Leão vence Lusa em amistoso

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Com um gol de William, aos 37 minutos do primeiro tempo, o Remo derrotou a Tuna em amistoso realizado na noite desta sexta-feira, no estádio Baenão. O jogo, disputado sob chuva em grande parte do tempo, foi muito movimentado, com mais iniciativa por parte do time azulino. Apesar disso, a Tuna chegou a ameaçar em diversos momentos, forçando faltas seguidas, principalmente por parte do lateral direito Levy e do volante Jonathan. O gol de William deu mais tranquilidade aos remistas, mas no segundo tempo a Tuna voltou a pressionar em busca do empate, criando dificuldades para o setor defensivo do Remo. Jonathan, por jogo violento, foi excluído da partida, embora houvesse um acordo para que a expulsão se transformasse em substituição. Ao final da partida, o técnico Charles Guerreiro destacou a importância do teste e admitiu que a Tuna foi o adversário mais difícil que o Remo encarou até agora. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Chefão do PCC se orgulha de reduzir homicídios

Por Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

Ninguém importante no crime organizado de São Paulo escapou das interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público Estadual. Nem mesmo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Conhecido por sua aversão a falar no telefone celular, o chefão do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi flagrado duas vezes pela equipe de policiais militares que trabalhavam para os promotores.
O homem condenado pelos ataques à polícia em 2006 e pelo assassinato em março de 2003 do juiz Antonio José Machado Dias, da Vara de Execuções Penais de Presidente Prudente, orgulha-se de ter abolido o crack das cadeias de São Paulo. “Nós paramos, na prisão ninguém usa”, diz o chefe para um dos subordinados, identificado pelo apelido de Magrelo.
A conversa entre os dois ocorreu em 2 de março de 2011, às 21h12. Marcola estava na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Mas não é só de sua ação na cadeia que o bandido se vangloria. Ele afirma que “hoje pra matar alguém é a maior burocracia”, referindo-se às normas impostas pela facção. Por elas, quando um bandido tem alguma queixa contra outro deve se dirigir a um tribunal do PCC. Neles, o faltoso pode ser desde repreendido até morto. Mas a sentença de morte tem de ser referendada pelo “comando”.
“Então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento e aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele.” Em outra conversa no mesmo dia, Marcola diz para Marcio Alarido Esteves, o Turim, que é necessário contratar um advogado por R$ 100 mil para defender a facção.

Outro alemão dispara rumo à glória

Por Fábio Seixas

Vettel já é tetracampeão, até a Ferrari reconhece. O fato de Alonso ainda estar na disputa é um “milagre” – e o fato de a expressão ter sido usada pelo espanhol, um dos maiores egos do grid, diz muito. A fatura está liquidada, o resto é filigrana. Em Suzuka ou na Índia, isso também é detalhe.

A pergunta mais importante é outra: onde Vettel pode chegar em sua carreira?

A matemática pode ajudar no exercício de futurologia. Que, como todas as brincadeiras deste tipo, requer algumas premissas.

Suponhamos, por exemplo, que Vettel continue na Red Bull até o fim da carreira. Não é uma hipótese absurda, visto que ele é um filho da escuderia e que retribui o carinho com bom comportamento e títulos a rodo. Nunca, mesmo nas mais bizarras especulações de mercado, cogitou-se sua saída da equipe.

Consideremos que o carro continuará andando na frente. Outro cenário plausível, já que dinheiro não é problema, que o dono é apaixonado por velocidade e que Newey, aos 54, ainda tem gasolina para queimar.

Por fim, um palpite sobre sua permanência no grid. Vettel tem 26 anos. Webber, seu companheiro, vai parar aos 37, uma idade normal para aposentadoria de um piloto com bom trânsito na F-1. O alemão teria, assim, mais dez temporadas na categoria.

(Há quem supere esta marca, claro. Schumacher correu até os 43. Barrichello, até os 39. Mas a ideia aqui é fazer uma conta conservadora, com viés de baixa.)

Às contas, pois.

No final do ano, Vettel terá completado 6,5 temporadas na F-1 –correu oito provas entre 2007 e 2008, por BMW e Toro Rosso. É só aplicar às suas marcas uma regrinha de três, daquelas que aprendemos na escola.

O exercício, meus amigos, chega aos seguintes números. Vettel encerrará a carreira em 2023 com mais ou menos 304 GPs, dez títulos mundiais, 86 vitórias, 106 poles e 53 melhores voltas.

Em corridas disputadas, deve ficar aquém de Barrichello (322) e Schumacher (306).
Em duas estatísticas de desempenho, caminha para recordes absolutos: deve superar os sete títulos e as 68 poles de Schumacher. Mas ficaria atrás do compatriota em vitórias (91) e melhores voltas (77).

Tem explicação. Schumacher foi mais dominante, embora muita gente não lembre disso. Em 2004, venceu 13 das 18 corridas, um aproveitamento de 72%. Corria sozinho.
Vettel nunca chegou perto disso, sempre enfrentou mais concorrência. E, claro, não é preciso ser tão arrasador para conquistar títulos.

Ao pendurar o capacete, o quase quarentão não terá mais cara de garoto e, também por isso, será aclamado como o maior de todos os tempos.

Sorte nossa de testemunhar uma história tão brilhante.

