Papão terá estreias contra o Águia

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Os jogadores Rômulo e Fernando Lombardi estão confirmados pelo técnico Vica para o jogo deste domingo, em Marabá, contra o Águia. Ambos foram inscritos no BID e já treinaram com o elenco bicolor nesta sexta-feira. A provável formação para o confronto no Zinho Oliveira é a seguinte: Matheus; Everton Silva, Lombardi, Charles e Aírton; Zé Antonio, Augusto Recife, Rafael Tavares e Héverton; Pikachu e Rômulo. O dado curioso é que Rômulo está há quase um ano sem jogar. O atacante Bruno Veiga (foto acima), ex-Vila Nova, já está integrado ao elenco e deve ser aproveitado contra o CRB na próxima segunda-feira, lá mesmo em Marabá.

Os jogadores Héverton, que chegou a ser anunciado como dispensado pela diretoria, foi incorporado ao grupo e deve permanecer até o final de seu contrato. Pablo, que volta de contusão, e Ricardo Capanema, perdoado da suspensão disciplinar de cinco dias, estão na delegação que irá para Marabá. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola e Fernando Torres, da Ascom/PSC) 

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Campeões e astros do atletismo chegam para o GP

Um grande número de estrangeiros e brasileiros é esperado na tarde desta sexta-feira, no aeroporto de Val-de-Cans, em Belém, para a disputa do Grande Prêmio Brasil Caixa Pará de Atletismo, no domingo. Uma das estrelas é o campeão olímpico Michael Mathieu, de Bahamas, inscrito na prova dos 400 m. Ele fez parte da equipe que ganhou a medalha de ouro no revezamento 4×400 m da Olimpíada de Londres, em 2012. Mathieu, de 30 anos, foi um dos destaques do Brazilian Athletics Tour de 2012, obtendo os melhores resultados da carreira nos 100 m, com 10.30 (-0.1), em Fortaleza, nos 200 m, com 20.16 (0.8), em Belém, e nos 400 m, com 45.06, em Uberlândia.
Entre as outras atrações esperadas estão as norte-americanas Barbara Pierce (100 m) e Tiffany Townsend (200 m). Chegam também os brasileiros Mauro Vinícius “Duda” da Silva, bicampeão mundial indoor do salto em distância, e Geisa Arcanjo, finalista olímpica do arremesso do peso em Londres. O 30º Grande Prêmio Brasil Caixa Pará de Atletismo é uma realização da Confederação Brasileira de Atletismo, com patrocínio da Caixa Econômica Federal. No total, participarão cerca de 120 atletas de 25 países.

Leão tem novo diretor do Departamento Jurídico

O advogado André Cavalcante, um dos grandes especialistas em direito esportivo no Pará, aceitou convite da diretoria do Remo para assumir o Departamento Jurídico do clube. Santareno, André já trabalhou como diretor do São Raimundo. Ele foi apresentado oficialmente pela diretoria em entrevista realizada agora há pouco na sede do clube. Para topar o desafio, André pediu as “bênçãos” do grande benemérito e baluarte azulino Ronaldo Passarinho. Fez questão de ressaltar que só aceitou o cargo com a garantia de que, a partir de agora, todos os contratos – inclusive as rescisões e acordos comerciais – passarão primeiro pelo seu departamento, a fim de evitar abusos, como o da carta-proposta do jogador Zé Soares. O presidente Zeca Pirão concordou com as exigências e André, que não receberá salário, terá dois advogados remunerados para ajudá-lo no departamento.

Dr. André Cavalcante é um grande amigo do blogueiro e pessoa das mais competentes na sua área. Estou certo de que o Remo tem muito a ganhar com ele na função que já foi exercida com invulgar dedicação por Ronaldo Passarinho, outro amigo deste escriba baionense. 

Do tempo em que o Brasil se ajoelhava para o FMI

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Do Brasil 247

Há 12 anos, Brasil pedia o colo do FMI pela última vez. Após ter feito dois empréstimos no Fundo Monetário Internacional, em 1998 e 2001, ultrapassando em 400% a cota do Brasil na instituição, mais uma vez, em agosto de 2012, o governo FHC precisou contar com recursos do FMI. Sob a chefia de Pedro Malan, ministro da Fazenda, assinou acordo de US$ 30 bilhões. Corria solta a campanha eleitoral entre os então candidatos Lula, do PT, e José Serra, do PSDB. No ano seguinte, em abril, o eleito Lula quitou com US$ 4,2 bilhões a antiga relação do país com o Fundo. Nunca mais outro empréstimo foi pedido.

