Por Gerson Nogueira
Depois da euforia inicial pela vitória de 2 a 0 sobre o Macaé, na última sexta-feira, o Paissandu começa a voltar à realidade a partir da reapresentação dos jogadores, prevista para hoje, na Curuzu. É o momento de cercar o grupo da dose correta de maturidade, mantendo o otimismo, mas sem perder de vista todos os riscos que envolvem o jogo de volta, sábado, no Rio.
Logo depois da partida, em reação natural nas circunstâncias, várias declarações de jogadores e dirigentes passavam a impressão de que a parada estava praticamente decidida. Essa manifestação talvez tenha sido provocada pela postura apática e dispersiva que o Macaé teve na parte final do jogo em Paragominas. Nada mais enganoso num confronto de mata-mata.
O representante fluminense parecia, de fato, entregue nos instantes derradeiros, mas a falta de combatividade talvez encontre explicação no cansaço físico. Depois de correr muito no começo da partida, procurando marcar em cima, os jogadores já demonstravam um grande desgaste no final do primeiro tempo.
Penso que, em circunstâncias normais, a equipe teria sido mais diligente na busca pelo gol como visitante que tanto lhe beneficiaria. Ao mesmo tempo, não se pode subestimar o Macaé em face da má jornada na Arena Verde. Classificou-se em primeiro lugar no Grupo B da Série C, com campanha de encher os olhos. É improvável que tenha, de repente, tenha virado um timeco qualquer.
Pelas informações da imprensa carioca, a atuação confusa e atrapalhada do segundo tempo está longe de ser um retrato fiel do Macaé. Apesar da larga vantagem que o Papão leva para a decisão, é preciso tomar as devidas cautelas e encarar o adversário com respeito.
Por tudo isso, cabe à comissão técnica do Paissandu orientar os jogadores para não se deixarem contagiar pelo clima de oba-oba que domina boa parte da torcida. Prudência nunca é demais. Lecheva, cujas virtudes incluem a capacidade de se comunicar bem com os atletas, tem a responsabilidade de aprumar as ideias e fazer com que todos encarem o Macaé com olhos bem realistas.
A euforia é perdoável no torcedor, cujo papel é o de incentivar o time e comemorar grandes vitórias. O triunfo obtido em Paragominas foi importantíssimo, deixou o Paissandu a um passo do acesso à Série B, mas precisa ser confirmado no confronto de volta. Que será naturalmente mais tenso e difícil do que o primeiro embate. Encarar as coisas dessa forma é meio caminho andado para um bom resultado.
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Frederico é o cara!
Poucas vezes um campeão brasileiro se mostrou tão dependente de um jogador como o Fluminense em relação a Fred. O artilheiro, cuja carreira meteórica foi atrapalhada pela incrível sequência de lesões, anda jogando com tanta confiança que contagia os companheiros. É fácil observar esse sentimento nas comemorações de gol, como o de ontem, diante do São Paulo.
Há algo no time como fé cega em seus poderes para reverter situações desfavoráveis. O jogo do Morumbi não foi uma exceção. Tem sido assim ao longo de todo o campeonato. Ainda no final do primeiro turno, quando o Atlético-MG ainda liderava a competição, cheguei a vaticinar aqui mesmo na coluna a certeza de que o time com mais fôlego para cruzar a linha de chegada era o Tricolor carioca.
Essa certeza não vinha do comando técnico. Abel é um treinador comum, algo assim como um Joel Santana melhorado ou um Felipão mais jovem. Agrega os atletas, funciona como paizão e tem lá seus conceitos enraizados quanto a jogadas ensaiadas. Nada genial ou brilhante.
Que ninguém se iluda, o segredo do Flu está no elenco tecnicamente acima da média. Só não vê quem não quer. O clube conta com alguns dos melhores homens de meio-campo e ataque do futebol brasileiro. Deco, Tiago Neves, Jean, Wellington Nem e Rafael Sóbis, além do próprio Fred. Todos em nível de seleção.
Abel conseguiu dar ordenamento ao caos que imperava antes e agora o Flu tem um time, alicerçado em torno de seu jogador mais carismático e talentoso. Craque da grande área, Fred vive uma das melhores fases de sua carreira, talvez tão boa quanto a do período no Cruzeiro.
