Por Ronaldo Santos
Eu não queria me pronunciar sobre isso, mas decidi que devo me expor a uma coisa bem triste que ocorreu ontem com o Clube do Remo, na disputa da vaga para as quartas de final da Copa do Brasil Sub-20. Eu imagino como deve ser para um jogador de futebol como é disputar uma jogada com um jogador adversário, e esse jogador, com um nível de intelectualidade absurdo (pra não dizer o contrário), começa a dizer palavras que não somente ofendem a ele mesmo, mas a um povo num todo, a uma sociedade.
O que dizer de um atleta de 19 anos, que está no início da sua carreira, dizer palavras do tipo: “Ah, no Pará só tem índio”. Normal para alguém deste tipo não é? Agora imagine você como um jogador daqui do Pará, jogando contra uma equipe que pode ter sido até a melhor em campo, mas acabou ganhando os jogadores do Remo pelo psicológico, pelo preconceito, pois os “índios” que nós somos para eles, infelizmente não souberam desviar as atenções das provocações e acabaram caindo nessa cilada.
O que aconteceu nestes dois jogos mostra uma realidade que não é perceptível somente nos gramados do futebol, mas no geral, seja por contexto geográfico, seja pela música, seja pela arte, mas em qualquer local onde estiver um “paraíba”, vai haver uma repressão étnica, mostrando mais ainda o quão arrogante ainda nós somos.
É, os meninos do Remo foram vítimas do preconceito que ainda existe neste país imenso em que vivemos. Não é porque eu torço para o Paysandu que deixarei de falar alguma coisa sobre isso, pois antes de torcer, sou PARAENSE, e como PARAENSE, devo dar o meu apoio a esses “moleques”, que passam por dificuldades diárias para fazer aquilo que mais amam fazer: jogar futebol.
Não deveria ser assim, mas isso, faz parte do futebol, amigo Ronaldo… O problema é que a maioria de nós, Paraenses, somos, de vez em quanto, muito sensíveis… Aliás, mostra o quanto os jogadores do Criciúma, são bem preparados, em todos os sentidos, para uma carreira profissional…. Jogador, dentro de campo, fala coisas pra desestabilizar o adversário, besta é quem se deixa desestabilizar… O que jogador fala, dentro de campo, na maioria das vezes, não é o que ele pensa, aqui fora…
Essa desestabilização, é realizada, com mais sucesso, quando do outro lado, tem um time, com um complexo de inferioridade, muito grande.. É quando o jogador olha para o adversário, e percebe o quanto ele está à frente dele, em todos os sentidos, e o quanto gostaria de estar no lugar dele…
É a minha opinião.
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O Fator Psicológico está em todas as profissões, é certamente uma espécie de anti jogo, mas não é só no futebol.
Eu queria lembrar que aqui mesmo neste blog a todo momento nós paraenses somos vítimas do preconceito de nós mesmos, pois sempre é dito por um bom número de pessoas, que os técnicos locais e jogadores locais não “presta”, que é isso se não uma forma de preconceito?
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Lamentável o preconceito. Aos 16 anos fui realizar um curso pela Aeronáutica em Guaratinguetá. O efetivo era a maioria de cariocas, paulistas e gaúchos, prevalecendo os do RJ. Posso dizer de cadeira que, da Bahia para cima, todo mundo era chamado de “Paraíba”, no sentido mais pejorativo possível.
Entretanto, nada disso me abalava.
Mas, acredito que isso não teve influência decisiva na segunda partida entre Remo e Criciúma. Tudo foi o primeiro jogo; tivesse o Remo empatado ou vencido a história teria sido outra.
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Com 35 mil apoiando o time, não posso acreditar que ser chamado de índio seja uma causa pra derrota. Ser índio é um orgulho, não uma vergonha. Poucos brasileiros não o são.
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Acho que a torcida do paysandu se comportou pra defender a honra do time, mas são tachados de animais. Os jogadores do remo são uns coitadinhos que tem um nível de intelectualidade acima da média e sentaram a porrada nos jogadores do Cricíuma não por pouca esportividade (por não saberem perder) mas para honrar os culhões do povo paraense, são na verdade uns heróis do povo.Hummmmmm… isso eu vejo toda hora por aqui, um protecionismo pelas cores do azul defunto descarado. Torcida do paysandu = marginais, jogadores do remo = heróis e coitadinhos. Tá certo!!!!!!!!
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Robgol mata leão de inveja, sofreu um verdeiro preconceito ao ser chamado de indio, digo verdeiro, pq o Antonio Carlos realmente era preconceituoso mesmo.
Mas o nosso artilheiro seu a resposta na bola e ainda comemorou dando flechadas.
Alguêm orientou os garotos?