Depois do derradeiro, o Brasil chegou a emprestar US$ 10 bilhões para o FMI fazer frente à crise mundial. Hoje, o governo Dilma Rousseff exibe reservas internacionais acima de US$ 379 bilhões. “Eles quebraram o Brasil, nós pagamos o FMI”, disse ela ontem.

A pedido do técnico, Remo reabre contratações

20140807_184157destaqueA diretoria do Remo, que havia prometido parar com as contratações, cedeu a um pedido do técnico Roberto Fernandes e anunciou mais um zagueiro para o inchado elenco azulino. Trata-se de Negretti, de 28 anos, que defendia o Treze-PB na Série C. Por ter se desentendido com o técnico Givanildo Oliveira, o jogador foi liberado pelo clube. Depois de atuar sob o comando de Fernandes em outros clubes, Negretti se diz confiante para o desafio de defender o Remo e brigar por um lugar na zaga que tem Max e Rafael Andrade como titulares absolutos. O jogador deve chegar nesta sexta-feira, segundo o diretor Tiago Passos.

Mussum e o país ingênuo que não existe mais

Por Matheus Pichonelli, na CartaCapital

downloadQuem acompanhou as homenagens ao humorista Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, morto há exatos 20 anos, imagina que o Brasil era um lugar puro, ingênuo e agradável no tempo dos Trapalhões. Não havia maldade, não havia patrulha, não havia preconceito. Tal qual Adão e Eva no Paraíso, toda a maldade estava nos olhos de seus criadores, os chatos que inventaram de inventar o pecado e a escuridão e transformaram brincadeira em ofensa e alegria, em constrangimento.

Por algum motivo, o histórico dos Trapalhões se tornou exemplo de como era possível viver em harmonia, sem patrulhas nem amarras politicamente incorretas, até bem pouco tempo atrás. A perda dessa “inocência” é lamentada por quem vê no Mussum, um ator e músico de talento incomparável, o símbolo de um período permissivo, libertário e saudável. Um tempo em que o da poltrona podia ver um negro alcoólatra sacaneando um cearense cabeça chata, que sacaneava o travesti desbocado, que sacaneava o negro banguela.

É sempre delicado analisar, de forma isenta, o que formou e faz parte da nossa memória afetiva. Os Trapalhões são parte dessa memória, pelo menos da minha, que passei boa parte da vida chegando em casa ansioso depois dos passeios de domingo para assistir ao programa da TV Globo. Até hoje me pego rindo à toa das esquetes, algumas disponíveis no YouTube graças às almas mais altruístas. Mas me incomoda um discurso comum entre os antigos fãs do quarteto: naquele tempo não tinha maldade. Como me incomoda o uso da imagem do Mussum como prova desse discurso: “Olha só, batíamos nele e ele nem ligava”.

Aparentemente não ligava mesmo, e isso torna a discussão ainda mais complicada – algo como “se ele não se ofendia, quem sou eu para me ofender por ele?” Mas, zapeando pela internet, encontrei recentemente uma entrevista antiga do comediante à revista humorística Casseta. Me perguntei se aquela entrevista seria aceita hoje e os porquês. Foi o encontro de dois tipos de humor, que tiveram o seu tempo, e hoje talvez não produzissem o mesmo efeito por um motivo simples: evoluímos. Aos trancos, e não na velocidade ou totalidade que deveríamos, mas evoluímos.

Na entrevista é possível rir em muitos momentos e vivenciar o clima de despojamento da época e do bar onde foi gravada. Mas há uma certa melancolia ao tropeçar no velho humor sexista e homofóbico do Casseta e Planeta, grupo que fez sucesso nos anos 1990 sem que parte dos seus integrantes tivesse saído da fase anal. A cada quatro perguntas, três tinham alguma pegadinha de duplo sentido. Você deu? Sentou? Entrou? É chegado? É de fora pra dentro? E gargalhadas.

