Crise técnica ou emocional?

S FranciscoXRemo Parazao2013-Mario Quadros (17)

Por Gerson Nogueira

O que leva um time a cair no despenhadeiro a cada gol tomado? Quem conseguir uma resposta para esse enigma terá desvendado o mistério que envolve a derrocada do Remo no returno do Campeonato Paraense. Ontem, em Santarém, pela terceira vez consecutiva, o time desabou ao sofrer gol – no caso, o segundo do São Francisco, aos 35 minutos de bola rolando.

Como já havia acontecido anteriormente contra o Paissandu e o Paragominas, o time de Flávio Araújo acusou o impacto do gol e se desnorteou por completo. Passou a errar passes como um time de garotos e a se atrapalhar na marcação, permitindo que o São Francisco tomasse as rédeas da partida.

O ponto de desequilíbrio parece ser a insegurança que tomou conta de todos os jogadores. Não se sabe o que ocorreu internamente, mas o fato é que o Remo perdeu o bonde no último Re-Pa. As circunstâncias daquela derrota, que se desenhou depois de um gol surgido quando o jogo ainda era equilibrado, tiraram a tranquilidade e a força emocional do elenco.

No gramado do estádio Barbalhão, a crise de identidade ficou patente na volta para o segundo tempo. O São Francisco vencia por 2 a 1 e mostrava-se à vontade em campo, embora não fosse uma partida exuberante. Qual a vacina para conter um time em ascensão no jogo? Óbvio: tentar interromper o processo, através de mudança de jogadores ou de posicionamento.

O Remo não fez nenhuma das duas coisas. Entregou-se ao nervosismo. Seus zagueiros exprimiam esse sentimento, cometendo faltas desnecessárias e falhando seguidamente. Logo aos 4 minutos, em cruzamento que atravessou a área, o zagueiro Aldair cabeceou a bola na trave. Cinco minutos depois, Jefferson, o melhor do jogo, invadiu a área e foi chutar na cara do gol. Fabiano saiu com os pés e salvou.

S FranciscoXRemo Parazao2013-Mario Quadros (20)

A confusão que dominava o time não era percebida pelo técnico, que deixou o barco correr. Veio o terceiro gol, após cobrança de falta pelo lateral Levy. Como em lances anteriores, a bola passou pelos zagueiros e foi desviada pelo meia Mário Augusto.

Só então, com a derrota desenhada, o técnico resolveu partir para mudanças. Entraram Diogo Capela e Val Barreto. Saíram Carlinhos Rech e Fábio Paulista. Val pouco acrescentou, mas Capela botou ordem na meia-cancha, lançando e aparecendo para finalizações. Participou dos três lances mais agudos do Remo na etapa final. Pelo que mostrou fica ainda mais difícil entender sua condição de reserva num time tão carente de qualidade na criação.

O São Francisco, sempre seguro e superior, acabou perdendo mais duas oportunidades e Berg apareceu em campo aos 46 minutos, disparando um chute no travessão. O Leão santareno estava sem vencer há nove rodadas e conquistou seus primeiros pontos no returno. Depois do vexame, o meia Tiago Galhardo repetiu a frase do goleiro Evandro e disse que era um absurdo perder para o pior time do campeonato. Faltou completar que quem perde não tem o direito de desqualificar o vencedor. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Águia guerreira mata na hora

O lado emocional parece ter tido papel decisivo também no clássico de sábado entre Tuna e Paissandu, disputado no Mangueirão. Depois de estabelecer vantagem de 2 a 0, os bicolores relaxaram e acabaram por permitir a reação cruzmaltina. Foi o segundo empate do Papão depois do Re-Pa.

É claro que a ausência de Eduardo Ramos, principal destaque do time, pesou na balança. Mas não explica como a equipe deixou escapar uma vitória que parecia líquida e certa até 42 minutos do segundo tempo. Não foi a primeira vez no campeonato que o Paissandu permitiu a um oponente tirar diferença nos instantes finais, mas desta vez exagerou na dose.

