CBF recebe dossiê do Bom Senso F.C.

bomsensofc2-thales

Por Thales Soares (globoesporte.com)

Depois de quase duas horas de reunião na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Bom Senso F. C. entregou um dossiê com cinco exigências. O grupo representado por Paulo André, Cris, Dida, Juninho Pernambucano e Seedorf recebeu do presidente da entidade, José Maria Marín, e do vice, Marco Polo del Nero, a promessa de que o documento será estudado e um novo encontro deve acontecer em duas semanas.

As exigências são as seguintes: 30 dias de férias; um período de pré-temporada adequado; o máximo de sete jogos a cada 30 dias; a implantação do fair play financeiro em 2015; e atletas, treinadores e executivos devem fazer do conselho técnico das competições e entidades. Eles também pedem que as datas Fifa sejam respeitadas. Com isso, não haveria jogos de clubes nos mesmos dias da seleção brasileira. Hoje, isso é rotina. Além disso, destacam a diferença de público do Brasil para outros países com menos tradição como os Estados Unidos e até em relação à Segunda Divisão de Inglaterra e Alemanha.

– Entregamos este dossiê e eles ficaram de estudar. São cinco pontos em benefício do futebol brasileiro. Em duas semanas devemos ser convocados novamente para conversarmos e definirmos os objetivos e metas já para o ano que vem. A gente deixa a bola nos pés da CBF para que comecem a se posicionar e mostrem para todos essas atitudes. O movimento mostra saídas e soluções. É do interesse de todos que a gente melhore a qualidade do futebol apresentado no país. Temos visto eventos ruins e com algumas medidas podemos melhorar muito a curto e médio prazo essas condições. Torço para em duas semanas ter boas notícias – disse Paulo André, que falou em nome do grupo.

O dossiê foi elaborado em conjunto pelo Bom Senso F. C., a Comissão de Atletas, a Universidade do Futebol, o Grupo Futebol do Futuro e o advogado João Henrique Chiminazzo. São 15 páginas com as cinco reivindicações, com argumentos que utilizam números e dados de competições e clubes brasileiros na atualidade comparados com os da Europa.

Há a preocupação, inclusive, de que o movimento não trate apenas dos principais clubes do país. O documento inclui o fato de que apenas 15,8% de 641 clubes entre primeira e quarta divisões estaduais possuem um calendário que os coloque em atividade o ano inteiro.

Brucutus da internet, bárbaros do teclado

Por Luiz Gonzaga Belluzzo

A matéria de capa da mais recente edição de CartaCapital trata de questão importante – talvez a mais importante da vida contemporânea: a nova sociabilidade construída nas redes sociais.  Lee Siegel, em coluna publicada em O Estado de S. Paulo, manifestou seus temores em relação ao caráter libertador das novas formas de intersubjetividade.

“Poderíamos dizer que a internet cumpriu a promessa anômica da televisão. O afastamento das demais pessoas tem agora uma estrutura que se sustenta sozinha: podemos estar ao mesmo tempo sozinhos e acompanhados pelos outros. Na internet, a distração absoluta se assemelha ao envolvimento absoluto. E, quando estamos na rede, a falta de empatia é um estado de espírito que permeia tudo. Um número cada vez maior de pessoas parece tentado, pela tela e pela solidão, a maldizer, aterrorizar e até destruir outros que estão presentes no mundo online apenas como fantasmas, como projeções da atormentada imaginação de outrem.”
O debate sobre temas políticos, econômicos e sociais, por exemplo, desceu aos esgotos, como bem observou Renato Janine Ribeiro em sua coluna no Valor. Os miasmas da intolerância emanam dos destroços sociais e culturais que ora flutuam sobre o planeta. Os despojos da civilidade são abundantes no Brasil, onde prevalecem a prepotência dos semi-ilustrados e as vulgaridades do Big Brother e assemelhados.

