Brasil perde um grande jornalista

1383927_583282621726163_2020126851_nMorreu hoje no Rio o jornalista Maurício Azedo, aos 79 anos. Ele presidia a Associação Brasileira de Imprensa e era um dos mais respeitados profissionais da área. A ministra Helena Chagas Freitas, da Secretaria de Comunicação Social, emitiu nota oficial lamentando a perda: “Com grande pesar, recebemos a notícia do falecimento do colega Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa. À frente da entidade, Azedo liderou incansável luta em defesa dos direitos humanos e da livre prática do jornalismo. Foi de grande relevo também sua atuação no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, sempre incansável e movido pelos mais altos ideais. Neste momento de tristeza, presto minha solidariedade aos familiares e amigos de Maurício Azedo”.

Sobre ele, vários jornalistas se pronunciaram, manifestando pesar pela morte e respeito por sua história. Destaque para o depoimento irreverente de Jamari França, no Facebook: “Ele foi meu primeiro chefe de reportagem quando fui estagiário na sucursal carioca de O Estado de S. Paulo. Tinha a maior paciência em pegar minhas matérias, apontar erros e ensinar o certo. Era veemente na defesa de suas posições, um excelente caráter com uma carreira coerente. Entre as lições que me deu a proibição de certas expressões, que chamava de vícios de escrita, como ‘por outro lado’, que ele riscava e dizia ‘não, vai por esse lado mesmo’. ‘Pelo contrário’, que pra ele era ‘cabelo no cu’ e ‘via de regra’, idem ‘buceta’. Valeu Maurício, foi uma honra começar sob seu comando”.

Benazzi testa opções para encarar o Coelho

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Em treino realizado nesta sexta-feira, o técnico Vagner Benazzi ensaiou posicionamentos e sistemas táticos para o confronto com o América-MG na próxima terça-feira, 29. Na primeira parte do coletivo, usou o sistema de três zagueiros, com Fábio Sanches, Dirceu e Léo, tendo Pikachu e Diego Barbosa nas alas e Djalma e Jailton na armação. Na frente, Marcelo Nicácio e Careca. Na segunda parte, usou o 4-4-2, com Djalma e Cássio (foto, ao lado de Gaibú) no meio, Nicácio e Héliton no ataque. Eduardo Ramos não treinou, mas se recupera bem e vai viajar com a delegação. Pikachu também sentiu lesão na perna e problemas na garganta. A definição do time deve sair só em Belo Horizonte na segunda-feira. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Papão será julgado na próxima quarta-feira

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Saiu finalmente a data do julgamento do Paissandu pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STDJ) pelos tumultos registrados na partida contra o Avaí na Curuzu, valendo pela 31ª rodada da Série B. O clube será julgado na próxima quarta-feira (30) pela 3ª Câmara Disciplinar, após ser denunciado em cinco artigos, podendo vir a ser penalizado com a perda de até 10 mandos de campo e multa que pode chegar a R$ 100 mil. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Boleiros brasileiros indicados ao Golden Boy 2013

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Quatro brasileiros estão entre os indicados para o prêmio ‘Golden Boy’ 2013, que elege o melhor jogador sub-21 da Europa. A lista divulgada pelo jornal italiano Tuttosport, que conta com 40 jogadores, tem o volante Fred, do Shakhtar Donetsk, o zagueiro Marquinhos, do PSG, o meia Rafinha, do Celta de Vigo, e o atacante Vitinho (foto), do CSKA. A lista ainda traz atletas como Adnan Januzaj, do Manchester United, Jese Rodriguez, do Real Madrid, Romelu Lukuaku, do Everton, Oxlade-Chamberlain, do Arsenal, e Raul Pogba, da Juventus.