Alguém, certificando-se de não estar sendo vigiado, poderia confessar: “Foi engraçado, vai?”. E outros poderiam dizer: engraçado para quem?

Na história dos movimentos sociais, só quem sofreu todos os preconceitos na carne (ou na pele) pode dizer quantos anos foram congelados no tempo graças às piadas que ridicularizavam determinados tipos sociais. Quantos anos de luta e sofrimento foram desmoralizados pela ofensa preservada no estereótipo da bicha louca, do negro burro, do judeu (ou o turco/árabe) muquirana, da vizinha devassa?

No caso do Mussum, apelido dado por Grande Otelo em referência a um peixe liso, a história é um pouco mais complexa. Primeiro porque nem ator nem personagem eram totalmente ingênuos, como hoje parecem ser lembrados. O primeiro aprendeu a se virar desde cedo, quase sempre em grupo, no morro, no bar, na Aeronáutica, no teatro, na roda de samba, no estúdio da tevê. O segundo rebatia provocações e não levava desaforo para casa – “negro é seu passado”.

A negação à questão causava desconforto aos grupos antirracismo já na época. Na entrevista, Mussum comentava a reação do movimento negro a uma frase de Renato Aragão ao ver integrantes de sua família em uma piscina: “Pensei que fosse uma sopa de berinjela”. Mussum dizia não entender a gritaria. Argumentava que também sacaneava os cearenses, caso do colega, chamando-os de cabeça de passar roupa. E que ninguém se ofendia por isso. Talvez seja esse o fator de nostalgia de quem hoje vê no período um tempo de inocência: o tempo em que uma minoria podia sacanear outra minoria em canal aberto e ninguém dizia se ofender por isso.

Na mesma resposta, Mussum dizia não aceitar as críticas de que não ajudava os negros, e citava como exemplo o fato de alimentar vários deles em sua casa. E terminava dizendo estar disposto a debater o racismo apenas em casos de discriminação expressas, caso alguém dissesse, por exemplo, ter sido proibido de entrar em determinados lugares por causa da cor.

imagesA entrevista é de outubro de 1991. Mussum já havia visto e vivido muito da vida. Consolidara uma carreira brilhante com uma generosidade ímpar, como atestam todos os testemunhos sobre ele desde a sua morte. Mas não parecia ter se dado conta a tempo do quanto servia a um discurso violento, que na prática, e fora das telas, provocava mais choro do que gargalhada – ao menos para quem era diariamente maltratado e/ou ridicularizado por causa da cor da pele.

O Brasil dos tempos dos Trapalhões, como o Brasil de hoje, não era um País inocente. Era um País onde a maioria da população era negra ou morena, mas não era maioria nas universidades, nos postos de destaque de empresas, nos gabinetes públicos, nos sistemas de representação, na produção científica, nos tribunais e até nos shoppings. Era maioria, no entanto, nas ruas, nos grupos de jovens abandonados, nos morros, nas cadeias, nas fotos com tarja preta dos jornais.

No Brasil do tempo dos Trapalhões, como o Brasil de hoje, poucos admitiam ter preconceito, e poucos seriam capazes de barrar a entrada de alguém em um espaço público pela cor da pele. Como hoje, e como em outros países, havia quem atirasse bananas para jogadores negros ou mulatos no campo, mas só porque eram, como ainda são, protegidos pelo anonimato da arquibancada.

Ao pé do ouvido, e certificando-se de não estar sendo vigiado, havia, como ainda há, quem colocasse em prática os mecanismos invisíveis de seleção, a começar dentro de casa, na escolha das companhias dos filhos (sobretudo das filhas), no discurso de dois pesos e duas medidas a depender da cor de quem prestava um serviço (ou uma barbeiragem no trânsito ou um chute torto no jogo de futebol) ou nas piadas inocentes que mantinham todos na mesma posição herdada dos avós, quando a escravidão formal fora substituída por outras formas de escravidão.

Naquele Brasil, o personagem negro e alcoólatra sacaneava o cearense cabeça chata, que sacaneava o travesti desbocado, que sacaneava o negro banguela – para alegria dos patrões brancos que não entravam na trama.