Escrevi em outra ocasião que os bárbaros do teclado manejam com desembaraço a técnica das oposições binárias, método dominante nas modernas ações e interações entre os participantes das redes.  Nos comentários da internet, vai “de vento em popa” o que Herbert Marcuse chamou de “automatização psíquica” dos indivíduos. Os processos conscientes são substituídos por reações imediatas, simplificadoras e simplistas, quase sempre grosseiras, corpóreas. Nesses soluços de presunção opinativa, a consciência inteligente, o pensamento e os próprios sentimentos desempenham um papel modesto.  Convencidos da universalidade do seu particularismo, os internautas comentaristas distribuem bordoadas nos que estão no mundo exatamente como eles, só que do lado contrário.

Os indivíduos mutilados executam os processos descritos por Franz Neumann em Behemoth, seu livro clássico sobre o nazismo: “Aquilo contra o que os indivíduos nada podem e que os nega é aquilo em que se convertem”.  O que aparece sob  a forma farsista de um conflito entre  o bem e o mal está objetivado em estruturas  que enclausuram e deformam as subjetividades exaltadas. A indignação individualista e os arroubos moralistas são expressões da impotência que, não raro, se metamorfoseia em violência ilegítima.

Os processos econômicos contemporâneos impulsionam práticas, formas de vida e atitudes forjadas pelo domínio dos aparatos objetivos destinados a executar a lobotomia das capacidades subjetivas que ensejam a crítica. O domínio aparece, assim como um procedimento técnico-administrativo, cuja racionalidade está encarregada de remover as sobras de razão que os indivíduos tentam preservar. Na sociedade de massa é preciso não sentir o que se pensa, nem pensar o que se sente. A banalidade do mal se desdobra no mal da banalidade.

Há quem ainda apresente sintomas de sobrevivência do DNA do processo civilizador e dos valores da sociedade moderna e ouse escrever para as seções de Cartas ao Leitor ou comentar nos blogs os comentários dos fanáticos do Apocalipse. Os ululantes retrucaram com as armas do preconceito, da intolerância e da apologia da brutalidade, sem falar nos ataques em massa à última flor do Lácio, inculta e bela.

Os mais furiosos se apresentam como “humanos direitos”, em contraposição aos defensores dos “direitos humanos”. Fico a imaginar como seria a vida dos humanos direitos na moderna sociedade capitalista de massa, crivada de conflitos e contradições, sem as instituições que garantam os direitos civis, sociais e econômicos conquistados a duras penas.  A possibilidade da realização desse pesadelo, um tropismo da anarquia de massas, tornaria o Gulag e o Holocausto um ensaio de amadores.

No derradeiro parágrafo de seu livro Big Switch: Rewiring the World, From Edison To Google, Nicholas Carr deixa uma mensagem aos crentes no caráter benfazejo dos avanços das novas tecnologias da informação. Quando morrem, as velhas gerações levam consigo a memória do que foi perdido com o advento da nova tecnologia. Resta somente o novo que foi conquistado. Assim, o progresso encobre (o que foi perdido) sua trajetória, renovando permanentemente a ilusão de que estamos onde deveríamos estar.

O ataque moralista da direita

Por Luiz Carlos Bresser Pereira

Durante o governo Dilma, a direita recuperou a voz, mas vazia, de condenação de todos os políticos

images-cms-image-000337681

Nestes últimos meses vimos a direita recuperar o dom da palavra. Em 2002 ela se apavorara com a perspectiva da eleição de um presidente socialista. O medo foi tanto e contaminou de tal forma os mercados financeiros internacionais que levou o governo FHC a uma segunda crise de balanço de pagamentos.

O novo presidente, entretanto, logo afastou os medos dos ricos que então perceberam que não seriam expropriados. Pelo contrário, viram um governo procurando fazer um pacto político com os empresários industriais e que não hostilizava a coalizão política de grandes e médios rentistas e dos financistas.

Por outro lado, o novo governo de esquerda pareceu haver logrado retomar o crescimento econômico, ao mesmo tempo que adotava uma politica firme de distribuição de renda. Na verdade, beneficiava-se de um grande aumento nos preços das commodities exportadas pelo país, e da possibilidade (que aproveitou de forma equivocada) de apreciar a moeda nacional que se depreciara na crise de 2002.