Ano passado, o prêmio foi entregue ao meia Isco, então no Málaga e hoje jogador do Real Madrid, que venceu a disputa final contra o atacante italiano El Shaarawy, do Milan, e o goleiro belga Courtois, do Atlético de Madri. Dois brasileiros já foram agraciados com o ‘Golden Boy’, criado em 2003. O meia Anderson, do Manchester United, venceu em 2008, e, no ano seguinte, o corintiano Alexandre Pato, que à época jogava pelo Milan, conquistou o prêmio. (Da revista Placar)

Ferguson critica argentinos e destaca brasileiros

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O técnico escocês Alex Ferguson, famoso pelos 26 anos em que comandou o Manchester United, declarou em sua autobiografia que tinha muita dificuldade para trabalhar com jogadores argentinos. O treinador também relatou que tinha preferência pelos atletas brasileiros. “Tenho que confessar que sempre foi muito difícil trabalhar com jogadores argentinos’. Ferguson também destacou o patriotismo dos hermanos. Sempre estavam com a bandeira perto”, comentou o escocês em seu livro. Ferguson destacou que o meio-campo Juan Sebastián Verón, atualmente no Estudiantes de La Plata, era um jogador excepcional.

Apesar dos elogios, ele admite que teve dificuldades para achar a posição ideal do meio-campo argentino: “Verón não conseguiu jogar na minha equipe. Eu o coloquei em todas as partes do campo onde ele poderia atuar. Podia ter treinado ele durante 100 anos que seguiria sem saber onde posicioná-lo. Os jogadores argentinos que eu treinei nunca se interessaram em falar inglês. No caso de Verón, ele apenas me chamava de Mister”; acrescentou o ex-técnico. Se os argentinos não agradaram Ferguson, os brasileiros, por outro lado, deixaram boa impressão em Fergie: “Sempre respeitei os brasileiros. Me diga um jogador brasileiro que não se destaque nos grandes momentos”, enfatizou. (Da revista Placar)

Walter, um boleiro brasileiro

Por Gerson Nogueira

bol_sex_251013_11.psMelhor jogador do Campeonato Brasileiro, Walter é também o mais surpreendente atleta em atividade no país. Inteiramente fora dos padrões da boa forma física, consagra-se como goleador do Goiás na competição e responsável direto pelo ótimo posicionamento da equipe. Coleciona elogios com a mesma facilidade com que desperta dúvidas quanto à condição atlética.

Comparado a outros atacantes igualmente conhecidos pela briga com a balança, como Adriano e Ronaldo, o que mais se ouve a respeito de Walter é a pergunta: será que ele seria um jogador mais completo se estivesse no peso ideal? No Internacional, no Porto e no Cruzeiro a questão era recorrente e o constrangimento gerado pelas cobranças ajudou a afugentá-lo desses clubes. Azar o deles.

No Goiás, para onde só se transferiu quando se desencantou com o Cruzeiro, recebeu o apoio, a compreensão e os cuidados para poder jogar em alto nível. E aproveitou para responder aos questionamentos sobre seu peso. Não negou fogo. Artilheiro e campeão na Série B 2012, artilheiro e campeão estadual de 2013, novamente goleador na Copa do Brasil e na Série A.

Aposta de risco do técnico Enderson Moreira, que construiu o atual time do Goiás, Walter chegou desvalorizado e de crista baixa. Aprendeu a entender como funciona o clube, menos povoado de xiitas como Inter e Cruzeiro, mas só engrenou porque teve a total confiança do treinador.

Não que isso tivesse lhe sido negado antes. O uruguaio Fossati, que o dirigiu no Colorado em 2009, até hoje não economiza elogios ao atacante. Vê em Walter um legítimo boleiro de rua, forjado nos mesmos rincões populares que legaram ao mundo craques como Ronaldo e Romário. Sob sua orientação, o indomável atacante viveu até um bom momento no Inter, mas foi punido por gestos obscenos num jogo disputado em Buenos Aires e caiu em desgraça no clube.

As origens de Walter talvez expliquem sua longa peleja para se manter em forma. Por onde passou foi vigiado de perto por nutricionistas e preparadores físicos, mas jamais conseguiu perder a silhueta parruda, que os colorados comparavam de imediato com o velho ídolo Claudiomiro.

Pernambucano de nascimento, torcedor do Sport desde pequenininho, o jogador enfrentou dramas familiares na infância, estudou pouco e cresceu convivendo com a pindaíba financeira. Teve a bem-aventurança de se descobrir bom de bola e de bola ele de fato entende muito.