A maré é tão favorável que a bola bate em zagueiro e vem, dócil, para os seus pés. Contra o São Paulo, um vacilo da defesa permitiu que o cruzamento chegasse até ele. Em seguida, o chute perfeito, chapado. Quando garoto lá em Baião ouvia muito falar da figura do jogador iluminado, para quem tudo dá certo. Fred vive esse tal momento mágico, que raramente se repete.
É um afortunado porque seus méritos pessoais estão sendo canalizados em favor do time, que jamais estaria em situação tão confortável na tabela se não tivesse um goleador tão implacável. Além dos gols, Fred tem ascendência sobre os companheiros e funciona como líder positivo. Enfim, é o cara.
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Pobreza de ideias
O tempo passa, o tempo voa e o Remo segue fora de eixo. O anúncio de que uma das chapas que concorrem à presidência pretende contratar um empresário de futebol para cuidar do departamento profissional é a última piada em curso no clube.
Só mesmo mentes destrambelhadas poderiam ver como solução o que normalmente tem sido um problema em outras agremiações. Botar a raposa para cuidar do galinheiro não dá certo nem em contos da carochinha.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 05)
Ridículos como sempre, esses diretores. Ainda temos 2 anos de sofrimento até as eleições diretas.
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Talvez mais.
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A dois meses do início do campeonato estadual o Remo não tem diretoria, comissão técnica e time, enquanto Paissandu, Santa Cruz, Paragominas, Independente, Águia já estão montados. Além de Parauapebas, Castanhal e São Raimundo que vão disputar mais essa seletiva. Desse jeito, a luta do Remo pode até resumir-se em não cair para a segundinha do campeonato regional, o que seria muita humilhação à uma torcida das maiores do país.
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O pior, além da pobreza de ideias é a pobreza de espírito. Não têm competência suficiente para administrar o time e não abrem mão do clube, como velhos sanguessugas, enfiaram o time num buraco que sem um programa decente de captação de torcedores e uma administração séria, é impossível seu ressurgimento. Triste.
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esse sr. Sérgio é carne de “cabeça”
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O Paysandú tem que atuar de forma tranquila mas aguerrido, um gol a nosso favor em Macaé levará o time fluminense ao desespero total pois teria que marcar 4 para classificar direto sem ir para os penaltis.
Esse jogo do dia 10 tem características de um jogo de xadrez onde a astúcia de quem está movendo as peças deve ser aguda para não vacilar e perder a rainha (a vantagem de 2 gols) e num movimento precipitado tomar um cheque-mate em seguida! (sofrer o terceiro e não marcar nenhum!)
O que me impressionou no último jogo foi a “fácil” desistência do time do Macaé em buscar o gol no final da partida. Cansaço?, talvez. Mas o pareceu uma arapuca daquelas vamos se fingir de morto e pegá-los em guarda baixa.
O time do Macaé mostrou que não é bobo! Uma análise mais fria nos leva a pensar, pelo menos eu pensei assim, passada a euforia da vitória, se os dois lances claros de gol que eles tiveram tivesse entrado, qual seria a nossa reação dentro de campo?
Recordo do jogo contra o Coritiba, que em menos de sete minutos o Coxa abriu uma vantagem de 3 num apagão alvi-azul que parece ter tomado um “boa noite Cinderela” e esquecido como jogar futebol.
Outro fato mais recente contra o Fortaleza na cidade de mesmo nome, ganhávamos o jogo e de repente tomamos também 3 gols sem nenhum esboço de reação.
Também vale lembrar que eles na primeira partida tentaram enervar o time do Papão com provocações e agressões em campo, uma delas deu origem ao penalti, tão contestado pelo seu técnico, malandro é malandro, mané é mané, eles vão usar de qualquer artifício para desestabilizar o Paysandú, e aí o Lecheva tem que saber ajustar a cabeça da moçada para não caírem em provocações que não serão poucas!
Eu acredito nas boas possibilidades que temos em nos classificar, mas vale atentar para o pequeno detalhe de que todo cuidado é pouco para este jogo da volta, e que retornemos de Macaé com a vaga tão sonhada para a série B de 2013!
Tenho fé de que 2012 é o nosso ano da subida, já passamos por muito sofrimento e agora é a hora da alegria, dos sorriso e da comemoração, mas somente ao final dos últimos 90 minutos lá no Rio de Janeiro!
