anos de idade. Sua passagem mais expressiva foi a atuação na decisão do título estadual de 1971, quando comandou a histórica virada de 3 a 2 sobre o Remo no estádio da Curuzu. O time bicolor era formado por Ubirajara; Osmany, Jorge Corrêa, João Tavares e Paulo Tavares; Beto e Quarenta; Jorge Costa, Moreira, Bené e Vila. O técnico era Juan Alvarez.

Mancini teme desmanche no Botafogo

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A grave financeira do Botafogo que atingiu em cheio os jogadores agora alarma, também, o técnico Vagner Mancini. Após o treinamento realizado nesta sexta-feira, no Engenhão, o comandante alvinegro admitiu que teme que alguns atletas deixem o clube devido à situação difícil. De acordo com a própria faixa exibida pelos jogadores antes do clássico contra o Flamengo, no último domingo, o clube deve cinco meses de direitos de imagem, três de carteira de trabalho e não há depósito do FGTS. Segundo a lei trabalhista, qualquer atleta já poderia pedir a quebra unilateral de contrato sem que o Botafogo receba nada em troca.

“A diretoria não se posicionou (sobre a chance de perder jogadores), mas, sinceramente, tenho que temer. Não tenho como ficar alheio ao que está acontecendo, pois a situação é gravíssima. Espero que não aconteça porque, por trás disso, existe uma instituição e uma marca forte”, disse Mancini. O treinador, no entanto, sabe que a cada dia de atraso o panorama fica ainda mais complicado. Engessado por conta de execuções na Justiça, o Botafogo tem pouca perspectiva de sair do quadro difícil no momento.

“Mas tudo na vida tem um limite e não sabemos até quando ele vai. Nosso ambiente é maravilhoso, mas pode chegar um ponto em que vai ficar mais difícil. Mesmo assim, é importante saberem que a equipe está se empenhando ao máximo”, completou o técnico. No treinamento desta sexta-feira, que contou com viatura policial na porta do Engenhão, o atacante Emerson foi poupado, mas não deve ser problema para encarar o líder Cruzeiro, às 18h30, neste sábado, no Maracanã. Airton, suspenso, não joga. Edilson deve ser deslocado para o meio com Lucas ocupando a lateral direita. (Da ESPN)

Em poucas semanas, CBF abafa a tragédia dos 7 a 1

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Por Mauro Cezar Pereira

Há exatamente um mês uma discussão tomava conta da pauta: os “problemas emocionais” da seleção brasileira. Tema que ficou mais quente depois que Luiz Felipe Scolari se reuniu com alguns jornalistas e, entre outros assuntos, falou a respeito.

Como dizíamos na ocasião, tudo não passava de uma conveniente muleta que a comissão técnica utilizou para minimizar os problemas técnicos e táticos de um time mal treinado. Com uma muleta é possível andar, mas correr… fica complicado.

Assim, o Brasil caiu diante da Alemanha, nos impiedosos 7 a 1 impostos pelos novos campeões do mundo. O resultado, pelas circunstâncias, representa o maior fracasso de uma equipe em toda a história do futebol. Uma humilhação sem igual.

Nenhum dirigente renunciou, como se eles não tivessem participação alguma no atual estado do nosso futebol. Dunga, cuspido pela própria CBF logo após a derrota para a Holanda em 2010, retornou com os mesmos própositos que o levaram ao cargo em 2006.

E Felipão? No fundo do poço ele foi resgatado pelo Grêmio e recebido como herói. Ganha nova chance num clube onde é idolatrado e para disputar partidas de futebol cujo nível é muito inferior ao dos maiores jogos da Copa 2014. Pode até se dar bem nessa.

Os 7 a 1, que jamais deveriam ser esquecidos, aos poucos foram abafados. Cartolas seguem nos seus cargos promovendo a “dança das cadeiras” e igoram o desastre. O técnico que o capitaneou minimiza a goleada em entrevista. E tudo segue na mesma.

Pelo menos não temos que ouvir a ladainha dos “problemas emocionais” que tanto foi utilizada para disfarçar os problemas evidentes, visíveis, nítidos do time de futebol cebeefiano no Mundial. Só não via quem não queria. Ou fingia não ver.

Como se finge hoje que nem houve 7 a 1. E você, já esqueceu?

Seleção de Dunga será anunciada no dia 19

622_c311751c-a429-3385-8aef-1150fc480b2fA CBF anunciou, nesta sexta-feira, que a primeira convocação de Dunga em sua volta ao comando da seleção brasileira acontece no próximo dia 19 de agosto. O técnico anunciará a lista de jogadores para os amistosos contra a Colômbia, em 5 de setembro, em Miami, e diante do Equador, quatro dias depois, em Nova Jersey.

Também hoje, o ex-volante se encontrou com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e conversou com os jornalistas sobre os possíveis chamados.

Segundo o treinador, não existe uma “lista negra” por causa da Copa do Mundo, quando o Brasil caiu na semifinal após goleada sofrida para a Alemanha por 7 a 1.