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Sr. Rosivan (postagem 4)
35.000 aonde????????
Sr. Júnior (postagem 5)
Isso não é novidade. Sempre afirmei que, quando o assunto é futebol, a imprensa local deixa de ser profissional, é clubística. Só não concordo é com seu apoio àquele pessoal.
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Sinceramente são coisas que não me afetam e acho que não afetam mais a maioria das pessoas que vivem fora do norte e nordeste!
Gente que se acha mais capaz ou de raça superior, na verdade são os verdadeiros coitados pois colocam nestes jargões uma espécie de auto-defesa!
Mora há muito tempo fora do estado e tenho viajado pelos terras do sul e sudeste brasileiro, e posso dizer que hoje em dia com o avanço tecnológico que temos a ideia de que no Pará só tem índio já é ultrapassada pois surpreendem-se com as nossa belezas e riquezas tanto na fauna, flora, culinária, música e outras coisas mais.
O frase pronta de “no Pará só tem índio” só funciona mesmo para os desinformados de plantão!
Eu tenho Orgulho de ser Paraense!
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Caros, o fato é que o Brasil é um país aonde há discriminação e racismo ! E, em episódios como o desse jogo, a coisa aflora, emerge e fica explícita.
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Cá prá nós, ficar magoadinho porque o cara o chamou de índio, só pode ser brincadeira. Para mim esse tipo de coisa serve é de combustível, para se inflamar e mostrar o tacape para a rapaziada.
O que ocorreu no jogo é que o filhote do cachorro de peruca entrou em campo se achando invencível e tomou na rosqueta.
Cheguei a comentar aqui que o maior adversário do filhote era a ansiedade e os contra-ataques. Não deu outra.
Arrumem uma sala redonda e parem de chorar pelos cantos.
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Isso é pura babaquice! Um cara escroto mandava era o jogador do Criciuma tomar no …, ao invés de ficar magoado. Deixa de desculpa esfarrapada, ó meu.
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Concordo com o sr. Acácio. Cabe uma pergunta : os jogadores do Criciuma eram loiros de olhos azuis?? Ah! não? Então…..
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Concordo com o amigo Cláudio, não acredito que esses chingamentos cheio de preconceitos tenha influenciado no resultado. Quando joguei levava dedada, dedo no olho e outros dizeres na agradáveis ditos pelos adversários. Realmente o jogador tem que estar preparado para esse tipo de atitude dos jogadores contrários. Quanto ao preconceitos de outras regiões, ainda existe sim, os caras do Sul e sudeste ainda tem a imagem de que na Amazônia a gente cruza com índios e jacarés nas ruas. Aqui mesmo em Manaus nos dizem que paraense só come jacaré, e somos taxados de ladrões de forma genérica, nem assim me abalo com isso, levo na graça, digo que carne de jacaré é gostoso e sadio e que estou indo à Belém do Pará me especializar em roubo no dia de hoje. Enfim, nossos briosos jovens jogadores perderam para o Criciúma, devido a uma melhor preparação técnica e psicológica. De qualquer forma o relato do amigo Ronaldo,não deixa de ser importante como reflexão.
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35 mil torcedores lá no Mangueirão no jogo contra o Criciúma, sim senhor! Quem foi ao estádio sabe disso, assim com qualquer pessoa sabe, ou tem condições de saber, da mágica dos dirigentes dos clubes paraenses (inclusive “daquele um” que tem a torcida menor) de fazer sumir torcedores no borderô.
E, de minha parte, também acho que se ocorreu mesmo este comportamento dos jogadores do Criciúma tal não deve ser motivo para perplexidades, e certamente não foi. Tudo foi resolvido lá dentro das quatro linhas mesmo, inclusive a vitória merecida do adversário, e pronto.
A propósito, os mais afoitos que se apressam a lançar impropérios contra o torcedor que usa a tribuna estendendo os impropérios à torcida azulina, atentem que ele não é torcedor do Clube do Remo, e, portanto, o sentimento que ele expressa é próprio da torcida a que ele pertence e não do Fenômeno.
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O remo perdeu porque o time do criciúma é muito melhor.lembro que ao final do jogo lá em Criciúma os jogadores do remo e alguns cronistas,principalmente o Giusepe Tomazo, comemoraram a derrota de 3×2 considerando que BASTAVA ganhar aqui em Belém de 1×0 que estariam classificados,somente esqueceram que mesmo empatando por qualquer placar o remo ficaria de fora, e o criciúma desprezou esta vantagem vencendo a partida.na verdade o remo jogou 6 vezes nesta copa do Brasil,sendo 3 derrotas 1 empate e apenas 2 vitórias.marcou 8 gols e sofreu 9 saldo negativo de 1 gol.será que a campanha foi tão maravilhosa como querem fazer acreditar alguns cronistas?
