A construção de um time

Por Gerson Nogueira

Nos últimos três clubes que dirigiu, Roberval Davino usou com mais freqüência o sistema 4-4-2, embora de vez em quando empregasse o esquema de três zagueiros. Quando veio ao “Bola na Torre”, há duas semanas, o técnico alagoano disse que não tinha preferência, mas, pelas características dos jogadores à sua disposição, parece inclinado a adotar o 3-5-2 no Paissandu.
Desde os amistosos, o técnico tem usado formações que começam no 3-5-2 ou se transformam longo das partidas, como aconteceu no amistoso contra o Nacional (AM), em Paragominas.
Antes de considerar se o desenho tático é bom ou não, cabe analisar a qualidade individual dos jogadores. No elenco do Paissandu, grande parte dos atletas já atuou nessa configuração.
Outro fator de estímulo em direção a essa formação foi o clássico contra o Remo, domingo, quando o 3-5-2 funcionou até acima das expectativas. O sucesso decorreu, em grande parte, do rendimento de Pikachu na ala direita e do correto papel exercido por Leandrinho no lado esquerdo.
Acrescente-se a isso a produtiva atuação do estreante Alex William no setor de criação e a boa aproximação entre Kiros e Tiago Potiguar, escalado como segundo atacante.
Parte dos problemas de Davino para montar a defesa e o quinteto de meio-campo se resolve com a volta do lateral-esquerdo e ala Régis, confirmada ontem. Ao mesmo tempo, abre caminho para que o polivalente Leandrinho dispute uma vaga na armação, onde prefere jogar.
Robinho, já recuperado de contusão, é outro que vai entrar na briga direta por um lugar na armação, ao lado de Alex William, este desde já investido no papel de maestro do time que começará a campanha pelo acesso à Série B.
Vale dizer que Davino tem em Robinho uma alternativa também para o ataque, revezando com Tiago Potiguar na função de atacante recuado.
Quando despontou no Cametá, em 2011, Robinho executava essa tarefa, fazendo escolta para o artilheiro Leandro Cearense.
Ao torcedor, a quem esboços táticos não costumam interessar, importa mesmo é que o novo Paissandu mostre força e consistência para encarar a duríssima batalha na Série C. Desde que consiga vitórias, é irrelevante se o time joga com três ou quatro zagueiros, dois ou três atacantes. 
 
 
Márcio Tinga, meia-armador que apareceu no Cristal do Amapá há dois anos, é o novo objeto de desejo do Remo. É a confirmação de que a diretoria perdeu definitivamente o juízo desde a perda do Campeonato Estadual. Mais ou menos do mesmo jeito que Ávalos e Santiago, Tinga não tem perfil para resolver os problemas e preencher as necessidades criativas do Remo. O clube vive turbulências internas e deixa entrever isso pela forma precipitada, aloprada até, com que sai em busca de reforços.
Ao mesmo tempo, a aquisição de um novo jogador para o setor sinaliza que o clube está se preparando para ficar sem Magnum ou que o jovem Reis pode vir a ser negociado antes da abertura da Série D – cuja primeira rodada deve acontecer no próximo dia 24. A questão é que o ex-atleta do modesto Cristal está vários degraus abaixo dos dois atuais titulares do meio-campo azulino. 
 
 
Sob a combustão coletiva que normalmente se apodera de La Bombonera, o Boca Juniors passou sem grandes dificuldades pela Universidad de Chile, ontem, e deu um largo passo para ser novamente finalista da Libertadores. Fez 2 a 0, podia ter feito outros gols, mas impressionou pela sólida estrutura defensiva, liderada pelo veterano Schiavi.
No meio, Riquelme joga pro gasto, embora longe do brilhantismo de outras temporadas. No ataque, o time depende do tanque Santiago Silva e da rapidez de Mouche, ambos particularmente inspirados diante de La U.
Para corintianos e santistas, que disputam um lugar na grande final, não resta dúvida de que a torcida tem que ser pelos chilenos. É sempre desagradável enfrentar um Boca sedento do título continental e embalado pela boa campanha na competição.  
 
  
Baião pode não ter vencido o desafio com o sub-20 do Paissandu (jogo terminou empatado em 0 a 0), mas encantou os visitantes com suas belezais e tradicional hospitalidade. Nem tudo é futebol, afinal. A arte de bem receber também merece aplausos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15)

23 comentários em “A construção de um time

  1. – Penso, Gerson e amigos, que o Potyguar e o Alex Willian, venham de trás com essa bola, como eles gostam de jogar. 3-4-2-1, onde esses 2, justamente, são eles.
    – Quanto ao Márcio Tinga, seus últimos clubes, foram: Pelotas-RS, Náutico-PE, Rio Branco-AC e Marcílio Dias-SC.
    – Uma coisa é certa, se foi o bom técnico Flávio Lopes quem o indicou, o torcedor poderá ficar tranquilo.Nunca duvide de um bom técnico.É só ver o qe ele fez com o Jhonatan, abandonado nas categorias de base do Remo.
    Vale lembrar que Rafael Oliveira, já foi do modesto Ananindeua. Soares, cantado em verso e prosa, já jogou nos modestos Tren, Ipiranga e Santos, todos do Amapá. Marcelo Maciel, já foi do modesto Castanhal e, por aí vai.