Lula terminou seu governo com aprovação popular recorde, e com a direita brasileira sem discurso. Deixou, porém, para sua sucessora, a presidente Dilma, uma taxa de câmbio incrivelmente sobreapreciada, que, depois de haver roubado das empresas brasileiras o mercado externo, agora (desde 2011) negava-lhes acesso ao próprio mercado interno.

Sem surpresa, os resultados econômicos dos dois primeiros anos de governo foram decepcionantes. E, no seu segundo ano, foram combinados com o julgamento do mensalão pelo STF, transformado em grande evento político e midiático.

Com isto o governo se enfraqueceu, e a direita brasileira recuperou a voz. Mas uma voz vazia, liberal e moralista. Liberal porque pretende que a solução dos problemas é liberalizar os mercados ainda mais, não obstante os maus resultados que geraram. Moralista porque adotou um discurso de condenação moral de todos os políticos, tratando-os de forma desrespeitosa, ao mesmo tempo que continuava a apoiar em voz baixa os partidos de direita.

Quando, devido às manifestações de junho, os índices de aprovação da presidente caíram, a direita comemorou. Não percebeu que caíam também os índices de aprovação de todos os governadores. Nem se deu conta de que a presidente logo recuperaria parte do apoio perdido.

Quando o STF afinal garantiu a doze dos condenados do mensalão um novo julgamento de alguns pontos, essa direita novamente se indignou. Agora era a justiça que também era corrupta.

Quando o deputado José Genoino (condenado nesse processo porque era presidente do PT quando as irregularidades aconteceram) manifestou o quanto vinha sofrendo com tudo isso –ele que, de fato, sempre dedicou a sua vida ao país, e hoje é um homem pobre–, essa direita limitou-se a gritar que o Brasil era o reino da impunidade, em vez de perceber que o castigo que Genoino já teve foi provavelmente maior do que sua culpa.

Os países democráticos precisam de uma direita conservadora e de uma esquerda progressista. Mas cada uma deve ter um discurso que faça sentido, em vez do mero moralismo que a direita vem exibindo.

Altos e baixos, chances e riscos do Brasileirão

13278435

Por Juca Kfouri

O Cruzeiro segue 11 pontos à frente do vice-líder, o Grêmio.

A única dúvida em torno do trem azul mineiro é sobre em que estação, ou melhor, em que rodada, ele vai pegar a taça de campeão para levá-la para casa.

Se a contagem é regressiva para saber em que dia isso acontecerá, a situação dos que lutam para não cair é outra, uma contagem dramática, agressiva, que envolve, hoje, ao menos quatro campeões brasileiros, dois campeões continentais, um campeão mundial.

O Bahia, menos, o Coritiba, muito, campeões brasileiros de 1988 e de 1985, respectivamente, são dois desses quatro que correm riscos, o tricolor baiano a quatro pontos da zona da degola e o Coxa a dois.

Bahia e Coritiba sabem bem como é má a situação de quem joga a Série B.

O São Paulo, hexacampeão brasileiro, tricampeão continental e mundial e Vasco, tetracampeão brasileiro e bi continental, estão em situação ainda mais delicada.

O Vasco, que também já esteve na Segunda Divisão, neste momento está rebaixado, e o São Paulo, que jamais esteve na Série B nacional, está só um pontinho à frente do time cruz-maltino.

Para estes dois gigantes do futebol brasileiro, terceira e quinta maiores torcidas do país, cada rodada é sinônimo de sofrimento.

A próxima, por exemplo, reserva o Cruzeiro, no Mineirão, para o São Paulo e o Vasco tem um clássico estadual, contra o Fluminense, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

A rodada que passou teve 24 gols e média de público um pouco acima de 15 mil torcedores por jogo.