“Competência é tudo o que importa quando você escolher uma seleção nacional, não amizade ou marketing”, afirmou Dunga. “Não existe lista negra depois da Copa do Mundo. Futebol é como a vida, como o trabalho: competência é o que conta.”

“Os jogadores não são escolhidos baseado em o que nós devemos pensar que eles são capazes de fazer, mas em o que eles estão conseguindo no momento”, falou.

“Nós teremos a chance de mudar as coisas ao redor e mostrar que o que aconteceu foi único”, declarou Dunga, citando o vexame. “O Brasil tem bons jogadores. Eles foram criticados porque eles não conseguiram os resultados que as pessoas esperavam”. (Da ESPN)

Perigo, perigo, perigo!

Por Gerson Nogueira

No começo, parecia que a zaga do Papão iria se redimir das últimas jornadas infelizes. Até fechou o primeiro tempo invicta no Couto Pereira, ajudada pela confusa atuação da dupla ofensiva do Coritiba. Zé Love corria muito e Kêirrison se atrapalhava nas jogadas. Mas, de tanto insistir, o time paranaense acabou chegando ao gol aos 42 minutos. E o gol nasceu em jogada aérea, que virou o principal aleijão da zaga bicolor. No segundo tempo, mais um cochilo em cruzamento para a área e surgiu o segundo gol.

unnamedO Coritiba não jogou tudo o que podia, andou claudicando na metade do primeiro tempo e depois dos 20 minutos do segundo, mas foi sempre superior. Sem grande esforço, dominou o meio-de-campo e se posicionou na intermediária do Papão, cujos volantes e meias erravam todas as tentativas de saída para o jogo.

Única figura lúcida do time, o volante Augusto Recife se desdobrava para ajudar na cobertura dos zagueiros e distribuir os melhores passes para os atacantes Pikachu e Ruan. Marcos Paraná e Rafael Tavares só eram notados pelos erros de posicionamento e finalização, como na bola preciosa que Tavares matou de canela diante do goleiro Vanderlei.

Zé Love, que era o mais insistente dos atacantes do Coxa, conseguia faltas seguidas junto à área pela simples menção de chutar. Nem precisava se esforçar muito, bastava se aproximar e esperar o bote de Éverton Silva e Zé Antonio. Numa dessas, a bola foi cruzada na área por Dudu e o próprio Zé Love desviou no canto direito do gol de Douglas.

Justiça se faça. Pelo lance, ninguém pode culpar o goleiro. Se alguém falhou foi a linha de defesa, que não esboçou movimento no lance. Como já virou maldição desde a retomada dos jogos no segundo semestre, bola na área do Papão é quase certeza de gol. O baixinho Zé Love subiu na frente dos zagueiros Charles e Reiniê, que nem tentaram atrapalhar. Ficaram olhando e torcendo.

No segundo tempo, com a entrada de Dênis (em lugar de Rafael Tavares), o Papão acordou. Por 12 minutos apenas, mas tempo suficiente para assustar a defesa do Coritiba como não havia feito durante toda a primeira etapa. Ruan e Pikachu perderam chances claras para marcar.

Com o craque Alex em campo, o Coritiba cadenciou o jogo e passou a investir em lançamentos para os atacantes abertos pelas pontas. Kêirrison continuou centralizado e acabou fazendo o segundo gol, desviando cruzamento que partiu da direita, depois que Robinho venceu a marcação e os pontapés de Everton Silva. Para variar, outro gol de cabeça. E a zaga acompanhando tudo com os olhos, de novo.

O Coritiba ainda teve outras pontadas, principalmente com o arisco Élber e em cobrança de falta por Alex que o goleiro Douglas defendeu bem. Para surpresa geral, o Papão voltou a despertar da letargia nos 10 minutos finais. Essa súbita reação quase levou ao gol, com Héverton (que substituiu Ruan) e Dênis.

A tentativa de reação veio muito tarde, esbarrando ainda na boa presença do goleiro Vanderlei e na falta de pontaria dos atacantes. Vica escalou o time que considera mais confiável, mas parece estar esquecendo de treinar posicionamento de zagueiros e saídas rápidas em contra-ataque. Pikachu, Ruan e/ou Dênis só terão melhor rendimento ofensivo quando o time conseguir sair corretamente depois de retomar a bola.

Não é hora de invenção. O futebol é simples e assim deve ser praticado.

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Conversa de técnico sob fritura

Quando desce a lenha nos “chinelinhos”, provavelmente se referindo a jogadores que se lesionaram depois das três primeiras partidas sob seu comando, o técnico Vica repete um mantra que outros treinadores já repetiram na Curuzu, com maior visibilidade para Arturzinho e Mazola.

Ao atribuir aos jogadores a maior parcela de culpa pelas derrotas seguidas, Vica procura tirar o peso da responsabilidade de suas costas. É óbvio que o problema está em campo, mas quem deve montar o time é o treinador. Até aqui, talvez até por desconhecer o potencial dos atletas disponíveis, ele não chegou nem perto de estruturar uma equipe.