Boa sorte Papão e que venhas de lá como vencedor que sempre fostes e novamente serás!
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No Remo está um verdadeiro Iraque, não é nem mais bomba, somente míssel. Tá pegando preto.
Será que vai haver apresentação dia 19/11 ?
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Minha escalação do Paysandu:
João Ricardo, Yago, Marcus Vinícius, Fábio Sanches e Rodrigo Fernandes. Ricardo Capanema, Vanderson, Júnior Maranhão, Thiago Potyguar e Alex Gaibú. Kiros.
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Retranca? E o contra ataque, so o Potiguar?
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Data vênia, amigo Gerson, sinceramente não vi nenhuma declaração anormal dos jogadores, muito respeitosas e dentro da realidade dos fatos.
RRamos
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Papão tem que marcar não atrás , muito atrás , mas na meia-cancha e sair rápido nos contra-golpes , jogo para um meia clássico que saiba lançar e atacantes velozes:Moisés, Helington ( ainda está no time?)devem ser titulares, tais jogadores com o atributo da velocidade desde o 1º tempo, haja vista que o Macaé vai vir para cima desde o início do jogo.Um gol ainda no primeiro tempo e antes do gol deles acaba com o jogo.Palpite 1 x 1. Relembrando que posto aqui desde sábado pela manhã , PAPÃO já subiu bicolores!
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Uma boa marcação fará com que eles tentem de todas as formas e isso implica em subida de alas e defensores abrindo o caminho para os contra-ataques.
Eu não mexeria no time, mantendo inclusive o Harrison no meio, pois precisaremos de muita experiência para sairmos de lá com um bom resultado.
Eu acredito!
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O que é remo que tanto falam aqui ? Seria aquele pau de dirigir canoa ?
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Penso, amigos jjss555 e Acácio, que entrar com o mesmo time, é uma incoerência do técnico, por tudo que falou ao final do jogo. Harison não foi mal só nesse jogo, já vem jogando mal. A cobertura nas costas do Yago, precisa melhorar , acredito que com 3 volantes, sendo 2 que saem, o Papão teria muito mais chances. Passar, de novo, o que passou no 1º tempo do jogo de sexta, é confiar e muito, na sorte..Melhor se prevenir..
Nesse time do Paysandu, os 2 alas atacam, o Potyguar, o Alex Gaibú, um dos volantes e o Kiros, são muitos atacantes, amigos, por isso, precisaria se reforçar na marcação, como fez no 2º tempo do jogo, quando ficou com Capanema, Leandrinho e Vanderson, não dando tantos espaços ao Macaé.
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Amigos, sou completamente contra baixaria e desrespeito aqui no blog. O comentário número 13 é de uma total infelicidade. O nick escolhido por esta pessoa é de muito mal gosto. É esse tipo de torcedor que causa as brigas que só afastam as famílias dos estádios. Sem necessidade. Eu sou PAYSANDU e jamais vou desrespeitar qualquer torcedor.
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Pessoal, revendo os lances da partida, ontem, ao assistir o Bola na Torre, revi as três clarríssimas chancces de gol que o Macaé perdeu
(2 com o tal de Zambi diretamente e a 3a com ele dando o passe). Até aí, o PAPÃO só tinha tido aquela chance com o F. Sanches ! Foi muito perigo ! O Zambi tava entrando facilmente pelo lado direito da nossa defesa, durante todo o 1o tempo. Inclusive num dos lances dele com perigo de gol, a origem foi uma bola perdida pelo displiscente Harrison, pelo meio de campo. Eu colocaria o Leandrinho no lugar do Harrison, mas acho que o Lecheva vai pôr o Harrison. Meu prognóstico é de que o Macaé virá para tentar sufocar, nos primeiros 10 min e o PAPÃO não poderá aceitar, tem que se impor ! Querem ver como o PAPÃO surpreenderia o Macaé ? Seria pôr o PAPÃO a marcar, desde o início, a saída de bola do Macaé ! Eu faria isso, caso fosse o técnico. Porque se o PAPÃO fizesse 1 x 0, o desespero tomaria conta do Macaé !! Não teria
preparação psicológica que agüentasse.