Como tantos outros craques brasileiros de história humilde, ele se especializou em fundamentos que distinguem os bons dos apenas razoáveis. Chuta muitíssimo bem, sabe passar, protege bem a bola como pivô e tem perfeita adequação de seu porte à velocidade que o jogo exige.

Nas numerosas reportagens que a TV e os jornais começaram a produzir sobre ele, salta aos olhos a simplicidade e certa ingenuidade que lembra o jeitão de Garrincha. Como o eterno Alegria do Povo, Walter parece desconfortável diante da necessidade de emitir opiniões, mas é preciso e certeiro quando descreve seu ofício.

Há quem fale em oportunidade na Seleção Brasileira. Há quem não arrisque previsões ante o histórico de desacertos. Há quem simplesmente aprecie seus gols e lances de grande futebolista. Estou nesse último time.

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Surge uma terceira via à FPF

O engenheiro civil e desportista Ulisses Sereni encabeça a chapa “Futebol de Primeira”, inscrita para disputar as eleições da Federação Paraense de Futebol. Apoiado por gente jovem e cheia de ideias, Sereni nutre a esperança de que ligas e clubes assimilam suas intenções. Seus candidatos a vice-presidentes são Dan Levy e Ricardo Gluck Paul. Das chapas lançadas até agora é a que mais demonstra disposição de romper com as práticas arcaicas que têm atrapalhado o futebol paraense nos últimos anos.

Os vices partilham com Ulisses o sentimento de que o futebol paraense exige mudanças urgentes e se propõem a fazer uma administração com transparência, gestão participativa e profissionalismo. Após o lançamento da chapa, ontem à noite, Ulisses vai sair em busca de novos parceiros e colaboradores para fortalecer sua campanha. Visitas a vários municípios já estão programadas.

As principais propostas da chapa: mudar o estatuto da FPF; instituir o cargo de embaixador da FPF na capital e no interior; e promover junto à CBF a volta da Copa Norte, com vaga na Sul-Americana.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 25)

Tribuna do torcedor

Por Ronaldo Santos

Eu não queria me pronunciar sobre isso, mas decidi que devo me expor a uma coisa bem triste que ocorreu ontem com o Clube do Remo, na disputa da vaga para as quartas de final da Copa do Brasil Sub-20. Eu imagino como deve ser para um jogador de futebol como é disputar uma jogada com um jogador adversário, e esse jogador, com um nível de intelectualidade absurdo (pra não dizer o contrário), começa a dizer palavras que não somente ofendem a ele mesmo, mas a um povo num todo, a uma sociedade.
O que dizer de um atleta de 19 anos, que está no início da sua carreira, dizer palavras do tipo: “Ah, no Pará só tem índio”. Normal para alguém deste tipo não é? Agora imagine você como um jogador daqui do Pará, jogando contra uma equipe que pode ter sido até a melhor em campo, mas acabou ganhando os jogadores do Remo pelo psicológico, pelo preconceito, pois os “índios” que nós somos para eles, infelizmente não souberam desviar as atenções das provocações e acabaram caindo nessa cilada.
O que aconteceu nestes dois jogos mostra uma realidade que não é perceptível somente nos gramados do futebol, mas no geral, seja por contexto geográfico, seja pela música, seja pela arte, mas em qualquer local onde estiver um “paraíba”, vai haver uma repressão étnica, mostrando mais ainda o quão arrogante ainda nós somos.
É, os meninos do Remo foram vítimas do preconceito que ainda existe neste país imenso em que vivemos. Não é porque eu torço para o Paysandu que deixarei de falar alguma coisa sobre isso, pois antes de torcer, sou PARAENSE, e como PARAENSE, devo dar o meu apoio a esses “moleques”, que passam por dificuldades diárias para fazer aquilo que mais amam fazer: jogar futebol.

Lições de boa convivência

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Cada vez mais ambientado no clube, o técnico Vagner Benazzi aproveitou o final do treino desta quinta-feira para conversar com torcedores do Papão que estavam acompanhando a movimentação dos jogadores na Curuzu. Simpático e bom papo, ganhou um bombom da tia, cumprimentou um corneteiro e ouviu as inevitáveis sugestões para a escalação do time. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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