O resultado reforçou a posição da Tuna na briga por uma vaga nas semifinais e deixou o Paissandu dependente de um bom resultado contra o Santa Cruz, fora de casa.

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Paragominas confirma grande fase

O Paragominas confirmou o bom momento conquistando a segunda vitória seguida em circunstâncias desfavoráveis. Na quinta-feira havia derrotado o Remo na Arena Verde completamente alagada. Ontem, também sob forte chuva, superou o Águia no Zinho Oliveira.

As duas vitórias asseguraram ao time de Charles Guerreiro a classificação antecipada às semifinais, com excelentes possibilidades de conquistar vantagem no cruzamento. Na última rodada, enfrentará a Tuna em Paragominas e em caso de vitória ficará em primeiro lugar.

Já o Santa Cruz percorre caminho menos tranquilo. O empate em Cametá deixa a equipe sob risco de exclusão do G4 na última rodada, pois cruza com o Paissandu na última rodada.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 25)

27 comentários em “Crise técnica ou emocional?

  1. Gerson e amigos, fui técnico de um time de pelada, mas conheço muito bem, jogadores de futebol… Acreditem, eles só rendem se estiverem bem psicologicamente, e para o momento do Remo, mesmo com pouco tempo, o ideal seria a troca do bom técnico Flávio Araújo, pelo Arthur Oliveira, ainda ontem, para que ele, hoje, receba os jogadores e comece a trabalhar o lado emocional deles.. Ele é muito bom nisso.. Alguns desses jogadores, não conseguem jogar sobre pressão e sentem, quando levam um gol e começam a ser pressionados pelos torcedores, o que poderá ser pior, pois o jogo é no Baenão..
    – O torcedor do Remo precisa fazer a sua parte, incentivando esses jogadores e dando total apoio a eles… Um vídeo motivacional, incluindo depoimentos de seus familiares e tudo mais… O Remo, nesse momento, precisa mais disso até…. E claro, vamos oferecer dinheiro por vitória, nesses últimos jogos… Tudo é válido, só não pode é ficar de braços cruzados…

    O Remo precisa, e muito, controlar seu lado emocional, pois esses jogadores não desaprenderam a jogar futebol … Vale tudo pra salvar o ano do Leão… Tava fácil, só não contávamos era com esse apagão do Remo, claro, com a retirada do bicho, por jogo… Ora amigos, começou, tinha que continuar… É como se por jogo eu desse a um jogador 2 mil reais, ele perdesse o título e eu, numa conversa com ele, dissesse: “Gostei, perdemos por um detalhe, mas não faltou luta. Ah, bicho, agora, só se ganhar o outro turno e não mais por partida”… Quer dizer, gostei, mas não gostei… São uns incompetentes, mesmo….

    Volto a dizer, os dirigentes do Remo, são os maiores culpados de tudo isso…

    É a minha opinião…

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  2. Bela materia!! Nobre Jornalista, temos que destacar o meia Thiago Galhardo do Clube do Remo, não pelo futebol jogado (ou melhor, o futebol não) e sim pelas palavras que o meia vem divulgando nos meios de comunicação, o garoto vive no “Galhardocentrismo” e não vê que as palavras do goleiro Evandro ainda na primeira rodada do Parazão eram proféticas. Boa Evandro!!

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  3. O nervosismo era visível. Seja o que for que desestabilize o time, tem que ser corrigido. Flávio Araújo é bom técnico, não bom psicólogo. A diretoria tem que se meter menos nos assuntos do time. O Remo é favorito contra o Águia, no Baenão. No mais, dos jogos da última rodada, o Remo é o único dos que tem chance de classificar que pega um time que não tem mais essa chance. Paragominas x Tuna tem luta pelas semi e também contra o rebaixamento ao mesmo tempo, pela Tuna. Por isso, acho que dificilmente o PFC ganha essa. Se muito, leva um empate e rebaixa a Águia do Sousa. Acho que os outros três classificados serão Tuna, Paysandu e Remo, porque o Paysandu não perde para o Stª Cruz e acho que o Paragominas perde essa para a Tuna, que vem embalada. O Remo deve jogar tudo contra o Águia de Marabá, se ainda quer alguma coisa este ano. Acho também que o São Francisco escapa definitivamente da degola contra o Cametá. A situação da Tuna é a mais incômoda, porque para o Águia de Marabá tudo é lucro a essa altura se ganhar do Remo. Se a Tuna ganhar e o Cametá sofrer o revés contra o São Francisco, é o Mapará quem será rebaixado. Será uma rodada só para quem não sofre do coração!