(Cobrem-me em 2023)

Diretoria ensaia recuo na dispensa de jogadores

Pode não ter durado nem 48 horas a dispensa de jogadores anunciada na quinta-feira pela diretoria do Paissandu. Até ontem à noite estavam desligados do clube os jogadores Alex Gaibú, Diego Bispo, Esdras e Thales. Ocorre que dirigentes e alguns jogadores teriam interferido em favor de Gaibú, Bispo e Esdras, que podem ser reintegrados e até incluídos na delegação que viajará para Florianópolis no domingo – o Papão enfrenta o Figueirense na terça-feira, 15. Para disfarçar o constrangimento com o recuo fontes da diretoria dizem que o nome de Gaibú teria sido incluído “por engano” na relação. O elenco bicolor conta atualmente com 43 atletas, ainda incluindo os quatro que teriam sido dispensados. Os outros três jogadores – o volante Romário e os meias Gleisson e Bruno – revelados pelo clube, foram mesmo emprestados ao Independente, de Tucuruí, para a primeira fase do Campeonato Paraense 2014.

Papão, enfim, enxuga elenco

Por Gerson Nogueira

Em meio à vulcânica temporada de cobranças por parte de torcedores, imprensa e cartolagem, exigindo mudanças no Paissandu, o presidente Vandick Lima resolveu agir e desligou de uma canetada só quatro atletas do inchadíssimo elenco bicolor. A lista é encabeçada pelo veterano Alex Gaibú, pau-pra-toda-obra do time e que participou da campanha do acesso à Série B no ano passado. Além dele, deixarão o clube o volante Esdras, o zagueiro Diego Bispo e o meia Thales.

bol_sex_111013_11.psAs surpreendentes reações que se seguiram ao anúncio da medida confirmam que torcedor de fato nunca está satisfeito com nada, e é capaz de discordar dele mesmo em questão de minutos. As queixas decorrem da dispensa de Gaibú, talvez pelo reconhecimento ao conhecido profissionalismo do jogador. Acontece que o futebol, como tantas outras atividades, não vive de sentimentalismos.

Gaibú tem sido utilizado no campeonato como tapa-buraco na lateral-esquerda ou no ataque. Raramente entra como titular e desconfio que nem sabe mais qual sua verdadeira posição, depois de tantas vezes que jogou improvisado. Destaca-se mais pela dedicação e disciplina, qualidades em falta no grupo que o Paissandu reuniu para a Série B.

Ocorre que o elenco precisa ser reduzido sob pena de atrapalhar o trabalho do técnico Vagner Benazzi. Em atenção a isso, Vandick decidiu pelos cortes, mas é provável que mude seus planos diante dos apelos por Gaibú. Diego Bispo, beque de poucos recursos remanescente do Campeonato Estadual, também mereceu solidariedade, embora em nível mais discreto.

Aprovação plena recebeu a outra metade da barca. Sem chances de ser aproveitado, Thales sempre foi observado com desconfiança, apesar da recomendação de Givanildo Oliveira. Mais ou menos a mesma situação de Esdras, que jamais se firmou num setor extremamente despovoado de talentos no Paissandu.

Na realidade, a folga de uma semana antes do duro compromisso contra o Figueirense permitiu a Benazzi avaliar melhor as condições do elenco. Precisa com urgência achar um time com os atletas disponíveis e sabe da complexidade da tarefa. Prejudicado por uma política equivocada de contratações, que se agravou com as sucessivas mudanças de treinadores, o Paissandu tem excesso de jogadores e carência de qualidade.

Muito criticado pela hesitação na hora de dispensar atletas, Vandick decidiu prestigiar o técnico, endossando as dispensas. Não lhe resta outro caminho, a dez rodadas do fim do torneio. Só lhe cabe apoiar Benazzi e torcer para que acerte a mão, a tempo de impedir o rebaixamento. O torcedor que tanto cobra ação precisa entender e apoiar seu presidente neste momento.

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Grupo intermediário salva desesperados

Uma situação já vista em outras temporadas começa a se repetir no Campeonato Brasileiro deste ano. Por enquanto, são apenas coincidências. O certo é que, há duas semanas, o Coritiba recebeu o Flamengo em Curitiba e comportou-se como se estivesse numa quermesse. Perdeu por 2 a 0, mas podia ter levado uma surra impiedosa tamanha a indolência de seus jogadores.

Na quarta-feira, o líder Cruzeiro derrapou fragorosamente frente a um desfalcado São Paulo. Resultado inusitado que derrubaria meio mundo na antiga Loteria Esportiva. Mais estranho ainda porque o Tricolor paulista é um dos grandes clubes sob risco iminente de rebaixamento.

Ontem, o Fla – que evoluiu bastante sob o comando de Jaime – voltou a enfrentar um adversário pouco empenhado na maior parte do tempo. Em ritmo morno, os rubro-negros marcaram dois gols contra um Internacional irreconhecível. O time gaúcho só ensaiou uma pressão nos instantes finais.

O ponto comum dessa situação é que, além do Cruzeiro, que já está praticamente com o título garantido, Coritiba e Internacional não aspiram ir mais longe no campeonato e nem correm perigo de queda. Estão no blocão intermediário e acabam, mesmo involuntariamente, fraquejando diante de adversários movidos pelo desespero.

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Direto do blog

“Acho um despropósito da diretoria azulina (marcar amistoso com a Tuna na semana do Círio). A sexta e o sábado, imediatamente anteriores ao Círio, são dias em que o Fenômeno Azul não comparece ao estádio. Está descansando, se concentrando fisicamente, para compor dois terços daquele povo que vai enfrentar a maratona de fé, acompanhando a trasladação e o Círio.”

De Antonio Oliveira, azulino espirituoso e atento à maratona religiosa do fim de semana. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 11)