Marina se rende à “velha política”

Por Ricardo Kotscho

Estava na cara que ela não ficaria fora do jogo. Até o governo Dilma já contava com a candidatura presidencial de Marina Silva, como escrevi aqui mesmo nesta quinta-feira na coluna “Planalto conta com Marina candidata mesmo sem Rede”.
O que ninguém esperava é que a ex-senadora se oferecesse para ser vice de Eduardo Campos, do PSB, o candidato dissidente da base aliada do governo, como ela comunicou aos seus seguidores, reproduzindo o que dissera a ele, ao final de uma reunião que terminou com muito choro de marináticos na madrugada de sábado em Brasília.
– Eduardo, você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser a sua vice e estou indo para o PSB.
Com esta decisão, anunciada por telefone ao governador de Pernambuco, que há poucos dias rompeu com o governo e tirou seus ministros, acabava o teatro de suspense montado por Marina para anunciar seu destino, depois que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o registro da Rede Solidariedade, o nome de fantasia do partido que pretendia criar desde o seu rompimento com o PV, quando lançou o movimento “Nova Política”. Nova?
Para tristeza dos seus “sonháticos”, que acreditaram na pregação da missionária mística sobre a falência do antigo sistema de representação, Marina se rendeu à “Velha Política”, aceitando o jogo como ele é nada vida real, com o único objetivo de derrotar Dilma e o PT, que ela agora acusa de “chavismo”, depois de ter sido ministra de Lula nos seus dois mandatos.
Falaram mais alto os interesses dos seus sponsors, os grandes grupos econômicos que investiram nela para a criação do novo partido criado para que Marina pudesse ser candidata a presidente, e não queriam que ela agora, em nome da coerência, simplesmente jogasse a toalha, deixando o caminho livre para a reeleição de Dilma. Marina pode ser acusada de tudo, menos de rasgar votos e se entregar à coerência aos seus princípios.
Daqui a pouco, Eduardo e Marina vão anunciar oficialmente a chapa da “Coligação Democrática”, como batizaram a chamada terceira via, tão esperada pelo establishment financeiro-midiático para pelo menos provocar um segundo turno em 2014 e acabar com a hegemonia petista no governo central.
Por ironia do destino, dois políticos historicamente ligados a Lula e ao PT formaram uma chapa forte que surge forte para enfrentar Dilma e Lula, deixando os tucanos Aécio e Serra comendo poeira na sua eterna crise existencial. Podemos não ter Fla-Flu entre PT e PSDB desta vez, como tudo parecia indicar.
Com um cacife de quase 20 milhões de votos nas últimas eleições e o segundo lugar nas pesquisas para 2014, variando entre 16 e 25% das intenções de voto, Marina aceitou disputar a eleição como vice de Eduardo Campos, o quarto colocado, que não consegue passar dos 5%, porque ainda é mais confortável ocupar o Palácio do Jaburú para continuar costurando sua Rede, do que voltar para o Acre de mãos abanando, sem partido, sem cargo e sem mandato. Mais adiante, afinal, as pesquisas poderão até determinar uma inversão dos nomes na chapa.
Deixando os marináticos fundamentalistas e a poesia de lado, Marina fez a escolha certa: ao optar por Eduardo Campos e deixar Roberto Freire chupando o dedo, com seu nanico PPS já rejeitado até por José Serra, a ex-ministra, que de boba não tem nada, aliou-se àquele que considero o mais preparado político brasileiro da geração pós-68. Foi uma jogada de mestre dos dois.
É jogo jogado. O resto é filosofia.

Papão não se livra da maldição

Por Gerson Nogueira

bol_seg_071013_23.psPVirou lugar comum falar nas agruras do Paissandu quando joga fora de casa. É tão previsível que os adversários já entram contabilizando os pontos, convictos de que vencerão de uma ou de outra. Tanto se nos instantes iniciais, como sábado, o time até sinaliza coragem e desassombro ofensivo. Dá na mesma, pois as chances escorrem entre os dedos e aos poucos o adversário sempre se impõe. Perder com três gols de zagueiros é duro para quem começava a estabilizar uma formação titular.

O próprio torcedor já se mantém cabreiro em relação a jogos como visitante. Mais que uma sina, estabeleceu-se uma maldição. É assustador que jogadores experientes, com ampla rodagem, deixam-se dominar por esse sentimento de pequenez e demonstram aceitar o fato passivamente.