O Brasil de hoje não é tão diferente do Brasil dos Trapalhões, mas o acumulado de anos, lutas, instrumentos de políticas públicas, campanhas e debates começam a produzir um mínimo de constrangimento a velhas gracinhas antigamente aceitas e transmitidas de pais para filhos.

Tempos atrás, o integrante de uma banda de um stand up comedy abandonou o espetáculo ao ser chamado de “macaco” por um comediante branco diante de uma plateia de maioria branca. Esses são os tempos de consciência que a casa grande confunde com hipocrisia: os tempos em que os anos de sofrimento e luta não estão expostos para o riso, nem dos amigos, nem da plateia. Uma pena que Mussum não tenha vivido para ver. E uma pena que sua imagem, entre genial e inocente, seja usada hoje para apelos ao retorno de outros tempos: os tempos em que a risada era a única arma disponível contra o esculacho dos séculos de escravidão não abolida.

Ex-ministro do STF deu parecer para Aecioporto

Do Brasil 247
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Custou R$ 56 mil o parecer, de apenas uma folha, produzido por Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que atesta a legalidade da construção do aeródromo de Cláudio (MG). A informação é da coluna Painel, de Bernardo Mello Franco. Eis a nota:
Conta salgada
 
Aécio pagou R$ 56 mil ao escritório de advocacia de Carlos Ayres Britto. O ex-ministro do STF assinou parecer dizendo não ver “nada de juridicamente inválido” na obra do aeródromo de Cláudio (MG).
O documento do ex-ministro do STF sobre a obra do aeroporto de Cláudio (MG) foi usado por Aécio para rebater denúncias feitas pela ‘Folha de S. Paulo’. O jornal o acusa de ter misturado interesses públicos e privados na construção da pista durante seu segundo mandato como governador de Minas Gerais.
Em suas breves ponderações, Ayres Britto citou documentos a respeito da desapropriação, “para fins de utilidade pública”, da fazenda que recebeu, em seguida, a pista do aeroporto de Cláudio. “Nada de juridicamente inválido”, registrou o ex-ministro. Na defesa do caso, o PSDB também contratou outro parecer, de Carlos Mário Veloso, que também foi ministro do STF.
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Papão anuncia atacante que defendia o Vila Nova

20140807_221506destaqueA diretoria do Paissandu anunciou nesta quinta-feira a contratação de mais um reforço para a campanha na Série C. O clube confirmou a aquisição por empréstimo do atacante Bruno Veiga, de 24 anos, cedido pelo Fluminense. O jogador, que estava disputando a Série B pelo Vila Nova-GO, deve chegar a Belém na tarde desta sexta-feira (8), seguindo para exames médicos e fisiológicos na Curuzu. Apesar de ainda jovem, Bruno já rodou por vários clubes, passando pelo Náutico, Duque de Caxias, Boa Vista, Joinville, São Caetano, Cabofriense e Vila Nova. O atacante tem experiência na Série C, pois disputou a competição em 2013 pelo Duque de Caxias-RJ, saindo como artilheiro com oito gols.

Remo se prepara para a correria dos africanos

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O clima entre os azulinos é de expectativa para o amistoso de domingo contra a seleção da Etiópia, domingo, às 16h, no estádio Evandro Almeida. A partir de conversas com o técnico Roberto Fernandes, os jogadores esperam enfrentar um time veloz e fisicamente forte, como é próprio do futebol africano. “A gente viu na Copa do Mundo, eles (os africanos) tinham jogadores com força fora do comum. Então, devemos estar bem preparados para representar bem a camisa do Remo, cumprindo um bom trabalho para dar sequência na semana, visando o jogo da Série D”, comentou o zagueiro Max.

Alguns titulares podem ser poupados pelo técnico Roberto Fernandes, que pretende lançar os estreantes Alvinho e Marcinho. O meia-armador Danilo Rios (foto acima), que se contundiu no jogo contra o Moto Clube em Bragança, prepara-se para voltar e reassumir a posição de titular. Ele também pode ser escalado contra os etíopes. Para o ataque, Roberto Fernandes pode experimentar pela primeira vez a dupla Val Barreto e Rafael Paty. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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