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  4. Sobre Flávio Araújo. No estado do Ceará, ele é considerado um treinador mediano, não obteve sucesso quando treinou os grandes da capital, 2 vezes o Fortaleza e 1 vez o Ceará, sempre acusado do mesmo defeito: Formar elencos com jogador barato e pouco conhecido que não corresponderam as expectativas, não reagindo favoravelmente nos momentos de pressão, entretanto logrou êxito treinando times do interior, principalmente o Icasa(Juazeiro do Norte), chegando a algumas semi-finais de turno, e subindo para a série B, sempre usando a estratégia do “bom e barato”. Também teve sucesso no Piauí, onde foi campeão estadual 3 vezes, treinando as equipes do Parnaíba e Barras (títulos inéditos). No Rio Grande do Norte treinou o America-RN subindo para série B e no ano passado foi campeão estadual e da série D pelo Sampaio Correia-MA. É um profissional sério que vem evoluindo na carreira, costuma cumprir seus contratos até o final, não saindo por propostas maiores, também, até onde se sabe, não mantém esquema com empresários, seus times costumam ter padrão de jogo e fazem muitos gols. Eu fiquei na expectativa positiva quando o FA foi anunciado como treinador do Remo, pensei que com a experiência adquirida, era possível fazer um bom trabalho em um campeonato estadual competitivo como o paraense, porque em uma análise fria o único titulo conquistado treinando um clube de massa foi pelo Sampaio e no maranhão, o Sampaio corre dezenas de metros a frente dos demais concorrentes, portanto o técnico não foi essencial. As condições dentro do possível foram dadas: Tempo de treinamento, jogadores e salários, se não deu certo, a culpa é do treinador que ainda não está à altura do clube.
    Abraço a todos do blog.

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  5. Dizem que deus inventou o futebol e o capeta o treinador.

    O Billy e o Bray são irmão e gêmeos.

    Joagam em posições diferentes, tudo bem ,mas o Billy de longe é quem merece chance na onzena titular, desde que seja preciso, mas quem o lecheva coloca? O Bray, que já provou por A mais B que era jogador pro Time Negra e nunca pro Paysandu.

    Tá doido pra se queimar.

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  6. Dado já ter exposto à saciedade minha opinião sobre os diretores, o técnico, o esquema, o time, e os jogadores, e dado o fato de que já na quarta-feira o Remo vai disputar sua última chance de prosseguir competindo, deixo pra comentar novamente sobre estes assuntos após o deslinde desta verdadeira questão de vida ou morte que é a próxima partida.

    Hoje me limito apenas a esboçar uma opinião sobre o formato do time. Deveras, dada a fragilidade defensiva e a dificuldade de criação, talvez fosse útil substituir um atacante por um meia, o Capela. Assim,o esquema ficaria o 3-6-1. Dois alas para comparecer ao ataque alternada e constantemente. Dois volantes, com atribuições predominantemente defensivas, para cobrir os alas e proteger os zagueiros. Dois armadores, com trabalho predominante de criação das jogadas com os alas e o atacante. E um único atacante com trabalho exclusivo de constituir a referência na área para a conclusão das jogadas e prender os zagueiros.

