Espanha suspende despejos após suicídios

De O Globo

A Associação Espanhola de Bancos aceitou nesta segunda-feira a proposta do governo para suspender os despejos nos casos extremos. A medida foi pactuada pelo Executivo com o Partido Socialista, de oposição, como uma resposta aos crescentes protestos e à comoção provocada por dois recentes suicídios de mutuários despejados. O caso mais emblemático foi de Amaya Egaña, que na sexta-feira se jogou da janela de seu apartamento, no quarto andar, na cidade de Barakaldo, quando os oficiais de Justiça subiam as escadas para tirá-la do apartamento. Amaya, de 53 anos, já fora prefeita da cidade. Duas semanas antes, um homem de meia-idade se enforcou horas antes da chegada dos oficiais de Justiça.

No primeiro semestre, foram registrados 317 despejos por dia. “Frente ao alarme social provocado pelos despejos”, afirmou a AEB na nota em que comunica sua decisão, informando que todos os seus membros vão suspender “os despejos nos próximos dois anos nos casos em que houver circunstâncias de extrema necessidade”. Além disso, as entidades financeiras associadas à Confederação Espanhola de Caixas de Poupança também anunciaram a suspensão dos despejos “de coletivos particularmente vulneráveis”.

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