    – Nunca duvide de um bom técnico. Só ele saberá fazer um jogador render. Márcio Tinga não é mau jogador, não.

    – É a minha opinião.

  2. Claúdio já que o assunto é sobre um meia (homem da criatividade) você conhece Rafael um meia esquerda que atua no futebol Amazônino e foi contratado pelo Currais Novos (time novo criado em C. Novos para disputar a segunda divisão do RN, cuja diretoria é formada pelos ex-diretores do Potyguar)

  3. Cláudio, deixa eu te fazer uma perguntinha besta! Já que você sempre enche a bola do Flávio Lopes, cantando em verso-e-prosa que ele e bom técnico, me dia ai! Por que. o Edu Chiquita não joga no time dele? O mesmo já jogou em bons e razoáveis clubes do Brasil, ele tem mais currículo que esse tal Tinga, mais o cara as vezes não e nem relacionado para o banco de reservas.
    As vezes eu começo a achar, que o Gualberto e que ta com a razão lá pelos lados do Baenão. Te dizer!

  4. Amigo André, o que se sabe, é muito pouco sobre essa história do Edu Chiquita. Você j´á viu algum repórter entrevistando o Flávio Lopes sobre o assunto? Dizem que ele não coloca o Edu Chiquita, por ter sido o Hamilton quem o contratou, mas esquecem que esse diretor trouxe, também, o Adenísio, que a diretoria ía mandar embora e, o FL não deixou, sendo inclusive titular em alguns jogos. Amigo, atente para as coisas. Vão fritar o FL, por o mesmo não querer jogar o Re x Pa , depois, o Davino, por não querer amistosos. A meta é colocar (e afundar de vez Remo e Paysandu) voltando com os técnicos locais. Você duvida?
    – Técnico local consegue trabalhar em Remo e Paysandu, por quase 1 ano e a mídia não vê os erros deles(será que não?) e, bons técnicos, ela não consegue deixar os mesmos trabalharem e conseguem ver tantos erros,, que eu, não vejo. A mídia(não são todos) tem receio em lidar com bons técnicos.Porque, é que eu não sei(talvez, até saiba). Anote pra isso.

    Te dizer…

  5. Será Cláudio que o tal Tinga é bom mesmo? Acho que é bom se for indicação do FL. Se for contratação da diretoria, talvez não seja bom. Em todos os sentidos.

  6. O time tá pronto.
    eu quero é que comece logo esse campeonato pra um poder ir pro estádio ver o meu papão.

    Vale lembrar que é a primeira vez que o papão começa a série C com um time montado e organizado taticamente.
    E se a coisa apertar o LOP falou que tem mais 150 paus pra trazer jogadores diferenciados pro papão.

    esse ano tem tudo pra dar certo, mas a gente precisa ver o nível dos adversários também

    Vamu subir papaãããããoooo!

  7. Sim Claúdio, o Tiago está em Currais Novos desde quarta-feira, foi convocado pela justiça a comparecer a justiça, já que a sua ex-mulher acionou a justiça para receber a pensão alimenticia dos filhos e sabe-se que este é único caso no Brasil em que dar cadeia

  8. Bem, o Remo está para anunciar o meia armador, mais que jogava de volante. Da qui a pouco, o Remo irá anunciar um zagueiro que jogava de segundo atacante! Égua, é por essas e outras que o nosso futebol se encontra onde merece estar. Quanta incompetência desses dirigentes, se o Remo quer tanto um meia de ligação, por que não trazer o ANDRÉ MENSALÃO, que e bom jogador e todo mundo já o conhece, é melhor do que dar tiro no escuro.

  9. Um time do interior só pode se vangloriar quando enfrenta a dupla Pa- Re e se não perde.
    Portanto vamos aguardar que alguêm se interesse em levar o Remo( a Irlanda do Norte )para medir forças com a valorosa equipe dê Baião.
    Quem sabe ele não vire um novo Bacurí.
    Do jeito que o Gerson está prosa com este time dê Baião.
    Quando eles perderem lá dentro o feito será chamado de “baionaço”.

    Alô Flávio Lopes já que tu tens medo de `Pa-Re, fica a idéia pra enfrentar os baionenses.

  10. concordo com o amigo claudio santos a midia quer que remo e paysandu tenha só jogadores e tecnicos locais e quando surge um jogador mediano mais e da terra e sempre elevado a crake Moises e Fabricio que o diga.

  11. Começou a blá blá blá, amigos não se enganem com esse time do Paisandu, a única diferença que é um time mais fraco do que o ano passado, ganhou do Remo pq o Leão estava sem zaga, não deixem a impresa empolgar vcs outras vez, abram o olho, na primeira partida desse time na serie C vcs vão ver se eu tenho razão.

  12. É [CR] Anderson, meu medo é esse mesmo, pois no frigir dos ovos, o Paysandu ainda não foi testado. Não querendo afirmar menosprezo ao Remo, longe disso.

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