Papão viaja com escalação definida

PSC Nicacio-Mario Quadros

O Paissandu viaja na madrugada de segunda-feira com destino a Belo Horizonte e o técnico Vagner Benazzi praticamente definiu a escalação para o jogo de terça-feira contra o América-MG: Matheus; Pikachu, Fábio Sanches, Leo e Diego Barbosa; Vanderson, Zé Antônio, Jailton e Eduardo Ramos; Marcelo Nicácio (foto) e Careca. O atacante Aleílson foi excluído da lista, assim como o zagueiro Pablo, suspenso. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Datafolha: paulistanos desaprovam protestos

Pesquisa do Datafolha indica que 95% dos paulistanos desaprovam a ação dos black blocs, que participam de manifestações encapuzados e pregam confronto e depredação como forma de protesto. A pesquisa, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo deste domingo, foi feita na sexta-feira com 600 pessoas e a margem de erro é de 4 pontos percentuais para cima ou para baixo. Na noite de sexta, manifestantes mascarados espancaram o coronel da Polícia Militar Reynaldo Simões Rossi, que teve a clavícula quebrada e escoriações no rosto e na cabeça.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que o apoio aos black blocs é maior entre os jovens de 16 a 24 anos – 11% dos entrevistados nesta faixa etária disseram apoiar o protesto com depredação de prédios públicos e privados -, mas mesmo entre eles é maior o percentual dos que não apoiam este tipo de ação: 87%. Entre os entrevistados com 25 a 34 anos, 7% apoiam e 92% não apoiam e 1% não sabe. (De O Globo)

Futebol sem lei e sem alma

Por Gerson Nogueira

A queda-de-braço entre a CBF e a Federação Espanhola nem chegou a se consumar, apenas foi esboçado. Felipão sacou mais rápido que Cisco Kid e convocou Diego Costa para os próximos do escrete canarinho. Com isso, o técnico deixa claro que tem dois jogadores (o outro é Júlio César) definidos para a Seleção que vai tentar o hexa mundial no ano que vem. O jogador estava na alça de mira de Vicente Del Bosque para reforçar a Fúria, principalmente depois do excepcional rendimento mostrado nas últimas rodadas do certame espanhol.

É improvável que o técnico brasileiro seja fã do futebol de Costa e que tivesse de fato a intenção de convocá-lo para disputar a Copa do Mundo. Concordo com os que enxergam no gesto de Felipão apenas a malandra providência de evitar que um renegado pelo Brasil venha a brilhar pela atual campeã do mundo. Seguro morreu de velho e o gaúcho não é de brincar com esses riscos.

bol_dom_271013_15.psAté as pedras sabem que Felipão tem seus preferidos para a linha ofensiva. Neymar, Jô, Fred, Hulk. Pato foi sacado antes mesmo de bater aquele bisonho pênalti na Copa do Brasil. Leandro Damião corre muito por fora. E agora ressurge o sergipano Diego Costa, que já foi convocado antes, mas não marcou posição. Não se sabe que equação será montada para incluí-lo no grupo, mas é certo que vem para ficar. Até porque seria uma tremenda sujeira negá-lo à Espanha para depois descartá-lo antes da Copa.

Antes que alguém se assanhe a recriminar Costa por ameaçar trocar a pátria pela chance de disputar uma Copa, vale lembrar que isso não começou e nem vai acabar com ele. Aliás, o problema vem de longa data. Quando se trata de um boleiro apenas mediano ninguém liga a mínima. Foi o caso de Oliveira, que saiu do futebol maranhense direto para os campos da Bélgica. Ou o brucutu Pepe, do Real Madri e da seleção lusa.

Bronca feia é quando o cara é goleador e pode ameaçar a majestosa mãe gentil, como fez José João Altafini, que virou Mazzola ao trocar as cores nacionais pela Azzurra. Era um “oriundi” e, por isso, adquiriu sem atropelos a condição legal de defender a Itália na Copa do Mundo de 1962 mesmo já tendo atuado pelo Brasil quatro anos antes na Suécia.

Costa, ao contrário de Altafini, não tem qualquer vínculo com a cultura ou a história da Espanha. É um boleiro que, como tantos outros, desembarcou no país de Picasso e Buñuel com o fito exclusivo de ganhar dinheiro e subir na vida jogando bola.

Diante da chance de se consagrar ao lado de craques como Xavi e Iniesta não hesitou em topar o desafio de virar casaca encarando um torneio em seu próprio país natal. Há a possibilidade até de que venha recusar a convocação de Felipão e assumir de vez a condição de atleta “espanhol”.

É aí que entra o questionamento de fato relevante nessa história. O que leva dona Fifa a permitir essa promiscuidade de atletas buscando abrigo na seleção que possa pagar mais, golpeando o sentido de representação por mérito de cada país? A única resposta possível é o sentido comercial da coisa.

Sem falsos melindres patrióticos, caso seja mantida a permissividade na utilização de atletas naturalizados a Copa do Mundo perde sentido como competição entre nações. Desce ao nível de puro fricote o ritual de execução de hinos e a restrição a anúncios (ou qualquer acessório) nos uniformes de cada seleção. Seria mais honesto assumir logo a condição de uma Liga dos Campeões de dimensão planetária.

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Direto do blog

“Os jogadores mais valorizados e seus empresários não têm mais interesse em nosso futebol. Preferem ficar pelo interior de São Paulo ou pelo Nordeste. Para cá só vêm atletas sem mercado lá fora (basta observar os reforços de Remo e Paissandu nos últimos anos para constatar isso – os jogadores de nome, todos improdutivos; os demais, muito fracos). Simplesmente viramos reféns da pobreza da região. Não temos cacife financeiro para montar times competitivos. Veja nossos patrocínios, baixíssimos. A promoção do sócio-torcedor do Paissandu vendeu mil títulos, enquanto o Ceará tem mais de 30 mil associados…”.

De Mauro Dias Lima, consciente da indigência do futebol paraense, apesar da força indomável de duas grandes torcidas.

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Bola na Torre

O programa debate a situação do Paissandu na Série B e seus próximos jogos. Analisa a campanha do Remo na Copa do Brasil sub-20 e a preparação do time profissional. Discute, ainda, o acesso ao Parazão 2014. Com Giuseppe Tomaso, Valmir Rodrigues, João Cunha e este escriba baionense. Às 23h30, logo depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 27)