    Um esquema destes não constituiria grande mudança no esquema 3-5-2 a que o time está acostumado. E, em teoria, ficará mais fácil de ser executado. Uma porque no esquema atual um dos atacantes já está acostumado a vir ao meio buscar o jogo (o Paulista e o Cearense) e o outro muita vez vai até à zaga defender nas faltas e escanteios (o barreto). Duas porque no esquema atual, ineficientemente, os volantes já acumulam atribuições de armação e os meias na contenção. Assim com dois meias, além daquele auxílio básico no setor em que os respectivos jogadores se encontrem no gramado de jogo, não haverá acumulação, seja do atacante (na contenção ou na armação),seja dos meias (na contenção), seja dos volantes (na armação).

    Todavia, independentemente do sistema que vier a ser usado no jogo, quero deixar meus augúrios de que o técnico, os jogadores sejam o mais felizes possível. Que eles tenham toda a sorte, graça, serenidade, inspiração e disposição de que precisem para lograr êxito nesta difícil empreitada. Quanto ao Fenômeno, à toda força ao Baenão, na quarta. FORÇA LEÃO!

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  7. Há mais de uma semana todos os comentários que faço entra direto em moderação, é como se tivesse banido deste blog.gostaria de saber porque isto ocorreu e se pode ser liberado meus comentários.

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  8. Para mim são as duas coisas, ou melhor, a crise técnica originou a emocional. Por tudo que eu vi ontem pelo site da cultura, o Remo dificilmente vencerá o Águia. O time não tem toque de bola porque não há aproximação entre os atletas e isso os obriga a apelar para os chutões ou raramente uma jogada individual, o que mostra que o problema é o técnico. Como a diretoria decidiu erradamente prestigiá-lo, só algo sobrenatural salvará o Remo da eliminação.

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  9. Quando eu disse aqui ainda na primeira rodada , e segui afirmando que o Remo é um time ruím e que o FA. só ganhava na sorte fui execrado pelos azulinos, não por todos claro, mas pelos que são
    CÉREDULOS demais.Está aí.E falei após o RexPa que caso FA perdesse mais uma e empatasse outra ou perdesse as duas , sairia.Aposto que isso acontecerá e logo.Quanto ao PAPÃO apenas falta de interesse na partida, nada de “entregar’ para prejudicar ninguém porque pelos pontos que tinha a comissão técnica e os jogadores sabiam que uma derrota ou empate contra a Tuna e uma vitória do Remo traria riscos para o clube.Portanto houve um relaxamento natural do time e faltou tbm criatividade no meio e mais agudeza na finalização.Poderia o Paissandu ter feito uns 4 gols.Se quisesse “entegar’ não teria feito gol nenhum! Vou até mais longe entregar para que?Todos sabíamos que o Remo corria risco de perder esses dois jogos eu mesmo imaginava isso porque o time azulino é ruim demais.Viveu alguns bons momentos no primeiro turno fruto da sorte de quem joga retrancado.Papão tem que levar mais a sério esse returno para ganhar datas para se preparar para Serie B.Quanto ao Remo é como sempre digo:Vive um ciclo vicioso e repetitivo que ninguém sabe quando pode acabar.

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  10. Cláudio, o FA não é um bom técnico, não. É apenas razoável. É bom para times menores, sem torcida e pressão. Como ele manteve no banco o Capela e não coloca o Barrotelli como titular, vai entender… Talvez por eu não ser técnico eu não entendo como se
    explica isso…rs

    O CR nunca esteve bem, pois sempre ganhou sem convencer.

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  11. O remo entrou sim num processo de declínio emocional. Hoje a bola pesa e como a maioria nunca havia jogado em time grande estão sentindo demais a pressão. A perda do título e a pressão para se mudar o esquema com 2 armadores foi sentida pelos atletas. Alguma coisa precisa ser feita e sim tem de ter premiação neste último jogo. É vida ou morte e temos de usar de todas as armas. Quanto ao Pr. Carlos Rodrigues, que é sim arrogante em todos os seus comentários, o remo ganhou a vaga na semifinal contra o paragominas, lider do returno, com absoluta segurança(foi 2×0) e não levou sequer um chute ao gol e o primeiro jogo da final contra o nosso rival (foi 1×1) o remo foi infinitamente superior e não foi feliz nas finalizações. Como ele acha que entende tudo e no fim fala um monte de abrobinhas e até por conta de ser torcedor de rádio.
    Aproveito para convocar toda a torcida a estar no baenão e como sempre fazermos a diferença, que sempre será o fenomeno azul.