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Pela ótica exclusiva (e limitada) dos resultados é dizer que foi uma campanha deficitária… No entanto, sob um enfoque mais amplo, como devem ser as análises mais profundas, a campanha foi exitosa para além de todas as expectativas.
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Perdeu muito antes da bola rolar. A diretoria estava somente preocupada com a grana e descuidou de sua principal fonte,deixou os vestiários entregue a própria sorte.
Agora essa de levar DEDADAS…
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De fato, a “ganância” inclusive denunciada aqui no blog também influiu significativamente pra derrota do LEÃOZINHO.
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Fico imaginando se o Criciuma quisesse contratar um desses garotos azulinos.
Eles iram? Na hora.
O detalhe é que o povo brasileiro é muito brincalhão.
Nós mesmos as vezes tiramos nossos gracejos com a turma do interior.
Tem um mentecapto aqui no Blog que de vez em quando pra tirar onda comigo diz que a internet aqui de Marituba é gratis, quem dera fosse.
Já uma outra jumenta disse pelo twitter que em Marituba só tem asfalto na BR, respondí via irmão dela, que o que deve ter acontecido é que ela não saiu de dentro da carreta e deve ter pernoitado na rua da lama, que inclusive está asfaltada faz tempo.
Meu amigo, só baixa a cabeça quem quer, se a pessoa for calma, então nem liga, pois no final, tudo isso é uma grande bobagem.
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Ser chamado de indio não é ofensa é orgulho, somos sim descendentes de iindios, porque negar nossa bela origem, ou os garotos do remo são europeus?
Agora jogar o peso da derrota pra isso é facil, dificil mesmo é aceitar que esse garotos não são tudo isso que o pirão e a imprensa plantaram na cabeça do torcedor do remo.
Agora esses meninos vao ser esquecidos, qdo a radio clube vai novamente transmitir jogos do sub20, qdo vao procura-los para entrevistas? o momento deles, passou, e ficou o lucro pro clube nas bilheterias, o lucro das radios, mas provavelmente esses garotos vao continuar por ai, agora achando que são craques
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Ao que parece muitos não leram direito o texto da postagem.
Se tivesse lido teriam notado que quem atribuiu a derrota ocorrida no Mangueirão a fatores alheios ao futebol jogado no campo de jogo não foi a torcida do Remo, nem os jogadores do Remo, tampouco os dirigentes do Remo.
Quem atribuiu a derrota à desestabilização emocional decorrente de supostas agressões verbais preconceituosas foi um torcedor do listrado, como ele mesmo se revela já na parte final do texto.
O Fenômeno assimilou o resultado como um evento natural no futebol, aplaudiu a boa campanha dos garotos e vida que segue.
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Qual clube paraense deu as maiores glórias para os estado do Pará?é obrigatório justificar a resposta.
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O Paragominas Futebol Clube(PFC)?, é claro que não, as siglas são parecidas mas o nome PAYSANDÚ SPORT CLUB (PSC), os títulos não vou nem listar pois todos sabem de cor esalteado!
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Marcelino a resposta é Paysandú Sport Club, o Time que mais glórias trouxe ao Pará, nem é preciso citar os títulos, pois é de conhecimento até dos incautos, é sem dúvida a torcida mais fervorosa do estado, mais apaixonada mais vibrante, que está com o time em todos os momentos difíceis, se fizer um gráfico de quantas vezes o torcedor bicolor vai ao estádio, veremos que o Papão é de longe o time que mais torcida coloca em campo em todo o Norte do País.
Não só a torcida mais apaixonada como também se formos comparar os Cartola do Payssandú fazem mais pelo club do que o do Clube do Remo, em tudo este time é superior a concorrência, é sem dúvida o Verdadeiro Bicho Papão do Norte do País
Força Papão!!!!!!
Eternamente Papão ….
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O Marlon é paraense e faz sucesso no Crisciúma. Na minha época de pelada, se o adversário viesse com essas frescuras, a gente dava como resposta uma discreta “dedada” no cabloco que ou ele partia para a porrada e era expulso ou ele gostava da brincadeira e se satisfazia.
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Talvez a pergunta ficaria melhor assim: Qual time comprou mais títulos no Pará? Ai o Miguel Pinho já havia respondido.
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Respostas corretas dos amigos Miguel Angelo e jpablo, nem precisaram da ajuda dos universitários pois a resposta era óbvia, e o tipo de pergunta que todo remista detesta pois eles sabem que contra fatos não existem argumentos, o PAYSANDU SPORT CLUB, é incontestavelmente o clube que deu AS MAIORES GLÓRIAS PRO ESTADO DO PARÁ.
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