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Concordo quanto aos riscos que o Paissandu correu no primeiro tempo, mas entendo que o Lecheva deve estar tentando a esse problema, que ele resolveu no segundo tempo. Mais ainda: deve estar pensando num jeito de fazer o time buscar o gol desde o começo da partida. Ele sabe que abrir o placar significa desnortear por completo o Macaé. Se isso for bem executado, creio que o Paissandu tem boas chances de vencer o jogo.
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Se eu fosse o Lecheva entraria no 3-5-2, não significa entrar recuado, o time ficaria mais coeso e ofensivo, pois os laterais teriam liberdade. o time ficaria assim. João Ricardo, FAbio sanches, Marcos Vinicius, Pablo, Rodrigo fernandes, Vanderson, Capanema, alex gaibu, pikachu, Rafael Oliveira e Potyguar.
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Também achei muito deselegante o comentário 13, mais ainda pelo seu nick.Mas cada cabeça é uma sentença! E educação varia com que cada um recebeu ou não!
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Como comentei anteriormente haverá de tudo nesta partida de vida ou morte para ambos, como eles jogam em casa vão partir para o tudo ou nada porque já começam em desvantagem de dois gols, o time deles apesar de não ser nenhum monstro sabe jogar bola e é bem aplicado taticamente haja vista a dificuldade que o Paysandú encontrou até fazer o primeiro gol e digamos o segundo gol do Papão foi uma dádiva dos deuses do futebol com aquela jogada irresponsável do zagueiro deles sobre o Kiros! Então, o foco tem que ser jogar atento, com garra sem dar espaços, dificultando ao máximo as tentativas de articulação deles. E sair rápido e bem objetivo em fazer gol, se possível mais de um, para desestabilizá-los de vez.
Com todos os cuidados que a partida exige e da parte deles também terão seus cuidados pois não irão deixar tudo aberto lá atrás, sou mais Paysandú e acredito num grande resultado do Papão com a classificação para a semi-final e consequente classificação para a série B 2013!
A semana promete e os nervos também. Até o dia e até o fim da partida iremos ficar com esta tensão para saber o resultado do jogo.
Vamos subir Papão!!!!
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BOMBA: Técnico Flávio Araújo, ex Sampaio Corrêa poderá ser o novo técnico do Remo. Aguardem..
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Amigo Cláudio, Flávio Araújo pode até vir um dia pro Remo, mas tem um monte de outras propostas para analisar. E de clubes que têm divisão e calendário garantidos para a próxima temporada.
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e aí amigo Claudio – o Columbia, lá vem Bomba?
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Técnico do Nordeste são ótimas opções.
Vejam o Vica do Fortaleza, dando sopa e ninguém percebeu.
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Amigo Rodrigo, o Vica faz bom trabalho em clubes do Nordeste há pelo menos cinco anos e nenhum clube paraense se interessou. Olha aí o trabalho dele nesse Fortaleza limitadíssimo.
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Pois é, Cláudio, tem o CR dinheiro para bancar F. Araújo ?! Estou duvidando ! É, acima da questão salarial, aquilo que disse o Gerson, na postagem 25.
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Erratum: postagem 26.
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Os covardes já começaram a pular do barco do Remo. O pior que os mesmo que ajudaram a afundar. Te dizer…
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Amigos Gerson, Carlos Barreto e demais, Flávio Araújo deve sentir é muito orgulho em treinar um clube da grandeza do Remo. Qual clube ele treinou em sua carreira, que chega perto da grandeza do clube Azulino? Nenhum…Só não sei se ele está preparado para enfrentar um clube de massa e com torcida exigente, mas é um técnico em crescimento, logo, devemos aguardar..
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Concordo quanto à tradição do clube, amigo Cláudio. O problema é que profissionais do futebol não querem correr riscos e hoje, infelizmente, o Remo é um clube de alto risco.
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Vou tirar o complemento do nick porque as meninas ficaram chateadas. Viram como funcionou jogar garrafas e sandálias nos jogadores ? Agora o time é outro, ficaram com medo de apanhar e começaram a jogar futebol. Vão ser campeões da série C.
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Vai ser técnico local e Lecheva receber proposta mas não aceitará. Deconfio que Samuel assumirá. Mais mais que isso é sonho.
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