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  12. Não acho o time do Remo ruim, até que é razoável e ao meu ver apenas o meio campo é o ponto fraco remista. Como esse setor é o coração de um time, acaba por sacrificar os outros setores como defesa e ataque. Agora insistir com um treinador provadamente desprovido de recursos táticos, que inclusive pôs o cargo a disposição, parece-me insanidade dessa diretoria. Vamos aguardar que a sorte nos ajude, pois nesta altura é a única coisa com a qual contamos.

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  13. Desculpe-me os remistas, mas não da para acreditar na classificação do leião com a postura deste técnico, time totalmente desacreditado, pra completar o time não está nem treinando, pois ficaram cansado de correr atrás dos jogadores do S Fran.
    Enquanto FA está desmotivado, o J Bocão está levantando o astral dos jogadores do Águia, nesse ponto ele é bom, pois procura incentivar os jogadores.

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  14. Égua Edson! Pensie do mesmo modo quanto ao Billy e Brayn, não sei por que o Lecheva dá tanta oportunidade ao Brayn já que a muito ficou provado que não é jogador para o PSC principalmente às portas da série B.

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  15. O 3-5-2 remista vai funcionar quando a ala direita for substituída por um ponta, o Branco. O Walber é voluntarioso e tal, mas não deu liga com o ataque. Não mexeria no ataque, Paulista e Leandro Cearense são os dois atacantes mais técnicos, Val Barreto é jogador para o segundo tempo. Além disso, ao menos taticamente, poria um volante de contenção, o Tony, e o Mauro de volta na zaga, na vaga de Rech, o Henrique ajuda mais na defesa e o Mauro fez falta contra o São Francisco. O Capela deve tomar o lugar de Galhardo, que anda muito marcado e pouco produtivo. Assim, faria o time: Fabiano, Zé Antônio, Henrique e Mauro; Branco, Tony, Jhonnatan, Capela e Berg; Fábio Paulista e Leandro Cearense. Zé Antônio tem que ter mais calma para sair jogando, o Mauro tem essa qualidade. Henrique tem que jogar mais avançado, mais próximo dos cabeças-de-área, para liberar a saída do Jhonnatan e dá cobertura logo no meio-campo, evitando que a bola chegue na área azulina. Se Jhonnatan for um elemento surpresa, mas sendo uma surpresa, subindo só na boa, a zaga não vai correr riscos. O Branco é jogador brioso, ajuda na marcação, mais que o Galhardo. Assim, Clebson e Galhardo são opções para o segundo tempo, assim como o Val Barreto. Rech é opção para o caso de uma contusão de alguém da zaga e o Walber para o caso de o Branco cansar. No mais, é botar o time pra frente.

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  16. Imagino o Branco como uma opção para triangular com os atacantes e os meias, como o Paulista com os meias e o Berg pela esquerda. Isso dá opções para a criação. O Jhonnatan pode aparecer por qualquer lado, como elemento surpresa e a defesa deve jogar como no começo do campeonato, com dedicação e garra.

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  17. Verificando a classificação geral, o São Francisco é o quinto colocado e não o pior time do campeonato, como declarou Tiago Galhardo na TV, com a cara e choro de menino mimado, para não dizer outra coisa, no popular. Daí porque considero patética as declarações desse jogador que, como outros que vestem a camisa do Remo, não dizem até agora agora a que vieram.O que os azulino de Santarém fizeram foi jogar com garra para defender a sua permanência na elite do futebol paraense, ao contrário dos jogadores do Remo, como o boquirroto Tiago Galhardo, que a três jogos não honram a camisa e nem se esmeram em lutar para fazer o Remo voltar a elite do futebol brasileiro pelas portas da Série D.