Contra o São Caetano, cujas poucas qualidades são de domínio público, jogou como sempre faz no Anacleto Campanella. Cruzando bolas a partida inteira e chutando de longe. Sacrificou a ligação para usar três atacantes. E haja chutão na direção da área.

No primeiro tempo, quando podia ter mudado o rumo das coisas, o Paissandu caiu de novo na mania dos toques desnecessários, passes errados e nenhuma objetividade no ataque. Mesmo com um homem a mais na maior parte do tempo, evitou assumir as rédeas do jogo.

Com Eduardo Ramos bem policiado, a dispersão entre os setores afundou de vez o time no segundo tempo. A opção de Vagner Benazzi por Dirceu, Gaibu e Dênis mostrou-se equivocada, particularmente no caso dos dois últimos. Dênis, que havia estreado diante do Guaratinguetá sem maior brilho, só é titular devido à ausência de Marcelo Nicácio. É pouco agudo nas ações que exigem desprendimento na área.

Com Gaibu ao lado de Dênis, o Paissandu entrou travado no ataque, pois ambos são lentos. Contra uma zaga alta como a do Azulão, Héliton teria mais utilidade. Percebeu-se claramente que não havia a agressividade necessária para quem precisa ganhar o jogo. Talvez Benazzi avaliasse que o melhor era apostar no empate, mas calculou errado e acabou derrotado.

Ao insistir com a dupla de atacantes depois do intervalo, o técnico deixou claro que não estava para correr riscos – e nem impor riscos ao adversário. Do outro lado, o veloz Pimentinha dava um samba em Pablo e só saiu por cansaço. Para piorar, o São Caetano levou o jogo todo ganhando a chamada segunda bola, evidência de que era mais organizado em campo.

Frustrado o plano de buscar quatro pontos nos dois jogos em São Paulo, o Paissandu precisa se reformular a tempo de fazer valer o mando em Belém. A partida contra o Boa Esporte é, em tese, mais tranquila, mas o confronto com o ABC será tinhoso. Jogo de seis pontos contra um time aguerrido e que tem a importantíssima vantagem de demonstrar mais vontade e disposição pela vitória que o Papão atual.

————————————————————————-

Goleada põe Águia de novo na briga pela vaga

Quis o destino que o time mais surpreendente da Série C enfrentasse o Águia em Marabá na penúltima partida desta fase. E os deuses do futebol resolveram premiar a ousadia de João Galvão, que empregou todo o arsenal ofensivo de que dispunha, com uma vitória consagradora.

Jogadores como Palhinha, Danilo Galvão e Kenon tiveram atuações fundamentais para o triunfo, que chegou a parecer ameaçado no início da etapa final, quando o Treze apertou e quase empatou.

A goleada de 5 a 2 devolveu ao representante paraense as chances de se classificar entre os quatro. O escore consagrador deixa o Águia mais confiante em suas próprias forças em momento decisivo, pois vai decidir sua sorte em Lucas do Rio Verde contra um concorrente direto.

————————————————————————–

Leão faz três, mas ainda requer ajustes

O placar de 3 a 0 parece dizer que o jogo foi fácil, sem atropelos para o Remo, ontem, no estádio Evandro Almeida. Ledo engano. O Castanhal, apesar de desajustes defensivos sérios, criou problemas nos dois períodos e poderia ter aberto placar antes de Val Barreto fuzilar para o gol aos 25 minutos. Moisés e Joãozinho só não marcaram porque Fabiano exibiu a conhecida perícia e salvou o Leão.

Com mais aplicação na retomada da bola, o Remo voltou meio retraído para o segundo tempo, mas contando com as iniciativas individuais do meia Tédi, a boa novidade do amistoso. Foi de seus pés que surgiu o passe para Val Barreto marcar o segundo gol e começou também por ele a jogada do belíssimo terceiro tento azulino, em bicicleta de Ratinho. Alternando investidas pelas duas extremas, Tédi esbanja habilidade e gosta de arriscar chutes a gol. Lembra, assim de passagem, Tiago Potiguar quando chegou ao Papão. Deixou claro que vai ser muito útil ao esquema de Charles.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 07)