Fez mudanças que deram mais dinamismo ao meio-campo, mas desprotegeram a defesa. Com dois meias pouco efetivos (Marcos Paraná e Rafael Tavares), a zaga é condenada a ficar no mano-a-mano com os ataques adversários. Isso piora muito quando enfrenta um time forte e rápido, como foi o Coritiba na maior parte do tempo.

Caso consiga resistir até o jogo contra o Crac no próximo domingo, pela Série C, Vica precisará fazer uma completa depuração no elenco. Depois do que disse à Rádio Clube depois do jogo, deixou o ambiente ainda mais carregado na Curuzu.

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De mal a pior, até nas promessas

A mídia paulistana, naquele afã de sempre em descobrir cracaços – como Fernandinho, Willian e agora Kêirrison, que ontem jogou contra o Papão – já começa a soltar foguetes para o zagueiro Gil, do Corinthians. Segundo seus defensores, o grande mérito do becão é ser um emérito rebatedor de bolas. Traduzido do boleirês, significa que o dito cujo é especialista em dar chutão. Um Dante menos cabeludo, digamos assim.

Vai mesmo muito mal o futebol brasileiro no departamento da esperança.

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Direto do blog

“O torcedor tem que meter na cabeça que Vandick e Papelin, que formaram esse elenco, não montaram pensando em ir tão longe na Copa do Brasil. Ainda estão montando o elenco pra Série C. Pensem… Sinceramente, no jogo de volta colocaria o sub-20 pra jogar contra o Coxa e acabaria de ‘brincar’ de Série C, antes que seja tarde. Chega de pensar só em dinheiro.”

De Cláudio Santos, apontando os limites do elenco do Papão para disputar duas competições.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 01) 

Ex-astro da NBA conta como torrar R$ 247 milhões

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No fim da década de 90 e começo dos anos 2000, Antoine Walker era um dos melhores alas-pivôs da NBA. Ídolo com a camisa do Boston Celtics e com passagens por Dallas Mavericks, Atlanta Hawks, Minnesota Timberwolves e Miami Heat – onde ganhou o título de 2006 na Liga -, Walker acumulou US$ 110 milhões nos seus 12 anos de carreira apenas em salários. Mas mesmo assim declarou falência há quatro anos.

Hoje em dia, ele disse estar recuperado e tem até um documentário sobre como “torrou” todo esse dinheiro que será lançado no próximo mês como o nome de “Gone In An Instant” (“Se Foi Num Instante”, em português). “Eu acho que a maior mensagem é que nós como atletas, eu e provavelmente 80% da Liga, viemos da mesma situação de vida. Todos viemos de infâncias pobres, e quando subimos na vida todos temos a mentalidade de que importa quando colocamos a mão no dinheiro. É maluquice, da minha geração até às mais novas, todos queremos primeiro comprar uma grande casa”, disse Walker, 37, em entrevista à ESPN dos Estados Unidos.

“Queremos um carro grande, um relógio legal. Isso são coisas que criamos no nosso estilo de vida automaticamente. Coisas que são caras, coisas que irão te engolir logo de cara. Temos que mudar essa cultura, a forma de pensar. Nós podemos ter essas coisas materiais, mas vamos construir. Vamos esperar ter 10 milhões na conta bancária antes de ir lá e gastar 50 mil ou 100 mil num relógio. Mas nós fazemos o inverso. Eu acho que minha história no filme mostra que sim, você vai ter acesso a tudo isso e isso é legal, mas um dia pode se acumular e destruir você”, completou.

“Eu lembro quando comecei minha situação. Eu estava comprando uma casa e um carro de US$ 350 mil a US$ 400 mil. A casa pelo menos tem um valor e posso ganhar dinheiro em cima dela depois, mas o carro, uma vez que dirijo, ele já vale US$ 250 mil. São US$ 100 mil jogados fora. Dinheiro que eu não posso recuperar. Nós somos competitivos e tentamos superar os outros em tudo. E isso nos leva a tomar essas decisões ruins”, afirmou Walker.

Em 2010, Antoine Walker decretou falência. Suas dívidas eram de US$ 12,7 milhões (R$ 28,6 milhões). Entre elas estavam quatro aplicações de investimento imobiliário em Miami e Chicago. O ex-jogador vendeu até seu anel de campeão da NBA. Apenas em agosto de 2013 Walker afirmou que estava livre das dívidas.

O ex-jogador esteve envolvido em várias polêmicas com apostas e foi preso por fraudes em cheques, dirigir bêbado, entre outros. Segundo ele próprio, ele sustentava cerca de 10 pessoas com viagens e moradia sem ser da sua família. Em 12 anos na NBA, Walker teve média de 17,5 pontos e 7,7 rebotes por partida, sendo escolhido para o All-Star Game três vezes. (Da ESPN)