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  18. Amigo Milton, todo bom técnico gosta de trabalhar com bons jogadores, agora, será que o Ceará e o Fortaleza tinham condições pra isso? No Remo, no início dos trabalhos, ele indicou 2 jogadores do Fortaleza, 2 do Icasa, Bismarck, Clebson e Thiago Galhardo, e o mais recente, Thiago Potyguar, todos, jogadores caros, mas o Remo não deu, porque os dirigentes contrataram por ele e deu ao técnico: Edilsinho, Ramón, Tragodara, Eduardo e por aí vai… Desses, caro, só o Ramón, que praticamente não jogou… Aí amigo a culpa não é do técnico…. Aliás, teve culpa sim, em deixar se intrometerem em seu trabalho…

    Não podemos fazer uma avaliação do técnico, olhando só para os resultados das partidas. Temos que analisar a parte administrativa e de intromissão no seu trabalho, por esses dirigentes… Flávio tinha tudo pra fazer um bom trabalho no Remo, mas foi outra vítima dos incompetentes dirigentes Paraenses, como foram: Giva, Giba, Davino, Edson Gaúcho,…..

    – Pense no melhor técnico do Brasil… Garanto a você que se vier trabalhar aqui, não dará certo…. Anote.

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  19. Amigo Cláudio, obrigado pela informação. Assim, é o jeito contar com o Rech na zaga e o Gerônimo na cabeça-de-área, com o Gerônimo tendo liberdade restrita para atacar, como sugeri que fizesse o Jhonnatan. Desse modo, o time seria: Fabiano, Zé Antônio, Rech e Mauro; Branco, Tony, Gerônimo, Capela e Berg; Fábio Paulista e Leandro Cearense. Acho que o Galhardo poderia ser ou um meia-atacante (no 4-4-2) ou jogar na ponta como um falso ala direito, mas o Branco faria isso melhor, porque o Galhardo é mesmo um meia de ligação, e não de criação, e nem joga na ponta, apoiando a marcação da meiuca. O Branco precisa ser um “Jorge Henrique”, e ele tem condicionamento físico para isso. Galhardo e Clebson são opções para o segundo tempo. Se o Rech jogar mais encostado na cabeça-de-área, acho que o time avança a marcação, o que é interessante, ainda mais por ser um jogo no Baenão. Tendo na prática três atacantes, o Remo seria mais ofensivo porque daria opções ao único armador e ao mesmo tempo, mais liberdade para ele jogar na criação. É por isso que o Gerônimo não pode subir de qualquer jeito, tem que dar cobertura porque os alas vão subir muito e o Nata (se for ele mesmo quem jogue), faz falta toda hora se deixar ele sozinho no combate. O Tony escorregou na decisão do 1º turno e nunca mais teve uma chance. Já deu pro Nata, tem que mudar. O Remo precisa trocar passes, não tentar ligar direto e nem depender só de jogadas individuais e o Gerônimo precisa jogar perto dos zagueiros, para dar saída da defesa pro ataque.

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  20. Cláudio, o melhor técnico do Brasil pode dar certo aqui, isso se:

    1) Ele fizer as indicações de bons jogadores, não de “compadres” de nível técnico baixo.

    2) Garimpar talentos na base e propor à direção do clube um trabalho onde o setor profissional seja uma extensão da base, onde os times possam jogar no mesmo estilo e saibam executar as variações táticas desejadas. Os setores (profissional e amador) devem ser, pelo menos no plano técnico-tático, o espelho um do outro.

    3) Desde que a diretoria contrate jogadores de nível técnico acima da média, e que se encaixem na filosofia do clube (disciplinarmente e economicamente), o trabalho da direção técnica é facilitado. Ou será que Flávio Araújo rejeitaria, por exemplo, um Eduardo Ramos, que foi contratado pela diretoria do Paysandu e apenas avalizado por Lecheva?

    Deixar que uma diretoria apenas contrate jogadores não é recomendável, assim como não é recomendável que apenas o treinador indique seus jogadores. Ninguém está a salvo dos “bondes”, e erros de avaliação acontecem aos borbotões de ambas as partes (do direção do clube e da direção técnica na pessoal do treinador).

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