Correspondentes sofrem intimidação de Israel

Traduzido por Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Robert Mackey [“Foreign Correspondents in Israel Complain of Intimidation”, The New York Times]

A Associação de Imprensa Estrangeira em Israel condenou o incitamento a ataques contra jornalistas que reportam o conflito em Gaza. Segundo a organização, existiria um estímulo oficial e extraoficial em Israel para impedir o trabalho de repórteres, fotógrafos e equipes de TV. A associação divulgou uma declaração depois que cidadãos israelenses começaram a hostilizar correspondentes estrangeiros na região. Aparentemente, haveria uma parcela da população indignada com o “tom pró-Palestina” da cobertura sobre a ofensiva de Israel em Gaza.

Alguns casos de hostilidade contra jornalistas foram citados pela associação. Um deles é o da correspondente da CNN Diana Magnay, que reportava ao vivo de uma colina em Sderot, onde residentes se reuniam para comemorar os ataques de Israel. Diana contou no Twitter que algumas pessoas ameaçavam destruir o carro da emissora se “ela dissesse algo errado” durante a transmissão. Irritada, a jornalista chamou estas pessoas de “escória” em um post no microblog, e acabou sendo afastada da cobertura. A CNN informou que ela foi transferida para Moscou.

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Um correspondente da BBC Arabic foi agredido enquanto reportava ao vivo na cidade israelense de Ashkelon, próxima a Gaza. Feras Khatib usava um colete que o identificava como membro da imprensa quando um homem o empurrou.

A associação também reclamou de um ataque militar israelense aos escritórios da emissora Al-Jazeera em Gaza. Apesar do ministro da Defesa de Israel ter se desculpado e prometido investigar o caso, afirmando ter se tratado de um erro, o ataque aconteceu apenas um dia após o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Liberman, afirmar que a rede de TV do Catar é “o principal meio de propaganda do Hamas” e que “transmitia ao mundo mentiras”, “encorajando terroristas”. O ministro também disse que estava reavaliando o status da Al-Jazeera com a intenção de impedir que ela continuasse a operar em Israel.

Em busca de atenção internacional

Em Gaza, o tratamento recebido pelos correspondentes estrangeiros é, em geral, mais positivo, já que parte dos cidadãos acredita que as reportagens realizadas pela imprensa estrangeira mostrando o sofrimento e a situação locais podem chamar a atenção do resto do mundo e trazer ajuda. Porém, também há casos de hostilidade contra jornalistas. O correspondente Jonathan Miller, da rede de TV britânica Channel 4 News, contou no Twitter que ele e sua equipe foram ameaçados por residentes em Gaza. Segundo ele, estas pessoas os viam como parte da comunidade internacional que as traiu.

Flu repudia título de “Rei do Tapetão”

A Assessoria de Imprensa do Fluminense emitiu nota de repúdio ao portal UOL Esporte em função de matéria que intitula o clube como “rei do tapetão”, fazendo comparação com o Papão. Abaixo, na íntegra, a nota do Tricolor carioca:

“O portal Uol agrediu o Fluminense Football Club de forma gratuita em matéria intitulada “Com virada de mesa, Paysandu rivaliza com Fluminense como ‘rei do tapetão’.” O texto, assinado pelo repórter Adriano Wilkson, tem título e conteúdo mal-intencionados, e demonstram extremo desrespeito pela instituição centenária. Adepto a uma postura correta e profissional, o clube repudia a notícia tendenciosa e estudará as medidas cabíveis para encerrar com esta tentativa de semear o ódio das outras torcidas incitando a violência contra os tricolores.

Conforme conduta recorrente, a Assessoria de Imprensa do clube entrou em contato com o editor de esporte do portal, Daniel Tozzi, com o intuito de que o veículo revisasse o tom agressivo da matéria em questão, porém o mesmo afirmou que o Portal Uol, por ele representado, considerava o Fluminense como o “Rei do Tapetão”, mesmo ciente de que o clube não foi responsável pelos erros dos outros.”

Leão derrota Interporto e assume a ponta

Com gols de Max (de cabeça, aos 10 minutos do primeiro tempo) e Rafael Paty, aos 12 do segundo, o Remo derrotou o Interporto (TO|) por 2 a 1 e assumiu temporariamente a liderança do Grupo A2 da Série D, com cinco pontos ganhos. O jogo foi realizado na tarde deste sábado, no estádio General Sampaio, em Porto Nacional. O gol do time da casa foi marcado por Helder, aos 43 minutos da etapa final. O Remo começou melhor, atacando mais e chegou ao gol logo aos dez minutos. Teve mais duas boas chances, em face da boa movimentação de Tiago Potiguar, mas esbarrava na falta de presença mais firme na área dos atacantes Rafael Paty e Leandro Cearense. O Interporto aproveitou-se disso para tentar pressionar, mas esbarrou na boa atuação da zaga paraense.

