Bolsa Família ganha reconhecimento internacional

O governo brasileiro recebeu prêmio internacional por causa do programa Bolsa Família. A Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA) anunciou hoje, 15 de outubro, na Suíça, o país como vencedor do I Prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security em reconhecimento ao sucesso do Bolsa Família no combate à pobreza e na promoção dos direitos sociais da população mais vulnerável do Brasil. A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai comentar o prêmio em coletiva de imprensa hoje, às 10h30, no auditório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Ed. BNDES/Ipea, subsolo).

A ISSA é a principal organização internacional voltada à promoção e ao desenvolvimento da seguridade social no mundo, atuando na produção de conhecimento sobre o tema e no apoio aos países para a constituição e aprimoramento de seus sistemas de proteção social. Fundada em 1927, a organização tem filiadas 330 organizações em 157 países. O prêmio, entregue a cada três anos, é atribuído a instituições e programas, conforme a relevância de sua contribuição. Sua primeira edição foi dedicada ao Bolsa Família porque, segundo a ISSA, o programa é uma “experiência excepcional e pioneira na redução da pobreza e na promoção da seguridade social”.

Na coletiva realizada hoje, o presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, apresentou o estudo inédito “Efeitos macroeconômicos do Programa Bolsa Família: uma análise comparativa das transferências sociais”, que será um capítulo do livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania, a ser lançado em parceria por MDS e Ipea em 30 de outubro, durante evento comemorativo dos 10 anos do programa.

Tidizê…

 

Os caminhos da salvação

Por Gerson Nogueira

Vagner Benazzi ensaia armar uma retranca gloriosa para o jogo desta noite em Floripa. Baseia-se no retrospecto recente do Paissandu na Série B e na escrita de não vencer fora de casa. Vai com três beques, dois volantes e um meia-armador recuado, além de dois laterais que certamente só atacarão em situação extrema.

Antes que o torcedor se assuste, cabe lembrar que os times de Benazzi no interior paulista, alguns até bem sucedidos, jogam exatamente assim. Nove atrás e um cara isolado lá na frente. Quando dá sorte, sai um golzinho e ganha. Se não, agarra-se ao empate e fica tudo bem. Quem o contratou sabe como ele trabalha.

O problema é que ao Paissandu não basta empatar; precisa vencer. Não pode se manter refém da urucubaca atual, sob pena de entregar os pontos antes da hora. Além disso, seus adversários diretos na briga contra o rebaixamento começam a escapar. Oeste e Guaratinguetá estão seis pontos à frente. O América-RN já livrou quatro pontos de vantagem. O ABC está três pontos acima e o Atlético-GO tem um ponto a mais.

Para não cair, o Paissandu precisa se posicionar à frente de pelo menos dois desses cinco times. Pelo ritmo do pagode, o ABC é hoje o mais difícil desses oponentes, pois empreende uma incrível campanha de recuperação. Os demais oscilam muito, mas o Papão não aproveita as oportunidades que eles proporcionam.

Contra o Figueira hoje há uma nova chance de quebrar o jejum como visitante e, ao mesmo tempo, dar um salto na classificação. Para ganhar, Benazzi pensa em usar Careca como único atacante, auxiliado de perto por Eduardo Ramos. Um pouco mais atrás, Diego Barbosa deve ser o terceiro homem de marcação no meio, auxiliando os volantes Vânderson e Billy.

O cenário ideal seria um ataque com Careca e Aleílson, que combinariam presença de área e velocidade pelos lados. O jogo, como todos sabem, será pautado pela disposição do Figueirense em obter a vitória dentro de seus domínios. É um time que costuma fazer muitos gols, tem o quinto melhor ataque (46 gols). A boa notícia é que sofre muitos também – 43 ao todo.

Ao visitante cabe ter calma para conter o ímpeto inicial do mandante, mas não pode exagerar na cautela, sob risco de ser atropelado. É este o dilema do Papão no jogo, mas, a essa altura, não há mais razão para ficar com medo de cara feia. É chegado o momento de reagir e os caminhos da salvação podem começar com um triunfo fora de casa.

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Problemas no corredor esquerdo

O Remo viajou para Santa Catarina, onde enfrentará o Criciúma amanhã, com algumas certezas consolidadas e uma dúvida na lateral-esquerda. A ausência de Alex Ruan, expulso contra o Flamengo, deixa o técnico Walter Lima sem saber como arrumar aquele corredor. Inicialmente, levaria William, que vem sendo escalado no time titular com bom aproveitamento – marcou até gol no amistoso contra a Tuna.

De repente, uma reviravolta. Waltinho preferiu sacar William e incluir o zagueiro Gabriel na relação de jogadores, deixando no ar a possibilidade de improvisá-lo na esquerda. O atacante Sílvio, que foi deslocado para o setor no jogo passado, é uma outra alternativa. Não deixou de soar estranho, porém, a exclusão de um especialista na posição.

A grande notícia é que Jaime, recuperado, volta à equipe e deve acrescentar movimentação e qualidade nas jogadas ofensivas. Sem ele, o time passou pelo Flamengo, mas a equipe sofreu quando precisou agredir pelo meio da área e mesmo quando foi necessário controlar a bola no ataque. É um excelente reforço.

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Direto do Facebook

“O excelente lateral Carlinhos, conversou comigo e muito abatido, chegando às lágrimas pediu pra deixar o Remo. Pediu apenas a passagem de ônibus para Bacabal. É lógico que não aceitei. Falei com o vice-presidente Bororó e o próprio presidente Zeca Pirão e ambos demonstraram uma sensibilidade que me emocionou. Além de não aceitarem essa demissão, ainda me autorizaram a não medir esforços para recuperar o garoto. Carlinhos vai ficar e ainda vai dar muito orgulho a todos os azulinos”.

De Paulo Araújo, assessor da Diretoria do Remo, sobre o esforço para reabilitar o lateral sub-20 que sofreu contusão grave diante do Vitória.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 15)