No segundo tempo, a equipe recuperou a ofensividade e Paty ampliou aos 12 minutos. Fechado atrás, o Remo desfrutou de boas oportunidades para marcar mais gols, mas foi o Interporto que descontou, com Helder, aos 43. A renda no estádio General Sampaio foi de R$ 13.100,00, com 755 pagantes. Com os não pagantes (152), o público total chegou a 907 espectadores.

Emerson Sheik se irrita com diretoria do Botafogo

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A situação do Botafogo continua muito ruim. Os jogadores do time estão há três meses sem receber salário e com cinco de direitos de imagem atrasados. Apesar de ganhar o pagamento do Corinthians, Emerson Sheik se solidarizou com a situação pela qual os companheiros de elenco estão passando e fez fortes críticas à diretoria do clube carioca.

“Com toda a incompetência da diretoria, ainda temos um grupo de homens, atletas, jogadores. Diante de toda essa confusão, conseguimos nos respeitar. A comissão tem mérito. Vivo uma situação particular. Minha história é bacana, com conquistas, por Flamengo, Fluminense, Corinthians. O Botafogo seria o clube que me daria momento de tristeza. Mas não, tenho aprendido muito”, declarou Sheik em entrevista ao jornal Extra

Apesar de tudo, o jogador diz que os jogadores não estão com problemas entre eles. “Só havia vivido a felicidade do futebol, e o Botafogo me levou para uma realidade diferente. Estou amadurecendo aos 35 anos. É lógico que eu não desejo isso para a vida de ninguém, mas o ambiente de trabalho, mesmo sem a diretoria conseguir pagar, sem honrar os acordos, é bom. Mas ninguém quer passar por isso”, disse.

Emerson fez questão de destacar que se estivesse enfrentando o mesmo problema dos outros jogadores, não estaria mais no Botafogo. Mas, como o atleta recebe salário do Corinthians, ele irá permanecer até dezembro no clube carioca. Sheik cobrou transparência da diretoria botafoguense.

“Quando cheguei aqui, fui muito bem recebido ,não tenho nada a dizer, mas, com o passar do tempo, vi situações que não alegram, não trazem benefício, não agregam. Vi promessas não cumpridas, dtas, prazos e nada por salários. No dia acertado, todos ficam esperançosos depois, no dia, vem a desilusão, isso cansa. Ninguém é babaca, ninguém é idiota, sou a favor da verdade. Quem vende sonho é padaria, o atleta quer verdade”, declarou. (Da ESPN) 

Brasília apela e Copa Verde será decidida no Pleno

O Brasília-DF ingressou na tarde de sexta-feira com recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar, em julgamento no Pleno do órgão, reaver o título da Copa Verde, que lhe foi cassado pela 1ª Comissão Disciplinar por ter escalado quatro jogadores de forma irregular na final da Copa Verde. O julgamento do recurso ainda não tem data confirmada, mas o repórter Wellington Campos, correspondente da Rádio Clube do Pará no Rio de Janeiro, “a tendência é que entre na pauta do dia 14 deste mês”. O comunicado do recurso do Brasília deve ser encaminhado pela secretaria do STJD à Federação Paraense de Futebol (FPF) na segunda-feira (4). A entidade se encarregará de comunicar ao Paysandu para que os advogados do clube possam preparar a defesa para o julgamento do mérito no Pleno.

Circularam informações na Internet de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estaria disposta a abrir os cofres e pagar uma espécie de indenização ao Brasília, que teria sido prejudicado pela negligência dos funcionários responsáveis pelo departamento de registro da entidade. A CBF, porém, não confirmou a notícia. O que se sabe é que o funcionário da confederação, Luiz Gustavo Vieira, responsável pela administração do Boletim Informativo Diário (BID), foi demitido pela direção da entidade devido ao erro que prejudicou o clube brasiliense.

O Brasília, em seu recurso, alega que o erro no registro da prorrogação de contrato dos jogadores Igor, Gilmar, Fernando e Índio não foi cometido pelo clube, mas sim pela CBF. O Paysandu deve contar mais uma vez em sua defesa com o advogado gaúcho Itamar Cortes, que atuará em parceria com o advogado Alberto Maia, chefe do departamento jurídico bicolor. Maia, na última quinta-feira, comentou com o blogueiro que está muito tranquilo quanto às chances de a decisão da Comissão Disciplinar vir a ser ratificada pelo Pleno. As provas arroladas pelo Papão são muito fortes e dificilmente poderão ser contestadas pelo Brasília. (Com informações do Bola/DIÁRIO)